domingo, 8 de Novembro de 2009

A Nona Vida de Louis Drax, de Liz Jensen

«Estranho e maravilhoso. Um romance psicológico perturbante sobre a transgressão e os mistérios do subconsciente.» People

Louis Drax é um miúdo de nove anos, precoce, inteligente, problemático e muito dado a acidentes. Sofreu pelo menos um episódio maior, acidente ou doença, em cada ano da sua curta vida, mas sobrevive sempre como o gato que cai sobre as quatro patas. Durante o piquenique familiar por altura do seu nono aniversário, cumpre-se a maldição que parece assombrá-lo, cai do alto de uma falésia e afoga-se num rio permanecendo num coma profundo de onde poderá não regressar. Tão dramático e dúbio acontecimento implica também o misterioso desaparecimento do pai de Louis, Pierre Drax. Louis acaba por ficar ao cuidado de Pascal Dannachet, um neurologista que acredita em coisas que os outros médicos não acreditam. Em simultâneo, desenrola-se uma investigação policial para tentar encontrar o principal "suspeito" do que poderá ter sido um crime, o desaparecido pai. Esta história brilhante e impecavelmente arquitectada, cheia de um irreverente humor negro e intensamente empolgante, é contada a duas vozes: a do próprio Louis, dentro do seu inacessível subconsciente, e a do neurologista, que não consegue resistir à sedução de Natalie Drax, a sofredora e vitimizada mãe de Louis.

As expectativas para este livro eram elevadíssimas. Porquê? Porque este ano tenho experimentado algumas pérolas de "humor negro", e esta história é, acima de tudo, um choque. Até o título dá que pensar, não é?

Não posso dizer que tenha correspondido às expectativas... Aliás, não achei que este fosse um romance cheio de humor negro, mas sim um romance mais perturbante sobre os mistérios da inconsciência. A história não é NADA do que estava à espera, e por um lado não foi bom.

Antes de mais, a deliciosa escrita de Liz Jensen! Pessoalmente, acho que este não é um bom livro, mas sim uma excelente escritora! Se há coisa maravilhosa neste romance é a escrita da autora, que nos agarra magistralmente. São palavras deliciosas que percorremos com um enorme prazer, e confesso que fiquei curioso em conhecer outros livros de Jensen...

O facto de este ser um livro contado a duas vozes foi a menos-valia. Porque, se a narração de Louis Drax é viciante, é extraordinária, quase genial, a narração de Dannachet chega a ser arrastada, obsessiva, chata.
Louis é uma criança, mas mesmo em coma é das mais espertas que existem. E quando fala, sentimos que estamos perante uma percepção genial do mundo e de quem o rodeia! É uma personagem fascinante a todos os níveis, não só pela inteligência, não só pela sua má fortuna, mas talvez também por ser a personagem que está directamente envolvida nesse mundo subconsciente, e por isso nos apresenta divagações francamente inventivas, difíceis de parar de ler.
Já Dannachet envereda por divagações chatas, obsessivas. A maneira como o vi envolver-se no caso de Louis Drax foi-me, confesso, um bocado cansativo. A certa altura fartei de todo o seu palavreado, do seu "nem anda nem desanda", e estive mortinho por voltar a enterrar-me na inconsciência de Louis. Infelizmente, foi esta segunda voz que me desmanchou muito, muito mesmo do que poderia ter achado deste livro.

Ainda assim, o que começa por ser um mistério aparentemente sem resolução, acaba por ser um verdadeiro "twist". Eu já estava à espera: não fiquei totalmente surpreendido. Mas admirei a capacidade da autora criar um enredo verdadeiramente cativante, e uma conclusão que deixará qualquer leitor agarrado ao livro, agarrado à verdade que subitamente nos deixa tão admirados. Muito bem.

Sem ser um livro que considere "único" ou "extraordinário", e sendo ainda mais "terra-à-terra" do que estava à espera, sei que muita gente vai querer lê-lo, e não sem razão. Não é essencial, não o leria já amanhã, mas mais cedo ou mais tarde acabará por chamar a atenção do leitor. E é, de facto, um tempo que não dou por perdido.

A Mecânica do Coração, de Mathias Malzieu

Edimburgo, 1874. Jack nasce no dia mais frio do mundo, com o coração… congelado. A Dr.ª Madeleine, a parteira (segundo alguns, uma bruxa) que o trouxe ao mundo, consegue salvar-lhe a vida instalando um mecanismo - um relógio de madeira - no seu peito, para ajudar a que o coração funcione. A prótese funciona e Jack sobrevive, mas com uma contrapartida: terá sempre de se proteger das sobrecargas emocionais. Nada de raiva e, sobretudo, nada de amor. A Dr.ª Madeleine, que o adopta e zela pelo seu mecanismo, avisa: «O amor é perigoso para o teu coraçãozinho.» Mas não há mecânica capaz de fazer frente à vida e, um dia, uma pequena cantora de rua arrebata o coração - o mecânico e o verdadeiro - de Jack. Disposto a tudo para a conquistar, Jack parte numa peregrinação sentimental até à Andaluzia, a terra natal da sua amada, onde encontrará as delícias do amor… e a sua crueldade. Um conto de fadas para adultos, ao estilo de Tim Burton ou Lewis Carroll.

Parti para a leitura deste livro com as expectativas mais do que elevadas: este ano li "A Loja dos Suicídios" e adorei, e era esse género de livro que esperava encontrar. Claro que o tema é totalmente diferente, mas o tipo de escrita, o estilo da história, em tudo surreal.

E creio que acertei.

Comecei a ler este livro e de logo fiquei impressionado com as personagens directas e belíssimas que nos são apresentadas! Para além do rapaz com o coração-relógio, temos a sua mãe adoptiva, uma parteira bruxa e que não se pode gabar muito da vida, um bêbado sem-abrigo com uma coluna de metal, duas prostitutas humildes, uma cantora com visão fraca...

Enfim, personagens apenas existentes numa lindíssima Edimburgo de 1874 (as descrições são tão belas, tão poéticas, que o que me deu mais pena foi não ter percorrido esta cidade).

É uma história em tudo surreal, em tudo encantadora. E não é um amor normal... Acho que a relação que se desenvolve entre Jack e a pequena cantora não é um conto de fadas, mas algo bastante sólido e específico. Não pode ser um amor normal, quando o rapaz pode morrer, literalmente, por amor...

A escrita de Malzieu é encantadora. Desde o início que sabemos que este conto nos vai iluminar, nos vai fazer suspirar um bocadinho. Escreve com tanta naturalidade... E a sua imaginação é única. A premissa do livro é magnífica e o seu desenvolvimento não me desiludiu de todo. Aliás, acho que tem o tamanho certo. Mais do que um livro para dar prazer, emociona-nos pelo sonho que é. E, como não podia deixar de ser, encontrei na improbabilidade das personagens, na surrealidade do enredo, pequenas lições de vida que nos deixam abismados, a reflectir...

Para concluir... Quando acabei este livro, não consegui pegar imediatamente noutro. Precisei de suspirar um pouco mais para além da última página. Um livro belíssimo, que como Le Soir bem disse, faz-nos querer comprar dezenas de exemplares para oferecer! Para reler.


sábado, 7 de Novembro de 2009

Vencedores do passatempo "A Melodia do Adeus"

Antes de mais, obrigado às 95 participações que recebi! Dessas inscrições, 64 responderam correctamente às questões:

1.ª - Qual o maior romance de Nicholas Sparks? (resposta aceite seja em inglês ou em português)

R: "A Melodia do Adeus", ou "The Last Song".

2.ª - Quem escolheu o nome da personagem Ronnie, em "A Melodia do Adeus"?

R: Miley Cyrus.

3.ª - Quantos livros de Nicholas Sparks já foram adaptados para o cinema?

R: Quatro (4).

Posso finalmente divulgar os vencedores deste passatempo:

1.º - 10 - Cláudia Cruz (livro autografado + saco promocional)
2.º - 41 - Ana Rita Lopes (livro + saco promocional)
3-º - 63 - Helena Pereira (livro + saco promocional)

Parabéns às vencedoras! Estejam atentas às caixas de entrada, pois em breve entrarei em contacto convosco.

Mais uma vez, obrigado a todos os participantes, e até um passatempo futuro!

sábado, 31 de Outubro de 2009

Fúria Divina, de José Rodrigues dos Santos

Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra. 6AYHAS1HA8RU Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo. E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica? Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos.

Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda.

Bem, acho que será escusado dizer que este não só é o regresso de José Rodrigues dos Santos, como o facto de ter sido revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda chamou a atenção de muitos.

Comprei o livro no seu lançamento no Colombo, e desde já digo que não ouvi nada do que o autor disse, nem dos restantes apresentadores. Estava tanta gente, e o som estava tão mau! Para a próxima, a ver se JRS reserva o Pavilhão Atlântico.

Logo nessa noite comecei a lê-lo.

Acho que é um excelente regresso. Do autor e das personagens.
Não é o seu livro mais ambicioso. Aliás, a nível de tema, acho que os anteriores foram bastante mais "atrevidos", almejavam bastante mais. Não acontece isto aqui! Neste livro, Dos Santos apresenta-nos o fundamentalismo islâmico. É extremamente interessante, e confesso que até fiquei com curiosidade de ler o Alcorão! Não é, ainda assim, um livro que mereça a polémica que outros mereceram.

O seu estilo jornalístico está lá. Este é o tipo de livro que não nos deixa frustados na busca de conhecimento. Lemos sobre o Islão e o fundamentalismo religioso com avidez, sem pararmos de receber todo o tipo de curiosidades, de informações, e dos pontos de vista que pedimos. É uma das coisas que gosto em JRS: não se resume à acção.

E assim chegamos ao enredo. Li "O Sétimo Selo" e DETESTEI a personagem de Tomás Noronha. Não sei transmitir o ódio que esta personagem transmite, a ingenuidade!!!
Este livro é totalmente diferente.
Neste livro encontrei (FINALMENTE) um Noronha maduro, um Noronha que sabe, um Noronha que é professor universitário, um Noronha que já passou por muito. Fiquei obviamente impressionado por ter conseguido reavivar a personagem.

Mas não foi isso que tornou este livro diferente dos outros.
Foi a construção do enredo.
Há algo novo neste romance, em relação a outros do autor. Temos duas histórias paralelas: a de Noronha e a de Ahmed, o rapaz que ao longo da sua vida vai descobrindo os ensinamentos de Alá. Pessoalmente, achei isto um golpe de génio, vindo de JRS. Não só criou duas histórias paralelas e um jogo muito interessante no enredo como criou Ahmed, que é fascinante, como se desviou de páginas intensivas de Noronha, que poderiam chatear o leitor.
Embora o tema não seja melhor do que os anteriores da série, este foi para mim dos melhores livros em termos de enredo! Foram dados alguns passos nesta área, que alguns saberão ser um ponto fraco em JRS.

Continuam a haver gralhas. Continuam a haver situações que raramente poderiam acontecer. Continuam a haver vários pontos que tornam a história pouco credível. Mas há aqueles pontos que parece que dão mais qualidade a este thriller! E é fácil de ler... Pouca descrição, uma escrita bastante corrida. Nada a notar!
Para terminar, tenho a dizer: nunca achei que José Rodrigues dos Santos fosse parecido com Dan Brown. Nunca. Mas "Fúria Divina" tanto poderia ter sido escrito pelo português como pelo inglês. Tenho de reconhecer a grande semelhança entre os dois nesta obra específica!

Para quem não gosta de ler, bem que vai gostar deste livro! Para quem gosta de JRS, este tem de ser lido. Para quem ainda tem preconceitos, pegue num do jornalista, mesmo não sendo este ("A Filha do Capitão" e "O Codex 632" são bons romances!). Eu gostei muito, e já estou à espera do próximo dele.

domingo, 25 de Outubro de 2009

As Atribulações de Jacques Bonhomme, de Telmo Marçal

"Não se lê propriamente o livro que têm em mãos, mas mergulha-se nele. Um parágrafo, uma página, e estamos cercados pela sua forma própria de ser, pela visão particular do mundo e da raça humana. Mergulhamos descontraidamente e logo percebemos a insensatez da nossa postura. Esta não é uma obra redentora. Não nos dá a mão e nos acompanha pelos becos escuros, pelo vale da nossa dor, qual guardião que protege a nossa fragilidade. Ao entrarmos na primeira página, descobrimo-nos na jaula da fera encurralada - e depois não podemos voltar atrás." Do prefácio de Luís Filipe Silva

Este prefácio não podia explicar melhor a sensação que este livro nos transmite.

Ainda assim, só lendo perceberão o que se quer dizer.

Trata-se de um conjunto de 12 contos muito únicos, o que torna Telmo Marçal um autor especial num género tão mal explorado em Portugal: a distopia.
São, porém, contos extremamente pessimistas. A sua visão da raça humana, da nossa sociedade, é tão opressiva que não podemos deixar de nos sentir sem saber o que fazer, perante uma perspectiva tão ameaçadora, tão feroz, tão sufocante.

Não posso deixar de aconselhar este livro, porque estamos perante algo especial na literatura nacional. Não encontramos com facilidade um autor que arrisque tanto!
Por outro lado... É um livro MUITO difícil de digerir. Quando digo muito, é mesmo muito. Talvez por ser demasiado pessimista... Talvez por apresentar uma raça humana tão opressiva, tão abafada.

Talvez por nos apercebermos que não há sentimento nestas páginas. Como o Homem não tem qualquer sentimento. Isso é o que torna o livro tão difícil.

Alturas houve em que o achei ligeiramente chato. Quando a fórmula atribulada e violenta já se repetia, conto atrás de conto. E alturas houve em que me via sinceramente impressionado pelo mundo que Marçal me apresentava, tão parecido com o nosso, e no entanto ainda distante.

Para além disso, há que referir: este livro não se desenvolve como qualquer outro. Vou tentar explicar: enquanto que, num livro normal, ser-nos-iam apresentadas personagens e o mundo onde vivem, a sua sociedade, e as suas "atribulações", neste livro estamos perante contos onde percorremos o caminho da personagem, chegamos ao fim e pensamos "É só isto?". Praticamente não temos a descrição de nada, apenas temos o dever de acompanhar os passos do personagem. Pode parecer insuficiente, sem qualquer história, mas a verdade é outra. Temos de ser suficientemente espertos para assimilar o mundo onde a personagem vive. É isso que faz "As Atribulações de Jacques Bonhomme". Não a descrição da sua sociedade, mas as atribulações de cada um nela. Se o que queremos é saber mais sobre o que o rodeia, temos de ser nós a assimilar os pormenores.

Há vários contos que poderiam ter sido, por tantas razões, mais desenvolvidos. Não foi o que aconteceu, mas esta "injecção" já bastou para me sentir suficientemente abismado.

Nunca, mas nunca, daria este livro a quem não é minimamente experiente. "Não é uma obra redentora". Não vale a pena pensarmos que estamos perante uma obra que nos vai ficar assombrados, chocados talvez, porque é totalmente diferente do que esperamos. É demasiadamente limitada, não conseguimos fugir à sua experiência.
Leiam com precaução. Com atenção. E leiam quando se sentirem capazes de tal.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Passatempo "A Melodia do Adeus", de Nicholas Sparks

O primeiro passatempo deste blogue!


O Cantinho do Bookoholic, em colaboração com a Editorial Presença, tem 3 LIVROS "A Melodia do Adeus", de Nicholas Sparks, para oferecer!!
Este é o novo romance de um dos mais amados autores de ficção americana e vai ser lançado cá em Portugal a 3 de Novembro.

Para além deste livro que já gera expectativas, os 3 vencedores terão direito a um saco promocional do livro. E pensam que é só? Nada disso! O primeiro sorteado terá o privilégio de receber a sua cópia autografada pelo autor ;)


Para se candidatarem a este passatempo, temos três perguntas para responderem...

1.ª - Qual o maior romance de Nicholas Sparks? (resposta aceite seja em inglês ou em português)
2.ª - Quem escolheu o nome da personagem Ronnie, em "A Melodia do Adeus"?
3.ª - Quantos livros de Nicholas Sparks já foram adaptados para o cinema?

Enviem as vossas respostas para cantinhodobookoholic@gmail.com, juntamente com primeiro e último nome, morada e código-postal (os dados são pessoais, e por isso nunca serão divulgados. Destinam-se apenas para informar a Editorial Presença dos vencedores do passatempo).
Só são válidas as participações com as três respostas certas!
Só é válida uma participação por pessoa e por residência.
Deverão enviar as suas respostas apenas para o mail disponibilizado acima, até às 23h59 do dia 3 de Novembro. O passatempo encerra a partir das 00h00 de 4 de Novembro (a data foi alterada, dia 3 de Novembro ainda têm a chance de participar!).
Este passatempo destina-se a residentes em Portugal, e não fora.
Ao serem validadas as vossas respostas, deverão receber um email de confirmação com o número de registo!
Os vencedores serão sorteados aleatoriamente por mim, administrador do blogue.
Os 3 vencedores serão divulgados neste blogue e receberão os seus exemplares e o saco a cargo da Editorial Presença, em princípio.

E... toca a participar! Não podia ser mais aliciante!

domingo, 11 de Outubro de 2009

Compras!!!

Bem, ultimamente não tenho falado de muitas aquisições... Para além dos livros que as editoras vão enviando, e que vou lendo imediatamente, não tenho comprado nada! É uma tentativa de animar o ritmo de leitura!

Mas, entretanto, este fim-de-semana quebrei a calma que por aqui ia.

Estes três livros foram comprados numa Feira perto do Rossio. No próprio Rossio? Ok, não tenho a certeza, porque não fui eu que os comprei =P É uma excelente oportunidade para ler livros que... De certeza que nunca leria, se não mos comprassem.

Estes dois de António Lobo Antunes foram uma autêntica sorte! Esta edição comemorativa já saiu há uma/duas semanas, mas encontrei-os numa livraria, numerados e autografados!!! Desta edição houve uma tiragem de 2000 livros, e desses apenas 500 estão autografados (eu sou o n.º 42). Ainda encontrarão por aí, se estiverem interessados!

Bem, quanto a este livro não vou comentar. Não se encontra em NENHUMA livraria em Lisboa e arredores. NENHUMA. Fui de propósito à "Casa das Histórias", o museu de Paula Rego, em Cascais. Livra!

Como poderão reparar, eu sou daqueles que vai querer logo livros que implicam percorrer a Baixa inteira à procura de livreiros que os tenham. O problema é só mesmo um: gosto de livros.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura... Enfim...


Já não me ria assim tanto há muito tempo.

Atenção: não estou a pôr em causa a qualidade, a mestria, o valor da escritora. Aposto que é, de facto, excelente, e que mereceu tudo o que o Prémio Nobel tem a dar!

Mas, sinceramente, perdi um bocado a confiança na Academia Sueca. Começo a achar que o objectivo deles mais é afastarem-se de certos autores do que propriamente colocar o prémio nas mãos de quem merece. Mais uma vez, acredito que Muller mereça inteiramente o prémio. Não é pelo facto de ser desconhecida para a maior parte da comunidade leitora que estou algo aborrecido. É pelo facto de haverem favoritos, de haverem merecedores que esperam há anos, e a Academia despreza-os literalmente, sempre a cortar-lhes as pernas.
Enfim.

domingo, 4 de Outubro de 2009

Twitter!

E eu a pensar que nunca iria aderir ao Twitter!

http://twitter.com/PedroBookoholic

Já lá estou! =)

Desde já fica aqui estabelecido: o objectivo do meu Twitter será ir comentando as leituras gradualmente. Estive para abrir um blogue novo para tal, para ir analisando "página a página" um livro, mas acho que o piu-piu me vai satisfazer nesse aspecto!

Portanto, se estiverem ansiosos por saber o que estou a achar de certo livro... Vão twittando ;)

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

Este ano, "Frei Luís de Sousa" é uma leitura escolar obrigatória.

Bem, a verdade é que é a terceira vez que o leio!

Almeida Garrett é, antes de mais, um dos meus autores preferidos. Depois de Fernando Pessoa e Eça de Queirós, este será o meu escritor nacional favorito! Adoro a sua escrita, adoro os seus enredos, tanto em drama como poesia, e falta-me ler a sua prosa!

Voltando ao livro... Li-o a primeira vez muito novo. Bem, tão novo que à primeira vez não percebi nada!
No dia seguinte voltei a relê-lo, e adorei de facto.

Hoje, passados uns bons anos, pego no livro e apercebo-me que, finalmente, percebo TUDO o que Garrett transmite! Sou capaz de detectar os pormenores históricos, os sentimentos presentes em cada expressão, e o enredo que se desenrola de uma maneira que eu nunca vi na vida!!! Trágico, romântico e cheio de emoção, é o que posso dizer do livro. Que aperto no coração!

Vinte anos depois da Batalha de Alcácer-Quibir, Madalena de Vilhena está casada com Manuel de Coutinho. Ambos têm uma filha, Maria, que é um anjo para todos lá da casa. Mas a vida não é fácil e o destino vai pregar uma partida demasiado grande a esta família! Manuel é perseguido pelos governantes que se instalaram depois de D. Sebastião desaparecer; Madalena vive assombrada pela memória do seu primeiro marido, cujo destino acompanhou o de D. Sebastião... E Maria, a filha, rapariga vivaça, demasiado curiosa e fruto de um casamento pecaminoso, segundo Manuel e Madalena.
Até que surge o Romeiro...

O enredo, mais do que viciante, apresenta-nos um prol de personagens únicas. Uma peça de teatro trágica, a evocar altos níveis literários!
O tipo de escrita é... Bem, muito lírico! Estamos perante um livro do séc. XIX, para muitos é um tipo de escrita algo floreado. Mas Garrett não é tanto assim. Na verdade, achei isso a primeira vez que o li, porque agora que o reli pareceu-me demasiado fácil de ler!

Admiro o autor por carregar o livro de emoção, de uma história bastante bem construída e personagens únicas!

Como não podia deixar de ser, adorei, e acho que é uma leitura obrigatória para quem quer experimentar um verdadeiro e apaixonante clássico.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

A Cabana, de Wm. Paul Young

A HISTÓRIA DE UMA CONVERSA COM DEUS QUE MUDARÁ A SUA VIDA PARA SEMPRE "A Cabana" é um livro especial que está a mudar a vida de muitas pessoas em todo o mundo e que será lançado em Portugal em Outubro de 2009.

Mack é um pai que adora a sua família. E que um dia perdeu a filha. Desde então que a sua vida se resume a uma Grande Tristeza, a um peso tremendo nos ombros.
Certo dia, Deus convida-o a voltar à cabana onde tudo aconteceu, onde a sua filha teve de sofrer. Embora seja demasiado forte voltar ao local onde tudo se passou, a curiosidade é demasiada. Portanto, decide ir o fim-de-semana até à cabana, onde vai encontrar Deus e onde iniciará um percurso inteiro.

Não sou uma pessoa religiosa. Mas sou filosófico. Gosto deste tipo de reflexões.

Por um lado, isto era o que esperava: uma conversa com Deus. Por outro lado, essa conversa não teve nem o desenvolvimento que esperava ou que me puxasse mais a atenção.

Está bem que este não é um livro religioso. Mas não é o que estamos à espera de um livro filosófico! Pessoalmente, este "livro de fé" aproxima-se mais da religião.
No entanto, não comecem a pensar duas vezes.

Vale a pena descobrir o livro.

Não me marcou. A sério que não me marcou. Acho que este é mais um livro que nos leva a abranger as nossas crenças! Que nos leva a testar até quanto acreditamos e quanto a nossa fé se expande!
Não é um livro que nos faça acreditar em Deus, mas é um livro que nos faz olhar para o que acreditamos.
Neste Deus, nesta visão do que Deus é para nós, do que o Mundo e a Humanidade representa, não vemos uma religião espelhada, mas sim o caminho individual de cada leitor no que é capaz de acreditar!
Porque, quer dizer, se Deus existe, porque há tanta dor no mundo? O livro tenta responder a esta questão-base. Na qualidade de agnóstico, não digo que seja uma resposta definitiva, mas na qualidade de leitor, acho que é para nos contentarmos.

Com estas poucas palavras, acho que exprimi o que o livro quer de nós! Não somos nós que vamos pedir ao livro, mas é o livro que nos vai fazer chegar a algum lado!
Interessante de descobrir. E, já agora, convém comprarem-no, porque este é daqueles livros a reler imensas vezes.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Mais informações sobre o fenómeno "A Cabana"

Lido "O Nome do Vento", que já se revelou ser um dos melhores livros do ano, é tempo de dar mais algumas dicas sobre "A Cabana"!

Já comecei a ler e estou... curioso. Não sou religioso, sou antes filosófico, e por isso estou extremamente interessado em saber que ensinamentos esconderá este livro.


A Cabana, de Wm. Paul Young, já é um romance fenómeno mundial de popularidade, e está a chegar a Portugal!!!

A Porto Editora publica, a 2 de Outubro, o livro que Wm. Paul Young escreveu para a família e que, hoje, está a ter forte impacto em todo o tipo de públicos, nos mais diversos países. Nos EUA, venderam-se sete milhões de exemplares; no Brasil, em pouco tempo, já mais de um milhão.
Segundo o próprio autor, «a questão central é a da bondade de Deus». E, por abordar uma temática tão cara à maioria das pessoas, é, como referiu Isabel Coutinho, no Público, «um forte candidato a best-seller do ano».

Paul Young começou a escrever a história em 2005, para explicar aos seis filhos como lidou com as tragédias da sua própria vida. Tudo começou com as quinze cópias que ofereceu à família e a algumas pessoas próximas. Quando os amigos começaram a pedir exemplares para enviar a outros amigos, Paul começou a pensar na possibilidade de fazer chegar a sua história a uma maior audiência. Ainda bem que surgiu esta ideia, porque de facto tornou-se um "pequeno milagre"...
Com a ajuda de um amigo, criou uma editora e fez um investimento que lhe permitiu avançar com uma modesta edição de autor. Hoje, o livro é um êxito avassalador, discutido em todo o mundo.

A Porto Editora disponibilizou um sítio com fórum e um perfil no Facebook, onde os leitores poderão participar.

O livro é espectacular, completamente diferente de tudo o que tenho lido.
De tal maneira fiquei colado àquelas páginas, que vou lê-lo outra vez. Acho que a partir de agora vou viver a vida de outra maneira.

(João Chaves, Oceano Pacífico, RFM)



Sinopse:

E se Deus marcasse um encontro consigo? As férias de Mack com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada. Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana. Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.

Primeiras páginas



Wm. Paul Young nasceu no Canadá e foi criado pelos pais missionários numa tribo nas montanhas do que era a Nova Guiné. Anos depois, as mortes do irmão mais novo e de uma jovem sobrinha deixá-lo-iam completamente destroçado.
Há um ano e meio atrás, Wm. Paul Young tinha três empregos. Desde essa altura até agora, a vida do autor deu uma enorme reviravolta.
Actualmente, Paul Young vive com a família, no estado de Oregon, nos EUA.


sábado, 19 de Setembro de 2009

O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

"Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam." Assim se inicia uma história sem igual na Literatura Fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda. "O Melhor do Ano para a Amazon.com... Escolha So Far para 2007. Os fãs de Harry Potter ansiando por uma nova série excitante não precisarão de procurar além de O Nome do Vento, primeiro livro de uma trilogia sobre um órfão que se torna lendário. Repleto de música, magia, amor e perda, a estreia cativante e viva de Patrick Rothfuss deixou-nos sem palavras." Amazon.com

Este livro é um peso enorme: 966 páginas!
Quer dizer, já ninguém cá edita um livro deste tamanho! Na melhor das hipóteses encontramo-los divididos em dois...

Daí que eu me tenha sentido ainda mais excitado por começar a leitura de um livro que prometeu ser uma nova entrada na Literatura Fantástica a tornar-se clássica!
Prometeu... E cumpriu!
Devo realmente dizer que este já é dos meus livros preferidos do ano e, muito possivelmente, um dos livros de Fantasia que mais prazer me deu ler.

Sou-vos sincero: houveram alturas em que me senti tão agarrado, tão frenético!!!, tão entusiasmado, que simplesmente me doía pôr o livro de lado. Foi um autêntico vício do princípio ao fim, e quando passei três dias sem pegar nele, bastou ler apenas uma página para me sentir ainda mais vibrado!!!

"O Nome do Vento" é uma espécie de Harry Potter para adultos, passado numa espécie de Terra Média. Poderão pensar "Isso são demasiadas influências...", mas garanto-vos que estamos perante um livro fresco, capaz de nos fazer imaginar e por criar uma história deveras emocionante. Mais do que emocionante! Kvothe é uma personagem poderosa.

A capa está lindíssima, e transmite muito bem a aura negra, misteriosa, mística, que o livro tem. Embora possamos fazer uma comparação a Harry Potter, já que estamos perante um jovem que entrou para a Universidade para se tornar um dos maiores mágicos de sempre, pessoalmente não achei tanto assim... O livro é grande, e eu não tiro nem uma palavra!!! Pelo que a história também há-de ser bastante desenvolvida...

Os seus pais foram mortos por criaturas que o próprio Kvothe não sabe quem são, mas suspeita serem quem muitos pensam nem existir... E para se vingar vai ter de estudar e desenvolver a prática de magia que desde pequeno revelou ter. Mas a quantidade de sacrifícios que terá de passar quase nos arrancar do nosso mundo.

Kvothe é uma personagem deveras bem construída. Tão bem construída, para se tornar tão fantástica e humana quanto possível, que se torna muito verídica. Viveu centenas de aventuras e conheceu outras centenas de pessoas que foram capazes de nos fazer ficar pegados ao livro, mas até se tornar uma lenda teve de sofrer muito... Um destino que nos intriga ao longo do livro!

É uma história deveras cativante. E não deixa de ter tudo o que um livro fantástico tem. É de notar a criação de um mundo que foi construído à base de imensas lendas e mitos e personagens históricas que se tornaram lendárias, muito à base do que temos com "O Senhor dos Anéis"! No entanto, não deixa de ser algo novo e cheio de magia, romance, aventura, mistério, perda, todo o épico, que gostamos de ler neste tipo de livros.

Para quem se sente intimidado pelo tamanho, posso garantir que a escrita é tão cativante e acessível que não será uma leitura tão demorada! Para quem julga que estamos perante uma daquelas histórias inspiradas noutras, posso garantir que esta entrada tem de tão cativante quando original. Opinião pessoal: fiquei vibrado!!! Mal conseguia pousar o livro sem me sentir mal! Há algum tempo que não lia um livro que me fizesse vibrar tanto (voltei a experimentar a sensação que apenas tinha tido com "Os Pilares da Terra", que é só o meu terceiro livro preferido!).

Espero que o autor não demore assim tanto tempo a escrever o segundo volume (tudo leva a crer que vai levar muito tempo...), porque a vontade de entrar de novo no seu mundo e de continuar ao lado das suas personagens é extremamente alta!!!

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

A Cabana... Prepare-se para entrar!



É com grande prazer e honra que anuncio que a Porto Editora escolheu este cantinho como um dos 10 blogues que vão ter acesso exclusivo e antecipado ao livro que promete ser um dos mais marcantes do ano, e já é considerado um clássico de literatura moderna: A Cabana, de Wm. Paul Young (www.acabana.pt), cuja capa provisória aqui se revela.

Este já clássico vendeu mais de 7 milhões de livros nos Estados Unidos, mais de 1 milhão no Brasil, e parece-me que o número aumentará. Está a chegar a Portugal, portanto atenção...

Em breve, a minha opinião!

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

O Verso da Língua, de Juva Batella

Sente que o Novo Acordo Ortográfico é confuso? Que nunca se vai habituar? Que nem sequer teve voto na matéria? E de que lado ficaria se pudesse, de facto, votar? Até onde estaria disposto a ir? Juva Batella foi longe, e criou esta trama insólita - onde não faltam mistérios, sequestros, assassinatos, suicídios e investigações policiais à italiana - protagonizada pelo Verbo; pelo Substantivo; pelo Dr. Aurélio, sempre a citar o grego e o latim (do latim latine); pelo Pleonasmo, exaustivamente cansativo; pelas Gírias, sempre marotas; pelas Interjeições, sempre aos berros; pelo Palavrão, sujeito tosco e mal-educado; pelo Negrito e o Itálico, membros dos grupos étnicos desfavorecidos; pelo Interrogação, armado em filósofo e cheio de dúvidas; pela Voz Passiva e pelo Pronome Apassivador, casal neurótico mas feliz; e por muitos outros. Todo o universo da língua está aqui, num romance híbrido - policial linguístico - sobre a violência das palavras e a nossa língua-pátria, que é também mátria e é frátia - essa língua transatlântica que todos falamos e que nos faz dizer, como Caetano Veloso: «Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões».

Agora com o Novo Acordo Ortográfico, muito se discute e muito se procura esclarecer.
Este livro pega na polémica e aproveita as suas personagens.

Este livro é teatro. Mas em prosa.

Temos imensas, imensas imensas personagens, todas saídas das gramáticas portuguesas! Melhor ainda, cada uma tem uma palavra a dizer, o que as torna super interessantes!
Um rol tão grande de personagens pode-se tornar, contudo, algo cansativo.

Tudo começa numa reunião entre sinais de pontuação, classes de palavras e funções sintácticas. Uns são contra o Novo Acordo, outros não!
Uma coisa é certa: cada uma tem a sua razão. No entanto, como pessoas e leitores, acho que temos de procurar nós próprios uma razão para nos defendermos, e não é procurando neste livro, que se trata simplesmente de uma discussão entre coisas que constam na gramática e que consideramos essenciais!
Entretanto, o Ponto Final desapareceu. Raptado? Porquê? Sem o Ponto, o Novo Acordo não pode avançar! Quem ia querer impedir de tal maneira o Acordo que levaria a este extremo?

Todo o livro é cheio de imaginação e brincadeira. Brincadeira porque Batella pega na Gramática Portuguesa e cria personagens. O texto é tal e qual um teatro. Cada uma tem a sua fala, o seu aspecto. É sinceramente muito engraçado, e tanto ouve alturas em que me ri um bocado como alturas em que senti que aquelas personagens, que são tão conhecidas, mas abordadas de maneira tão diferente aqui, que nos leva a procurá-las, a querer falar com elas.

No entanto, este livro data de 1995!!! Sinceramente, acho que já passou muita água debaixo da ponte, como se costuma dizer. Talvez faça muito muito sentido ler este livro agora, mas entretanto a discussão sobre o Novo Acordo Ortográfico desenvolveu-se de maneira que há coisas que poderiam ser discutidas neste livro que... Não o são.

Um livro engraçado, uma brincadeira que se desenvolve muito maduramente! Até fiquei impressionado nesse aspecto! A história é bastante sólida e tem um enredo que não se pode dizer apenas "giro", mas sinceramente adulto. No entanto, 1995 já foi há muito tempo, e agora queríamos talvez uma sequela que se ajuste ao que hoje se discute mais...

Recomendo a sua leitura para quem procura um livro... Algo diferente. Um livro com personagens tão ideais!!!
E para um verdadeiro interessado pela Língua Portuguesa.
Acho que será sempre o tipo de leitura que passamos e que até apreciamos, como um chá das cinco.

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Living Dead in Dallas, de Charlaine Harris

"A fun, fast, funny, and wonderfully intriguing blend of vampire and mystery that's hard to put down and should not be missed." - Susan Sizemore, author of the Laws of the Blood series

Cocktail waitress Sookie Stackhouse is on a streak of bad luck. First, her coworker is murdered and no one seems to care. The she's face-to-face with a beastly creature that gives her a painful and poisonous lashing. Enter the vampires, who graciously suck the poison from her veins (like they didn't enjoy it).
Point is, hey saved her life. So when one of the blood.suckers asks for a favor, she complies. And soon, Sookie's in Dallas using her telepathic skills to search for a missing vampire. She's supposed to interview certain humans involved. There's just one condition: The vampires must promise to behave - and let the humans go unharmed. Easier said than done. All it takes is one delicious blonde and one small mistake for things to turn deadly...

Praise for
Dead Until Dark:
"Highly original, extraordinarily riveting, erotic, and exotic... Charlaine Harris weaves storytelling magic in a tale of vampires and small-town Louisiana." - Lynn
Hightower


Pois é, mais um que acabei!
Antes de mais, tenho a dizer que a série de Sookie Stackhouse já é uma das minhas favoritas... E acho que estar a lê-la na língua original contribui muito para isso!

Mais uma vez, encontramo-nos com Sookie e o Bill, o seu namorado, que é um vampiro. Nestes livros, os vampiros são aceites na nossa sociedade, embora nem todos os humanos estejam contentes com esta situação...

Neste livro, Sookie tem a missão de se deslocar até Dallas e procurar por um vampiro desaparecido. Conhecemos, assim, uma data de novas personagens, uma Aliança totalmente contra os vampiros e outros seres fantásticos!

Confesso que o que me desagradou mais no primeiro livro foi precisamente o aparecimento de novas criaturas, como os "metamorfos" (shapeshifters), pois na minha opinião tirava alguma da veracidade que o livro poderia ter, com vampiros aceites na nossa sociedade.
Este livro mudou totalmente a minha opinião.
Encontramos ainda mais criaturas, como uma Ménade, e muito embora a princípio me fizesse muita confusão o seu aparecimento, estamos perante um final tão, mas tão bom, que fiquei de todas as formas agradado com todas as criaturas!!

"Dead Until Dark" foi um excelente começo, dotado de originalidade. Acho que "Living Dead in Dallas" deixa a originalidade para trás para começar a explorar mais a história, e embora a princípio achasse que parecia mais um daqueles livros de aventura e Fantasia, enquanto avancei na leitura mudei totalmente de opinião. O livro foi-se tornando mais interessante, e muito, muito mais mexido do que o primeiro! Torna-se um autêntico vício, para culminar num final perfeito!

A escrita de Harris está, na minha opinião, um pouco mais madura do que o primeiro livro. A linguagem continua a ser acessível e a empolgar o leitor, mas nota-se ser um pouco mais cuidada.

Resumindo, este livro é um pilar bastante sólido para esta série, e quero ver se me despacho a ler os restantes livros!



P.S.: o Eric é um vampiro que tem grande destaque neste livro, e posso garantir que também o terá nos próximos livros =) Sem dúvida, uma personagem que com Sookie atrai grandemente o leitor!

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Gailivro com novas apostas!

Notícias em primeira mão leitores!!!

A Gailivro vai, até ao final do ano, publicar alguns livros que prometem ser grandes sucessos. Preparem-se para roer as unhas!

Vamos ter livros como A Canção do Dragão, de Anne McCaffrey, o quarto da série "Os Cavaleiros de Pern". :wink:
Amazon.com
Goodreads
Fantastic Fiction
(presumo que seja este livro)

O Bobo, de Christopher Moore. Já podem ler a minha opinião sobre "Guia Prático para Cuidar de Demónios", e parece-me ser mais uma leitura de verdadeiro entretenimento ^_^
Fantastic Fiction
GoodreadsAmazon.com
(presumo que seja este livro, foi o único que encontrei que se traduz o título para Bobo :P )

John Scalzi vai ser também um novo autor que vamos ver cá em Portugal, de Ficção Científica, e parece muito aclamado lá fora!
Fantastic Fiction


Finalmente, mas não menos importante, preparem-se para O Homem Pintado, de Peter V. Brett, que promete ser um mega sucesso!!!
Goodreads
Fantastic Fiction
Amazon.com

Destaco ainda a publicação de um autor nacional, Telmo Marçal, e o seu livro As Atribulações de Jacques Bonhomme, um conjunto de contos de ficção científica, passados num futuro próximo e sombrio... Promete! É uma aposta arriscada, mas que desde já quero realçar para que tenha o sucesso merecido ;)

Portanto... preparem-se para grandes êxitos! A Gailivro espera um final de ano à altura deste ano que lhes foi magnífico (pudera, com a publicação do Amanhecer :rolleyes: .

Pessoalmente, estou super entusiasmado com estas notícias, espero ler todas estas grandes obras!

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

A Missão de Az Gabrielson, de Jay Amory

Alheou-se de tal modo do que o rodeava, que não se apercebeu de que havia uma outra pessoa naquele andar. O homem vestido de negro flutuou por trás, batendo as asas lenta e furtivamente. E nem sequer deu conta que o estranho pairava por cima das suas costas, suficientemente perto para lhe falar ao ouvido, até o perceber sussurrar. Uma única palavra. Proferida suavemente. Três sílabas. "Anormal" "Um elenco de personagens absolutamente maravilhoso. Excelente material! Amory é um autor com uma consciência social inata e uma voz capaz de atrair leitores de todas as idades." John Berlyne, SF Revu

Desde a capa que senti-me algo inspirado pelo livro.
E essa inspiração manteve-se até ao fim do livro! Custou-me tanto pô-lo de lado, ter de dormir!
Adorei, adorei este livro, há algum tempo que procurava algo Fantástico diferente mas não muito complexo, e encontrei!

Az é um rapaz Alado. Vive no Mundo das Nuvens. Que é, deixem-me que vos diga, extremamente fascinante!
Mas tem uma particularidade: nasceu sem asas. Não se sabe o motivo. E essa deficiência faz com que seja a única pessoa capaz de descer à Terra.
Mas porque deve descer à Terra??? Há séculos atrás os humanos subiram às nuvens, construindo cidades espectaculares e vivendo à custa de matérias-primas que sobem através de um elevadores, desde a Terra lá em baixo até às nuvens. E subiram para as nuvens porque a Terra foi contaminada.
Durante séculos, as máquinas trabalharam sozinhas, já que os Terrenos estariam extintos e apenas os Alados resistiram, e os elevadores trabalham por si só.
Mas um dia os elevadores vêm vazios. E Az tem a missão de investigar o caso. O problema é que os Alados que se encontram no Poder esconderam-lhe coisas que podem mudar toda a História.

E então Az chega ao solo, e começa a sua aventura. Uma corrida. Muito mistério e surpresas, muita acção e suspense.

Este livro está maravilhosamente escrito. A escrita é muito fluida e cativa da melhor maneira possível: deixa-nos à espera de mais, deixa-nos a imaginar ao máximo. Eu fiquei fascinado com a relação entre os Alados e os Terrenos e o Mundo das Nuvens, fartei-me de puxar pela imaginação! Os Alados são fascinantes, muito mesmo, e os Terrenos têm uma História que nos deixa a ansiar por mais, talvez por lhes sermos tão próximos.

Para além disso, os capítulos são pequenos, pelo que 453 páginas passam em 3 dias!

Um enredo excelente, como já disse, uma ideia brilhante. Foi esperto do autor pegar nestes povos e nesta história futurista. Ainda assim, algumas vezes quis que o livro fosse ainda mais complexo, porque para um fanático por Fantasia como eu, o que queria era explorar ao máximo os Alados e a história dos Terrenos!
Mas, de qualquer maneira, foi suficiente. Fiquei mais do que viciado.

As personagens, embora sejam bastante típicas neste tipo de livros, estão muito bem escolhidas. Facilmente nos vemos arrastados para os seus caminhos, as suas aventuras e intenções. Estamos perante um livro que, mais do que bem escrito, mais do que bem imaginado, mais do que personagens bem escolhidas, consegue atrair a todos.

Espero ansiosamente pela publicação do segundo livro,e espero que este venha com muito mais pormenor e ainda mais acção, que traga uma guerra épica que já prometeu! Se é fã de Fantasia, não hesite em pegar neste livro!

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Guia Prático para Cuidar de Demónios, de Christopher Moore

Nesta engenhosa narrativa de Moore encontramos um dos pares mais dissonantes de que há memória nos anais da Literatura. O bem parecido é um ex-seminarista e académico “de estrada”, de cem anos de idade, Travis O’Hearn. O verde é Catch, um demónio com o péssimo hábito de comer praticamente todas as pessoas que conhece. Por detrás da falsa fachada Tudor de Pine Cove, Catch vê um bufete de quatro estrelas. E Travis julga ter descoberto a forma de se livrar do seu companheiro de viagem, de dentes aguçados. Mas, entretanto, os bêbados, as neo-pagãs e os sedutores caloteiros de Pine Cove têm outros planos e ninguém está minimamente preparado, quando o inferno estoira! "Christopher Moore está, rapidamente, a converter-se no autor de culto dos dias de hoje, ocupando o lugar em tempos preenchido por Kurt Vonnegut."
Denver Post

Estou deliciado com esta leitura!

É um livro diferente. Minimamente original (ATENÇÃO!!! Minimamente...). Porque é verdade que podia ser mais.
Aliás, se houve coisa que faltou foi profundidade.
Mas a verdade é que esse não era o objectivo!

A meta deste livro é entretenimento! Como é que a leitura pode ser entretenimento, como um filme de domingo à tarde? Este livro é a resposta!

Mistura montes de comédia (genial) com algum terror (é mais a história que puxa para o terror do que propriamente o que leitor sente, mas também tem aqueles momentos assustadores, tem sim!) com uma história que, sem ser aprofundada ao máximo dos máximos, entretém e interessa como o diabo! Literalmente, é interessante como o diabo.
Tem também uma certa vertente crítica à religião, mas sinceramente acho que isso é mais uma paródia do que outra coisa!

Travis anda com o demónio Crash há uns 70 anos, e desde então não envelhece e tem de cuidar deste demónio, já que é o seu amo. O problema é que o demónio mata praticamente todos os humanos que conhece para se alimentar. Quando Travis julga ter encontrado a solução da liberdade, conhece Jennifer, que se separou do marido Robert, que não sabe do paradeiro do seu amigo Brisa, já que o agente Rivera anda atrás do amigo, que por acaso foi comido por Crash, que julga ter encontrado uma solução também para se libertar, e conhece Rachel que lidera um grupo do qual Jennifer faz parte.
Ou seja: Pine Cove vai rebentar quando Travis e Crash chegam. Ah, e porque o Rei dos Djinn anda atrás de Crash, toda a cidade de Pine Cove vai finalmente poder dizer "Nesta cidade acontece alguma coisa!".

É um livro hilariante, com a sua pitada de terror e um final que deixa o leitor satisfeito. Um final que lá tem as suas reviravoltas e que nos deixa com vontade de ler mais sobre estes seres demoníacos!

A escrita de Moore é de tão fácil leitura que nem vale a pena poisar o livro. Não há momentos chatos. Há sempre alguma coisa a acontecer! E Moore é tão esperto que consegue arranjar humor onde pensamos não haver espaço!

Foi uma leitura diferente e que apreciei bastante. Gostei imenso da história e das personagens.

Não há nada de profundo na história, embora a sinopse o dê a entender. Aliás, é o que mais me custou. Vamos lendo e ficamos cativados pelo enredo, mas não há profundidade na história.

Aconselho a todos, principalmente se procuram algo diferente e que dê para rir um bocado. Diferente.
E digo: este livro dava um filme. Aliás, sou sincero, este livro é, em tudo, um filme. Parece que foi escrito de propósito para ser adaptado ao grande ecrã.

terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Até que o Rio nos Separe, de Charles Martin


Doss Michaels nasceu e cresceu num parque de caravanas junto ao rio St. Mary e tenta sobreviver como pintor. Abigail Coleman é a única e lindíssima filha do mais poderoso senador da Carolina do Sul. Um único encontro foi suficiente para perceberem que ficariam juntos para sempre. Após dez anos de casamento, Abbie debate-se com uma doença terminal. Sempre a seu lado, Doss trava com ela uma terrível batalha pela vida. Quando Abbie elabora uma lista de dez coisas que gostava de fazer antes de morrer, Doss tudo faz para a ajudar a concretizar os seus desejos. E, antes que seja tarde de mais, partem juntos para a viagem das suas vidas.

Esta é uma forte história de amor. Emocionante, que nos deixa a sorrir muitas das vezes, e que também nos vai deixar pena.

Mas, pessoalmente, não achei o livro nada pequeno e achei, umas poucas vezes, algo difícil de ler. Talvez por aborrecimento.

A história não podia ser mais emotiva. Os capítulos vão-se alternando entre o passado e o presente; a história de um amor improvável e que foi surgindo vitorioso ao longo do tempo e a história da homenagem a esse amor, quando Abbie se encontra à beira da morte e Doss arrisca a sua própria vida para realizar dez desejos à esposa.

Foi preciso sentir para escrever esta história. E nem o leitor é capaz de ficar imune a esse sentimento, ao amor. Desde o princípio que gostei imenso da história de ambos, como se conheceram, como as suas vidas foram ficando cada vez mais unidas. Assim como somos fascinados pela realização dos dez desejos, sendo um deles percorrer um rio praticamente da nascente à foz, uma proeza.

No entanto, tenho a dizer que nem sempre este livro conseguiu prender a minha imaginação. Não quero com isto dizer que não tenha gostado imenso desta história de amor, quero com isto dizer que há certas passagens que simplesmente dispensava. Talvez algumas divagações do autor que, na minha humilde opinião, nada acrescentam à história ou a prender o leitor. Apenas estão ali para dar mais espaço de escrita, mais letras que poderiam comprovar um escritor de excelentes dotes, mas que pessoalmente me faziam pôr o livro de lado.

De referir, pois, que para criar este amor tão emotivo, e uma viagem tão inspiradora, assim como um livro de jeito, o autor tem realmente uma escrita própria para a ocasião. Sabe escrever um romance, é o que se pede de um romance. Recomendo com certeza aos mais apaixonados, aos que realmente gostam de ler estas histórias de amor.

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Uma novidade a caminho!


Contada por Kvothe, na primeira pessoa, esta é a história de um jovem extremamente dotado em artes mágicas e que se virá a tornar o mais famoso feiticeiro que o mundo conheceu. A narrativa intimista de uma infância vivida numa trupe itinerante, os anos passados como órfão nas ruas violentas de uma cidade flagelada por criminosos, a ousada e bem sucedida entrada para uma lendária escola de magia e a vida de fugitivo após o assassinato de um rei constituem a mais impressionante história de transição para a idade adulta da literatura recente.”
Uma narrativa repleta de acção, escrita pela mão de um poeta, “O Nome do Vento” é uma obra-prima que levará os leitores a encarnar, de corpo e alma, a figura de um feiticeiro.

Pois é, ainda nem saiu e já está a gerar grande entusiasmo!
Podem ver pelo Goodreads e pela Amazon as fantásticas críticas positivas que recebe!
Estou ansioso... A sinopse fez-me pensar um pouco em "Harry Potter", mas confio que estamos perante uma excelente obra!
Esta posso garantir que será em breve lida ;) E é melhor prepararem essas compras!

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

A Seita, de Robert Muchamore

Títulos da Colecção
1. O Recruta
2. O Traficante
3. Segurança Máxima
4. O Golpe
5. A Seita

Nunca pensei que ler fosse tão fixe. Adorava ser um agente CHERUB.
Nome de código: Nelson
Foram os melhores livros que li em toda a minha vida. Até conseguiram que eu lesse mais. Livros geniais! Nome de código: Ana

James e os seus colegas infiltram-se num culto australiano, Os Sobreviventes, depois de descobrirem indícios de uma potencial ligação ao grupo terrorista Ajudem a Terra.
O quartel-general do culto está completamente isolado no deserto australiano, a vários quilómetros da cidade mais próxima. É a missão mais difícil até ao momento, porque James será obrigado a obedecer às rígidas regras por que o culto é famoso e resistir às técnicas de lavagem cerebral que usa para cativar os seus seguidores. Desta vez, James não só terá de combater terroristas, mas também lutar para preservar a sua própria sanidade.

www.mundocherub.com
http://mundocherub.hi5.com


É fácil de perceber porque é que este livro arrastará milhares de jovens.

É um livro de acção. Os espiões são jovens, dos onze aos dezasseis anos. É a adrenalina juvenil perante a aventura e o perigo.
É um livro muito bem escrito. Muchamore tem sem dúvida um toque especial para livros de acção, e aquela linguagem tão acessível torna o livro muito mais cativante.

Bem, lembro-me de que houve pelo menos um momento em que simplesmente não conseguia parar de rir. Acho que nunca mais me vou esquecer desse capítulo, no fim hilariante mas genial ao longo dele.

Portanto, este é um livro juvenil de qualidade.

Por vezes esquecemo-nos que é juvenil. Sentimo-nos agarrados, entusiasmados com a missão, a torcer pelos nossos jovens heróis!
Embora seja (será? Hum...) notoriamente fantástico a mais para o mundo real, não deixa de ser tremendamente cativante. Porque não ler mais? A princípio pode parecer grande (são 400 páginas), mas é tão fácil de ler, tão entusiasmante que facilmente chegamos ao fim, satisfeitos.

Depois de séries como "Filhos da Lâmpada" ou "Crónicas de Spiderwick", estou extremamente feliz por encontrar novos livros com que me apaixonar.
Não tem nada a ver com Fantasia, como os referidos. É antes um thriller juvenil, um livro de acção. Mas é sem dúvida uma série a não perder pelos mais jovens.
Aos mais velhos, aconselho vivamente a lerem pelo menos um. Vão ver que vão ficar satisfeitos! (e não vão parar hehe)

Atenção: este é o quinto livro da série. Claro que vou ler os outros, mas pessoalmente sempre prefiro ler a partir do primeiro.
Mais do que aconselhado, uma leitura que nos deixa saciados e à qual vamos querer voltar. É a magia destes livros juvenis, são pequenos "escapes", e que, como acontece neste livro, acabam por ser também leituras enriquecedoras, inesquecíveis, marcantes.

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

A Promessa, de Brunonia Barry

Espantoso. Enfeitiçante. Inesquecível.

Towner Whitney, uma mulher enigmática e fascinante, descende de uma família de mulheres de Salem que têm a capacidade de ler o futuro nos padrões da renda típica da cidade.

Após uma vida de traumas e tragédias que a leva a exilar-se na Califórnia, Towner regressa à sua cidade natal, em busca da tia-avó, Eva, desaparecida misteriosamente. Towner vê-se, assim, obrigada a enfrentar os medos do seu passado e a verdade das tragédias na sua família.

A Promessa
é uma narrativa hipnotizante que desvela um mundo de segredos, identidades perdidas, mentiras e meias-verdades, onde a realidade e a ficção se unem inexoravelmente.

Uma deslumbrante sa
ga de paixão, suspense e magia. Time Magazine

Este livro começou por fascinar logo pela capa. Muito bem feita!
E depois bastou ler as primeiras páginas para pensar "Vou gostar".

Totalmente cativante, não posso dizer mais do que isso. Esta é sem dúvida uma renda muito bem tecida, que nunca cansa o leitor. Não são apenas os capítulos curtos, mas sim a escrita que é muito apelativa, a história que vai intrigando o leitor ao longo das páginas, as personagens fazem parte de um enredo tão misterioso que não podemos deixar de nos sentir agarrados... E passa-se em Salem, aquele local repleto de turistas, onde o mito das bruxas ainda perdura.

É um livro onde a realidade e a magia unem-se... Na perfeição.

Towner volta a Salem, essa cidade onde ainda existem bruxas que chamam a atenção dos turistas, depois da sua tia Eva desaparecer misteriosamente. O seu desaparecimento levanta muitas suspeitas, e vai fazer despoletar uma guerra há já muito tempo iniciada. As mulheres de Salem lêem nas rendas o destino das pessoas, e esse dom faz delas bruxas. Por outro lado, Cal Boynton formou o seu próprio grupo, nomeados "calvinistas", dispostos a fazer de tudo para pregar a fé de Deus e de Cristo e eliminar estas mulheres.

Fora esta forte componente religiosa (na minha opinião, bastante interessante), temos um fascinante passado que vai unir todas as personagens e colocar muitas dúvidas e desvendar muitos segredos.

Adorei ler este livro. Adorei o local onde se passa. Adorei a escrita da autora e a sua imaginação, que faz com que o livro seja mesmo muito difícil de pôr de lado.
Recomendo mais do que vivamente este livro. A não perder. Excelente.

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

O Labirinto da Rosa, de Titania Hardie

O Labirinto da Rosa é um romance de estreia de uma riqueza surpreendente que tem no centro da sua trama uma herança enigmática que remonta à época Tudor. John Dee, matemático, astrónomo e conselheiro da rainha Isabel I, deixou escondida uma série de documentos seus por considerar que a humanidade não se encontrava preparada para compreender o que neles estava escrito. As sucessivas gerações de descendentes souberam guardar o segredo da sua localização à espera do momento certo para revelar tais conhecimentos ao mundo. Esse momento parece ter finalmente chegado quando, volvidos quatro séculos, a mãe de Will, às portas da morte, lhe passa um testemunho - uma antiga folha de pergaminho com enigmas e uma chave de prata. Mas que segredo poderá revelar aquela misteriosa chave? Um romance soberbo, um verdadeiro labirinto literário, com traços do romance histórico, do romance de aventura, de mistério, do thriller, e referências vastíssimas que vão dos conhecimentos esotéricos egípcios, templários e renascentistas à história do Islão, ao Cristianismo, ao paganismo ou à astrologia. Presos no seu poderoso encantamento, vamos desvendando, enigma após enigma, o denso mistério que o envolve, acompanhando os seus protagonistas numa demanda intelectual por alguns dos locais mais interessantes da Europa.

Estou a reler a sinopse do livro e a pensar: "Como podem prometer tanta coisa?".

Este é daqueles livros que me deixa francamente sem saber se o recomendo ou não.

Começo por dizer que li-o enquanto estava fora, portanto não estava propriamente dedicado ao livro. E este livro pede alguma dedicação, senão pode parecer algo confuso.

Acho que tem a ver com o facto de ter muito esoterismo. Por exemplo, eu nem achei que tivesse assim TANTOS conhecimentos como a sinopse diz, até se preocupa mais em desenvolver aquele palavreado confuso e metafórico dos enigmas. Só isso.

A verdade é que é uma leitura que dificilmente pomos de lado! Não fosse ficar confuso com as suas palavras, e acho que teria adorado descobrir os enigmas! É uma leitura agradável e que nos vai agarrando, e gostei sim das personagens.

O final... Deixou algo a desejar, e passo a explicar: todo o livro desenvolve um denso mistério, uma série de puzzles e conhecimentos que, de tão densos que são, só podem originar uma revelação que deixe o leitor de boca aberta. E não é bem isso que acontece... O grande mistério revela ser um pouco mais banal do que podemos pensar.

Portanto... Se procuram um bom livro, um mistério denso e repleto de esoterismo e palavras metafóricas, este é o tal. Mas convém lerem na melhor altura, sem outras coisas em cima.


(Já agora, esta edição vem com um bloco onde se encontram os supostos documentos que John Dee deixou... E o próprio leitor pode pegar neles e estudar o mistério =D)

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Sputnik, Meu Amor, de Haruki Murakami

Um jovem professor primário, identificado apenas pela inicial "K", apaixona-se por Sumire, uma jovem aspirante a escritora. Quando esta entabula uma relação amorosa com Miu, uma enigmática mulher de meia-idade que a emprega como secretária, K é relegado para o ingrato papel de confidente. Sumire, porém, estando de férias numa ilha grega com a sua amante, desaparece misteriosamente, e K é chamado para ajudar nas buscas. Um estranho triângulo que oferece uma profunda reflexão sobre a solidão, os sonhos e aspirações do indivíduo e a necessidade de os adaptar à realidade. Haruki Murakami nasceu em Quioto, Japão, em 1949. Licenciado em Artes Dramáticas, publicou o seu primeiro romance em 1979. Recebeu diversos prémios pelos seus romances, entre os quais o Yomiuri (1996) e o Franz Kafka (2006), sendo actualmente considerado um nome incontornável da literatura contemporânea. Além de Sputnik, meu Amor, onde se encontram resumidos todos os temas que atravessam a sua obra, destacam-se os títulos Em Busca do Carneiro Selvagem, Madeira Norueguesa, Dança, Dança, Dança, Crónica do Pássaro de Corda e Kafka à Beira-Mar.

Se me permitem, ainda nem sei muito bem o que dizer deste livro...

Que vício!!!

Epá, alguém me quer oferecer outro de Murakami? Qualquer um! Quero lê-lo já de seguida, a sua escrita é tão viciante!

Dizem que este é o livro "menos bom" de Murakami (já que não tem nenhum livro pior), mas eu adorei lê-lo e a vontade de mais é incontrolável.

Imaginem...
Mergulharem num sonho. Num mar feito de matéria de sonhos. Essa é a escrita dele. As suas palavras enveredam por enredos e personagens estranhas, muitas vezes não percebemos muito bem a história... Mas são tão belas, tão viciantes, e tão simples, que não podemos deixar de ler.
O livro é recheado de metáforas e comparações. Tal qual os sonhos. E, por isso, muitas das vezes não nos deixamos de perguntar "Mas que é que ele está a dizer?".

Para mim, a sinopse que apresento e que está na contracapa do livro não faz jus ao livro.
Em primeiro lugar, isto é muito mais do que uma relação amorosa. É mais complicado...
O triângulo de personagens é, de facto, o mais estranho possível.
Não esperem uma história completa, porque não é. É bastante estranha, preparem-se. Há coisas para as quais não há explicações.
Isto pode ser um entrave para alguns de vocês. Mas com Murakami é assim, não é preciso haver explicações, fins ou sequer inícios, apenas sonhos.

Alguns acontecimentos mais estranhos e mais inexplicáveis deste livro fizeram-me lembrar as típicas histórias japonesas que realizadores como Hayao Miyazaki nos apresentam (no seu grande filme "A Viagem de Chihiro", só para referir um no meio da sua obra-prima).

A vida das personagens é tudo menos convencional. Desde Miu, que sofreu um episódio mais do que misterioso e inexplicável, marcando-a para o resto da vida, Sumire que desaparece sem deixar rasto, K que se vê metido neste triângulo e preso pelas suas implicações. O sentido está muito, muito pouco explícito, mas o leitor só pode deduzir que está lá, e isso fá-lo querer ler e reler.
A história tanto se passa no mundo real como se pode passar num mundo para lá deste...
Mas, verdadeiramente, este é um mundo real? Quem somos nós, nesse caso?
São algumas perguntas que o livro coloca. E é por fazer parte de outro mundo que temos de lê-lo com outros olhos.

Um sentimento nostálgico atravessa as suas páginas, para além da paixão, das reflexões, e principalmente da solidão. Adorei os diálogos das personagens, prenderam-me.

Mais do que aconselhado. Todos deviam experimentar este autor. Quero ler mais, quero ler mais!!

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Por favor, passem por aqui.

Divagações de um road novel

Agradeço que passem por lá, que sigam, que o adicionem e que comentem... É um novo blogue, mais descontraído, em parceria com um outro companheiro.

Espero que lá se sintam à vontade de desabafar também, de discutir, de sabe-se lá o que vem aí!

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

O Silêncio dos Teus Olhos, de Hugo Girão

Este livro é uma sincera homenagem às mulheres que fizeram, e continuam a fazer de mim, o homem que hoje sou. A elas dedico estas humildes palavras. Algumas já não estão entre nós, mas como acredito na eternidade, sinto que me acompanham desde o primeiro dia em que as conheci. Estarão sempre no meu coração... Este livro é também uma singela homenagem à minha mulher e aos meus filhos. À minha mulher porque tem sido uma verdadeira fortaleza capaz de desvendar em mim coisas mágicas, de me fazer descobrir aspectos que eu jamais conheceria sem a sua presença; por ser a amiga, a amante, a mãe, o ser humano que todos os dias está ao meu lado para me guiar... Aos meus filhos, por me fazerem sentir capaz de gerar um milagre tão lindo e belo como é a Vida, a sua... O que duas pequenas vidas nos podem ensinar...

Confesso: a paciência para ler um livro deste género não era muita.

Cheguei a pegar nele, ler duas páginas e pô-lo de lado...
Mas tem mesmo a ver com as alturas. Peguei nele de novo quando me senti preparado, e acho que foi o melhor que fiz.

Até certo ponto... Impressionou-me.
As expectativas diziam-me que este livro seria demasiado lamechas. Demasiado apaixonado. Demasiadas palavras de amor. Demasiada poesia. Demasiado fantasioso. Demasiado aborrecido.

Pessoalmente, achei que teve a medida perfeita.

Como um autêntico escritor, Hugo Girão não deixa cair as suas palavras no aborrecimento, nem se alonga numa história até à repetição de ideias. E, no entanto, mantém o seu objectivo de transmitir esse sentimento de amor.

Eu sei que este livro não vai ser lido por muitos de vocês. Eu próprio ainda me mantenho algo céptico quanto à minha opinião... Porque a verdade é que este tema, o amor, a prosa poética, são coisas que alguns leitores acham exasperantes. É um livro para corações apaixonados, isso sim.

Mas posso dizer que este livro não é nada aborrecido. A história não é rica e é bastante previsível, a escrita é à primeira vista demasiado poética e apaixonada... Contudo, comecei a ler e senti-me agarrado pelas suas palavras, por esta confissão.

Todo o livro é uma confissão de um homem perdidamente apaixonado pela mulher, mas a quem a vida não tem sorrido: primeiro com a perda de um filho, depois com a depressão da mulher, e finalmente vê-se desgastado por um desastre enquanto a mulher espera pelo segundo filho.

Mas não posso deixar de dizer que me sinto feliz. Ler estas palavras é como um petisco: saboreamos e gostamos muito, e talvez em breve nos esqueçamos do que comemos/lemos, mas a sensação que fica, a lembrança de ler algo diferente e sem complexos no meio de tantas outras leituras, permanece.

Paciência e coração aberto, é o que o livro pede.

terça-feira, 21 de Julho de 2009

Filho da Guerra, de Emmanuel Jal

Em criança, mal podendo com o peso de uma arma, Jal, um dos Meninos Perdidos do Sudão, testemunhou e praticou actos de extrema brutalidade, no contexto da guerra civil que grassava no seu país. As suas memórias de terror desenham-se vividamente nesta poderosa autobiografia, que revela dolorosamente a fúria que a guerra lhe ensinou, mas também a forma impressionante como conseguiu superá-la. Inspirado por Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Nelson Mandela, socorreu-se da música como instrumento para o seu próprio processo de cura e incentivo à paz no seu país, tornando-se um dos mais promissores cantores rap africanos, reconhecido internacionalmente. Chocante, inspirador e carregado de esperança, Filho da Guerra é a autobiografia de um jovem singular, determinado a contar a sua própria história e a revelar ao mundo a tragédia do seu país. "Franco, implacável... O retrato de um jovem marcado pela guerra que é hoje um exemplo e um defensor da sua comunidade."
Kirkus Reviews
"Avassalador... Puro... Provocante."
The New York Times

Estamos perante um livro pesado...
Uma linguagem forte... Melhor, descrições de guerra muito fortes... Não há perdão. Há morte. Há terror. Há memórias tornadas pesadelos.
Estamos perante um livro forte, um retrato vivo e sem escrúpulos, da guerra.

Ao mesmo tempo, estamos perante um livro cansativo.

Acho que só vou aconselhar este livro a quem se interessa pelo tema. Embora as descrições estejam brutais (não na qualidade, mas sim na brutalidade das cenas), e o percurso de Jal seja todo ele tocante, a certas alturas achei a leitura muito cansativa, já gasta. Comecei-me a fartar de ler quase o mesmo.

Não acho que seja um livro que nos inspire particularmente, visto estar perante uma realidade que se afasta da minha vida, por exemplo. Estamos a falar de uma guerra, de uma situação extrema, de Meninos Perdidos, que são parte de uma realidade que não tem nada a ver com a realidade da sociedade ocidental. Pessoalmente, não me senti particularmente movido pela jornada de Jal, mas sim pelo sofrimento que a guerra causa.

É intenso... Mas não é o ideal para quem não lê regularmente algo dentro deste género. Sem dúvida, interessante pelo retrato de guerra e tocante pelo sofrimento a que assistimos, mas não deixa de ser uma leitura a (pequenos) espaços aborrecida.
Talvez se começasse a apostar mais em livros autobiográficos, ou livros de não-ficção, talvez me sentisse mais atraído por esta leitura... Pessoalmente, o meu gosto ficou pelo "Interessante".

sábado, 18 de Julho de 2009

"Once again I must ask too much of you, Harry"


Once again, my expectations asked too much of Harry.

Melhor filme até agora?
Brutal?
Nem uma coisa nem outra.

Para o que é um dos meus livros preferidos (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Harry Potter e o Príncipe Misterioso são mesmo dos meus livros preferidos), não achei nada que fosse o melhor.

Acho que o meu preferido continua a ser Harry Potter e a Câmara dos Segredos, seguido por Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

O livro é mesmo imperdível. Tem imensas revelações, empolga, para mim dos melhores. Mas o filme perde tanto... Porque durante 2 horas o filme não é nada mais do que parado.

Só a última parte é que anima (muito), ao ponto de sentir um frenesim! A cena na caverna está fenomenal, e o que se segue... Excelente. Capta na perfeição a essência.
No entanto, o resto do filme perde-se em divagações adolescentes e namoricos.
Eu compreendo que os filmes acompanhem a faixa etária dos fãs... Mas há muito, muito interesse que se perdeu.
Tenho a elogiar os efeitos especiais (na gruta, mais uma vez) e as actuações.
Finalmente, Michael Gambon (Albus Dumbledore) pareceu realmente o Dumbledore! Eu nunca gostei dele como director de Hogwarts, sempre achei que se afastava da personalidade deste idoso, e finalmente, neste filme, ele está perfeito!
Já o caso do Snape, embora o actor seja (mais do que) perfeito, não apareceu muito neste filme, e tenho mesmo pena, porque sem dúvida é um dos mais cativantes no ecrã!

Não digo que o filme não tem qualidade. Tem qualidade, nota-se, basta olhar para o ecrã.
Mas está a grandes espaços aborrecido.

É, no entanto, o filme mais cómico de toda a saga. Só não é mais parado porque dá para rir (imenso) ao longo do filme. Momentos que desanuviam um bocado.

Andam por aí a dizer que é dos melhores filmes... Infelizmente, não achei isso. Matem-me se quiserem.

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Escolhi o Teu Amor, de Emily Giffin


Como se pode voltar a amar verdadeiramente alguém se ainda não esquecemos quem partiu?

"Escolhi o Teu Amor" é uma história envolvente sobre uma mulher na encruzilhada da vida e das emoções e sobre as razões que, por um lado, nos fazem escolher amar quem amamos e, por outro, nos impedem de esquecer quem nos partiu o coração.

A relação de Ellen e Andy não é só aparentemente perfeita.
Eles amam-se verdadeiramente. Não há dúvidas de que a sua relação é repleta de entrega e devoção mútuas.
Até que um dia Ellen cruza-se com Leo, o ex-namorado com quem manteve uma relação problemática e obsessiva; o mesmo homem que um dia, sem explicação, a deixou e lhe despedaçou o coração.
Leo, que Ellen nunca esqueceu e que, oito anos depois, reaparece por acaso e faz com que ela questione se a vida que tem é, afinal, a vida que quer e merece.

"Uma Jane Austen contemporânea."

Cincinnati Enquirer

Não penso que alguma vez fosse ler este livro. Não porque o achasse de pouca qualidade, mas porque... Não faz o meu género de livro.

É um romance feminino, sem dúvida. Mas muito mais interessante do que julgava.
Ao contrário do que pensava, não é nada fútil, pelo contrário.

Ellen é casada com Andy, e eles são o casal perfeito. Têm uma relação marido-mulher invejável, que os permite ter uma confiança extrema em cada um.
Até que Ellen encontra Leo. Leo é o ex-namorado que já não vê há oito anos, mas a sua relação foi deveras marcante na vida de ambos. Encontrarem-se foi como se o passado de Ellen, e todas as dúvidas e paixão que ficaram para trás, tivessem assaltado o presente, para finalmente ela perguntar: "Quem amarei eu verdadeiramente?".

Uma personagem feminina bastante boa. Porque não é um livro agitado, é bastante calmo até, mas a autora tem a mestria de criar uma personagem cujas reflexões nos puxam, nos fazem sentir ligados à história.
Aliás: até custa acreditar que Ellen não é uma personagem verdadeira!

Se há coisa que sentimos, é afeição pela personagem. Porque todos os sentimentos, todas as suas dúvidas, tudo o leitor consegue sentir, e isso é o que torna o livro uma leitura tão agradável.
Não se trata aqui apenas de amor. Trata-se de uma data de sentimentos, que também passa pela amizade, pela lealdade, a traição, a solidão, a tristeza, estranheza, uma série de emoções pelas quais Ellen passa...

Se querem um livro que fale sobre decisões, sobre escolhas na vida, sobre sentimentos, este é o tal.

Uma vez começado, é difícil não querer ler mais. Não o posso incluir nos típicos romances cor-de-rosa, porque na minha opinião trata-se de uma viagem individual muito mais rica e que nos atinge muito mais.

As mulheres devem ler este livro. Sem ter um enredo sobressaltado, tem antes uma personagem feminina que se encontra numa dúvida forte entre dois amores muito fortes. Este livro discute coisas pelas quais qualquer mulher já passou ou já pensou. Ideal.

Os homens... Também devem lê-lo! Não é um livro fútil, pelo contrário. Experimentem conhecer a luta interior da mulher, verão o quão interessante pode ser!

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Harry Potter is back!

Infelizmente, a saga já está toda escrita, e só nos resta reler desde o primeiro livro... Coisa que tenciono fazer!

Mas os filmes... Esses ainda estão longe de acabar...



Estreia hoje, em Portugal, Harry Potter e o Príncipe Misterioso!!!

Estou ansioso por vê-lo?
Estou em pulgas!

Este é, talvez, o meu livro preferido de toda a saga, ao lado de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Acho que é dos livros com mais acção, mais revelações, mais empolgante, e cujo final nos deixa a roer as unhas.

Podem crer que as expectativas para o filme estão mais do que elevadas.

Eu sei que muitos de vocês não gosta dos filmes, prefere os livros. Mas, se o filme for tão bom quanto o livro, podem crer que vale mais do que a pena.
Já é considerado dos melhores filmes da saga.
Se tivermos em conta a classificação no IMDB, é aliás o melhor filme de Harry Potter até agora.

Sábado vou vê-lo. Nessa altura digo logo o que achei!

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Dead Until Dark, de Charlaine Harris


"A fun, fast, funny, and wonderfully intriguing blend of vampire and mystery that's hard to put down and should not be missed." - Susan Sizemore

Sookie Stackhouse is a small-time cocktail waitress in small-town Louisiana. She's quiet, keeps to herself, and doesn´t get out much. Not because she's not pretty. She is. It's just that, well, Sookie has this sort of "disability". She can read minds. And that doesn't make her too dateable. And then along comes Bill. He's tall, dark, handsome - and Sookie can't hear a word he's thinking. He's exactly the type of guy she's been waiting for all her life...

But Bill has a disability of his own: He's a vampire with a bad reputation. He hangs with a seriuosly creepy crowd, all suspected of - big surprise - murder. And when one of Sookie's coworkers is killed, she fears she's next...

"Harris writes neatly and with assurance." - (New York Times Book Review)


Nunca fui fã de vampiros nem quis ler nada sobre eles.
Li Crepúsculo e adorei. Embora confirme que não é nada de especial, foi daqueles livros em que queria era sentir-me agarrado pela história, e foi o que aconteceu. Adoro o romance entre Bella e Edward.
E depois li Lua Nova, e talvez porque também tenha gostado muito (mas não adorado), um pensamento me surgiu na cabeça:
"Quero ler mais livros sobre vampiros".

Acabo de realizar esse desejo e, sem dúvida, comecei por um dos melhores!

Charlaine Harris consegue criar uma sociedade vampírica única, e eu aposto que Stephenie Meyer gostou tanto de ler "Dead Until Dark" que, num acto de inspiração, escreveu em três meses "Crepúsculo" (sim, "Dead Until Dark" é anterior ao "Crepúsculo").

Sookie é uma empregada num bar. Bill é um vampiro. Para nós parece estranho que os vampiros vivam lado a lado com os humanos (bem, não propriamente, que de dia fogem do sol...), mas neste livro acontece algo fenomenal: os vampiros são aceites. O mundo está feito para aceitar estas criaturas, desde bares especiais, hotéis exclusivos a sangue sintético, que os japoneses inventaram para que não andássemos sempre com os dentes deles na garganta.
Embora muitos humanos o queiram... Porque é a coisa mais excitante que há no mundo, e beber de um humano está muito associado a relações sexuais (os vampiros são deuses do sexo).

E Sookie apaixona-se por Bill. Com ele, esquece-se do seu dom de ler os pensamentos dos outros, com ele encontra alguém diferente. E conhecer os vampiros é, de todo, excitante.

Até que uma data de assassínios naquela vila rural vêm disturbar a vida tanto dela como dele, e de quem os rodeia.
O resultado é um livro emocionante, sem partes chatas, que à medida que vai avançando torna-se viciante e difícil de pousar.

A escrita de Harris é muito exótica. Muito acessível, mas bastante exótica, de modo a encaixar neste também exótico livro. (ler em Inglês foi uma mais-valia para mim, fico sempre mais concentrado e empolgado na história, mesmo que perca alguns pormenores - o que, infelizmente, acontece)

Confesso que achei a relação entre Sookie e Bill demasiado instável. Muito, muito instável. Ao ponto de me irritar...
No entanto, as personagens estão bem escolhidas, e Sookie é uma figura feminina bem interessante. Todas as personagens estão mais do que bem exploradas, Sookie é uma mulher de força e, uma vez que ela nos conta a história, os outros são envolvidos numa aura de mistério, constantemente a serem analisados.

Mas o que mais gostei foi, sem dúvida, aqueles momentos em que eu próprio quase entrava em êxtase.
Este livro tem um lado sexual muito forte. Os vampiros são uns sedentos de sangue, e essa sede tem um cariz sexual... Bem, nem vos digo!
Charlaine Harris transmite tão bem essa força! Transmite essa necessidade de sexo, viril, inesquecível, e essa sede tão grande de sangue que ficamos a ofegar de cada vez que alguém bebe outro. Único e exótico, sexual e sem tabus.
Os vampiros são os mais fascinantes que pude conhecer. São até bastante inovadores pelo seu comportamento não só como os clássicos nos habituaram, mas também pelos hábitos sexuais.

Atrevam-se a encarar as consequências na mistura entre vampiros e humanos... Os comportamentos de ambos são fortemente alterados, e influenciados uns pelos outros.

O livro é imparável. À medida que vamos avançando na leitura, vai-se tornando cada vez mais viciante, e cada vez mais nos deixa sedentos de mais. Eu fiquei com uma vontade enorme de ler o segundo livro já. Espero que esse nos traga mais sobre esta sociedade de vampiros, muito mais na verdade...
Tem tudo para ser uma excelente leitura.



Este livro foi publicado cá em Portugal pela editora Saída de Emergência, com o título "Sangue Fresco". Uma boa aposta!

terça-feira, 7 de Julho de 2009

Novos livros

Bem, novos livros, vários e bons, espero!!!

Antes de mais, em breve tenho de enviar mais duas opiniões de dois livros da Porto Editora:



Já estou a ler Escolhi o Teu Amor, de Emily Giffin, como podem ver ao lado, e desde já digo que as senhoras que procuram uma leitura agradável, calma e romântica devem pegar nele assim que puderem.

Entretanto, as compras que fiz (e que já estavam em atraso) foram em tudo compensadoras:

Gosto muito dos contos de Edgar Allan Poe, mas gostava de relê-los, pois li há muito tempo e grande parte já me escapou da cabeça... Além disso, para mim, tudo o que seja obra completa é imperdível!
Agora falta arranjar o segundo volume...

Comprei de propósito devido à leitura conjunta que está já a decorrer no fórum Estante de Livros! Mas ainda bem, porque já tenho este livro na lista há... uns 3 anos, ou mais, se calhar mais! Lembro-me de acabar de ler O Historiador (que gostei bastante) e querer ler de seguida este clássico da Literatura... A oportunidade chegou agora.


Ok, eu reconheço que isto foi mais olhos do que barriga...
Porque desde que comprei O Rei que Foi e Um Dia Será que um interesse pelas histórias do Rei Artur se despertou! E este livro, A Morte de Artur, foi o que inspirou o livro de T. H. White. Data do séc. XV e foi das primeiras obras referentes ao Rei Artur!
(como já tenho a obra de Marion Zimmer Bradley também, acho que só me resta o ciclo Pendragon e a trilogia de Bernard Cornwell... Espero que em breve também!)

Uma compra impulsiva.
Expectativas? Moderadas. Não muito altas, mas suficientes para estar à espera de uma grande surpresa!

Já era sem tempo! Já vi o filme, já me falaram tanto deste livro como um dos melhores de sempre... Estou mais do que entusiasmado em lê-lo!

Esperemos que as próximas aquisições não sejam tão brevemente, que convém dar tempo para avançar a leitura.

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Paixão em Florença, de Somerset Maugham

Florença. Uma magnífica casa nas colinas serve de cenário para um sonho que, subitamente, se transformará em pesadelo... Nesse refúgio de tranquilidade, as violentas emoções do passado são momentaneamente eclipsadas e Mary Panton pode encarar calmamente as perspectivas do seu segundo casamento com Sir Edgar Swift — que ela admira e respeita, mas não ama. Um simples acto de compaixão, o desejo de proporcionar alguma beleza à vida atribulada e infeliz de um jovem refugiado, vai no entanto dar início a um pesadelo de violência que destruirá a ténue serenidade de Mary. Intuitivamente, ela vai confiar na ajuda e compreensão de Rowley Flint, um estranho de reputação mais que duvidosa. E compreenderá com ele que rejeitar o amor, mesmo com todos os seus múltiplos riscos, é rejeitar a própria vida. Escrito com a simplicidade das grandes obras literárias, Paixão em Florença é um exemplo perfeito da genialidade de Somerset Maugham. William Somerset Maugham, um dos mais famosos romancistas e dramaturgos ingleses do século XX, nasceu em Janeiro de 1874, em Paris, e faleceu em Dezembro de 1965, em Nice. Paixão em Florença foi já adaptado ao cinema, num filme de Philip Haas, com Kristin Scott Thomas e Sean Penn como protagonistas.

Foi um par de horas gasto a ler este pequeno, mas lindo livro.
Peguei nele para passar o tempo. O objectivo era pegar num livro pequeno e passar o tempo, enquanto esperava.
A primeira página impressionou-me tanto que não fui capaz de parar.

Identifiquei-me muito com as sensações transmitidas. Muito mesmo. Enquanto Mary está sentada no terraço, a admirar a cidade de Florença, a nostalgia dessa cena é de tal modo forte que todas as sensações a partir daí descritas me tocaram. Vi nelas reflectido muito do que eu sou.

É na verdade uma história simples, um único acontecimento, mas que encerra em si uma lição de vida estrondosa.
Mary é uma viúva que se viu desiludida com o amor. E, no entanto, acredita nele e acredita que está pronta a dá-lo a quem quiser... Agora que Edgar, um ricalhaço, lhe pediu em casamento, ela considera aceitá-lo, mesmo não o amando.
Na mesma noite, e enquanto Edgar viaja durante três dias, antes da resposta de Mary, ela conhece Rowley, um mulherengo cujo ideal de vida é totalmente diferente, e fá-la querer ver mais para além dos planos que todos gostamos de ter.

Este livro trata-se do confronto entre vários ideais de vida. Cada personagem do livro, cada uma, representa uma forma de viver, um ideal de vida. Somerset Maugham descreve-nos cada um e confronta-os. Temos a oportunidade de discutir e ver serem discutidas as diferentes maneiras de levar a vida. Seja planeada, seja impulsiva, seja pelo amor, seja por interesses.

Depois, temos a importância da compaixão, do amor e do desejo. Mary proporciona a um jovem uma noite inesquecível, por razões que foram discutidas com Rowley e que só agora ela se apercebeu. Mas, mais uma vez, para este jovem o amor e a vida não são levados como Mary os leva, pelo que começa um pesadelo do qual dificilmente se pode escapar.

Fiquei duplamente impressionado com este livro. Primeiro, pelas suas descrições, pelos momentos de nostalgia e melancolia. Por outro, pela criação de uma história que tão bem nos faz reflectir nos actos de vida, e numa conclusão que nos quer fazer mostrar que a vida não é mais do que uma oportunidade de arriscar. E é muito, muito mais sério do que o título pode-nos levar a crer.

Não me vou esquecer facilmente deste livro. Marcou-me de várias maneiras e muito ao meu gosto.
Aconselho a todos a sua leitura. Parece-me uma obra belíssima, vinda de um autor que desejo explorar.
Esta noite, sonho com Toscana. E amanhã tomo riscos pela vida.

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Lagos Monstruosos, de Anita Ganeri


Achas que a Geografia é uma grande seca?

Estás farto de mapas horrorosos, calhaus pavorosos e lagos malcheirosos? Então diz adeus às aulas aborrecidas de Geografia e dá um mergulho nos Lagos Monstruosos...

  • Vais tremer à beirinha das crateras dos vulcões!
  • Vais gritar quando vires peixes que derretem ao sol!
  • Vais morrer de susto quando deres de caras com os monstros dos lagos!

Não te chega? Então vai à procura dos monstros do lago e de lagos subterrâneos. Vais ficar com a cabeça em água!

Nunca a Geografia foi tão HORRÍVEL!

Mais um pequeno livro, e mais um pouco de cultura sobre geografia!

Esta colecção é mais do que aconselhada: para além de ser rica em informação (e não é aquela matéria chata que já ouvimos falar, são antes curiosidades, pormenores divertidos sobre Geografia), é riquíssima em humor.
Quantas gargalhadas já dei com estes livros!

"Lagos Monstruosos" não é excepção. O tema é dos mais simples que nos oferecem, mas a vontade de conhecer continua enorme, e as curiosidades continuam interessantes.
Podemos conhecer o que são lagos, quais existem, que animais neles habitam, como são criados, o seu futuro, e muito mais, e se pensam que é muito, garanto-vos que não é.
Tudo isto dito numa linguagem bastante juvenil, e muito muito cómica. O objectivo é mesmo fazer-nos rir, e consegue.

Não foi o livro da colecção que mais gostei, talvez porque o tema não foi suficientemente inspirador... Achei-o pequeno também, não tem aquela quantidade de informação horrivelmente interessante que outros terão. É, no entanto, um gosto pessoal.
Para além disso, cresci, e já procuro livros mais sérios, já dispenso o cómico que estes livros nos dão. Prefiro imagens reais, por exemplo, e não ilustrações. Muitas vezes sinto-me afastado de certas piadas.

É, contudo, um livro que aconselho vivamente. Se estão curiosos em conhecer mais sobre o tema, ou se simplesmente não estão à espera que seja interessante, vão ver que é muito bom! Um livro para relaxar de leituras pesadas, para aprender, para aumentar a nossa cultura e para nos alegrar (Anita Ganeri tem mesmo jeito!).

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Stardust - O Mistério da Estrela Cadente, de Neil Gaiman


" - E se eu te trouxesse a estrela caída? - inquiriu Tristran, animado. - O que me darias? Um beijo? A tua mão em casamento?
- Tudo o que quisesses - respondeu Victoria, divertida.
- Juras? - perguntou Tristran.
(...)
- Claro - afirmou Victoria, sorrindo."

Victoria Forester era considerada a rapariga mais bonita das Ilhas Britânicas, mas para Tristran ela era a rapariga mais bonita do mundo, e a sua paixão por ela não conhecia limites. Por isso, as palavras que Victoria proferiu naquela noite de Outono em que foram ambos surpreendidos pelo brilho extasiante de uma estrela cadente soaram como música aos seus ouvidos. Afinal, havia um caminho para o coração da sua amada. Tudo o que tinha de fazer era apanhar aquela estrela... e esse era agora o seu único desejo! Só que a estrela de Tristran caiu no País Mágico, no país onde habitam dragões, grifos, basiliscos, hidras, unicórnios, gnomos, enfim, toda a sorte de criaturas extraordinárias e inimagináveis, e lá, as estrelas cadentes são belas raparigas de olhos azuis e cabelos loiros. Uma enorme parede de pedra separa a aldeia de Wall desse mundo fantástico, mas nada poderá demover Tristran, e é justamente quando dá o primeiro passo no País Mágico que tem início a sua fabulosa aventura! Gaiman revela-nos, uma vez mais, o seu inquestionável talento para escrever histórias que nos fazem sonhar e que, através da criação de mundos imaginários, suscitam em nós a capacidade de ver o mundo real. Os leitores podem ainda revisitar o universo de Gaiman através da adaptação cinematográfica desta magnífica narrativa.


Este livro correspondeu totalmente às expectativas. Nem mais, nem menos.
A sinopse, a capa, o que já ouvi do filme e do livro, as opiniões bastante positivas, tudo isso leva-nos a criar um nível de expectativas. Quaisquer que sejam essas expectativas, este livro encaixa-se nelas. É como que inevitável.

Uma coisa garanto: essas expectativas só podem ser muito altas, porque este livro é uma surpresa para qualquer leitor.

Estou encantado. Deliciado. É sem dúvida um belo conto de fadas, mas muito, muito mais fascinante.

Ao princípio, é um livro estranho. Muito ao estilo de Gaiman.
Neil Gaiman tem um dom inato para a Fantasia. É capaz de criar mundos sem medo, alguns deles verdadeiramente estranhos, como no caso de Coraline. Li "Coraline e a Porta Secreta" e aquela obra fantasmagórica e sensação de estranheza ficou gravada na memória. Com este, voltamos a mergulhar num mundo completamente novo, mas desta vez muito vivo, dinâmico, cheio de seres totalmente diferentes, lendas, profecias, lugares infinitos! Por um lado, tenho pena que o País Mágico seja um lugar tão vago, por outro, não podia ser outra coisa!

Sinto-me inspirado depois de ler este livro. Neil Gaiman tem uma imaginação do tamanho do País Mágico. Não tem limites.

A história é como a sinopse bem a diz, Tristran entra nesse país para ir buscar uma estrela para a sua amada... O problema é que lendas e profecias fazem com que o destino de muitos esteja ligado a essa estrela, logo não será o único atrás dela!
Num pequeno livro dá-se uma enorme aventura.
Pessoalmente, preferiria ficar no mundo mágico, porque acho que há por lá muitas personagens e muitas lendas, e muitos lugares, a serem descobertas... Mas, enfim, esta foi apenas uma história, e a boa notícia é que tudo o que a nossa imaginação cria está lá!

Não tenho mesmo nada a dizer... A não ser, talvez, o final, que embora esteja muito bem conseguido, pessoalmente esperava que o autor nos desse uma certa reviravolta, algo como um murro na barriga, o que não aconteceu propriamente.

Recomendado? Não, mais do que isso. Todos deviam pegar neste livro. Principalmente quem gosta de Fantasia, pois este livro é Fantasia pura. Um dos melhores deste ano, sem dúvida, encantador e a transbordar de Fantasia.

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

333, de Pedro Sena-Lino


Esta é a história de um livro e de todos os seus 333 exemplares impressos. É a história secreta do impacto de um livro na vida de cada um dos seus leitores, e de como um rectângulo de papel pode transformar uma vida.

Quantas aventuras cabem dentro de um livro? Resposta: tantas quantas os seus leitores. 333 é a história das histórias das vidas tocadas por um livro profano que queimava como um livro sagrado. Pedro Sena-Lino leva-nos pela mão até um desses livros que, mais do que ser lido, lê e revela quem o abre.
Rui Zink

Uma cornucópia de histórias através do tempo onde se prova que só o amor é imutável. As palavras do poeta ao serviço de uma grande imaginação fizeram de Pedro Sena-Lino um romancista.
Dulce Maria Cardoso

É um hino. Ao amor. Amor pelo Livro, pela Palavra. Este primeiro romance de Pedro Sena-Lino faz muito mais do que contar uma história.
Marie-Noëlle Ciccia (Universidade de Montpellier

Há vários livros sobre livros, mas este deve ser, sem dúvida, único.

Pela primeira vez, ou pelo menos desde que me lembro, senti uma vontade enorme de pegar no lápis e sublinhar várias expressões do livro. E, de facto, contra o que costumo dizer, sublinhei este livro. Cada vez que o lia, tinha ao meu lado um lápis.
E porquê esta necessidade? Porque há inúmeras passagens nas quais nós, leitores nos identificamos, e também nas quais identificamos os livros que lemos.

Pedro Sena-Lino não é um prosador, é um poeta.
No entanto, conseguiu (minimamente) escrever um romance como deve ser.
A princípio, achei a escrita confusa. Tal como já aconteceu quando li "Máscaras do Destino", de Florbela Espanca, apercebi-me de que não gosto muito de ler prosa poética intensa em romances. Gosto muito de poesia, mas transportá-la para prosa fica demasiado confuso.
Até porque, pessoalmente, adoro prosa poética, quando se tratam de descrições. Não há melhor maneira de descrever paisagens, sensações, sentimentos, do que através de prosa poética.

Pelo que, passadas algumas páginas, fui-me habituando à escrita do autor. Não foi fácil, mas consegui. E, uma vez habituado, nada me impediu de adorar.

No séc. XVI, são impressos exactamente 333 exemplares de um livro especial... Especial porque é único no mundo: tem o dom de marcar de uma forma dolorosa, única, intensa, cortante, a vida de quem o lê. E, portanto, Pedro Sena-Lino apresenta-nos os destinos de todos os 333 exemplares, que tão fortemente marcam o leitor.

Todos os destinos são bastante trágicos. Todos os exemplares têm um fado forte, que acaba sempre na sua morte. Isto poderá ter alguma coisa a ver com o amor, que é a grande mensagem do dito livro. Trata-se de um conjunto de Cartas que reflecte, de uma forma bastante intensa, o amor, a paixão, o que faz com que o leitor fique tão obcecado. Todos os destinos são trágicos por isso. Muitos livros nem são sequer lidos, mas de qualquer maneira acabam por ser destruídos. Suponho que este mundo não estava preparado para o amor puro.

Adorei ler todos os destinos de todos os exemplares. Acho fascinante esmiuçar estas coisas. Este romance não tem um fio condutor (embora à medida que vai avançando uma pequena história se realce até ao fim), trata-se antes de várias curiosidades. Ou seja, os vários destinos. O que é muito engraçado, porque todos nos fazem lembrar milagres, tragédias gregas e shakespearianas, lendas, histórias religiosas ou pagãs.

Sem dúvida um livro que encherá as medidas aos amantes da leitura. Sem dúvida um autor que escreve muito bem e que conseguiu escrever algo único, mas que na minha opinião tem de desenvolver muito mais, caso contrário cai no aborrecimento.

domingo, 21 de Junho de 2009

A Máquina de Xadrez, de Robert Löhr


Baseado em factos verídicos, A Máquina de Xadrez é tanto um romance histórico como um thriller empolgante. Os acontecimentos decorrem por volta de 1770, no século das Luzes, quando o barão Wolfgang von Kempelen, aventureiro e livre-pensador, tenta conquistar o favor da imperatriz austríaca Maria Teresa apresentando em Viena um engenhoso invento, um autómato vestido como um turco e pretensamente inteligente, capaz de derrotar os melhores jogadores de xadrez. De facto, no interior da máquina, um verdadeiro prodígio mecânico, esconde-se Tibor, o anão que Kempelen resgatou dos calabouços de Veneza, um exímio jogador de xadrez, que, relutante, se vê forçado a participar naquele embuste. Depressa o Turco se torna famoso por toda a Europa, até que, nas celebrações do casamento de Maria Antonieta e Luís XVI, uma baronesa é encontrada morta em misteriosas circunstâncias. As suspeitas recaem sobre o Turco, suscitando a perseguição eclesiástica e complexas intrigas palacianas. O autor tira partido das suas personagens criando um drama psicológico que se adensa à medida que a intriga se torna mais empolgante. A recriação do tempo histórico é minuciosa e brilhante e tem tudo para captar o interesse do leitor.

Tem tudo para captar o interesse do leitor... E, de facto, capta!

Já não me lembro da última vez que li um livro com este nível de complexidade! Tenho lido obras com excelentes personagens, mas nenhuma deste nível, tenho a certeza.

Este é um thriller histórico que se desenvolve também em função de um drama psicológico, pois as personagens são de facto de um nível de complexidade único. E, mais interessante que tudo isto, é que é baseado em factos verídicos, as personagens são verídicas! Nunca pensei que Kempelen tivesse existido, e é com extrema alegria que já pesquisei umas quantas páginas sobre ele e a sua famosa Máquina de Xadrez.
A sinopse explica muito. A história é, basicamente, a de uma máquina de xadrez, construída para agradar à Imperatriz, mas que representa várias coisas para cada personagem: para o anão, uma prisão; para o criador, o auge; para o ajudante, uma obrigação; para alguns, perigo e maldição. E portanto, o sucesso da máquina de xadrez depende de quem sabe o seu segredo. No entanto, não só a morte misteriosa da baronesa como a luta de cada personagem vai afectar o seu destino.

O que a sinopse não revela é mesmo a complexa teia que se vai desenvolvendo à volta das personagens, numa luta psicológica constante. Elas vêem-se obrigadas a confrontar obrigações com vontades, fé com razão. Esse é, na minha opinião, o grande triunfo do livro.

Li e adorei. Estou bastante impressionado, pois trata-se do primeiro romance do autor e consegue provar que é capaz de muito mais!

Aconselho a todos. Vale mesmo a pena ler, é impressionante e mais do que cativante.

Só tenho a apontar um único ponto negativo... E é o que me faz não dar cinco estrelas ao livro.
De facto, o nível de complexidade das personagens é impressionante, e de um livro que nem parecia tão espectacular quanto isso surgiu uma obra fascinante. Meia estrela.
Porém, uma coisa é certa: no plano geral, este é apenas mais um thriller.

Embora seja único em si, numa vista geral, inserido na Literatura, este é apenas mais um thriller, que não acrescenta muito mais para além de uma história desenvolvida diferente. Por isso mesmo, faltou essa especialidade, essa característica que o teria feito único realmente, para ser uma obra-prima. Está quase! Volto a dizer, está mais do que recomendado, é um livro a ler de certeza!

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Tom Hanks volta a ser Robert Langdom


http://www.youtube.com/watch?v=ASVeN-58HKk

Antes de mais, é preciso notar uma coisa: Anjos e Demónios é um dos meus livros preferidos de sempre. Não estou, portanto, à espera que o filme me proporcione todo o delírio que a leitura me deu...

No entanto, a minha ânsia em ver o filme, e a esperança que fosse bem melhor do que O Código Da Vinci, não foi em vão.

Estava na sala de cinema a ver o filme e estava totalmente vidrado. Parabéns a todos, esta é uma adaptação digna de se ver e atinge altos escalões!

Quanto aos actores, não tenho nada a dizer. Para mim, são boas escolhas, e não adquirem particular atenção. Até Ewan McGregor, que é um dos meus actores preferidos, não está nem mais nem menos do que se espera.

O enredo é altamente viciante e imparável. Aliás, acho que isso é o único ponto que será menos favorável: a acção é tão rápida, os acontecimentos tão repentinos, que os grandes climax acabam por passar demasiado depressa... Eu, por exemplo, achei que o momento que em conhecemos o inimigo passou demasiado depressa, só quem já leu o livro consegue focar essa cena.

Os efeitos especiais estão estonteantes.
A grande cena perto do fim (envolve uma explosão... *assobio*) é extraordinária. Está brutal!!!
E viajamos por toda a Roma e todo o Vaticano... É espectacular como conseguiram recriar todos os locais! Foi como se os visitasse (e confesso que fiquei com vontade de lá ir).

Está fiel à obra literária... Embora haja várias modificações que alteram, a meu ver, o simbolismo de algumas coisas. No entanto, passa. Tudo o que mudaram consegue passar despercebido.

Resumindo, um filme bem feito, e bem conseguido na minha opinião.

Só que, se já leu o livro, nunca vai gostar tanto do filme como se nunca o tivesse lido... Este é daqueles casos em que estamos perante um excelente entretenimento, mas cuja leitura acaba por condicionar um bocadinho a nossa admiração.
(e mesmo assim, durante o filme sentir um pouco do frenesi que senti com o livro, pelo que para mim não podia estar melhor!!!)

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Voo Final, de Ken Follett


Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da Royal Air Force. Entretanto os Serviços Secretos Ingleses interceptam um sinal de rádio da Luftwaffe em que é mencionado o nome de código "Freya" e Hermia Mount, uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães e isso leva-a numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, estudante de física, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante de enredo complexo e absolutamente absorvente, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett.

Fui louco em pensar que Ken Follett conseguia criar uma obra-prima como "Os Pilares da Terra" de novo.
No entanto, este livro prova uma coisa: Ken Follett é um escritor de qualidade. É alguém que se sente bem no meio das páginas, e que facilmente nos atinge e nos obriga a virar as páginas!

É um bom livro. Confesso que esperava mais, mas à medida que a leitura avançou fui-me habituando a este género tão diferente de "Os Pilares da Terra", pelo que foi uma questão de tempo até me viciar totalmente!
Aconselho o livro, isto porque qualquer fã de thrillers ou policiais vai adorar!

É, principalmente, um livro para quem se sente bem a ler algo deste género.

Para quem não sabe, este autor tem imensos livros que se passam durante a 2.ª Guerra Mundial. Portanto, é um escritor que já está muito à vontade dentro dessa época. Ora, "Voo Final" é um livro relativamente recente. Fiquei com bastante vontade de ler mais livros de Follett, pois sente-se que é um perito na 2.ª Grande Guerra!

Por outro lado, o grande ponto negativo neste livro é precisamente esse à-vontade em relação à época em que decorre. Digamos que, uma vez que Follett está tão familiarizado com o tema, acaba por deixar com que o livro perca alguma profundidade; está tão habituado à guerra que acaba por escrever com uma naturalidade que estranha a quem como eu está a ler o primeiro de Ken dentro deste género. Acho que é por isso que esse livro não me agarrou tanto quanto esperava: faltou aquilo que caracterizava "Os Pilares da Terra", já que essa foi sim a primeira excursão do autor à Idade Média. "Voo Final" acaba apenas por ser mais um dentro da 2.ª Guerra Mundial.

No entanto, volto a dizer que gostei muito de lê-lo. Aliás, Ken sabe mesmo agarrar-nos! Tem uma facilidade extraordinária em criar personagens interessantes!
Muitos picos de emoção ao longo da leitura! É especialmente empolgante depois de metade lido, quando os acontecimentos se precipitam, quando as personagens já estão bem definidas e o leitor consegue desligar-se um pouco da sensação de normalidade.
Não diria um enredo complexo. E absorve-nos pontualmente. É mais um livro dentro do tema da Segunda Grande Guerra, aliás é mais um livro no meio da bibliografia do autor.

Mas é sem dúvida uma leitura vinda de alguém que é um mestre na arte da escrita e do conto!!! E irá sem dúvida delirar os fãs dentro do género. E tenho a certeza que quem gosta da 2.ª Guerra Mundial vai adorar também o livro... O meu problema foi só um: esperar algo à medida de "Os Pilares da Terra". Depois de lermos este género de Ken Follett, é uma questão de tempo para nos habituarmos, já que no que toca à Segunda Guerra Mundial Ken escreve com habilidade. Sem ser muito imprevisível, fui recompensado com páginas de uma leitura interessante, uma história sempre empolgante e a escrita de um autor que já considero um mestre de livros sobre a 2.ª Grande Guerra!

Bom

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Apresentação do livro "333", uma leitura para breve!

Quarta-feira, dia 3 do mês 6 do ano 2009, a Porto Editora apresenta o romance 333, de Pedro Sena-Lino.

Já tenho o livro por ler cá em casa, e aliás creio que o vou já começar! Parece-me bastante rápido e interessante!

O evento tem lugar na Biblioteca Nacional, pelas 18 horas, 33 minutos e 33 segundos…

O lançamento de 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, vai ser dinamizado de 3 formas distintas:

- o Grupo de Teatro da Nova encena partes da obra;
- a professora universitária Vanda Anastácio dá uma conferência que engloba as temáticas do livro;
- os escritores Rui Zink e Alexandre Nave e as actrizes Laura Soveral e Maria do Céu Guerra lêem excertos da obra.

Portanto, uma apresentação original! =)

Estes microeventos acontecem, entre um cocktail, em 3 espaços contíguos e complementares da Biblioteca Nacional.
A editora conta com a presença de interessados.

O livro parece-me bastante bom! O que é que acham, suscita-vos interesse?


Em 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, Sena-Lino mantém a abordagem
iniciada há vários anos, através da poesia, a temas como a presença do sobrenatural no humano,
os intercâmbios entre a vida anterior e a futura, os limites entre a morte e a vida, «mas agora
trabalhados em arquitectura narrativa». Para o escritor, este romance constitui uma «obra de
gratidão» a todos os livros que leu.
Porém, a actividade de Pedro Sena-Lino como investigador – estuda, para efeitos de
doutoramento, a produção literária feminina portuguesa nos séculos XVI-XVIII – também está
presente nesta obra: «procurei que fosse uma homenagem às escritoras esquecidas do período».
O autor defende que, por isso, ela «pode interessar aos leitores de romances históricos», mas
salienta que gosta de livros «com várias portas de entrada» e que 333 «tem um registo de microficção
(a história de cada exemplar) com conto (as histórias maiores), unidos na estrutura comum
de romance».
O romance 333, o quarto título que Pedro Sena-Lino publica com a Porto Editora, é, acima de
tudo, e segundo o autor, dedicado «a todos aqueles que querem um livro que os perturbe».

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Feira do Livro e mais aquisições!

Oh bem, eu sei o que é que vocês estão a pensar: a Feira do Livro já acabou há uma semana...

Respondo: bem sei, a verdade é que não tenho muito tempo para organizar muitos postes, e portanto decidi publicar primeiro a opinião prioritária do livro de Junot Díaz.

(fonte indicada na foto)

Ficam hoje, portanto, com as aquisições da Feira e algumas que entretanto também apareceram (e é com assombro que reparei: em três semanas a quantidade de livros que entrou cá em casa é estonteante! E sem contar com os da revista Sábado!).

Os livros que adquiri na Feira do Livro foram:


Um livro que procurava há já bastante tempo... E não é que aparece a 5€ num alfarrabista? Foi logo!


Sim, comprei este e Follett autografou-me todos os livros dele editados pela Presença! Estava mesmo nervoso...


Queria tanto experimentar esta autora! Principal razão pela aquisição: era livro do dia.


Mais cedo ou mais tarde ia começar a adquirir esta série... E na compra do livro do dia na Difel podíamos comprar outro com o mesmo desconto!


Eu sei: muitas pessoas preferiam que tivesse comprado "Os Leões de Al-Rassan"... Mas vi estes livros e foi como que um impulso. Pelo menos fica a promessa de ler Guy Gavriel Kay muito em breve! =)


Mais uma vez, os alfarrabistas têm bons e baratos livros! E como queria continuar a adquirir a série de Avalon...
(para o ano vou só a alfarrabistas, pode ser que compre ainda mais *rofl*)


Que vontade de ler já este livro!!! Quero ler pelo menos um livro de Orwell por ano!


Eu sei que não sugeriste propriamente Iceman, mas tu a falares dele inspirou-me (adorei falar contigo pessoalmente =D). Portanto, aposto que me fizeste comprar um grande livro e um que vou adorar!


O sexto livro da saga "As Crónicas de Allaryia"! Vamos a ver o que nos reserva... Confesso que estou bastante curioso, embora esta não seja uma saga que me agarre por completo, por várias e determinadas razões. Ah, e também está autografado e dedicado!!


Isto porque já tinha adquirido o segundo volume e queria começar a ler a saga!
Tanto Sandra Carvalho como Filipe Faria me assinaram dedicadamente os livros, e tive a oportunidade de conversar BASTANTE com ambos! Felizmente, temos estes autores portugueses que se dedicam aos seus leitores e que não se importam de gastar meia hora a conversar com um! (a bicha para Sandra Carvalho era grande porque ela demorava-se a conversar, mas sinceramente achei mesmo muito positiva essa atitude!!!).

Entretanto, outros livros, que não adquiri na Feira, se juntaram a esta já grande pilha... Eles são:


Obrigado Catarina! Foste a simpatia em pessoa e a dedicação... Em breve lerei o livro! E adorei poder falar contigo pessoalmente, ouvir as tuas palavras pessoalmente é único ;) Espero que em breve haja novo encontro!


Já estou ansioso por conhecer este clássico! As várias histórias de que é composto parecem fascinantes! É o que vale ter uma professora com tantas referências...

E pronto... São estas as minhas aquisições. Sim, estou abismado: não tenho tempo para tudo isto!

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz


Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e as idades. E os seus heróis perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.

Vencedor do
Pulitzer Prize for Fiction 2008

"Parece destinado a ser o primeiro romance mais falado do ano." - Scott Timberg, exclusivo
PÚBLICO

Finalmente, acabei o livro.
Peço desculpa pelo atraso, mas a escola não perdoa...
De qualquer maneira, avançando para a crítica propriamente dita:

Um livro mordaz!

Este é daqueles livros que lemos sem grande expectativa, e que nos assaltam a cabeça no seu tom bem-disposto e com a sua escrita única.

Para começar, a capa não me chamou a atenção. A sinopse ainda menos.
Sinceramente, nada indicava que esta fosse uma leitura que se destacasse.
Bem, só posso dizer que adorei! O livro está excelente!

Não é apenas a breve vida de Oscar Wao que conhecemos: é sim a história de 3 gerações, e várias personagens perseguidas pelo que parece ser uma maldição: o fukú. E o que é o fukú? Terão de ler para perceber, mas como não podia deixar de ser num livro deste género e que ganhou o Pulitzer, essa maldição nada mais é do que a perseguição de uma sociedade... Em especial atenção para Trujillo, o grande ditador da República Dominicana.

Não se pode dizer que seja dotado de uma história diferente. No entanto, é sem dúvida um estilo de escrita bastante próprio: descontraído, bem-disposto e que muito facilmente agarra o leitor. Díaz impressionou-me, pois consegue chamar a atenção do leitor sem o cansar!

Quanto às personagens, essas são únicas, e principalmente Oscar Wao é um já "amigo". Um jovem obeso, dominicano, que nunca beijou uma rapariga (o seu maior pesar) e que sonha ser o Tolkien desta geração! É um viciado em Ficção-Científica, e as inúmeras referências ao Senhor dos Anéis e outros livros de fantástico fizeram com que ficasse ainda mais agradado.
Pessoalmente, não creio que possamos falar de cada uma das personagens sem falar da sociedade que as rodeia. Porque todos os caminhos que percorrem na vida tropeçam sem intenção na História dominicana e nas características dessa sociedade, e essa caracterização é, sem dúvida, uma das metas do livro. As condições durante a era de Trujillo, durante a ditadura, nos Estados Unidos da América e até aos dias de hoje, é o que dita o destino das personagens e isso nota-se ao longo das gerações.

Recomendo sem reservas e adorei!

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Ken Follett em Portugal!!!!!!!!!



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

MAL POSSO ACREDITAR!!!!!

A questão é esta: segundo os meus cálculos (e embora continue a insistir que não gosto nada de fazer Top's), os meus livros preferidos são: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien e Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Para muita pena minha, Orwell e Tolkien já faleceram...

Mas Follett não!!!!

E melhor, ele vem cá a Portugal!!! Estou frenético com esta novidade!!!

No dia 16 de Maio, ele vai estar na Feira do Livro de Lisboa, a partir das 15h30...
Acho que vou levar todos os livros que tenho dele!!

Mal acredito que tenho a oportunidade de estar frente a frente com quem criou as personagens que tanto me apaixonaram!

AAAAAAHHHH!!!!!

(as compras na Feira vão ser, certamente, direccionadas para as restantes obras dele!!!)

sábado, 2 de Maio de 2009

Slumdog Millionaire e "A Vida Nova"... Sim!



Senhores e senhoras, fiz algo que não queria fazer:
Vi o filme primeiro que o livro.

Porque vi então o filme? Foi a ocasião, tinha a oportunidade de vê-lo e não podia desperdiçar.

No entanto, não me arrependi, e estou já ansioso por começar o livro!
Espero que o trailer vos aguce o apetite, porque a minha opinião sincera do filme é...

ADOREI!!!

Espectacular, uma explosão de energia realmente! É um filme bastante bonito, com uma banda sonora vibrante, com imagens imperdíveis.

E o melhor é que a maneira como ele responde é genial. O filme reflecte uma filosofia da vida, do Tempo, bastante interessante!

Não quero adiantar muitas informações, já que quero que vejam o filme com a mente totalmente aberta. Este filme transmite uma essência maravilhosa, que nos faz olhar duas vezes para a nossa vida, que nos faz viver intensamente cada bocadinho. Adorei e... Força, vão vê-lo, vale a pena! Não percam este vencedor!

Curiosamente, a filosofia de "Quem Quer Ser Bilionário" não é novidade para mim.
Aliás, antes de ver o filme, eu já acreditava nessa filosofia!

E sabem donde?
De A VIDA NOVA, de Orhan Pamuk!
Sim, tudo se encaixa... Sim, o passado e o futuro estão intimamente ligados, de uma maneira que nos impressionará.

Meus caros, leiam o livro "A Vida Nova" de Orhan Pamuk, vejam o filme "Quem Quer Ser Bilionário"... E deixem-se levar. E acreditem na vida e no quão fantástica ela pode ser. Está escrito.

sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Bons Sonhos, Meu Amor, de Dorothy Koomson


SÓ OS CORAJOSOS SE ATREVEM A AMAR

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo.
Ela deve-lhe a vida.
Mas o verdadeiro teste à amizade de ambos surge quando ele lhe pede que dê à luz o filho dele.
Apesar de saber que corre o risco de destruir a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque Steph, a mulher dele, mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, arruinando a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos, está gravemente doente. E Nova quer que Mal o conheça antes que seja tarde demais.
Na tragédia descobrirão, finalmente, o quanto significam um para o outro.

Sobre A Filha da Minha Melhor Amiga

"A Filha da Minha Melhor Amiga é uma curiosa revelação, que exige muita reflexão, até que todas as peças do enredo se encaixem."
The Times (NZ)

"Não consegui parar de rir e chorar, desde a primeira página. Dorothy Koomson aborda questões da maturidade: a amizade, a morte, a traição e o perdão - uma leitura comovente." Adele Parks

Este foi o primeiro livro que li da autora.
Desde que saiu A Filha da Minha Melhor Amiga que queria ler algo desta autora... Boa notícia: vale a pena.

É um romance sobre a amizade, a maternidade, a traição, o amor. Temas já bases. Mas tudo isto resulta num produto bastante emotivo, que nos deixa a suspirar pelas personagens. Por isso mesmo, gostei muito de lê-lo.

A sinopse engana um pouco... Sinceramente, acho que este livro tem muito mais qualidade do que a sinopse mostra! A acção não se estabelece num único fio condutor, vai-se encadeando: de capítulo para capítulo pode mudar o espaço, a personagem que nos desabafa ou a época. Pode parecer confuso, mas não é, é até bastante interessante, e dá à obra um outro brilho, mais literário.

Acho que todos nós sabemos o que é uma grande amizade. Até onde estaríamos dispostos a ir por esses grandes amigos? Qual é o valor da amizade quando o(a) nosso(a) melhor amigo(a) nos pede algo que ultrapassa o sentimento, mas toca no que nós somos? Arriscaríamos a vida por amor?
Este livro fala sobre isso. Uma forte amizade que é posta à prova quando Mal pede à sua melhor amiga, Nova, que seja "barriga de aluguer" do seu filho e da sua mulher, Steph. Mas, entretanto, o significado do passado das três personagens e o seu presente vão de tal modo ser catastróficos que, oito anos mais tarde, Nova está a criar Leo, o seu filho. Leo está gravemente doente, e Nova não fala com Mal há oito anos. Conseguirão vencer um passado para abarcar o presente e o futuro de braços abertos?

Há aqueles livros bastante emotivos, mas cuja emoção vem em picos: lemos uma página, na seguinte há uma torrente de emoção que nos deita abaixo, as coisas acalmam e algumas páginas à frente voltamos a sentir essa torrente!
Neste livro, não é bem assim. É mais uma linha recta: ao longo de todas as páginas, o nível de emoção mantém-se linear, constante, sem picos mas sim sempre à mesma altura. Como se uma nuvem de emoção cercasse todo o livro. Não nos sentimos emocionados de vez em quando, mas sim constantemente ao longo das páginas. Só tenho pena que este livro seja, muitas vezes, bastante triste e deprimente. Aliás, pessoalmente, este livro perde MUITO por ser tão triste. Esperava que fosse algo mais inspirador, mais alegre. Mas também há, com certeza, momentos desses, embora um pouco mais pontuais.

Uma boa leitura, emotiva, romântica, e mais um caso da vida. É isso mesmo, um caso da vida, mas posto nas mãos de quem me parece ser uma excelente escritora, tornando assim esta bonita história num livro que emocionará o ser provido de sentimentos. Pronto, demasiado triste e deprimente, mas ainda assim emotiva.

terça-feira, 28 de Abril de 2009

Algumas aquisições

Antes de mais, peço desculpa pelas leituras em atraso...

Ultimamente, com as coisas da escola principalmente, o tempo para ler é nulo. Mas mesmo nulo.

No entanto, ainda se verificam algumas baixas na lista de compras... E são livros que bastante me atraem!

(além do filme, que ainda quero ver, todos dizem maravilhas do livro...)

(Ken Follett!!!! YES!!!! ADOREI Os Pilares da Terra, assim como adorei voltar a Kingsbridge em Um Mundo Sem Fim... Bem sei que este livro não tem nada a ver, mas estou ansioso por saber como é que é Ken Follett nesta vertente mais policial!)

(caso não saibam: só morro quando for a Istambul. Porque o sonho da minha vida é mesmo visitar esta cidade *grande suspiro*)

(estou curioso... Não sei muito bem o que esperar, mas parece-me um thriller histórico fascinante! Estou mesmo curioso...)


(claro que não podia deixar passar este livro, sou um seguidor religioso desta colecção!)

Deixo o booktrailer do livro de Ken Follett... Que será uma leitura em breve!

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

O Livro hoje...?

Hoje, dia 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

Pessoalmente, este dia passa normalmente. Não tenho intenções de adquirir novas obras para comemorar a data, já que nesta altura há bastantes promoções; por vezes esqueço-me (esquecer-me-ia se não tivesse visitado outros blogues!!!). No entanto, é um dia que está marcado como Dia Mundial do Livro, e embora todos os dias me dedique a essa paixão este tem de ser mencionado.



Sempre amei os livros. Desde pequeno que pegava nos livros de "Ler Sozinho", lia-os antes mesmo de sair da livraria com eles na mão! Ainda me lembro dos primeiros grandes romances que li, que me inspiraram demais! Caso para falar de "O Primo Basílio", de Eça de Queirós, e "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes, que foram, sem a mínima dúvida, os primeiros grandes romances que li e até hoje dos meus preferidos de sempre!
E hoje continuo a ler... Não como lia dessa altura: hoje tenho MUUUITOS livros na estante "por ler", tenho uma lista de livros a comprar demasiado grande, e leio a um ritmo considerável, já que tenho demasiados por ler e o tempo é escasso, pelo que sem dúvida o meu eu leitor mudou.

Mas... O que é do livro hoje realmente? Qual o valor que um livro tem na nossa sociedade? Será que se vem tornando cada vez mais subestimado? Para aqueles que são leitores como eu, vão com certeza dizer que ainda existe o mesmo tipo de felicidade em relação à leitura. No entanto, peço que se tentem abstrair dos vossos próprios pensamentos e comentem também como todos os cidadãos do mundo encaram o livro.
O que é o Livro para nós hoje?

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Novidades da Porto Editora

Depois de "O Meu Triste Segredo", que se revelou uma agradável leitura, e "Pequenos Gestos de Amor Eterno", que também atingiu as expectativas, a Porto Editora lança mais dois livros que serão do interesse de todos!

No dia 23 de Abril, a Porto Editora publica Bons Sonhos, Meu Amor, o novo romance de Dorothy Koomson, autora de grande sucesso em todo o mundo e também em Portugal, onde as duas obras anteriores já venderam mais de 80 mil livros.
O terceiro livro representará, seguramente, o terceiro sucesso.
Uma autora que conquistou milhares de leitoras logo na estreia em Portugal, com A Filha da Minha Melhor Amiga – já vendeu mais de 50 mil exemplares – e que solidificou prestígio com a publicação
de Pedaços de Ternura – com cerca de 30 mil livros vendidos em 2008.

Descrita como tocante e densa em termos emocionais, a escrita de Dorothy Koomson cria cenários que proporcionam uma reflexão sobre as vivências humanas (os desafios da amizade, a inexorabilidade da morte, a força do amor…). A britânica é já, sem qualquer dúvida, um dos nomes de referência da literatura vocacionada para o público feminino. A Porto Editora prepara, também, a publicação dos primeiros livros da autora do já incontornável A Filha da Minha Melhor Amiga – a chamada backlist – sendo que um deles sairá ainda em 2009.

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida.
Por isso, quando ele lhe pede que seja mãe de substituição do seu filho e, apesar de saber que
corre o risco de perder a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque a mulher dele mudou de
ideias, escassos meses antes de a criança nascer, destruindo assim a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos está gravemente doente. Nova quer que Mal conheça o filho antes que seja demasiado tarde.
Na tragédia descobrirão o quanto significam um para o outro.

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04111



A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao – este é o título de um dos livros mais aguardados do ano, o vencedor do Pulitzer Prize 2008, e que a Porto Editora dá a conhecer no dia 30 de Abril. O autor é o dominicano Junot Díaz, que, graças a este assombroso romance, alcançou o estatuto de vedeta literária internacional.
Em finais de 2007, o jornal Público, através de um exclusivo do Los Angeles Times, afirmava que o livro de Junot Díaz seria «o primeiro romance mais falado do ano», salientando o facto de ter sido «aclamado» logo no mês em que foi publicado. Menos de um ano depois, a Porto Editora adquire os direitos de publicação em Portugal e vê o romance ser galardoado com o Pulitzer Prize for Fiction.
A 30 de Abril, o país vai poder perceber as razões do estrondoso sucesso internacional deste livro e do autor Junot Díaz, que já têm sido ansiosamente destacados por publicações portuguesas.

Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e
pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande
História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das
promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma
canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e idades, e os seus heróis
perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.

Obscuro e exuberante… rico e espirituoso… mas, acima de tudo, este livro ousado, divertido e
trágico proporciona exactamente o que um leitor de Junot Díaz esperaria encontrar num romance
seu.
Publishers Weekly

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04148

Interessados? =)

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

O Meu Triste Segredo, de Jenny Tomlin


Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de esperança e triunfo.

Não sou um leitor de biografias. Não porque não goste, gosto de ler de vez em quando, mas não costumo comprar livros biográficos, sou pessoa de romances!

Contudo, há um ou outro volume que nos impressionam. Este foi um deles.

Não é uma obra-prima, de longe tal coisa! Aliás, a escrita é bastante simples, e são 200 páginas que se lêem muito facilmente, é mesmo um page turner. No entanto, por a escrita ser tão simples nos dá mais prazer em ler. Facilmente nos toca sem precisar de floreados.

E a história é muito forte... Ok, vamos lá a ver: hoje em dia, não há nada mais comum do que a violência doméstica, infelizmente! Por isso, se olhasse para este livro, a primeira coisa que iria pensar seria "Já estou farto de ouvir falar sobre isso...". Porque é verdade, haverá algo mais falado do que a violência? Tirando trivialidades e momentos do dia, não me parece.
Porém, fiquei bastante impressionado. Não estava à espera de encontrar uma narrativa tão leve para esta história. Através de uma escrita muito simples, Jenny Tomlin conta-nos a sua história de infância, que ao princípio poderá já parecer um cliché (quem não está farto de ouvir falar sobre crianças maltratadas, quantas histórias destas não existem?), mas rapidamente nos sentimos familiarizados com as personagens, e odiando o Papá que faz coisas que não são de um Pai: são de um monstro.

Por detrás de portas fechadas, estas coisas acontecem. E deviam ter vergonha!! Só os sonhos conseguem salvar estas crianças desesperadas de actos tão terríveis... Acredito que actualmente as crianças sejam tratadas com mais cuidado, mas é horrível imaginar que ainda existem casos assim.

Embora tenha adorado ler o livro, tenho de confessar que a partir de certa altura torna-se demasiado banal. Tem uma carga bastante tocante no que diz respeito aos abusos, mas mais tarde, devido ao rumo que a vida de Jenny leva, passamos a ver a história com outros olhos. Talvez seja o facto de se tornar adolescente (a partir daí a sua vida muda bastante), mas há que ter em atenção que esta é a história de uma pessoa normal que perdeu a sua infância. Isso é desastroso, mesmo que o resto da sua vida seja feliz.
Enfim, olhem que há por aí muitas biografias que não têm nada para dizer, e esta pelo menos tem alguma coisa de louvar!
(engraçado, não posso dizer que admire a autora, já que a meu ver o seguimento da sua história foi simples e nada que ela tenha influenciado particularmente... Não é com as personagens que nos admiramos, mas sim com o seu sofrimento, percebem?)

Aconselho! Muito, muito fácil de ler; uma história que nos toca rapidamente; por alto é uma história de uma vida até bastante banal, mas bem fundo temos um triste segredo que faz-nos crer que a vida não é um mar de rosas (neste caso, isso é levado ao extremo, sem dúvida!)... É até bastante normal, não fosse retratar a infância miserável da criança. É uma história de esperança, mas retrata um sofrimento muito penoso... Para quem busca neste tipo de livros uma escrita mais forte, neste caso isso não acontece: é apenas uma menina pequena a falar da sua horrível experiência e dos seus sonhos de triunfo. Um livro que nunca vos aborrecerá, e que talvez vos emocione, de tal modo que poderão olhar para a vida de uma maneira diferente. Lutem por vocês e sejam assim felizes, este é o meu alegre segredo.

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