terça-feira, 21 de julho de 2009

Filho da Guerra, de Emmanuel Jal

Em criança, mal podendo com o peso de uma arma, Jal, um dos Meninos Perdidos do Sudão, testemunhou e praticou actos de extrema brutalidade, no contexto da guerra civil que grassava no seu país. As suas memórias de terror desenham-se vividamente nesta poderosa autobiografia, que revela dolorosamente a fúria que a guerra lhe ensinou, mas também a forma impressionante como conseguiu superá-la. Inspirado por Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Nelson Mandela, socorreu-se da música como instrumento para o seu próprio processo de cura e incentivo à paz no seu país, tornando-se um dos mais promissores cantores rap africanos, reconhecido internacionalmente. Chocante, inspirador e carregado de esperança, Filho da Guerra é a autobiografia de um jovem singular, determinado a contar a sua própria história e a revelar ao mundo a tragédia do seu país. "Franco, implacável... O retrato de um jovem marcado pela guerra que é hoje um exemplo e um defensor da sua comunidade."
Kirkus Reviews
"Avassalador... Puro... Provocante."
The New York Times

Estamos perante um livro pesado...
Uma linguagem forte... Melhor, descrições de guerra muito fortes... Não há perdão. Há morte. Há terror. Há memórias tornadas pesadelos.
Estamos perante um livro forte, um retrato vivo e sem escrúpulos, da guerra.

Ao mesmo tempo, estamos perante um livro cansativo.

Acho que só vou aconselhar este livro a quem se interessa pelo tema. Embora as descrições estejam brutais (não na qualidade, mas sim na brutalidade das cenas), e o percurso de Jal seja todo ele tocante, a certas alturas achei a leitura muito cansativa, já gasta. Comecei-me a fartar de ler quase o mesmo.

Não acho que seja um livro que nos inspire particularmente, visto estar perante uma realidade que se afasta da minha vida, por exemplo. Estamos a falar de uma guerra, de uma situação extrema, de Meninos Perdidos, que são parte de uma realidade que não tem nada a ver com a realidade da sociedade ocidental. Pessoalmente, não me senti particularmente movido pela jornada de Jal, mas sim pelo sofrimento que a guerra causa.

É intenso... Mas não é o ideal para quem não lê regularmente algo dentro deste género. Sem dúvida, interessante pelo retrato de guerra e tocante pelo sofrimento a que assistimos, mas não deixa de ser uma leitura a (pequenos) espaços aborrecida.
Talvez se começasse a apostar mais em livros autobiográficos, ou livros de não-ficção, talvez me sentisse mais atraído por esta leitura... Pessoalmente, o meu gosto ficou pelo "Interessante".

9 comentários:

Carla Martins disse...

Nossa, juraaaaaaaaa? E eu, que amo livros autobiográficos, fiquei LOUCA, OBCECADA de vontade de ler essa obra!

Obrigada pela dica!

beijos!

Pedro disse...

Se gostas de livros autobiográficos, e ficaste tão fascinada com este...

Acho que vais adorar =D Força com a leitura!

Pati Araújo disse...

Oi Pedro,
Encantador o teu blog.
Também sou bookoholic...e adoro ser assim.
Já li Os pilares da terra, não é ótimo?
beijos

Francisco Norega disse...

Boas!

Estive uns dias fora e apareceram tantos posts novos! Acho que gostaria de ler este livro, sem dúvida :D É uma temática que me atrai imenso.

Abraço

Pedro disse...

Pati Araújo,
Sim, é excelente! "Os Pilares da terra" é um dos meus livros preferidos, despensa comentários!!! =D

Francisco Norega,
acho que é por teres estado fora que tudo parece ainda mais aliciante!! =P

Um grande abraço

José disse...

Estou a ler esse livro (Filho da Guerra de Emmanuel Jal) e estou a gostar muito. É um livro perturbador mas fascinante. De facto é espantoso como alguém que foi soldado entre os 7 e os 12 anos hoje em dia, com perto de 30, canta maravilhosamente e ajuda através da venda da sua música as crianças africanas. Ele é um exemplo a seguir. Eu sou de Portugal, José Maria Cameira.

Pedro disse...

É de facto um livro extremamente perturbador. Muito violento, fiquei bastante sensibilizado com o facto de um menino, uma criança ainda, ser quem foi obrigado a ser...

Porém, a certo ponto começou-me a aborrecer. Uma leitura intensa, mas para a qual é preciso alguma vontade.

Anónimo disse...

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