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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Literatura 2014 - Patrick Modiano

(http://www.lefigaro.fr/livres/2012/10/03/03005-20121003ARTFIG00639--l-herbe-des-nuits-de-patrick-modiano.php)


Patrick Modiano é o Prémio Nobel da Literatura 2014.

Considerado por muitos o escritor francês mais importante do nosso tempo, é uma figura relativamente desconhecida internacionalmente. Felizmente, e como acontece com bastante regularidade aos vencedores deste prémio, o resto do mundo terá o prazer de conhecer a obra deste senhor.

Pessoalmente, também não conhecia. Espero em breve poder ler o seu trabalho, pois parece-me fascinante!

Até lá, vale a pena conhecer a pessoa por detrás do escritor:

Nasceu a 30 de Julho de 1945, tendo completado 69 anos. Alguns dos prémios que já recebeu foram o Austrian State Prize for European Literature (2012), o Prix Mondial Cino Del Duca do Institut de France pela sua carreira literária (2010), o Prix Goncourt (1978) e o Grand Prix du Roman de l'Académie Française (1972).

As suas obras têm como cenário principal a Segunda Guerra Mundial e a ocupação de França pela força nazi. Passam-se quase sempre em Paris, descrevendo também a cidade, as suas pessoas e a sua evolução. Os seus romances debruçam-se sobre o tema da identidade, da existência da pessoa, da memória.
Nas suas palavras: "Depois de cada romance, tenho a impressão de ter esclarecido tudo. Mas eu sei que voltarei outra e outra vez a pequenos pormenores, pequenas coisas que são parte daquilo que eu sou. No fim, todos somos determinados pelo sítio e o tempo em que nascemos".
Não só escreve romances como também argumentos para cinema, canções e livros infantis.
O prémio Nobel é atribuído "pela arte da memória com a qual ele evocou os destinos humanos mais inatingíveis e descobriu a vida do mundo da ocupação alemã".

Publicou inúmeras obras, mas apenas duas parecem estar neste momento disponíveis em Portugal: O Horizonte e No Café da Juventude Perdida. Parece que várias outras obras já foram publicadas no nosso país, mas infelizmente as suas edições não são recentes e tornam-se bastante difíceis de encontrar. Com este prémio, certamente muitas mais obras serão editadas para a Língua Portuguesa!


Página da Wikipedia sobre o autor
Notícia do jornal Público online sobre a atribuição do Nobel ao autor



Quanto à atribuição do Prémio, não tenho qualquer opinião senão que parece ter sido merecido. Bem sei que todos os anos há uma grande consternação por os favoritos não ganharem (este ano foram Haruki Murakami e Ngũgĩ wa Thiong’o). Mas creio que é altura de ultrapassar essa discussão. Murakami, Philip Roth, Cormac McCarthy, e muitas outras dezenas de autores por esse mundo fora são igualmente merecedores do Nobel e qualquer outro prémio. Infelizmente, só um é atribuído por ano. Portanto, deixem as apostas de lado e preocupem-se antes em explorar cada um destes maravilhosos escritores, porque com ou sem Nobel as suas obras continuam presentes para serem apreciadas!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Entrevista com Sandra Carvalho, autora de "A Saga das Pedras Mágicas" e "Crónicas da Terra e do Mar"


http://2.bp.blogspot.com/-UNOD9ewdghs/T83gRhSWCSI/AAAAAAAABGA/-jD4cR9y-2M/s1600/scarvalho%5B1%5D.jpg 

 Fã de Sandra Carvalho? Delirado com A Saga das Pedras Mágicas? Ansiso pelos novos livros desta grande escritora portuguesa?

Então aqui tens, uma entrevista exclusiva à autora!! Agradeço mais uma vez a imensa disponibilidade da autora. Deliciem-se mais um pouco com as suas palavras :)



- Bem-vinda ao Cantinho e muito obrigado por ter aceitado conceder esta entrevista! Antes de mais, porque este é um blogue sobre livros: qual o seu livro favorito?
Olá!!! É um prazer estar aqui contigo e com os seguidores do Cantinho! Eu é que agradeço por estes encontros tão agradáveis, que me permitem dar um abraço a todos os meus companheiros de aventura e apresentar os frutos da minha imaginação aos leitores que ainda não tiveram a oportunidade de saboreá-los :).
Quanto à tua pergunta, desde criança guardo tantos livros no coração que é difícil, mesmo impossível, eleger apenas um. No entanto, quando me colocam essa questão costumo salientar as obras de Michael Chichton e de Marion Zimmer-Bradley, pois foram dois escritores que me acompanharam durante a adolescência e que coloriram o meu imaginário, acabando, inevitavelmente, por influenciar a minha escrita.

- Parabéns por mais um livro publicado, de uma nova série! Sobretudo para os leitores que já a seguem, o que é que estas novas Crónicas trazem de novo e diferente? E o que têm de comum com a Saga que fica para trás?
Os leitores da Saga irão encontrar nas Crónicas o mesmo estilo de escrita, entusiasmado e apaixonado, centrado nas cores, nos sons, nos odores e nos sabores, assim como nas emoções das personagens. No entanto, as Crónicas resultam numa história mais madura, onde todos os elementos de um romance de ficção e de aventura se irão fundir com a realidade histórica de Portugal no século XV. Teremos, pois, um vislumbre da vida dos “nossos” fidalgos e das intrigas que eram entretecidas dentro e fora da corte, misturadas com a emoção dos Descobrimentos e as peripécias dos corsários que serviam o reino e dos piratas que estabeleciam as suas próprias leis. Essa “verdade” presente ao longo da história também faz com que a componente mística das Crónicas seja diferente daquela a que os leitores se habituaram na Saga. Enquanto a magia da Saga tinha imensas influências Anglo-Saxónicas, a magia das Crónicas está ligada à nossa cultura, aos mitos e aos medos, ao oculto e às mezinhas caseiras, o que, consequentemente, a torna mais ajustada à nossa realidade.

- As personagens de "O Olhar do Açor" existiram na realidade, ou apenas na sua imaginação?
Em “O Olhar do Açor” teremos cenários reais e cenários imaginados, da mesma forma que teremos personagens criadas por mim a relacionarem-se com personalidades reais. Esse foi o maior desafio das Crónicas: introduzir a História de Portugal e figuras emblemáticas como o infante D. Henrique e os seus irmãos na narrativa, sempre com o devido cuidado e respeito, para que os “factos” fossem preservados e apresentados com fidelidade ao leitor, ao mesmo tempo que, em paralelo, a ficção se desenvolvia. No fim, são as decisões tomadas por essas personalidades que irão ditar o rumo da história e o destino das minhas personagens, mesmo quando a sua intervenção não é direta.

- O novo livro tem uma grande vertente histórica: a descoberta dos Açores. Enveredou numa pesquisa histórica mais aprofundada, ou não foi essa a sua pretensão?
A descoberta dos Açores foi o ponto de partida para a criação das Crónicas. Os “incidentes” dessa viagem e as dúvidas que continuam a inflamar os debates dos historiadores sobre os heróis da proeza e a maneira como esta se concretizou foi a chama que fez explodir a minha imaginação. A partir daí, desenvolvi o trabalho de ficção, regressando à pesquisa histórica sempre que entendi que a “realidade” poderia abrilhantar a narrativa. Os factos históricos são apresentados de forma simples, maioritariamente através das experiências vividas pelas minhas personagens. Transmito o essencial da informação, para que o desenrolar da ação desvende as razões e as motivações por detrás de cada acontecimento, ao mesmo tempo que, gosto de acreditar, estou a estimular a vontade do leitor para aprofundar o conhecimento dos factos. Note-se que “Crónicas da Terra e do Mar” não é um romance histórico! A minha intenção não foi, nem é, concentrar-me na “verdade incontestável” dos relatos e escritos históricos. Apenas desejo oferecer aos leitores uma visão dos dois mundos: o real e o imaginário, fundidos numa aventura que, espero, os vá intrigar e entusiasmar, divertir e comover.

- A ideia para "Crónicas da Terra e do Mar" surgiu ainda durante a "era" das Pedras Mágicas? De onde veio essa primeira ideia?
Tudo aconteceu de uma maneira estranha… Por muito racional que eu queira ser, acabo por achar que o “destino” me troca as voltas :) ! Digamos que na “era” da Saga das Pedras Mágicas os leitores me pediam insistentemente para que, num novo projeto, eu me debruçasse sobre a História de Portugal. Porém, apesar de a ideia me estimular, escrever um romance puramente histórico estava fora de questão, pois não é esse o meu apelo… Pelo menos, por enquanto! E não discernia uma forma de avançar com um projeto que, precisamente, pudesse reunir a História com a ficção, sem correr o risco de desvirtuar algo que para mim é sagrado: a memória da minha pátria e a herança do meu povo. Por isso, quando terminei a Saga iniciei outro projeto… Até que, um belo dia, ao arrumar na minha estante os livros que os filhos de alguns amigos tinham ido buscar para “brincar”, verifiquei que estes possuíam um tema em comum: corsários e piratas. A partir daí tudo se desenrolou como uma avalanche. Para onde quer que me virasse, só ouvia falar do infante D. Henrique, dos Descobrimentos… E das ilhas dos Açores! Como a minha cabeça não para, dei por mim a recordar uma história sobre piratas que tinha iniciado na adolescência, guardada nos meus caderninhos… E pronto! Foi a perdição J! De repente, tudo parecia encaixar-se como as peças de um puzzle e crescer, até ao ponto em que eu já não pensava noutra coisa. Então, decidi escrever só algumas linhas da história que me andava a “atormentar” por julgar que assim arrefeceria essa súbita “obsessão”… Todavia, as linhas transformaram-se em páginas, o prólogo de “ O Olhar do Açor” estava concluído e a Leonor e a Guida já corriam através do bosque…

- "O Olhar do Açor" surge um ano depois do último livro da já série de culto "A Saga das Pedras Mágicas". Foi difícil transitar de uma série para outra? Um ano foi suficiente para descansar e avançar para uma história completamente nova?
Na verdade, não existiu um dia de descanso no meio deste processo :)! Durante a Saga, segui o ritual de encerrar um livro e começar imediatamente outro, nem que fosse apenas com uma frase. Por isso, terminada a última linha de “Sombras da Noite Branca”, iniciei o outro projeto de que vos falei, confiante de que seria a opção certa para suceder à Saga. Depois, aconteceu o que vos contei… Logo, não houve tempo para pausas, reflexões, nem sequer uma noite bem dormida! Sempre achei que seria difícil separar-me das emoções da Saga e das personagens que, durante décadas, viveram no meu imaginário. Porém, julgo que o projeto que deixei suspenso me ajudou a fazer essa caminhada. A partir do momento em que fui fulminada pela ideia que deu origem às Crónicas, a separação da Saga deixou de ser dolorosa… A Saga é um grande amor e a tentação de regressar a esse universo estará sempre presente na minha vida, ainda que não possa prever se, um dia, o farei ou não. Gosto de novos desafios e as Crónicas estão a ser, efetivamente, um desafio colossal! Uma nova, absorvente e arrebatadora paixão!

- Costuma reler os livros que já publicou? Revisitar as Pedras Mágicas lendo as suas próprias palavras?
Tive de fazê-lo quando estava a entrar na fase final da história, para me assegurar de que não deixava nada por resolver. Quando uma narrativa percorre três gerações, ao longo de oito livros, com personagens detentoras de personalidades tão fortes e vontades tão complexas, é essencial atender a todos os pormenores, conjugando o passado, o presente e o futuro em simultâneo. Isto significa que eu escrevi as aventuras da Catelyn já a preparar o caminho para a Kelda e, enquanto desenvolvia as aventuras da Kelda, não podia esquecer-me do caminho percorrido pela Catelyn. Sim, deu-me imenso prazer reler a Saga… Não só porque é o meu sonho de criança tornado realidade, mas também pelos inúmeros sonhos que os meus leitores partilharam comigo ao longo desta aventura! Estou muito feliz e orgulhosa das minhas meninas/mulheres – Catelyn, Edwina, Thora, Freya, Kelda… Acreditem que aprendi muito com elas :)!

- Catelyn, Edwina ou Kelda? Ou Constance?
Neste momento, Leonor e Guida :)! Mas Catelyn há de ser sempre a mais especial das minhas meninas. Primeiro, porque cresci com ela, como se fosse a minha irmãzinha imaginária, pois não tinha irmãos e desejava muito tê-los. Sempre que inventava uma história, Cat tornava-se a heroína… E assim foi com a Saga! Depois, porque é graças a ela, à sua pureza e sensibilidade, mas também por causa da sua paixão e da sua força, que a Saga cativa tantos leitores. A Edwina é diferente… Tem consciência de que nasceu com um destino traçado e faz todos os possíveis para agradar à família e cumpri-lo, até ao momento em que o apelo do coração se torna irresistível. Quanto à Kelda, é a minha menina-guerreira que eu simplesmente adoro! Ao contrário das antecessoras, Kelda vai crescer “esquecida” pela família e terá de lutar muito para encontrar o seu caminho e provar o seu valor. Por fim, Constance… De todas as personagens femininas que criei, talvez ela acabe por ser a mais consciente e ponderada, consequentemente a mais fria. Apesar de ser lutadora e corajosa, Constance foi capaz de renunciar ao grande amor da sua vida para preservar a honra da família. E mesmo quando teve uma segunda oportunidade de escutar a voz do coração, decidiu silenciá-la para que a filha continuasse a desfrutar dos privilégios da fidalguia. É o exemplo da mulher que sofre com um sorriso nos lábios para que aqueles que estão à sua volta possam ser felizes.

- Muitos fãs da "Saga das Pedras Mágicas" gostavam de reencontrar esse mundo, apesar da Sandra já ter deixado explícito que a história ficou concluída tal como tinha planeado. Mas alguma vez se atreveu a escrever, por puro entretenimento, uma nova história no mundo das Pedras Mágicas? Ou, pelo menos, existe no seu imaginário?
A história existe no meu imaginário, sim… À medida que a terceira geração da Saga evoluía, as aventuras da quarta geração foram tomando forma na minha mente, como um processo natural… Estou sempre a idear o que acontece a seguir; é mais forte do que eu! Contudo, ao planear a estrutura da Saga resolvi que a narrativa terminaria com a Kelda e decidi manter-me fiel a essa decisão. No entanto, os meus queridos leitores estão constantemente a tentar-me, pedindo-me que prossiga com a história ou que desvende o destino de algumas personagens pelas quais se encantaram e que seguiram outros caminhos… Talvez um dia regresse a este universo maravilhoso! Talvez! Porém, para já sinto a necessidade de crescer para além da Saga, de explorar novos mundos, outros cenários, personagens e emoções… Ainda assim, não irei fechar essa porta! O “incidente” que originou a escrita compulsiva das “Crónicas da Terra e do Mar” ensinou-me que, por mais que tente ser racional, é a paixão que decide o rumo da minha escrita! Afiancei que não me dedicaria tão cedo à História de Portugal e o destino trocou-me as voltas de uma maneira surpreendente, deliciosa e fantástica! Escreverei sempre o que o coração me mandar… Essa é a única certeza que possuo.

- Algum conselho para novos escritores, para aqueles que procuram dedicar-se à escrita?
Para começar, quem quer ser escritor deve mesmo desejá-lo com todas as fibras do seu ser, ciente de que tem anos de trabalho árduo pela frente! Leiam muito, estudem muito, pesquisem muito, ponderem muito, escrevam muito… “Muito” é essencial! A composição de uma história é um exercício solitário que exige uma enorme disciplina, concentração e rigor. O processo criativo pode ser apaixonante e divertido, mas também é bastante espinhoso!
Desenvolvida a ideia, torna-se necessário revê-la e aperfeiçoá-la com um espírito de autocrítica aguçado. Só se deve avançar para a procura de uma editora quando se sente que não há mais nada a fazer para melhorar a história. E essa busca deve começar pela seleção das editoras que estão a apostar no género literário ligado ao vosso projeto. Feita essa “triagem”, elaborem uma lista de preferências e iniciem os contactos. É importante que fiquem esclarecidas as condições impostas por cada entidade para a aceitação de propostas, assim como o tempo que demoram, em média, a dar resposta. Reúnam os elementos que vos forem pedidos e apresentem-se, e à vossa obra, de forma confiante e apaixonada, mas sucinta e objetiva, sem exageros. Depois, resta aguardar… Existem dezenas de editoras, com diferentes métodos de trabalho. Supondo que tudo corre bem, como se deseja, cabe-vos a vós escolher aquela que melhor poderá servir os vossos interesses presentes e futuros.
Todavia, também é possível que o sonho não se concretize “à primeira”… Mas isso não é razão para esmorecer! Lembrem-se de que estamos a viver tempos difíceis! Escutem com atenção as críticas construtivas que vos forem feitas, assimilem-nas com humildade e utilizem-nas para vosso benefício… Após um período de reflexão, voltem a tentar.
Em conclusão, por muito que eu goste de ajudar, a verdade é que não existem conselhos milagrosos que assegurem a criação de um livro e a sua publicação… No entanto, se a escrita vos traz felicidade, sejam perseverantes e assertivos. O importante é que nunca parem de escrever! Nunca deixem de acreditar! Nunca desistam de sonhar!

Resta-me agradecer ao Cantinho do Bookaholic por esta conversa tão agradável e a todos vós que tivestes a simpatia de me acompanhar.
Muito obrigada pelo vosso carinho.
Beijinhos
Sandra Carvalho

Mais uma vez, estou bastante agradecido pelas palavras amigáveis e entusiasmadas da Sandra. Espero que os seus fãs, e aqueles que ainda a têm de conhecer, tenham ficado tão agradados com a conversa (tenho a certeza que enche a barriga a muitos fãs!). 

Preparem-se para a continuação de mais críticas, mais sugestões de leitura, e certamente mais autores à conversa... :)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Para breve: ENTREVISTA com a escritora SANDRA CARVALHO


Ora aqui está uma bela surpresa!!

O Bookaholic prepara-se para entrevistar a autora Sandra Carvalho! Acabadinho de sair está o seu novo livro, "O Olhar do Açor", primeiro volume da série "Crónicas da Terra e do Mar". Vamos falar um pouco sobre este projecto, mas vamos também relembrar "A Saga das Pedras Mágicas", que já apaixonou uma legião de portugueses...

Entusiasmados? Rápido, deixem as vossas sugestões de perguntas no Facebook do Cantinho do Bookaholic, nos comentários desta publicação.

Até muito em breve!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vencedor do Concurso de Escrita "Que a Estante nos Caia Em Cima"

Parabéns ao João Rogaciano por vencer o concurso lançado pelo blogue Que a Estante nos Caia em Cima!

http://livrosimples.blogspot.com/2010/12/vencedor-do-concurso-de-escrita.html

Como me comprometi com os autores do blogue, aqui fica o texto vencedor:


O CARROSSEL


O recinto da feira fervilhava de vida. Os miúdos e graúdos atropelavam-se na ânsia de percorrerem todas as atracções: o labirinto; os carrosséis; os carrinhos-de-choque; a barraquinha de tiro ao alvo…

- Venham dar uma voltinha no carrossel!... Universo, o melhor carrossel deste recinto!! Meninos e meninas… - gritava o Sr. Humberto, o dono do carrossel Universo. – Estrelas, planetas, cometas, tudo a girar! Venham, meninos e meninas...

Nas bilheteiras do carrossel, onde o Sr. Pereira trocava o dinheiro por fichas, formava-se uma longa fila. Alguns putos, mais descarados, furavam a ordeira linha e passavam à frente dos outros.

Soava a forte campainha, que se fazia ouvir acima da balbúrdia da feira, anunciando que a volta tinha terminado. Os miúdos da próxima volta invadiam o carrossel, como feros índios, em pé-de-guerra, ao ataque. Contrariados, e literalmente expulsos pelos recém-chegados, os catraios da volta anterior saiam dos assentos. Alguns miúdos permaneciam nos seus lugares, segurando de forma visível, na sua mão, a ficha que lhes daria acesso à próxima volta e que evitaria a sua expulsão pelos índios invasores. Os índios ocupavam os lugares livres, soltando gritos de guerra a plenos pulmões. A campainha dava então três toques seguidos, sinal que o carrossel iria iniciar uma nova volta. O filho do Sr. Humberto, um adolescente com ar de fuinha, cabelo rapado, piercings nas sobrancelhas e brincos nas orelhas, dava a sua volta pelos assentos do carrossel e recebia, das mãos dos miúdos, a ficha que lhes permitia efectuar aquela viagem. Rudolfo - assim se chamava o fuinha dos piercings - aproveitava para espetar uns violentos pontapés nos assentos do carrossel. Nunca se percebeu bem porquê: se fazia isso por detestar o seu trabalho, se para assustar os barulhentos putos que ali seguiam na sua volta, ou se era simplesmente por pura maldade. Talvez pelo facto de ser obrigado a passar ali todos os dias da sua juventude, enquanto os outros adolescentes iam à escola e tinham a sua vida social. O fuinha era obrigado a trabalhar de manhã à noite. Se não estava a recolher fichas no carrossel, estava a desmontar o carrossel, a inspeccionar o carrossel, a montar o carrossel, o carrossel, o carrossel, …

Para além dos pontapés de Rudolfo, o carrossel também era atingido pela fúria dos miúdos, que se agarravam aos varões e os abanavam violentamente. Outros, gravavam na madeira dos assentos, as suas iniciais. Alguns, mais velhos, divertiam-se, grafitando os bancos do carrossel, pela calada da noite, quando a feira já tinha sido encerrada. Por vezes, os feirantes apanhavam os artistas e obrigavam-nos a limpar as obras de arte acabadas de fazer e aproveitavam para lhes dar uns sopapos.
E, o que devo eu pensar? Já acompanho este carrossel há cerca de vinte anos, quando o Sr. Humberto o comprou a um feirante espanhol e o remodelou, mudando-lhe o nome de “Los Animales Salvajes”1 para Universo e trocando os bancos com representações de animais - já muito carcomidos e partidos - por novos bancos que representavam estrelas, planetas, cometas, satélites, naves espaciais. A miríade de corpos espaciais foi feita por encomenda, por um carpinteiro amigo do Sr. Humberto.

A pintura ficou a cargo da D. Amélia, a esposa do dono do Universo. E que dotes de pintura a pobre senhora tinha – emprego esta expressão, porque a D. Amélia faleceu há dois anos, deixando todos nós mais pobres.

Mas dizia eu, que nasci há vinte anos, na figura de um belo planeta azul, decorado pela mão da D. Amélia. Aliás, a D. Amélia decorou todo o carrossel com tanta destreza e bom gosto, que eu me sentia extasiado ao ver em roda de mim todo aquele magnífico universo, limpo, bem-cheiroso, que girava, girava…

Já conheci muitos recintos de feiras, muitas pessoas, muitos miúdos. Mas deixem-vos dizer um segredo: quem vê um recinto de feira, vê todos. Quem vê a populaça de uma feira, vê todas. São todos iguais entre si. Corpos amorfos procurando um pouco de alegria artificial, nesta vida rotineira...

Agora, com tanta volta, com tanto barulho todas as noites, com o desmonta aqui, monta ali, os pontapés do fuinha, os grafiti, a sujidade que se acumula e se entranha por mim e pelos restantes corpos espaciais do Universo, sinto-me tão mal, tão agoniado que só me apetece sair daqui. Sair e ir para um local sossegado, relaxante. Longe desta extenuante rotina. Sem fuinhas, sem índios em pé-de-guerra, sem grafiti, sem poluição. Longe do rodopiante e enorme Universo. Gostaria de ingressar num Universo paralelo... Numa realidade alternativa... Tudo seria preferível à vida que levo!...

Apetece-me gritar. Gritar bem alto, acima do barulho da feira, acima da campainha do carrossel, para que todos possam ouvir:

- Sr. Humberto, fuinha, Sr. Pereira…Alguém...Sou eu, o planeta azul… Por favor, parem o Universo. Quero apear-me!

FIM
João Manuel da Silva Rogaciano
jrogaciano@gmail.com

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Peter V. Brett em Portugal! E mais uma surpresa.


Para além da sua presença no Fórum Fantástico, Peter V. Brett vai estar na Fnac do Colombo para um "encontro" e uma sessão de autógrafos.

E, mais ainda...

Eu estarei lá (em princípio na mesa do autor) para falar um pouco dos seus livros!!!!

Pois é, se forem meus fãs ;D hehe lá nos podemos encontrar!
Um grande obrigado à Gailivro pelo convite, fiquei bastante honrado e farei o meu melhor como leitor e fã do escritor.

Não faltem ;)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Duas coisas sobre o Prémio Nobel da Literatura:

Atribuído a Mario Vargas Llosa



1) Finalmente, alguém conhecido recebe o prémio!!! E já está na lista há algum tempo!!!

Achei merecido. Nunca li nada dele, mas parece-me ter mesmo pinta de Nobel. Tenho aqui "A Tia Júlia e o Escrevedor" =)

2) infelizmente, a atribuição do Prémio Nobel há-de ser sempre uma pequena fraude. Tudo é política. Não se iludam, se este autor não tivesse participado nuns movimentos políticos não teria ganho este ano.

Ainda assim... Muito bem! Não fiquei desiludido, pelo contrário! Agora é pegar e ler os seus livros, que constam ser bastante interessantes.

sábado, 19 de junho de 2010

Morreu um génio


José Saramago faleceu ontem, dia 18 de Junho, com 87 anos de idade.
Autor de dezenas de obras... Prémio Nobel da Literatura.

Um génio da actualidade e um escritor de primeira qualidade. Fiquei chocado e, sem dúvida, Portugal fica mais pobre. Para dizer a verdade, acho que Portugal ficou com, pelo menos, metade de toda a riqueza da qual se poderia gabar...

Infelizmente, embora muitos leitores saibam do valor deste homem, só posso culpar a nossa nação por nunca ter dado o valor que o nosso Nobel merecia. O resto do mundo reconheceu a sua genialidade, admirou-o pela sua obra, e o nosso pequeno país, que podia ser orgulhoso por ter sido berço desta personalidade, muitas vezes subvalorizou todas as suas ideias (mesmo que pouco nacionalistas). Vergonha em vós, vergonha em nós, vergonha em todos esses mesquinhos que hoje ocupam altos cargos políticos que o insultaram e quase o fizeram perder o Nobel.  Vergonha.
Ouvi ontem uma série de comentadores, muitos deles padres e pessoas do meio religioso. Foi com verdadeiro choque que vi palavras de Saramago serem usadas em prol da Igreja, padres que aproveitaram esta hora para defender um lado religioso no autor... Como se a sua morte fosse uma espécie de vitória de Deus sobre o Homem, como se com ele sem vida pudessem julgar as suas afirmações como de falso ateísmo.

Saramago, há uma revolta que cá continua.
Do que terei mais pena é não voltar a ler novas obras suas, não poder acordar e saber que vai ser publicado um novo livro. Disso terei saudades. Eu sou daqueles que acreditava que conseguiria viver para sempre. Quem me diz que não o conseguiu?

Até sempre. Talvez nos encontremos um dia.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eric Frattini, autor de "O Labirinto de Água", de visita a Portugal

O Labirinto de Água foi lançado há pouco tempo pela Porto Editora e já recebeu por nós, portugueses, bastantes boas críticas.

«E se Judas traiu Jesus a seu pedido?
E se Pedro não estivesse destinado a ser chefe da Igreja?
E se a Igreja que Jesus Cristo queria criar não tivesse um papa?
Quando a jovem arqueóloga Afdera Brooks acode ao leito de morte da sua avó, uma excêntrica milionária, coleccionadora de obras de arte, recebe como legado as pistas para chegar a uma caixa de segurança de um banco americano onde está guardado um antiquíssimo manuscrito.
Afdera empreende uma viagem por meio mundo para desentranhar o conteúdo desse misterioso documento que culminará em Veneza, o labirinto de água.
A partir do Vaticano, o maléfico cardeal Lienart fará o impossível para que a verdade que se esconde no maltratado pergaminho nunca conheça a luz do dia.» 


Pessoalmente, esta sinopse desperta uma curiosidade tremenda!
Vamos ter, pois, a oportunidade de conhecer em pessoa o seu autor.

Amanhã, dia 25 de Maio, às 19h00, na Livraria Bulhosa de Oeiras, vamos poder ouvir Frattini apresentar este seu romance, numa apresentação a cargo do escritor Luís Miguel Rocha.
Pode ser que Frattini dê uns autógrafos no fim da sessão, pelo que nada como aproveitar ;)

Embora seja também professor universitário e escritor, Eric Frattini correu o mundo como jornalista. Viveu na Polinésia, no Paraguai, no Líbano, no Chipre e em Israel. Foi correspondente no Médio Oriente dos reputados Canal Plus e Cadena Ser, foi director e guionista de documentários de investigação para as principais cadeias de televisão espanholas, como a TVE, a Tele 5, a Antena 3. Actualmente, está no canal Cuatro e na Rádio Nacional de Espanha.
É autor de mais de vinte livros, publicados em quinze países, e entre os quais se destacam: Osama Bin Laden, La Espada de Ala (2001); Mafia S.S. 100 Años de Cosa Nostra (2002); A Santa Aliança, Cinco Séculos de Espionagem no Vaticano

Uma das grandes interrogações que resultam da leitura de O Labirinto de Água, livro que explora as fragilidades e as políticas mais obscuras da Igreja Católica, tem a ver com uma possível manipulação, por parte da própria Igreja, da visão que temos do Cristianismo.
Publicada há um mês, a obra incide num dos temas mais polémicos da história da Igreja: a descoberta do Evangelho de Judas.

Para mais informações, vá ao site oficial do autor, aqui.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura... Enfim...


Já não me ria assim tanto há muito tempo (sarcástico!).

Atenção: não estou a pôr em causa a qualidade, a mestria, o valor da escritora. Aposto que é, de facto, excelente, e que mereceu tudo o que o Prémio Nobel tem a dar!

Mas, sinceramente, perdi um bocado a confiança na Academia Sueca. Começo a achar que o objectivo deles mais é afastarem-se de certos autores do que propriamente colocar o prémio nas mãos de quem merece. Mais uma vez, acredito que Muller mereça inteiramente o prémio. Não é pelo facto de ser desconhecida para a maior parte da comunidade leitora que estou algo aborrecido. É pelo facto de haverem favoritos, de haverem merecedores que esperam há anos, e a Academia despreza-os literalmente, sempre a cortar-lhes as pernas.
Enfim.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ken Follett em Portugal!!!!!!!!!



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

MAL POSSO ACREDITAR!!!!!

A questão é esta: segundo os meus cálculos (e embora continue a insistir que não gosto nada de fazer Top's), os meus livros preferidos são: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien e Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Para muita pena minha, Orwell e Tolkien já faleceram...

Mas Follett não!!!!

E melhor, ele vem cá a Portugal!!! Estou frenético com esta novidade!!!

No dia 16 de Maio, ele vai estar na Feira do Livro de Lisboa, a partir das 15h30...
Acho que vou levar todos os livros que tenho dele!!

Mal acredito que tenho a oportunidade de estar frente a frente com quem criou as personagens que tanto me apaixonaram!

AAAAAAHHHH!!!!!

(as compras na Feira vão ser, certamente, direccionadas para as restantes obras dele!!!)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Uma pequenina referência a uma grande personalidade

Fernando Pessoa.



É comum muitas vezes falarmos de autores preferidos.

No entanto, quando me perguntam, acabo sempre por não referir este admirável escritor. Na realidade, isso não quer dizer que não seja uma das personalidades que mais admiro, mas considero que se encontra demasiado alto na minha consideração. Mais alto do que qualquer Top. Adoro Fernando Pessoa sem tirar nem pôr. Bastei ler uma vez o poema "Mar Português" para sabê-lo de cor e salteado. Não encontro palavras para descrever a minha paixão pela sua obra e mesmo por quem foi, deveras uma vida excêntrica e peculiar.
Enquanto vivo, apenas publicou "Mensagem", livro que evoca a sua visão mítica e nacionalista de Portugal. É uma obra-prima que, há alguns anos, li e fiquei completamente apanhado.

Hoje não vou falar muito de Pessoa, apenas queria registar que adquiri a seguinte biografia (infelizmente já não é distribuída):



Estranho Estrangeiro, de Robert Bréchon.
Diz-se ser a melhor biografia de Fernando Pessoa. Eu aceito a resposta de Alberto Caeiro:

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.


Já me passou pela cabeça abrir um blogue sobre Fernando Pessoa, enfim a sua obra, a sua personalidade... Para verem o quanto me admira!
Algumas vezes... Apetece-me mudar outra vez o meu blogue... Ai, ultimamente nada me satisfaz! E se eu voltar a actualizar o aspecto do blogue? E se eu fizer um novo? E se eu puser mais coisas aqui? Não sou capaz de me compreender...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O prémio Nobel (ou mais um autor pouco conhecido...)


Jean-Marie Gustave Le Clézio

Não conhecem?

Eu não.

Mas parece-me que um prémio Nobel só depois de o receber é que se torna afamado. Por um lado é bom, novos autores livros por conhecer... Mas nunca deixo de sentir uma pontada de desilusão quando é um autor que não conheço e quando não temos a oportunidade de adivinhar...

De qualquer maneira, alguém já leu algum livro do autor? Têm alguma opinião?

Aqui podem encontrar mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Marie_Gustave_Le_Cl%C3%A9zio (em inglês, mas na barra lateral podem mudar para Português ;) )
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345433&idCanal=14 (a notícia no Público... E alguns comentários!)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

George R. R. Martin em Portugal



No dia 1 de Julho, terça-feira, o escritor George R. R. Martin esteve presente no restaurante do El Corte Inglés, iniciando a sua digressão pelo país. Bem sei que já venho a postar um pouco tarde, mas só agora consegui as fotos e só agora tive a oportunidade de postar alguma coisa no blog.

Antes de tudo começar, começaram a ser vendidos os livros do autor, incluindo "A Tormenta das Espadas", quinto da série e que só será lançado em Agosto! Esta oportunidade única de adquirir o livro antecipadamente só teve lugar no dia 1 em Lisboa e no dia 3, no Porto.
Esteve muito gente, tanta que as cadeiras não chegaram! (acredito que metade das pessoas estavam de pé, e eram muitas!)



Às 18h30 (um pouco depois, mas felizmente não foi muito atrasado) a palestra começou. O autor de "As Crónicas de Gelo e Fogo" pôs muito à vontade os seus fãs, embora falasse sempre em inglês (não foi o meu caso, mas para quem não percebe é sempre um tempo menos convidativo). A imagem do autor é exactamente aquela que tinha, e achei-o muito simpático para com os fãs! Falou da sua obra, da sua experiência e influências, da sua evolução e opinião enquanto autor e de várias histórias engraçadas, que acabaram por servir de metáfora para o que o autor queria explicar. Para quem aprecia o género fantástico, e para quem leu obras como de Tolkien, certamente que foi muito interessante (eu pelo menos achei...). Acabou por ser uma palestra muito divertida e interessante, e no fim não faltou quem quisesse expôr a sua pergunta! Felizmente, o autor teve a modéstia de evitar spoilers! =)

No fim da sua palestra e das perguntas da audiência, chegou a vez do autor dar os autógrafos! Foi uma enorme fila mas que valeu muito a pena! Uma vez que já tenho os cinco volumes, consegui com que Martin autografasse todos! =D Ao contrário de alguns autores (dou o exemplo de José Rodrigues dos Santos), este dignou-se a escrever uma dedicatória completa em cada livro! Frases como "Keep your sword sharp", "May your winters be short" e "With all good wishes" foram algumas dedicatórias que o autor escreveu. Enquanto estava ocupado nisso, consegui conversar um pouco com ele, perguntando-lhe se gostava de Portugal (ele disse que sim, que Lisboa é uma cidade muito bonita =D) e ainda nos rimos um pouco quando Martin fez um comentário à sua assinatura muito "montanhosa" xD (indeed... ;) )!

Foi muito bom. Um grande dia e foi uma honra ver o autor pessoalmente. Prossigo com a leitura da série, pois acabei "A Guerra dos Tronos" e avancei para "A Muralha de Gelo". Muito em breve postarei a minha opinião sobre o primeiro livro. ;)

(A série publicada em Portugal de "As Crónicas de Gelo e Fogo":)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

George R. R. Martin em Portugal

O criador dos Sete Reinos vai estar em Portugal!



George R. R. Martin, o maior escritor de fantasia da actualidade, vai estar em Portugal. Apesar de uma agenda cheia até 2010, a Saída de Emergência, com o apoio da Épica, conseguiu garantir a sua visita ao nosso país.

Autor de uma das mais revolucionárias séries de fantasia épica de todos os tempos, As Crónicas de Gelo e Fogo, Martin é um nome incontornável do fantástico e é completamente impossível ter uma conversa sobre o género sem o seu nome vir à baila.

Os eventos a que poderá assistir já têm dia, hora e local:

Dia 1 de Julho, às 18.30h, no Restaurante do piso 7 do El Corte Inglés:


• Pré-lançamento exclusivo de A Tormenta de Espadas, o 5º volume de As Crónicas de Gelo e Fogo (oportunidade única de adquirir mais cedo um livro que só chegará às livrarias dia 11 de Agosto)

• Palestra de George R. R. Martin sobre As Crónicas de Gelo e Fogo, moderada por Safaa Dib, moderadora do Fórum Bang!

• Sessão de perguntas e respostas sobre a série e o autor

• Sessão de autógrafos

Dia 2 de Julho, às 19.00h, no auditório da Fnac do Colombo:

• George R. R. Martin dará uma palestra sobre a escrita, o acto de escrever e o escritor. Uma oportunidade única de ver e ouvir um autor, bestseller nos quatro cantos do mundo, a falar do seu ofício

Dia 5 de Julho, às 16.00h, na Biblioteca Municipal de Telheiras:

• George R. R. Martin, acompanhado de dois nomes nacionais ainda por nomear, falará sobre Literatura Fantástica, desde a ficção científica e fantasia até ao horror. Curiosamente, Martin tem livros premiados nos três géneros!


Atenção: em princípio não haverá alterações nestes eventos. Mesmo assim, aconselhamos os fãs a darem uma olhadela nesta página para ficarem a par de alterações/actualizações. Obrigado!


Ah, e já comprei os dois últimos volumes que me restavam! Depois de acabar "Expiação" (que, peço perdão, mas ainda vai demorar, exames e essas coisas dificultam a leitura, mas posso adiantar que o livro vale a pena!) começarei a ler "As Crónicas de Gelo e Fogo" (ou assim espero, não se sabe...)!

Quem também lê