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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Para breve: ENTREVISTA com a escritora SANDRA CARVALHO


Ora aqui está uma bela surpresa!!

O Bookaholic prepara-se para entrevistar a autora Sandra Carvalho! Acabadinho de sair está o seu novo livro, "O Olhar do Açor", primeiro volume da série "Crónicas da Terra e do Mar". Vamos falar um pouco sobre este projecto, mas vamos também relembrar "A Saga das Pedras Mágicas", que já apaixonou uma legião de portugueses...

Entusiasmados? Rápido, deixem as vossas sugestões de perguntas no Facebook do Cantinho do Bookaholic, nos comentários desta publicação.

Até muito em breve!

sábado, 1 de junho de 2013

83.ª Feira do Livro de Lisboa

Aaaah, a Feira do Livro...

Subir e descer o Parque Eduardo VII (umas boas vezes seguidas), carregar sacos de livros (faz-me sentir uma daquelas mulheres de "O Sexo e a Cidade" a percorrer a Quinta Avenida com sacos de roupa de marca), comer uma fartura (faz mal, mas é pela tradição)... Coisas que eu espero aproveitar por muito mais anos.


Infelizmente, gastar dinheiro está cada vez mais difícil. Não só por não ser ter, pois mesmo o que se tem custa estar a gastar. Mas eu acho que isso não é desculpa para sair de mãos vazias.
Os alfarrabistas vendem livros quase novos, de excelente qualidade literária, a 5 ou 10 euros. Apesar de não serem baratos, alguns livros não deixam de ter m Preço de Feira acessível, sobretudo os livros do dia. Enfim, é verdade que o dinheiro é pouco e os livros caros são muitos, mas com os alfarrabistas, os livros do dia e os descontos de algumas editoras (lembro-me de a Relógio d'Água e a Saída de Emergência, por exemplo, terem um espaço com livros bastante baratos), acho que ainda vale a pena.

Fui à procura de alguns livros específicos, mas poucos consegui comprar. Não consegui encontrar a maior parte dos livros da série "O Primeiro Homem de Roma" de Colleen McCullough. Numa série de sete livros, tenho os quatro primeiros. Se algum de vocês encontrar algum destes livros, se viverem perto de uma livraria que ainda os tenha, qualquer coisa, seja onde for, Lisboa Porto ou Freixo de Espada à Cinta... Por favor contactem-me.

Giro giro é eu andar aqui maluco à procura de livros de uma série que já não se vende e, vejam só, decido comprar os livros do Ciclo Pendragon, que já agora é uma série de 5 livros que também não se encontram facilmente por aí. Comprei os primeiros três (a trilogia original).

Também arrisquei a comprar, por 1 euro apenas, alguns livros da saga de dragões de Anne McCaffrey. Já ouvi maravilhas sobre estes livros e pareceu-me uma boa oportunidade!

Este ano, sem dúvida, abusei um pouco mais do que o ano passado (aliás, não me lembro de comprar nenhum livro sequer). Sobretudo nos alfarrabistas, sempre aproveitando os preços mais baixos, saí de lá com a biblioteca bastante reabastecida (apesar de ultimamente não conseguir ler quase nada).

As compras foram, sem dúvida, fantásticas. A Feira em si é que me continua a confundir: todos os anos dizem que vão fazer grandes alterações, que vai haver novidades e que vai adquirir um novo formato... E no entanto  todos os anos é igual à edição anterior. Não compreendo bem.

domingo, 28 de abril de 2013

Sinais dos tempos? O fim da Rota dos Alfarrabistas

Como os meus seguidores sabem, encontro-me de momento a ler a série "O Primeiro Homem de Roma", de Colleen McCullough. Infelizmente, a editora que publicava os livros (Difel) extingiu-se. Como só tinha adquirido o primeiro livro, encaro-me com o problema de ter de encontrar os restantes SEIS livros (sim, vai ser uma bela aventura).

Ora, onde poderia encontrar estes livros já raros? Onde poderia encontrar edições anteriores do livro, talvez usadas, já que é impossível encontrar em qualquer livraria? Alfarrabistas, claro.

Eu cresci em Lisboa e cresci com os livros. A Rota dos Alfarrabistas fez, a partir de certa idade, parte de mim como leitor e como pessoa. Desde o Carmo ao Chiado, passando pelas pequenas e velhas ruas de Lisboa (que ainda hoje vou descobrindo), apaixonei-me pelas casas que não são lojas, são verdadeiras livrarias. Podemos comprar livros numa Fnac, mas numa livraria entramos num mundo cujo sangue são as letras. Os alfarrabistas de Lisboa proporcionaram-me esse prazer.

À medida que fui crescendo não deixei de me embrenhar por Lisboa. Sozinho, acompanhado, a qualquer dia e a qualquer hora, encontrar-me-ão a tentar perder-me numa cidade que já conheço bem. Infelizmente, o prazer de entrar num alfarrabista torna-se cada vez mais raro.

Metade de grandes livrarias desapareceram, levando consigo o que são para nós, leitores, autênticos tesouros. A metade que ainda está activa mal se aguenta, com alguns já a anunciar o para breve encerramento. Fiquei chocado com o número de casas fechadas e ainda mais chocado com o número de livrarias anunciando o seu fim. A justificação é sempre a mesma. Talvez não possa criticar um senhorio por exigir uma renda em atraso... Mas parece que estas exigências calham sempre àqueles que mais necessitam de ajuda e menos têm a quem recorrer. De qualquer forma, dói ver as ruas de uma cidade perderem a sua personalidade. Porque os alfarrabistas também fazem parte do espírito de Lisboa.

Fico mais do que triste. Fico indignado. Não pelos livros que não consigo encontrar, mas pelos leitores que não terão a oportunidade de viver uma Rota que já fazia parte da cultura lisboeta. Sei que isto é um desabafo quase inútil... Mas não quis deixar de relembrar um caminho que certamente encantou muitos mais do que apenas eu. Parece que está na moda desprezar o passado e as lições que ele nos pode oferecer. Talvez um dia se volte a dar valor às palavras eternas numas páginas amareladas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Balanço de leituras 2010

E já lá vai mais um ano.

Ao contrário dos anos anteriores, este foi um ano de poucas leituras.
Não há como contornar: para o tipo de leitor que sou, para o número de livros que tenho por ler, li poucos livros.
A verdade é que... Não foi sem o saber. Este ano foi, como sempre, um ano de estudos, mas cada vez mais estes me fazem ocupar o tempo. Quando acabo o dia não consigo ficar mais meia hora acordado na cama a ler (quando de madrugada tenho de me levantar de novo).
Também é verdade que os livros deixaram de ser uma prioridade para passar o tempo. Saio com muita frequência, fico fora de casa todo o dia, seja noutras actividades seja por simples deambulação. Acabo por não me dedicar à leitura como se calhar me apetece neste momento!
Por outro lado, decidi mesmo levar um ritmo calmo de leitura. Houve alguns momentos durante o ano em que não tive vontade de ler, e quando lia apreciava o livro de tal forma que acabava por ler devagarinho...

A lista de leituras fica aqui registada e convenientemente "classificada":

1 - Os Maias - Eça de Queirós :worship: (675 pp.)
2- A Guerra é Para os Velhos - John Scalzi :thumbup: (327 pp.)
3 - Eclipse - Stephenie Meyer :jump: (601 pp.)
4 - Rua dos Anjos - Vítor Burity da Silva :thumbdown: (77 pp.)
5 - O Amor Está no Ar - Dorothy Koomson :D (336 pp.)
6 - O Despertar das Trevas - Karen Chance :boring: (304 pp.)
7 - O Rapaz do Pijama às Riscas - John Boyne :w00t: (176 pp.)
8 - The Catcher in the Rye - J. D. Salinger :thumbup: (220 pp.)
9 - O Jardim dos Segredos - Kate Morton :D (549 pp.)
10 - Cordeiro - Christopher Moore :worship: (501 pp.)
11 - Crepúsculo: A Novela Gráfica, Volume 1 - Stephenie Meyer e Young Kim :) (244 pp.)
12 - Guerra Mundial Z - Max Brooks :victory: (396 pp.)
13 - A Floresta de Mãos e Dentes - Carrie Ryan :victory: (254 pp.)
14 - O Feiticeiro de Oz - L. Frank Baum :thumbup: (247 pp.)
15 - Servidão Humana - Somerset Maugham :worship: (703 pp.)
16 - Safari de Sangue - Deon Meyer :) (374 pp.)
17 O Labirinto dos Ossos - Rick Riordan :) (182 pp.)
18 - O Símbolo Perdido - Dan Brown :) (571 pp.)
19 - A Lança do Deserto - Peter V. Brett :frantics: (738 pp.)
20 - As Aventuras de Pinóquio - Carlo Collodi e ilustrações de Paula Rego :worship: (215 pp.)
21 - Memória de Elefante - António Lobo Antunes :w00t: (156 pp.)
22 - Os Prazeres do Amor - Jean Plaidy ^_^ (335 pp.)
23 - Nuvens e Labirintos - José Mário Silva :thumbup: (81 pp.)
24 - Uma Aventura na Amazónia - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada :) (236 pp.)
25 - Sob os Telhados de Paris - Henry Miller :w00t: (238 pp.)
26 - Diário de Uma Totó - Rachel Renée Russell :) (289 pp.)
27 - Hex Hall - Rachel Hawkins :D (240 pp.)
28 - O Exorcista - William Peter Blatty :reading: (344 pp.)
29 - Eternidade - Alyson Noel :D (286 pp.)
30 - Lua Azul - Alyson Noel :thumbup: (288 pp.)
31 - O Carteiro de Pablo Neruda - Antonio Skármeta :wub: (178 pp.)
32 - Cornos - Joe Hill :dan: ;) (422 pp.)


32 livros,  praticamente todos de autores diferentes. 10 783 páginas (se não me faltou nenhuma), numa média de 337 páginas por livro. Uma média de 30 páginas lidas por dia e de pouco menos de 3 livros por mês.

Com estes números, nem parece muito mau pois! Pensei depois eu que, com poucos livros, a probabilidade de fazer um top 10 com livros todos eles verdadeiramente marcantes seria difícil. Ainda assim, é com grande espanto que relembro livros que li na primeira metade do ano e reparo que ainda foram algumas grandes obras...

Portanto, aqui fica o meu top 10:

- Servidão Humana, de Somerset Maugham: uma edição linda, um livro enorme, um autor brilhante e uma história magnífica. Este foi o livro mais marcante deste ano e provavelmente um dos mais marcantes da minha vida. Finalmente, posso dizer: "Eu sou Philip Carey".
- A Lança do Deserto, de Peter V. Brett: se adorei o primeiro livro, com este fiquei apaixonado. Sem sombra de dúvida, do melhor da Literatura Fantástica. Absolutamente cativante. Tive a honra de conhecer o autor e de apresentar um pouco a sua vinda a Portugal na Fnac!!!! (um grande obrigado à Gailivro pelo convite, mais uma vez)
- Os Maias, de Eça de Queirós: há muito tempo que não lia algo de Eça e voltei a apaixonar-me. Acho que nunca um livro fez-me querer viver na época em que decorre... Nunca quis tanto ser aquelas personagens, e nunca um livro me fez quase chorar logo na página 100. Eça é genial, e está tudo dito.
- Cordeiro, de Christopher Moore: este é, sem sombra de dúvida, o meu novo mais querido escritor, do qual tenho vindo a ler alguma coisa e a cada livro me surpreende mais. Mas este ultrapassou os limites, é uma obra-prima se se atrever a isso! Adorei perdidamente, não só divertido mas inspirador. Este livro é uma leitura obrigatória.

- As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi com ilustrações de Paula Rego: este livro é a minha Bíblia. É uma edição inestimável, bem tratada, com ilustrações excelentes de Paula Rego, elas próprias uma interpretação da história, comentários às imagens, um posfácio de Calvino e, claro, a intemporal história de Collodi, que passou a ser o meu livro infantil preferido. Mais um de génio, um livro escrito sobretudo nas entre-linhas.
- Memória de Elefante, de António Lobo Antunes: contra todas as expectativas, este foi dos livros que mais me cativou, não só este ano, na minha vida! Nunca pensei que Lobo Antunes explorasse de tal forma temas tão profundas quanto a alma e conseguisse divagar como nesta obra faz. Bastante denso, melancólico, citadino, um livro cheio desse sentimento.
- Sob os Telhados de Paris, de Henry Miller: o primeiro livro de cariz sexual que leio e, sem vergonha digo, amei. Pode nem ser o seu melhor, mas Miller já é um dos escritores que mais me chama a atenção. Descobri que gosto mais de Literatura Erótica do que deveria.

- O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum: a par com "As Aventuras de Pinóquio", é mais um livro infantil que me deixou extasiado este ano. Para mim, este tem o estatuto que encontro com "O Principezinho": um livro que nos leva a viajar, que apresenta uma boa história e do qual podemos aprender tanta coisa, de tal maneira que podemos lê-lo constantemente e iremos sempre chegar a novas conclusões.
- O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skarmeta: um pequeno livro mas uma belíssima história de amor. Encantou-me, portanto claro que tem de ser dos 10 melhores do ano!
- Lua Azul, de Alyson Noel: para uma saga com expectativas bastante medianas, revelo-me bastante surpreendido! Vejo-me à espera da continuação da história com grande interesse, de tal maneira gostei. Uma boa leitura.

As decepções... Vão para o intragável Rua dos Anjos, de Vitor Burity da Silva, e o infelizmente que me aborreceu O Despertar das Trevas, de Karen Chance. Do primeiro livro acho que não há emenda, a escrita é confusa e o autor contradiz-se constantemente no que pretende ser uma conversa que no fim sabe a absolutamente nada. O segundo livro é uma pena, pois tem uma boa mitologia, e sinceramente em geral tem uma excelente história! Infelizmente, não acho que esteja desenvolvido da melhor maneira, para um primeiro livro de uma série sobretudo, e por muito bom que até fosse o enredo foi o livro que mais me tirou a vontade de ler mais o que quer que fosse este ano...

Concluindo, este foi um ano do qual se aproveitam muito boas leituras, algumas mais do que memoráveis!
Esperemos que para o ano o mesmo aconteça.

Bom ano 2010, com muita saúde, alegria, não só leituras mas tudo o que a vida terá para oferecer!!!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Leiam e soltem!

Depois de hoje me ter encontrado com umas excelentes pessoas...

Decidi-me.
Estou aqui:

http://www.bookcrossing.com/

Interessados em ler um livro que eu tenha na estante? Um sobre o qual tenha opinado? Talvez o encontrem disponível aqui...
O BookCrossing é um (já famoso) projecto que se resume a isto: biblioteca móvel.
Baseia-se muito no empréstimo de livros, embora haja muitos casos em que alguém acabe por ficar com o livro para si. Ainda mais interessante é a iniciativa de "abandonar" um livro para depois alguém o encontrar. Quem sabe se um dia temos notícias dele noutro país?


Partilha de livros. Não precisam de se separar deles, mas para quê deixá-los nas estantes a "repousar" quando podem estar a ser lidos por tantas outras pessoas, e apreciados? No fim voltarão às vossas mãos... Mas até lá conseguiram partilhá-lo com imensa gente.
Vou experimentar finalmente.

domingo, 1 de agosto de 2010

De volta...

15 maravilhosos dias no Algarve, o Bookaholic esteve nas águas mais quentes da temporada e longe tanto da cidade como das pessoas que conheço...

Sem querer dizer se isso é bom ou mau, eis a notícia: em 15 dias li 3 livros. Uma miséria, bem sei, mas acontece que passei metade das férias com amigos, que até nem via há bastante tempo, pelo que ler era-me quase impossível.
Infelizmente, nenhum dos livros me deixou completamente satisfeito ou marcaram as férias. Foram bons livros de Verão, isso sim!, mas não foram, de todo, livros que vá recordar ao longo do tempo...

A novidade é apenas esta: voltei. Para o mesmo? É o mais provável.

sábado, 19 de junho de 2010

Morreu um génio


José Saramago faleceu ontem, dia 18 de Junho, com 87 anos de idade.
Autor de dezenas de obras... Prémio Nobel da Literatura.

Um génio da actualidade e um escritor de primeira qualidade. Fiquei chocado e, sem dúvida, Portugal fica mais pobre. Para dizer a verdade, acho que Portugal ficou com, pelo menos, metade de toda a riqueza da qual se poderia gabar...

Infelizmente, embora muitos leitores saibam do valor deste homem, só posso culpar a nossa nação por nunca ter dado o valor que o nosso Nobel merecia. O resto do mundo reconheceu a sua genialidade, admirou-o pela sua obra, e o nosso pequeno país, que podia ser orgulhoso por ter sido berço desta personalidade, muitas vezes subvalorizou todas as suas ideias (mesmo que pouco nacionalistas). Vergonha em vós, vergonha em nós, vergonha em todos esses mesquinhos que hoje ocupam altos cargos políticos que o insultaram e quase o fizeram perder o Nobel.  Vergonha.
Ouvi ontem uma série de comentadores, muitos deles padres e pessoas do meio religioso. Foi com verdadeiro choque que vi palavras de Saramago serem usadas em prol da Igreja, padres que aproveitaram esta hora para defender um lado religioso no autor... Como se a sua morte fosse uma espécie de vitória de Deus sobre o Homem, como se com ele sem vida pudessem julgar as suas afirmações como de falso ateísmo.

Saramago, há uma revolta que cá continua.
Do que terei mais pena é não voltar a ler novas obras suas, não poder acordar e saber que vai ser publicado um novo livro. Disso terei saudades. Eu sou daqueles que acreditava que conseguiria viver para sempre. Quem me diz que não o conseguiu?

Até sempre. Talvez nos encontremos um dia.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Comprei isto...



Ultimamente tem andado com alguma fama este tipo de caderno.

Nunca fui de ter agendas, aliás não me organizo nada com elas. É um pouco estranho dizer isto de uma coisa cuja única função é mesmo organizar a nossa vida, mas em boa verdade não me serve de nada estar a apontar planos.
Pelo menos hoje.

Entretanto, li aqui e ali sobre um certo "moleskine" que nos dava a possibilidade de apontar coisas sobre as nossas leituras, como uma espécie de registo. Achei interessante! Tenho este blogue, tenho o Book Collector, tenho Goodreads embora não o utilize (e podia, dadas as suas funcionalidades), participo no fórum Estante de Livros onde posso registar toda a minha actividade, mas ainda assim não tenho andado muito "em cima" disto tudo. No Book Collector já nem mexo, embora seja o mais completo que alguma vez encontrei!

E isto do Moleskine Passion: Books pareceu-me outra experiência. Primeiro, é algo mais palpável e é um caderno todo janota. Depois, acho que vou sentir algum gozo em encher aquilo com a minha letra (até precisar de outro).

Só tenho pena de que um livro só possa ocupar uma página.

Meus amigos, vamos ver se me dou bem com isto. Comprei sem saber bem o que era, mas estou a gostar de todo o visual. Medo: ficar viciado (é que existe para todos os gostos!)





O que acham? Aliciante não?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura... Enfim...


Já não me ria assim tanto há muito tempo (sarcástico!).

Atenção: não estou a pôr em causa a qualidade, a mestria, o valor da escritora. Aposto que é, de facto, excelente, e que mereceu tudo o que o Prémio Nobel tem a dar!

Mas, sinceramente, perdi um bocado a confiança na Academia Sueca. Começo a achar que o objectivo deles mais é afastarem-se de certos autores do que propriamente colocar o prémio nas mãos de quem merece. Mais uma vez, acredito que Muller mereça inteiramente o prémio. Não é pelo facto de ser desconhecida para a maior parte da comunidade leitora que estou algo aborrecido. É pelo facto de haverem favoritos, de haverem merecedores que esperam há anos, e a Academia despreza-os literalmente, sempre a cortar-lhes as pernas.
Enfim.

domingo, 4 de outubro de 2009

Twitter!

E eu a pensar que nunca iria aderir ao Twitter!

http://twitter.com/PedroBookoholic

Já lá estou! =)

Desde já fica aqui estabelecido: o objectivo do meu Twitter será ir comentando as leituras gradualmente. Estive para abrir um blogue novo para tal, para ir analisando "página a página" um livro, mas acho que o piu-piu me vai satisfazer nesse aspecto!

Portanto, se estiverem ansiosos por saber o que estou a achar de certo livro... Vão twittando ;)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Livro hoje...?

Hoje, dia 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

Pessoalmente, este dia passa normalmente. Não tenho intenções de adquirir novas obras para comemorar a data, já que nesta altura há bastantes promoções; por vezes esqueço-me (esquecer-me-ia se não tivesse visitado outros blogues!!!). No entanto, é um dia que está marcado como Dia Mundial do Livro, e embora todos os dias me dedique a essa paixão este tem de ser mencionado.



Sempre amei os livros. Desde pequeno que pegava nos livros de "Ler Sozinho", lia-os antes mesmo de sair da livraria com eles na mão! Ainda me lembro dos primeiros grandes romances que li, que me inspiraram demais! Caso para falar de "O Primo Basílio", de Eça de Queirós, e "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes, que foram, sem a mínima dúvida, os primeiros grandes romances que li e até hoje dos meus preferidos de sempre!
E hoje continuo a ler... Não como lia dessa altura: hoje tenho MUUUITOS livros na estante "por ler", tenho uma lista de livros a comprar demasiado grande, e leio a um ritmo considerável, já que tenho demasiados por ler e o tempo é escasso, pelo que sem dúvida o meu eu leitor mudou.

Mas... O que é do livro hoje realmente? Qual o valor que um livro tem na nossa sociedade? Será que se vem tornando cada vez mais subestimado? Para aqueles que são leitores como eu, vão com certeza dizer que ainda existe o mesmo tipo de felicidade em relação à leitura. No entanto, peço que se tentem abstrair dos vossos próprios pensamentos e comentem também como todos os cidadãos do mundo encaram o livro.
O que é o Livro para nós hoje?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

No Dia dos Namorados...


Qual o melhor livro para oferecer?

Quanto a mim, é difícil de escolher... Um "Como Água para Chocolate" parece mostrar a sensualidade do romance, um "Expiação" a força do amor, um "Crepúsculo" para a paixão adolescente... Quem sabe, uma "A Letra Escarlate" pelo sacrifício? Um romance de Júlio Dinis recheado de paisagens e casais apaixonados?
Ou talvez prefiram um livro sem estes casalinhos, uma outra história qualquer.

Digam, qual é o melhor livro para o S. Valentim apontar a sua seta?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pontuação de obras



Eu próprio já tinha começado a reconsiderar esta opção, no entanto só quando fui confrontado com visitantes (mais recentemente pelo Iceman) é que decidi levar a sério: pontuar os livros quantitativamente.

Grande parte dos blogues literários já tratou de adoptar uma escala. Eu sempre me mostrei relutante quanto a esta pontuação, e digo porquê: para mim, classificar um livro de 1 a 10, 1 a 20 ou 1 a 5 limita demasiado a apreciação de um livro, mais do que desenvolvendo a opinião. Acaba por ser injusto para a obra porque há coisas boas e coisas más, de repente pode merecer um 10/10 mas se pensarmos melhor merece um 7/10, exemplificando. Dar um valor a um livro é, para mim, estabelecer demasiados limites.
Além disso, esse valor nem sempre corresponderá à real qualidade da obra em causa, e se tentarmos adaptar acaba por se desviar um pouco da nossa apreciação pessoal. E, quem sabe, por vezes dar um valor baixo a um livro que até pode ser bom faz com que o leitor hesite demasiado... A partir de certa altura essa classificação será o essencial numa opinião, e receio sempre que certos aspectos deixem de ser atendidos, até que os leitores deixem de reparar em livros que, se calhar, até gostariam!

Contudo, a verdade é que com uma escala qualquer um situa facilmente uma obra. Qualquer um se sente muito mais à vontade ao ler uma classificação. E é algo que todos os leitores teimam em adoptar, e quando confrontado com esta hipótese não posso deixar de atender ao pedido.

Por isso, decidi começar a pontuar os livros da seguinte maneira:

6 - Obra Prima
5 - Muito Bom/Excelente
4 - Muito Bom/Bom
3 - Razoável
2 - Insuficiente/Mau
1 - Penoso
0 - Não terminado / Horrível


Poderão variar os valores qualitativos, consoante a obra...
Pessoalmente, sinto que esta escala encaixa na perfeição, tendo em conta que serão utilizadas também metades (números decimais)... Ou não =P Nem me parece muito grande nem demasiado pequena, e parece-me bastante sólida. Oriento-me bem.

E quanto a vocês? O que acham desta escala? Agradeço todas as opiniões e debates!



EDIT: Pois bem,  como poderão reparar, esta mensagem deixa de estar actualizada. Passei a utilizar o sistema de 5 estrelas, e posso quase garantir que manter-se-á assim durante muito tempo...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Booktrailer: iniciativa de divulgação

De facto de facto, esta não é uma iniciativa completamente nova. Aqui e acolá encontramos vídeos promocionais! Por exemplo, vejo muito disso na Wook ou na Fnac Online.

Pessoalmente, quando os encontro raramente reproduzo. Acho interessante e apoio, até porque é um método de divulgação de livros muito bom por enquanto (deviam fazer mais coisas dessas na televisão, aí sim as pessoas viam... Pouca é a publicidade que se refere a obras literárias!)! Simplesmente, deixo um pouco de lado, talvez porque me ajuda a criar uma imagem forte do livro e receio estar enganado... Ou porque tenho medo de encontrar mais do que queria, até sinopses costumo ler apenas na diagonal. Prefiro ter grandes expectativas ao olhar para a capa do que depois de ler uma sinopse.

Mas... afinal, o que são booktrailers? Ora, são vídeos pequenos (um minuto, dois minutos no máximo) que promovem um certo livro. Tal como os trailers de filmes, mas em vez disso referem-se a leituras! É bastante simples, mas é algo que em Portugal ainda se está a espalhar.

A Editorial Presença, que está a lançar uma grande campanha a favor desta iniciativa, lançou o seu primeiro booktrailer aqui. O livro em causa é Honra o Teu Pai, de Gay Talese, um livro-documentário sobre uma família que pertence à Máfia. Convido-vos a ver o booktrailer que referi e que a Presença lançou.

Como já disse, acho bastante interessante e confesso que fiquei curioso em conhecer outros livros desta maneira! Que hajam muitas mais e que se esforcem por divulgar estes livros e a leitura ;) (só falta baixarem os preços... =P)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Livros grandes...

Gostam de livros GRANDES?

Não, não estou por enquanto a falar de grandes livros, mas sim de livros grandes, com 500, 600, 700, 800 páginas ou mais!

Eu apaixono-me cada vez que vejo um livro desses *blush*

Não sou o único, eu sei que não =) Não sei bem porquê, mas cada vez que vejo um livro desse tamanho dá-me vontade de começar a ler e não parar. Talvez me dê mais "pica", mais entusiasmo, talvez as muitas páginas representem horas de infinito prazer de leitura. Uma promessa de páginas de leitura, uma aventura.

Claro, quando não estamos a gostar do livro, é a pior coisa que pode haver (isto se forem leitores que, como eu, NUNCA deixam livros a meio...)!

Enfim, isto tudo porque hoje vi um livro que... Bem, tenho de lhe dizer, apaixonei-me pelo livro que me mostrou! Capa dura! Para aí umas 600 páginas! E independentemente da língua, não estivesse eu preocupado com o trabalho na aula teria continuado a ler. Ideal para qualquer leitor ou interessado.

Sem querer adiantar por enquanto muito, li um dos textos presentes nessa obra e gostei imenso, principalmente porque falava de um livro que já li e adorei. Uma análise muito boa dessa que foi, outrora, uma leitura muito aprazível.

Em princípio vão-mo emprestar. Não posso recusar tal oferta, obviamente, mas se gostar tanto como já estou a gostar (mesmo não o estando a ler!), acho que moverei mares para o comprar. Fico à espera, mas sem pressas (sim, que estou muito atrasado nas leituras e nunca tive tantos livros por ler em casa).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Manias de leitor



Por muito que queiram negar, acho que todos temos as nossas manias literárias. Pessoalmente, não são poucas!

- não leio livros em simultâneo. Isso apenas aconteceu duas vezes na minha vida, durante períodos de um mês.
- o marcador que uso é sempre correspondente ao livro. Por exemplo, se ler um livro do Harry Potter, o marcador é o desse livro. Se não for o caso, é o que na altura mais me agradar =P;
- não risco, não sublinho nem tiro notas. Livros para a escola não contam.
- não passo um dia sem ler. À noite, quando estou na cama, leio SEMPRE, pelo menos, uma página;
- por muito mau, por mais aborrecida que a leitura esteja a ser, chego sempre ao fim, detesto deixar um livro a meio (também se aplica a sagas);
- não tenho ordem aparente na minha estante, apenas posso dizer que livros do mesmo autor estão juntos;
- fora da estante, num canto especial, guardo os livros por ler;
- entrar numa livraria pode ser uma incrível perda de tempo, pois sou capaz de deambular por lá horas a fio. A menos que traga um livro lol;
- sempre que vou à casa-de-banho, levo um livro =$;
- adoro folhear as páginas, cheirá-las e sentir o peso do livro (acham isso parvo? Pois olhem que não é!);
- não gosto de ler livros emprestados... Mas leio-os =P;
- inevitavelmente, e sem explicação, a literatura portuguesa tem a minha pouca atenção, salvo excepções como Eça de Queirós, Júlio Dinis, Almeida Garrett, Saramago e José Rodrigues dos Santos;
- guardo o sabor de cada livro (pode parecer estranho, mas é verdade... Pego no livro e imediatamente me vem à boca, ao nariz, a sensação daquela leitura...);
- gosto de livros autografados;
- costumo passar o tempo a olhar para as minhas estantes;
- prefiro grandes volumes a livros de bolso.

Olhem, como podem ver são imensas!!! Exagero? =/ Bem, esta é a verdade! =DD De facto, como leitor tenho algumas manias, muitas delas inconscientemente.
E vocês? Quais são as vossas manias?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Byblos não resiste...

A livraria Byblos, que tem lojas no Porto e Lisboa (a maior do país), vai fechar. O Diário Económico apurou que a empresa de Américo Areal, que vendeu a editora Asa a Miguel Pais do Amaral, hoje já não estará aberta ao público. A Byblos estava à procura de um parceiro que garantisse a viabilidade económica do projecto. No entanto, tal não foi conseguido e, neste momento, já existem dívidas a fornecedores e editoras que se recusam a distribuir livros. Além disso, o Diário Económico sabe ainda que a empresa que faz a segurança do edifício cumpriu ontem o seu último dia de trabalho na Byblos, enquanto que os funcionários de restauração já saíram na terça-feira, dia 18. Já os colaboradores da Byblos, até ao fecho desta edição, não tinham sido informados pela administração sobre qual será o futuro da empresa. Mas o Diário Económico sabe que o cenário mais provável é a venda a outro grupo, podendo a Byblos voltar a abrir portas mas com um novo nome e proprietário.

Para hoje está marcada uma reunião com os funcionários, na loja das Amoreiras, que aí deverão ficar a conhecer o seu futuro.

Contactado pelo Diário Económico António Ramos, chefe do gabinete de comunicação da Byblos, não quis comentar estas informações, reservando para hoje um comunicado sobre a situação da empresa.


Fonte: Diário Económico

Nunca entrei na Byblos. Já vou poucas vezes à Fnac, prefiro ficar pela livraria aqui da zona... Mas, mesmo assim, acho que qualquer leitor fica alerta quando uma livraria qualquer fecha. =/

Como disse, nunca entrei, e pelos vistos nunca vou entrar. Sinceramente, tem pouco mais de um ano, e não resistir não é uma boa notícia. Mas vejamos que não é totalmente impressionante:

- tem uma grande rival, a Fnac. De facto, esta já tem um grande domínio. Fazer frente a essa empresa é grande coragem, mas que sempre é possível...
- no entanto, a Byblos situava-se nas Amoreiras. Ok, sinceramente, não falo no problema do estacionamento ou zona, isso aí acontece em todos =P Mas o Amoreiras está ultrapassado. Mais do que isso. Uma livraria com estas metas instalar-se numa zona que já não é, de todo, um grande centro, é um ponto a menos. Mesmo sendo a maior do país!

Já entraram na Byblos? O que acharam? E o que acham de ser fechada?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O prémio Nobel (ou mais um autor pouco conhecido...)


Jean-Marie Gustave Le Clézio

Não conhecem?

Eu não.

Mas parece-me que um prémio Nobel só depois de o receber é que se torna afamado. Por um lado é bom, novos autores livros por conhecer... Mas nunca deixo de sentir uma pontada de desilusão quando é um autor que não conheço e quando não temos a oportunidade de adivinhar...

De qualquer maneira, alguém já leu algum livro do autor? Têm alguma opinião?

Aqui podem encontrar mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Marie_Gustave_Le_Cl%C3%A9zio (em inglês, mas na barra lateral podem mudar para Português ;) )
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345433&idCanal=14 (a notícia no Público... E alguns comentários!)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Um, dois, três, ...

Têm o hábito de ler dois ou mais livros ao mesmo tempo?

Eu não, digo já que não sou leitor para isso, mas neste final de férias decidi experimentar, é então a segunda vez que faço uma coisa destas.

O problema é que tive sempre medo de confundir as histórias, e gosto de me dedicar a um livro apenas...

Mas agora, para acabar com a pilha de livros por ler (demasiado grande), decidi: dois livros, um para o dia e outro para a noite. Até agora, não tenho tido problemas.

Quem também lê