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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sobre "Esteiros", e não só - oportunidade única na FNAC

Há poucos dias escrevi uma pequena e simbólica opinião sobre o livro Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes. Em resumo, esse é um dos meus clássicos portugueses preferidos, e de leitura obrigatória.



Ora, nem por acaso, hoje descobri que a Fnac lançou este mês edições fac-similadas de grandes obras da Literatura Portuguesa. Para quem tem dúvidas, estas edições são cópias das primeiras edições de cada um destes livros (que devem custar, certamente, algumas cententas de euros).
Ou seja, esta é uma oportunidade única para adquirirem Grandes Clássicos a um preço muito acessivel, 6,95 € (as primeiras edições originais custam, certamente, algumas centenas de euros), num formato inédito e rico.

Claro, Esteiros está incluído nesta colecção, uma óptima oportunidade para ficar a conhecer o livro! Verifique aqui as obras disponíveis (conta com Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, entre muitos outros).

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Literatura 2014 - Patrick Modiano

(http://www.lefigaro.fr/livres/2012/10/03/03005-20121003ARTFIG00639--l-herbe-des-nuits-de-patrick-modiano.php)


Patrick Modiano é o Prémio Nobel da Literatura 2014.

Considerado por muitos o escritor francês mais importante do nosso tempo, é uma figura relativamente desconhecida internacionalmente. Felizmente, e como acontece com bastante regularidade aos vencedores deste prémio, o resto do mundo terá o prazer de conhecer a obra deste senhor.

Pessoalmente, também não conhecia. Espero em breve poder ler o seu trabalho, pois parece-me fascinante!

Até lá, vale a pena conhecer a pessoa por detrás do escritor:

Nasceu a 30 de Julho de 1945, tendo completado 69 anos. Alguns dos prémios que já recebeu foram o Austrian State Prize for European Literature (2012), o Prix Mondial Cino Del Duca do Institut de France pela sua carreira literária (2010), o Prix Goncourt (1978) e o Grand Prix du Roman de l'Académie Française (1972).

As suas obras têm como cenário principal a Segunda Guerra Mundial e a ocupação de França pela força nazi. Passam-se quase sempre em Paris, descrevendo também a cidade, as suas pessoas e a sua evolução. Os seus romances debruçam-se sobre o tema da identidade, da existência da pessoa, da memória.
Nas suas palavras: "Depois de cada romance, tenho a impressão de ter esclarecido tudo. Mas eu sei que voltarei outra e outra vez a pequenos pormenores, pequenas coisas que são parte daquilo que eu sou. No fim, todos somos determinados pelo sítio e o tempo em que nascemos".
Não só escreve romances como também argumentos para cinema, canções e livros infantis.
O prémio Nobel é atribuído "pela arte da memória com a qual ele evocou os destinos humanos mais inatingíveis e descobriu a vida do mundo da ocupação alemã".

Publicou inúmeras obras, mas apenas duas parecem estar neste momento disponíveis em Portugal: O Horizonte e No Café da Juventude Perdida. Parece que várias outras obras já foram publicadas no nosso país, mas infelizmente as suas edições não são recentes e tornam-se bastante difíceis de encontrar. Com este prémio, certamente muitas mais obras serão editadas para a Língua Portuguesa!


Página da Wikipedia sobre o autor
Notícia do jornal Público online sobre a atribuição do Nobel ao autor



Quanto à atribuição do Prémio, não tenho qualquer opinião senão que parece ter sido merecido. Bem sei que todos os anos há uma grande consternação por os favoritos não ganharem (este ano foram Haruki Murakami e Ngũgĩ wa Thiong’o). Mas creio que é altura de ultrapassar essa discussão. Murakami, Philip Roth, Cormac McCarthy, e muitas outras dezenas de autores por esse mundo fora são igualmente merecedores do Nobel e qualquer outro prémio. Infelizmente, só um é atribuído por ano. Portanto, deixem as apostas de lado e preocupem-se antes em explorar cada um destes maravilhosos escritores, porque com ou sem Nobel as suas obras continuam presentes para serem apreciadas!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Publicação de "A Guerra Diurna" de Peter V. Brett em Portugal

Parece-me que a editora Gailivro, responsável pela publicação da obra de Peter V. Brett em Portugal (na colecção 1001 Mundos), ainda não publicou nenhum anúncio.

Contudo, o próprio autor já deu a notícia no seu blogue de que o terceiro livro da saga dos Demónios da Noite será publicado em Portugal no Outono. Aqui fica a capa do muito aguardado livro (sim, eu sei que muitos de vocês estavam à espera desta notícia!):

  

Confesso que o título me soa demasiado piroso em Português, mas a capa está extraordinária (igual à edição britânica).

Aguardemos a confirmação da data pela própria editora!


sábado, 12 de janeiro de 2013

Publicação do terceiro livro da saga de Peter V. Brett, A Daylight War



25/07/2013 - Confirmação da publicação do livro em Portugal no Outono


 
Este é, sem sombra de dúvida, um dos livros que mais antecipo.

O Ciclo da Noite dos Demónios, The Demon Cycle, como esta série é conhecida, passa-se num mundo fantástico onde, de noite, demónios se erguem da terra para espalhar o caos e a morte. A única coisa que protege as pessoas são estranhas runas capazes de afastar esses demónios.

Arlen, um simples rapaz de campo, compromete-se a descobrir os segredos destes demónios e a derrotá-los, tornando-se O Homem Pintado (nome do primeiro livro). Com ele, juntam-se personagens como Leesha, uma rapariga experiente na arte das ervas, Rojen, um rapaz espirituoso com um dom único para a música, e Jardir, um líder que se auto-proclama o Libertador que, dita a profecia, será aquele capaz de derrotar os demónios, tornando-se rival do Homem Pintado. É sobre Jardir que o segundo livro, A Lança do Deserto, se debruça.

Esta é, com toda a certeza, uma das melhores séries fantásticas da actualidade. Adorei ler o primeiro livro e quando acabei o segundo livro senti uma ânsia como há já muito tempo não sentia em seguir para o próximo. Peter V. Brett criou uma história que nos agarra, que nos mete os pêlos em franja, que nos faz apaixonar. Há um nível muito pessoal que se atinge nesta leitura. Talvez porque as personagens estão tão bem apresentadas, talvez porque se baseiam em assuntos muito próximos dos sentimentos do "mundo real", é uma experiência incrível.

O mundo onde a história se passa parece-me relativamente simples, comparado com os mundos pensados até aos pêlos dos cães que em geral os livros fantásticos tentam oferecer. Mas não precisa de ser demasiado complicado, já que são as suas personagens e a sua luta que realmente importam. A história, que se prepara agora para se estender ao terceiro livro (estão planeados cinco ao todo), não é nenhum enredo como Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin nos oferece, é de longe bem mais simples e fácil de seguir, mas prima na originalidade. Mais importante do que isso é a sua base, a sua origem. O Homem Pintado foi inspirado pelo medo, factor que infelizmente todos nós conhecemos demasiado bem actualmente, pelo que os Demónios da Noite surgem como a encarnação dessa sensação. A Lança do Deserto baseia-se em culturas opostas batalhando por encontrar um espaço comum (infelizmente, a nossa sociedade também conhece bem essa situação). Quanto a Daylight War, veremos. O autor fala-nos de um "livro sobre relações"; embora eu acredite que todos até agora o foram.

Aliás, o ponto forte nos livros é mesmo as suas personagens. Não há uma única personagem pela qual eu não me sinta fortemente ligado, emocionalmente ligado. Isto acontece porque Brett faz algo que a maioria dos escritores deixa para mais tarde: Brett conta a história das suas personagens desde o início da sua vida. Não há segredos, não estamos à espera de revelações do género "Eu sou o teu pai" com o avançar da história, porque nós conhecemos a vida inteira das personagens. Vemo-las crescer, vemo-las passar por imensos estados de espírito, acompanhamo-las nas suas lutas ao longo da vida, desde que começaram a viver.
E isso torna incrivelmente difícil escolher lados. A noção de Bem ou de Mal (excluindo os Demónios, claro) não se aplica a Arlen ou Jardir.
Talvez esse seja, para mim, o maior dom de Brett. Não só ser um incrível contador de histórias, não só revelar-se um escritor fantástico que rapidamente nos prende nas suas palavras, mas tem essa capacidade de dar às suas personagens tanta humanidade, tantos desafios pessoais, de moldá-las até que se tornem tão complexas como qualquer um de nós. Todas as surpresas, toda a excitação que nós tiramos do livro, surge com o crescer das personagens e não é preciso criar um passado misterioso ou segredos de outros tempos para o leitor não conseguir parar de ler e querer descobrir mais, o que é algo que muitos escritores não se mostram capazes de fazer.

Como já perceberam, mal posso esperar pelo lançamento do terceiro livro, The Daylight War.

Infelizmente, só deveremos ter a sua tradução em Portugal na segunda metade do ano. Estou bastante entusiasmado com esta publicação, portanto é bem possível que pegue na versão original assim que ela for lançada, o que está previsto para Fevereiro!

Portanto, quem não começou, pegue nos livros, publicados em Portugal pela Gailivro, e apaixone-se!


http://4.bp.blogspot.com/_d-7MG4l9RYI/TR3hhCyATHI/AAAAAAAAE8w/gCFBAkGHQQw/s1600/alan%25C3%25A7adodeserto.jpg


25/07/2013 - Confirmação da publicação do livro em Portugal no Outono

   


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