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domingo, 15 de agosto de 2010

Toy Story 3!

 O primeiro Toy Story saiu em 1995. Foi um êxito, e sem dúvida marcou os estúdios da Pixar, que ainda hoje continuam a fazer um trabalho fora de série.
Desde então que acompanho estes brinquedos, embora confesse que foi sempre a assinatura da Disney que me entusiasmou, mais do que a história do filme em si.
A verdade é que saiu o Toy Story 2 em 1999 e, mais uma vez, foi um enorme êxito. Muitos afirmam que a sequela é ainda melhor do que o primeiro filme. Só a Pixar para o conseguir.

E agora, em 2010, sai a segunda sequela. De alguma forma... Estes bonecos são alguns dos melhores amigos de quem tem vindo a acompanhar a saga desde o início, e principalmente para quem a acompanhou durante uma infância.

Mais uma vez, a Pixar supera-se a si própria, e sinceramente acho que este é o meu filme preferido da saga. Ao longo do filme vamos matando saudades destes brinquedos, destes amigos, e vamo-nos sentindo cada vez mais chegados a eles, e no fim temos um culminar absolutamente emocionante (sim, emocionei-me tremendamente), que nos faz pensar "Aconteça o que acontecer, estaremos sempre juntos".

Um filme mais do que recomendado, uma obra que se tem vindo a recuperar a si própria e que conquista um lugar nos nossos corações com este terceiro filme.

sábado, 7 de agosto de 2010

Inception - A Origem

Acabei de vir da sala de cinema.

Inception, título em português "A Origem", é um dos filmes mais aguardados do ano. Falo por mim, esperava com grande ansiedade!

Mal saiu, as críticas foram incrivelmente positivas. No IMDb já está em 3.º lugar no Top dos melhores filmes de sempre, e parece que não vai cair! Parece que continua a arrastar as pessoas para as críticas mais favoráveis do momento. Há quem se atreva a dizer que é o melhor filme de sempre.

Eu fui ver o filme e gostei imenso. Está excelente, sem dúvida! Poucos, poucos defeitos posso apontar (aliás, nenhum!). A história é interessante, os efeitos especiais um máximo, as actuações magníficas (deve ser o melhor elenco que anda por aí. Só não sou muito fã de Leonardo DiCaprio, e embora ele esteja bem neste filme continua sem me chamar a atenção).

No entanto, não podemos ficar por aqui.
Uma das coisas que tenho é que raramente, mesmo raramente, me prolongo em explicar a história, seja de um filme ou de um livro. Preocupo-me mais em expressar o que senti em relação a ela.

Em jeito de resumo, direi que o filme faz lembrar um pouco "Matrix". Cobb e a sua equipa formam um esquadrão bastante peculiar: para roubarem, entram no inconsciente das pessoas. A tecnologia é capaz de juntar um grupo de pessoas no sonho de um sujeito, e a partir daí a sua missão é retirar todas as informações necessárias para a missão.
No entanto, este jogo entre o sonho e a realidade custou muito a Cobb. A sua chance de voltar para casa passa em pôr em prática uma última grande missão: não retirar ideias do inconsciente das pessoas, mas criar uma.
Este filme é interessante no que toca à realidade, ao sonho, e como encaramos os dois. Como já disse, os actores estão excelentes, os efeitos especiais brutais. Todo o conceito do filme vale a pena.
Não é tão profundo quanto me parece prometer, no entanto.

Lamento uma coisa: não ser em 3D. A maioria dos filmes que saiu em 3D foram uma chachada, e agora que sai um filme que valia a pena ver em 3D, não o é. Enfim.

E agora, o meu grande ponto de vista: de alguma forma, por muito bom que seja o filme (atenção, eu gostei bastante, está excelente!), acho que está bastante, bastante sobrevalorizado! Overrated!!

Eu compreendi todo o palavreado, toda a parte técnica. Pessoalmente, não fiquei absorvido pelo ecrã, é a primeira coisa. E, segundo, acho sinceramente que as boas críticas estão a puxar boas críticas, e por aí adiante. O filme é muito bom, mas 3.º lugar dos Melhores Filmes de Sempre? Nunca. A ideia é excelente, mas neste filme em particular foi apenas um entretenimento...
Talvez porque estivesse à espera de algo MUITO mais desafiante, porque já vi uns bastante.
Quem sabe, talvez o problema seja a única ponta solta ser o final... Geralmente, esperamos que estes filmes nos deixem a reflectir. "Inception" dá-se ao trabalho de explicar praticamente tudo.

Eu gostei bastante do filme, a sério! Mas, por favor, não é tãããããão especial quanto isso. Sou mesmo sincero, acho que as críticas mais-do-que positivas são arrastadas por críticas mais-do-que positivas
Claro, toda a gente vai gostar de "Inception". Mas não tem a nota mais alta, de todo. Está excelente, mas não o considero uma obra-prima. Gostei, mas não amei.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Long live Robin Hood!

Há... Cerca de dois anos, li um livro que acabou por se tornar um dos meus preferidos: Ivanhoe. Lendas e cavaleiros, damas e torneios, tudo se reúne neste romance medieval. Aliás, tenho imensa pena de que as obras de Sir Walter Scott não estejam traduzidas (apenas uns 3 ou 4 livros!!!). Este é um mestre no que toca a escrever Romances Históricos.

Nesse livro, encontrei várias personagens lendárias, entre elas Ricardo Coração de Leão e Robin Hood.
Robin Hood é um dos maiores heróis britânicos, e uma lenda. Ninguém sabe a sua verdadeira identidade, se sequer existiu. Bem, que existiu temos uma pequena noção. Em registos de tribunais desde 1300, há a referência a esse nome. Há até uma campa com um nome quase idêntico ao seu... Especulações? A verdade é que não se sabe quem foi ou o que foi Robin Hood. Pode muito bem ter sido um gangue medieval.

Fui ver Robin Hood este fim-de-semana, e saí bem impressionado da sala de cinema.

A apresentação faz lembrar o rasca, secante e desapontante Rei Artur. Eu não gostei mesmo nada desse filme, e o aspecto deste Robin Hood não parecia afastar-se muito... Mas a verdade é que o realizador de Gladiador, embora não nos tenha trazido de novo uma experiência épica de grandes proporções, reconta uma das maiores lendas inglesas num tom realista, sem estragar o mito que Robin dos Bosques foi e conservando plenamente o seu espírito.
Todas excelentes interpretações. Desde à mãe do rei João (rei que tem um percurso muito, muito interessante neste filme) até ao Frei Tuck, passando pelos compinchas de Robin e ele próprio, senti-me bastante acolhido.

O filme conta o princípio da lenda. Quem era a personagem, como se tornou um fora-de-lei. Aliás, fora alguns pormenores em princípio essenciais à história da lenda, é no fim que temos um segundo e ainda maior turn-point e clímax. Pessoalmente, o fim foi a melhor parte do filme, pois marca o princípio do verdadeiro Robin Hood. Felizmente, o realizador não se aventurou muito na história, mantendo o essencial lá.

O pior no filme foi apenas uma personagem: a Marion, amada de Robin. Interpretada por Cate Blanchett, foi alvo de clichés e de uma caracterização nova à personagem romanesca, mas já vulgar no mundo do cinema.

Vale a pena. Merece um aplauso. Não é só um filme de guerra (graças a Deus!!!), mas deliramos ao sentir as setas cortarem o ar, caindo por cima dos guerreiros (seria uma boa cena para 3D); somos puxados pelas personagens, cada uma plena. Dinheiro muito bem gasto.

sábado, 18 de julho de 2009

"Once again I must ask too much of you, Harry"


Once again, my expectations asked too much of Harry.

Melhor filme até agora?
Brutal?
Nem uma coisa nem outra.

Para o que é um dos meus livros preferidos (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Harry Potter e o Príncipe Misterioso são mesmo dos meus livros preferidos), não achei nada que fosse o melhor.

Acho que o meu preferido continua a ser Harry Potter e a Câmara dos Segredos, seguido por Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

O livro é mesmo imperdível. Tem imensas revelações, empolga, para mim dos melhores. Mas o filme perde tanto... Porque durante 2 horas o filme não é nada mais do que parado.

Só a última parte é que anima (muito), ao ponto de sentir um frenesim! A cena na caverna está fenomenal, e o que se segue... Excelente. Capta na perfeição a essência.
No entanto, o resto do filme perde-se em divagações adolescentes e namoricos.
Eu compreendo que os filmes acompanhem a faixa etária dos fãs... Mas há muito, muito interesse que se perdeu.
Tenho a elogiar os efeitos especiais (na gruta, mais uma vez) e as actuações.
Finalmente, Michael Gambon (Albus Dumbledore) pareceu realmente o Dumbledore! Eu nunca gostei dele como director de Hogwarts, sempre achei que se afastava da personalidade deste idoso, e finalmente, neste filme, ele está perfeito!
Já o caso do Snape, embora o actor seja (mais do que) perfeito, não apareceu muito neste filme, e tenho mesmo pena, porque sem dúvida é um dos mais cativantes no ecrã!

Não digo que o filme não tem qualidade. Tem qualidade, nota-se, basta olhar para o ecrã.
Mas está a grandes espaços aborrecido.

É, no entanto, o filme mais cómico de toda a saga. Só não é mais parado porque dá para rir (imenso) ao longo do filme. Momentos que desanuviam um bocado.

Andam por aí a dizer que é dos melhores filmes... Infelizmente, não achei isso. Matem-me se quiserem.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Harry Potter is back!

Infelizmente, a saga já está toda escrita, e só nos resta reler desde o primeiro livro... Coisa que tenciono fazer!

Mas os filmes... Esses ainda estão longe de acabar...



Estreia hoje, em Portugal, Harry Potter e o Príncipe Misterioso!!!

Estou ansioso por vê-lo?
Estou em pulgas!

Este é, talvez, o meu livro preferido de toda a saga, ao lado de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Acho que é dos livros com mais acção, mais revelações, mais empolgante, e cujo final nos deixa a roer as unhas.

Podem crer que as expectativas para o filme estão mais do que elevadas.

Eu sei que muitos de vocês não gosta dos filmes, prefere os livros. Mas, se o filme for tão bom quanto o livro, podem crer que vale mais do que a pena.
Já é considerado dos melhores filmes da saga.
Se tivermos em conta a classificação no IMDB, é aliás o melhor filme de Harry Potter até agora.

Sábado vou vê-lo. Nessa altura digo logo o que achei!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tom Hanks volta a ser Robert Langdom


http://www.youtube.com/watch?v=ASVeN-58HKk

Antes de mais, é preciso notar uma coisa: Anjos e Demónios é um dos meus livros preferidos de sempre. Não estou, portanto, à espera que o filme me proporcione todo o delírio que a leitura me deu...

No entanto, a minha ânsia em ver o filme, e a esperança que fosse bem melhor do que O Código Da Vinci, não foi em vão.

Estava na sala de cinema a ver o filme e estava totalmente vidrado. Parabéns a todos, esta é uma adaptação digna de se ver e atinge altos escalões!

Quanto aos actores, não tenho nada a dizer. Para mim, são boas escolhas, e não adquirem particular atenção. Até Ewan McGregor, que é um dos meus actores preferidos, não está nem mais nem menos do que se espera.

O enredo é altamente viciante e imparável. Aliás, acho que isso é o único ponto que será menos favorável: a acção é tão rápida, os acontecimentos tão repentinos, que os grandes climax acabam por passar demasiado depressa... Eu, por exemplo, achei que o momento que em conhecemos o inimigo passou demasiado depressa, só quem já leu o livro consegue focar essa cena.

Os efeitos especiais estão estonteantes.
A grande cena perto do fim (envolve uma explosão... *assobio*) é extraordinária. Está brutal!!!
E viajamos por toda a Roma e todo o Vaticano... É espectacular como conseguiram recriar todos os locais! Foi como se os visitasse (e confesso que fiquei com vontade de lá ir).

Está fiel à obra literária... Embora haja várias modificações que alteram, a meu ver, o simbolismo de algumas coisas. No entanto, passa. Tudo o que mudaram consegue passar despercebido.

Resumindo, um filme bem feito, e bem conseguido na minha opinião.

Só que, se já leu o livro, nunca vai gostar tanto do filme como se nunca o tivesse lido... Este é daqueles casos em que estamos perante um excelente entretenimento, mas cuja leitura acaba por condicionar um bocadinho a nossa admiração.
(e mesmo assim, durante o filme sentir um pouco do frenesi que senti com o livro, pelo que para mim não podia estar melhor!!!)

sábado, 2 de maio de 2009

Slumdog Millionaire e "A Vida Nova"... Sim!



Senhores e senhoras, fiz algo que não queria fazer:
Vi o filme primeiro que o livro.

Porque vi então o filme? Foi a ocasião, tinha a oportunidade de vê-lo e não podia desperdiçar.

No entanto, não me arrependi, e estou já ansioso por começar o livro!
Espero que o trailer vos aguce o apetite, porque a minha opinião sincera do filme é...

ADOREI!!!

Espectacular, uma explosão de energia realmente! É um filme bastante bonito, com uma banda sonora vibrante, com imagens imperdíveis.

E o melhor é que a maneira como ele responde é genial. O filme reflecte uma filosofia da vida, do Tempo, bastante interessante!

Não quero adiantar muitas informações, já que quero que vejam o filme com a mente totalmente aberta. Este filme transmite uma essência maravilhosa, que nos faz olhar duas vezes para a nossa vida, que nos faz viver intensamente cada bocadinho. Adorei e... Força, vão vê-lo, vale a pena! Não percam este vencedor!

Curiosamente, a filosofia de "Quem Quer Ser Bilionário" não é novidade para mim.
Aliás, antes de ver o filme, eu já acreditava nessa filosofia!

E sabem donde?
De A VIDA NOVA, de Orhan Pamuk!
Sim, tudo se encaixa... Sim, o passado e o futuro estão intimamente ligados, de uma maneira que nos impressionará.

Meus caros, leiam o livro "A Vida Nova" de Orhan Pamuk, vejam o filme "Quem Quer Ser Bilionário"... E deixem-se levar. E acreditem na vida e no quão fantástica ela pode ser. Está escrito.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Marley & Me



Ok, tenho imensas críticas em atraso! Mas, para intercalar, decidi postar qualquer coisa sobre o filme "Marley e Eu", que fui ver ao cinema!

Bem, ainda não li o livro, mas sem dúvida fiquei com alguma vontade...

Quanto ao filme... É um bom filme, suponho. Para relaxar, para ver com a família.
Mas, tenho de ser sincero, não foi dos melhores que já vi. Ok, é um filme para descontrair, para rir um bocado, tem cenas bastante hilariantes! Mas não me atingiu totalmente... Talvez esperasse outra coisa, talvez =/
É carinhoso, acolhedor, consegue ser emocionante... Mas talvez não seja aquilo que esperava, e isso desiludiu-me, receio dizer.

Há aqueles que dizem "Não é o que esperava, mas até gostei!". Eu digo "Não é o que esperava, e não sei se preferia outra coisa...".

Aconselho para quem está a tentar decidir ver algum filme em família. Se tem animais de estimação, vá ver este filme imediatamente, vai adorar.

(vi pessoas a CHORAR BABA E RANHO durante este filme! O.O)
Por vezes é um bocado parado e repetitivo, mas aguenta-se bem. Será porque não tenho animais de estimação? Sinceramente, acho que não, porque adoro cães.

No entanto, se não fossem as regras da Língua Inglesa em pôr os outros antes de nós, eu diria que este filme devia ser "Me and Marley", e não "Marley and Me". Espero que percebam onde quero chegar.

Especial nota para Jennifer Aniston: ultimamente tem entrado em filmes um bocado maus, ultimamente não tenho gostado das suas actuações! E embora este filme não me tenha propriamente tocado (não no sentido sentimental, acho que toca em todos nesse sentido!), não deixou de ser uma boa actriz para o papel!
Outra nota para Owen Wilson: não gosto particularmente de vê-lo no ecrã, embora não seja mau actor. Parece-me que fez uma boa interpretação, mas o seu lugar é mesmo num filme de comédia autêntica... Sorry.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Filme de Benjamin Button



Decidi não postar o trailer porque tem demasiados spoilers e fala de praticamente todo o filme, e não quero que fiquem a conhecer as duas horas de filme (aproximadamente) em 3 minutos.

Como sabem, li primeiro o livro e adorei. Fiquei bastante bem impressionado.

O filme... Ora, mal começa o filme fico chocado: É COMPLETAMENTE DIFERENTE DO LIVRO. A sério, não se iludam, o filme não tem nada mas nada a ver com o livro! São histórias completamente diferentes, personagens completamente diferentes, tudo completamente diferente! A única, única coisa em comum é que tem uma personagem chamada Benjamin Button, que nasce velho e à medida que os anos passam rejuvenesce. Tudo o que pensarem e se afaste destas palavras (nem que seja a alteração de uma única palavra) é mentira, porque o filme é mesmo completamente diferente do que Fitzgerald escreveu! É uma história em nada parecida!!!

Com isto, quero dizer que vi um filme com choque, pois não esperava tamanha disparidade.

Entretanto, não li ainda nenhuma opinião negativa do filme! Nem um ponto fraco sequer! E a verdade é que durante toda a sessão pensava para mim mesmo: "Estou a gostar?". Como podem ver, não posso dizer que me tenha apaixonado imediatamente pelo filme.
Mesmo quando acabou, fiquei com a sensação que havia alguma coisa a faltar, que o filme tinha sido demasiado longo e demasiado lento. "Gostei?", repetia demasiadas vezes.

A verdade é que, dois dias depois de ter visto o filme, penso que afinal gostei mais do que ao princípio. Este foi daqueles casos "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Terei de ver o filme mais uma vez para confirmar estas suspeitas.
Portanto, cada vez que penso no filme, mais interiorizo que afinal gostei imenso. Mas quando o vi senti que faltava alguma coisa: pareceu que demorou a começar, que foi demasiado lento e demasiado longo, que apenas a dupla Brad Pitt-Cate Blanchett davam o brilho que o filme tem. Só na última hora do filme viu-se o que realmente ele é, nessa segunda parte viu-se a obra prima que consegue ser.

Ao contrário do livro, que insere Benjamin Button numa sociedade que tenta ao máximo ocultar a aparência, o filme aposta mais na vertente mais bela, a da vida, tão efémera como ela é. É muito belo mesmo. Benjamin encontra-se com uma série de personagens e nós vamos percorrendo a sua vida, até que nos damos conta de que ela é curta e sentimo-nos inspirados para sair da sala e viver intensamente.

O filme está muito bonito, Brad Pitt e Cate Blanchett (que eu adoro) estão em grandes papéis. O filme está inspirador, está belo, tem uma excelente lição de vida e um desenvolvimento "curioso" como é Benjamin Button. É, em tudo, um filme a ver e a rever. No entanto, o contrário de tanta gente, eu fiquei com o pé atrás e senti que não deu o seu melhor (o seu melhor do melhor, aliás). Ainda estou a tentar esquecer a formidável diferença do livro para o filme, ainda estou a descobrir pela memória a beleza que o filme nos dá. Estou a apaixonar-me, mas não foi amor à primeira vista, infelizmente.

É um bom filme, muito bom, mas creio que não é a obra-prima que fazem querer ver. Teria as expectativas demasiado altas? Não sei... Apenas que senti que faltava algo, que afinal não foi assim TÃO arrebatador, e que preciso de algum tempo para saborear o filme como deve ser. Ainda a entranhar...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sessão de cinema



Lindo, lindo filme. Excelente filme, mais do que uma adaptação cinematográfica.

Já li o livro e adorei o que Kate DiCamillo criou: uma história infantil com personagens e um enredo facilmente confundível com algo mais do que para crianças. Todos vão adorar.

O filme é diferente do livro. E fez muito bem, pois quando o vi não vi apenas a história do livro passada para o grande ecrã, mas sim um filme que merece tornar-se num dos melhores.
A imagem está muito boa, e gostei de ver que criaram mundos muito apelativos (o dos ratos, o das ratazanas e o dos homens), que passam mais despercebidos no livro. É fácil gostarmos daquelas personagens e de nos emocionarmos com a história. Está bem organizado, de forma a não nos baralhar, o que não acontece no livro (cujo passado e presente se misturam com frequência).
Dá para nos alegrarmos um pouco, algumas vezes uma pequenina gargalhada, e sentirmo-nos inspirados para a vida. Despereaux é um espectacular cavaleiro, ratinho mas leal. Não tenho defeitos a apontar no filme, nem se torna aborrecido, apenas talvez quero avisar que, no fundo, uma criança de 5 anos não é a audiência mais favorável para este filme. Poderia ser, mas há certos valores que pedem alguma maturidade.

Vale bem a pena. A ver e a ler.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ser ou não ser cego



Fui ver este filme e fiquei absolutamente espantado.

Porquê? Porque não esperava TANTO da adaptação!

Ver o filme é ler o livro, é ler Saramago, é absolutamente tudo o que "Ensaio sobre a Cegueira" pretende transmitir, e mesmo assim tem aquele toque que o torna mais do que uma adaptação, mas sim uma longa-metragem com uma imagem de ficar espantado.

Há muito tempo que não assistia a uma adaptação cinematográfica tão boa. A minha felicidade por constatar que o filme é muitíssimo fiel ao livro é incomparável. E, como filme, é fenomenal, as interpretações, as caracterizações, os cenários, a imundície que nos mete nojo, a cegueira branca (muito interessante como o próprio espectador tem a oportunidade de viver essa "cegueira" através da luz branca que habita a imagem...), e são aproveitados ao máximo ilusões ópticas e tudo que faça o filme parecer exactamente saído do livro.

Com uma opinião tão entusiasta, poderão pensar que não encontrei pontos fracos, e de facto poucos foram. Só tenho a apontar um intervalo de tempo em que a acção não avança muito, e que se poderá tornar um pouco cansativo... Mas pouca coisa para mim!

Fernando Meirelles, está de parabéns ;) Vê-se que se esforçou arduamente para merecer as lágrimas do próprio Saramago.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Príncipe Caspian no grande ecrã

Já estreou há algum tempo atrás, mas de qualquer maneira deixo aqui o testemunho.



Ainda não fui ver o filme, e provavelmente só o verei quando sair em DVD (para muita pena minha, mas isso são outros assuntos =/). Portanto, se já o viram, que me dizem?

Pelo menos, já li "As Crónicas de Nárnia" completas há um ano precisamente, e gostei muito. Gostei da maneira como os diferentes livros (sete) se interligam e formam não só um mundo mas uma história, à medida do que Tolkien fez com a Terra Média, dirigida a um público mais jovem. Talvez volte a ler um dia destes para postar a minha opinião ;) Até lá, aqui fica a sugestão! Leiam!

Embora "O Príncipe Caspian" seja o quarto da saga, é o segundo a ser adaptado (porque, segundo creio, foi o segundo a ser escrito por C. S. Lewis). Posso dizer que "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" em cinema está completamente idêntico ao livro! Mesmo muito semelhante, apenas uma ou duas coisas foram omitidas (mesmo por não fazerem grande diferença). Portanto, creio que este filme também há-de estar muito bem adaptado.

Em 2010 está prevista a estreia do próximo livro (quinto da série), "A Viagem do Caminheiro da Alvorada" (embora todos tenham sido estraordinários, ganhei mais apego por este =) )

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ensaio sobre a Cegueira vai para o cinema!

O livro de José Saramago, "Ensaio sobre a Cegueira", vai para o grande ecrã! Tenho este livro na lista e garanto que vou adquiri-lo brevemente... Para aqueles que gostaram do livro (e sei que há quem o tenha como favorito) talvez esta venha a ser uma boa notícia. Mas será que conseguiram transmitir o livro no filme?

O autor já tem o livro "A Jangada de Pedra" em filme, realizado por George Sluizer, e o realizador deste novo filme é Fernando Meirelles. O que parece, à partida, bom neste filme é que tem actores como Julianne Moore, Mark Ruffalo, Sandra Oh, Danny Glover, entre outros.

O resumo: A mulher de um médico passa a ser a única pessoa capaz de ver numa cidade onde toda a gente é atacada por um misterioso caso de cegueira repentina. Ela finge-se doente para tomar conta do marido enquanto que a comunidade à sua volta atinge o caos e a desordem.

Aqui fica o trailer e a sugestão (ainda não sei para quando)!

Quem também lê