De facto de facto, esta não é uma iniciativa completamente nova. Aqui e acolá encontramos vídeos promocionais! Por exemplo, vejo muito disso na Wook ou na Fnac Online.
Pessoalmente, quando os encontro raramente reproduzo. Acho interessante e apoio, até porque é um método de divulgação de livros muito bom por enquanto (deviam fazer mais coisas dessas na televisão, aí sim as pessoas viam... Pouca é a publicidade que se refere a obras literárias!)! Simplesmente, deixo um pouco de lado, talvez porque me ajuda a criar uma imagem forte do livro e receio estar enganado... Ou porque tenho medo de encontrar mais do que queria, até sinopses costumo ler apenas na diagonal. Prefiro ter grandes expectativas ao olhar para a capa do que depois de ler uma sinopse.
Mas... afinal, o que são booktrailers? Ora, são vídeos pequenos (um minuto, dois minutos no máximo) que promovem um certo livro. Tal como os trailers de filmes, mas em vez disso referem-se a leituras! É bastante simples, mas é algo que em Portugal ainda se está a espalhar.
A Editorial Presença, que está a lançar uma grande campanha a favor desta iniciativa, lançou o seu primeiro booktrailer aqui. O livro em causa é Honra o Teu Pai, de Gay Talese, um livro-documentário sobre uma família que pertence à Máfia. Convido-vos a ver o booktrailer que referi e que a Presença lançou.
Como já disse, acho bastante interessante e confesso que fiquei curioso em conhecer outros livros desta maneira! Que hajam muitas mais e que se esforcem por divulgar estes livros e a leitura ;) (só falta baixarem os preços... =P)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Mais aquisições!
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Parece-me ser bastante curioso... Foi impulsiva esta compra, espero não ter errado!

Conhecia como novidade e, um dia, senti-me fascinado ao folheá-lo... Estava nos planos!

Oh Meu Deus! Percorri todas as livrarias de Lisboa e apenas encontrei o livro em Linda-a-Velha!!! Não está em lado nenhum, nem a própria Bertrand tinha! Será que vão dividir a obra em dois livros de bolso, como fizeram com o anterior da saga "O Filho de Thor"? Espero que não... Mas para quem está interessado no livro, procurem encomendá-lo, ou senão viajem até ao Norte, Madeira ou Açores!

Pronto, este foi mais fácil de descobrir... E, finalmente, vou ler mais uma saga da maravilhosa Juliet Marillier, autora da trilogia de Sevenwaters (dos meus livros preferidos).


Não estava bem nos planos... Ou melhor, já estava com estes livro debaixo de olho há algum tempo, mas quando vi o pack que incluía ""1808", a edição juvenil ilustrada e um DVD, nem pensei duas vezes =))
Este era daqueles obrigatórios. Bem, espero ir a gostar desta grande obra, vinda da Roma Antiga... Acho que o mais próximo que li foi "Ilíada", e gostei ^_^

Porque precisamos de livros destes cá em casa também! =) E a professora de Português aconselhou vivamente...

Parece-me original, parece-me "uma pérola" de leitura... Foi sugerido e a sugestão foi aceite!
Como a Canochinha disse... Uma grande overdose (mas que me estavam a dever!)
sábado, 24 de janeiro de 2009
Filme de Benjamin Button

Decidi não postar o trailer porque tem demasiados spoilers e fala de praticamente todo o filme, e não quero que fiquem a conhecer as duas horas de filme (aproximadamente) em 3 minutos.
Como sabem, li primeiro o livro e adorei. Fiquei bastante bem impressionado.
O filme... Ora, mal começa o filme fico chocado: É COMPLETAMENTE DIFERENTE DO LIVRO. A sério, não se iludam, o filme não tem nada mas nada a ver com o livro! São histórias completamente diferentes, personagens completamente diferentes, tudo completamente diferente! A única, única coisa em comum é que tem uma personagem chamada Benjamin Button, que nasce velho e à medida que os anos passam rejuvenesce. Tudo o que pensarem e se afaste destas palavras (nem que seja a alteração de uma única palavra) é mentira, porque o filme é mesmo completamente diferente do que Fitzgerald escreveu! É uma história em nada parecida!!!
Com isto, quero dizer que vi um filme com choque, pois não esperava tamanha disparidade.
Entretanto, não li ainda nenhuma opinião negativa do filme! Nem um ponto fraco sequer! E a verdade é que durante toda a sessão pensava para mim mesmo: "Estou a gostar?". Como podem ver, não posso dizer que me tenha apaixonado imediatamente pelo filme.
Mesmo quando acabou, fiquei com a sensação que havia alguma coisa a faltar, que o filme tinha sido demasiado longo e demasiado lento. "Gostei?", repetia demasiadas vezes.
A verdade é que, dois dias depois de ter visto o filme, penso que afinal gostei mais do que ao princípio. Este foi daqueles casos "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Terei de ver o filme mais uma vez para confirmar estas suspeitas.
Portanto, cada vez que penso no filme, mais interiorizo que afinal gostei imenso. Mas quando o vi senti que faltava alguma coisa: pareceu que demorou a começar, que foi demasiado lento e demasiado longo, que apenas a dupla Brad Pitt-Cate Blanchett davam o brilho que o filme tem. Só na última hora do filme viu-se o que realmente ele é, nessa segunda parte viu-se a obra prima que consegue ser.
Ao contrário do livro, que insere Benjamin Button numa sociedade que tenta ao máximo ocultar a aparência, o filme aposta mais na vertente mais bela, a da vida, tão efémera como ela é. É muito belo mesmo. Benjamin encontra-se com uma série de personagens e nós vamos percorrendo a sua vida, até que nos damos conta de que ela é curta e sentimo-nos inspirados para sair da sala e viver intensamente.
O filme está muito bonito, Brad Pitt e Cate Blanchett (que eu adoro) estão em grandes papéis. O filme está inspirador, está belo, tem uma excelente lição de vida e um desenvolvimento "curioso" como é Benjamin Button. É, em tudo, um filme a ver e a rever. No entanto, o contrário de tanta gente, eu fiquei com o pé atrás e senti que não deu o seu melhor (o seu melhor do melhor, aliás). Ainda estou a tentar esquecer a formidável diferença do livro para o filme, ainda estou a descobrir pela memória a beleza que o filme nos dá. Estou a apaixonar-me, mas não foi amor à primeira vista, infelizmente.
É um bom filme, muito bom, mas creio que não é a obra-prima que fazem querer ver. Teria as expectativas demasiado altas? Não sei... Apenas que senti que faltava algo, que afinal não foi assim TÃO arrebatador, e que preciso de algum tempo para saborear o filme como deve ser. Ainda a entranhar...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
O Estranho Caso de Benjamin Button, de F. Scott Fitzgerald

Na génese deste conto publicado pela primeira vez em 1922 terá estado, segundo F. Scott Fitzgerald, uma observação de Mark Twain em que o escritor lamentava que a melhor parte da vida fosse ao início e a pior no fim. Assim nasceu Benjamin Button, mas, como o leitor poderá começar a adivinhar, para grande desgosto e estupefacção de todos os envolvidos, o «pequeno» Benjamin vem ao mundo com a aparência, o tamanho e as peculiaridades de um homem de 70 anos. Começa então uma tragicómica batalha entre os relógios biológico e cronológico de Benjamin Button, à medida que ele rejuvenesce e enfrenta as dificuldades inerentes a passar pelas diversas etapas da vida em sentido contrário. Oscilando entre uma ironia mordaz e uma sensibilidade desconcertante, O Estranho Caso de Benjamin Button constitui uma crítica maliciosa a uma sociedade que não admite ver para além das aparências e que recusa tudo o que se desvie das normas e padrões em que assenta o seu estilo de vida. Esta obra foi adaptada ao grande ecrã.
Se não fosse da gentileza da Editorial Presença ter disponibilizado este livro, creio que veria o filme primeiro!
Mas vou deixar a minha opinião do filme para amanhã ;) Hoje vou ficar mesmo pelo livro.
Sendo um conto, parti para a leitura com as expectativas... moderadas. Sabia que a história deveria ser muito original, mas é tão pequenino que receei que fosse pouco desenvolvida. De facto, não prima por grandes descrições. Mas, meus amigos, superou as minhas expectativas e tornou-se um dos meus contos preferidos!
Benjamin Button nasce com aspecto de 70 anos. E à medida que vai "crescendo" vai ficando cada vez mais novo. Nada mais interessante do que acompanhar a vida desta personagem e das dificuldades que enfrentará, até ao último dia de vida (que também aguardamos com alguma curiosidade). O livro é de uma ternura indescritível, fiquei duplamente surpreendido com a ternura com que o tema é tratado!
A sinopse classifica muito bem o livro em "ironia mordaz" e "sensibilidade desconcertante". Ao contrário do filme, que aposta numa interpretação mais emocional, mais ligada à efemeridade da vida e ligação entre as várias pessoas que marcam a nossa vida, o livro descreve uma personagem de condições "deficientes" inserido numa sociedade que procura constantemente ocultar essa aparência e manter uma reputação. É uma crítica fabulosa à futilidade das pessoas perante os milagres da vida e tudo o que ela nos oferece, nos olhos de uma personagem deveras cativante. Além de ter essa vertente satírica fabulosa, é de uma sensibilidade difícil de entender, porque sem nos apercebermos sentimo-nos ligados aos vários sentimentos que percorrem a vida de Benjamin. O amor, a amizade, a solidão, a motivação, a vontade de viver, são coisas que nos afectam durante a cerca de meia-hora de leitura. Até ao fim do livro, aos últimos momentos, senti-me agarrado, senti que o escritor soube transmitir, de uma maneira absolutamente "desconcertante", todas as emoções.
(já agora, o livro faz, em certas alturas, lembrar o Forrest Gump!)
Não tenho outra sugestão: leiam este pequeno mas maravilhoso conto. Superou as minhas expectativas. Para reler e para suspirarmos pela vida tão efémera e fugaz como é, pela beleza e a crueldade da existência. É uma lição de vida.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Equador, de Miguel Sousa Tavares
Finalmente, acabei o livro.
Não me lembro da última vez que li um livro com tanta calma, com tanta lentidão, mas também com tanta atenção. Foram semanas a fio agarrado a esta obra.
Mas, amigos, valeu a pena: a minha primeira leitura de 2009 é o livro que procurava. Não peço mais do que aquilo que me proporcionou, e apenas tenho a dizer que, para mim, está perfeito.
Se "Rio de Flores" seguir o mesmo estilo, então Miguel Sousa Tavares tornar-se-á um dos meus escritores preferidos (e olhem que nunca pensei dizer isto...).
Na realidade, tem um enredo simples, mas é de uma beleza fenomenal. A descrição é exaustiva, eu diria que o livro é mais descrição do que propriamente história! Mas tão bem me soube estar em S. Tomé e Príncipe, há tanto tempo que não lia um livro que me fizesse ouvir as ondas do mar, o vento marítimo, sentir a areia nos pés, ver azul das praias, percorrer a floresta e a terra africana da ilha... É verdade, este livro tem demasiada descrição, mas saboreei cada bocadinho.
Além disso, tem bases históricas excelentes, e acho que apreendi muita lição. É um retrato muito fiel da sociedade portuguesa nos tempos do final da Monarquia. Cheio de boa informação para interessados. Vê-se que o autor se preocupou em construir um romance histórico de qualidade, mesmo como se desses primeiros anos do séc. XX tivesse saído.
Além disso, as personagens estão bem construídas. Curiosamente, não foram, pessoalmente, o que mais me marcaram (como, por exemplo, aconteceu com "Os Pilares da Terra"), e no entanto "Equador" já é um livro preferido! A maneira como as várias personagens comunicam umas com as outras, como a sua vida afecta os nossos momentos de leitura... De ficar cativado desde a primeira à última páginas, sem interrupções.
Este é "o tal" livro. Aquele que eu procurava desde há muito tempo. Eu simplesmente não peço mais nada, nada mais do que páginas de descrições, de paisagens, de sensações. Aliás (peço desculpa pela comparação), gostei mais de "Equador" do que "A Vida num Sopro", embora muito diferentes há algo que torna o livro de MST como duradouro, marcante, não foi apenas o final que me impressionou mais sim todo o livro. Talvez seja porque há algum tempo que queria ler um livro assim, talvez porque li numa boa altura e demorei bastante tempo, mas a verdade é que acabei de o ler e fiquei bastante bem impressionado. Inesquecível.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Sessão de cinema
Lindo, lindo filme. Excelente filme, mais do que uma adaptação cinematográfica.
Já li o livro e adorei o que Kate DiCamillo criou: uma história infantil com personagens e um enredo facilmente confundível com algo mais do que para crianças. Todos vão adorar.
O filme é diferente do livro. E fez muito bem, pois quando o vi não vi apenas a história do livro passada para o grande ecrã, mas sim um filme que merece tornar-se num dos melhores.
A imagem está muito boa, e gostei de ver que criaram mundos muito apelativos (o dos ratos, o das ratazanas e o dos homens), que passam mais despercebidos no livro. É fácil gostarmos daquelas personagens e de nos emocionarmos com a história. Está bem organizado, de forma a não nos baralhar, o que não acontece no livro (cujo passado e presente se misturam com frequência).
Dá para nos alegrarmos um pouco, algumas vezes uma pequenina gargalhada, e sentirmo-nos inspirados para a vida. Despereaux é um espectacular cavaleiro, ratinho mas leal. Não tenho defeitos a apontar no filme, nem se torna aborrecido, apenas talvez quero avisar que, no fundo, uma criança de 5 anos não é a audiência mais favorável para este filme. Poderia ser, mas há certos valores que pedem alguma maturidade.
Vale bem a pena. A ver e a ler.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Livros grandes...
Gostam de livros GRANDES?
Não, não estou por enquanto a falar de grandes livros, mas sim de livros grandes, com 500, 600, 700, 800 páginas ou mais!
Eu apaixono-me cada vez que vejo um livro desses *blush*
Não sou o único, eu sei que não =) Não sei bem porquê, mas cada vez que vejo um livro desse tamanho dá-me vontade de começar a ler e não parar. Talvez me dê mais "pica", mais entusiasmo, talvez as muitas páginas representem horas de infinito prazer de leitura. Uma promessa de páginas de leitura, uma aventura.
Claro, quando não estamos a gostar do livro, é a pior coisa que pode haver (isto se forem leitores que, como eu, NUNCA deixam livros a meio...)!
Enfim, isto tudo porque hoje vi um livro que... Bem, tenho de lhe dizer, apaixonei-me pelo livro que me mostrou! Capa dura! Para aí umas 600 páginas! E independentemente da língua, não estivesse eu preocupado com o trabalho na aula teria continuado a ler. Ideal para qualquer leitor ou interessado.
Sem querer adiantar por enquanto muito, li um dos textos presentes nessa obra e gostei imenso, principalmente porque falava de um livro que já li e adorei. Uma análise muito boa dessa que foi, outrora, uma leitura muito aprazível.
Em princípio vão-mo emprestar. Não posso recusar tal oferta, obviamente, mas se gostar tanto como já estou a gostar (mesmo não o estando a ler!), acho que moverei mares para o comprar. Fico à espera, mas sem pressas (sim, que estou muito atrasado nas leituras e nunca tive tantos livros por ler em casa).
Não, não estou por enquanto a falar de grandes livros, mas sim de livros grandes, com 500, 600, 700, 800 páginas ou mais!
Eu apaixono-me cada vez que vejo um livro desses *blush*
Não sou o único, eu sei que não =) Não sei bem porquê, mas cada vez que vejo um livro desse tamanho dá-me vontade de começar a ler e não parar. Talvez me dê mais "pica", mais entusiasmo, talvez as muitas páginas representem horas de infinito prazer de leitura. Uma promessa de páginas de leitura, uma aventura.
Claro, quando não estamos a gostar do livro, é a pior coisa que pode haver (isto se forem leitores que, como eu, NUNCA deixam livros a meio...)!
Enfim, isto tudo porque hoje vi um livro que... Bem, tenho de lhe dizer, apaixonei-me pelo livro que me mostrou! Capa dura! Para aí umas 600 páginas! E independentemente da língua, não estivesse eu preocupado com o trabalho na aula teria continuado a ler. Ideal para qualquer leitor ou interessado.
Sem querer adiantar por enquanto muito, li um dos textos presentes nessa obra e gostei imenso, principalmente porque falava de um livro que já li e adorei. Uma análise muito boa dessa que foi, outrora, uma leitura muito aprazível.
Em princípio vão-mo emprestar. Não posso recusar tal oferta, obviamente, mas se gostar tanto como já estou a gostar (mesmo não o estando a ler!), acho que moverei mares para o comprar. Fico à espera, mas sem pressas (sim, que estou muito atrasado nas leituras e nunca tive tantos livros por ler em casa).
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Nova oferta da Sábado!!!
Para quem já conhece os livros, para quem já conhece a iniciativa e para quem ainda desconhece:
A Sábado, desde o ano passado, ganhou o hábito de organizar pequenas colecções de livros... Pequenas, como quem diz, são grandes obras da literatura mundial! E são praticamente oferta!
Para alegria de muitos (minha também, pois tenho descoberto livros fantásticos com a Biblioteca Sábado), já este mês a revista volta a lançar uma nova colecção, desta vez tendo em atenção Livros que fizeram história. Os títulos e as datas são:
22 Janeiro - Mar Morto, de Jorge Amado
29 Janeiro - Samarcanda, de Amin Maalouf
5 Fevereiro - Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie
12 Fevereiro - As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino
19 Fevereiro - Lolita, de Vladimir Nabokov
26 Fevereiro - Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys
5 Março - O Quarto Protocolo, de Frederik Forsyth
O preço de cada livro é 1 euro. Mais o preço da revista.
O primeiro costuma ser grátis (excluindo o preço da revista). Creio que este não é excepção.
Eu fico super contente com a notícia e já estou ansioso por lê-los! (agora, chegou a altura de começar a organizar as leituras por cá, os livros por ler são demasiados e ainda estou comprometido com meia dúzia de obras por adquirir)
Aconselho a todos prepararem-se, estas colecções valem muito a pena. E não custam mesmo nada, garanto.
(fonte: Estante de Livros)
A Sábado, desde o ano passado, ganhou o hábito de organizar pequenas colecções de livros... Pequenas, como quem diz, são grandes obras da literatura mundial! E são praticamente oferta!
Para alegria de muitos (minha também, pois tenho descoberto livros fantásticos com a Biblioteca Sábado), já este mês a revista volta a lançar uma nova colecção, desta vez tendo em atenção Livros que fizeram história. Os títulos e as datas são:
22 Janeiro - Mar Morto, de Jorge Amado
29 Janeiro - Samarcanda, de Amin Maalouf
5 Fevereiro - Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie
12 Fevereiro - As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino
19 Fevereiro - Lolita, de Vladimir Nabokov
26 Fevereiro - Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys
5 Março - O Quarto Protocolo, de Frederik Forsyth
O preço de cada livro é 1 euro. Mais o preço da revista.
O primeiro costuma ser grátis (excluindo o preço da revista). Creio que este não é excepção.
Eu fico super contente com a notícia e já estou ansioso por lê-los! (agora, chegou a altura de começar a organizar as leituras por cá, os livros por ler são demasiados e ainda estou comprometido com meia dúzia de obras por adquirir)
Aconselho a todos prepararem-se, estas colecções valem muito a pena. E não custam mesmo nada, garanto.
(fonte: Estante de Livros)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian, de Alaa El Aswany

Construído na década de 30 do século passado, o Edifício Yacoubian é um dos mais antigos da Baixa da cidade do Cairo e um símbolo de uma época. Neste livro, porém, é muito mais que isso. Por detrás da sua fachada de esplendor mas também de decadência, cruzam-se diariamente todo o tipo de personagens, que, com as suas contradições, dificuldades e sonhos ilustram a sociedade egípcia actual e a forma como as mais recentes décadas de história a marcaram. É assim que conhecemos Zaki Bei, o velho playboy aristocrata; Hatim, um homossexual que se arrisca a perder tudo num mundo cada vez mais intolerante; Taha, que é aliciado por um grupo fundamentalista ao ver frustrada a possibilidade de realizar o seu sonho; ou Busayna, que é forçada a prostituir-se para ajudar a família; entre outras personagens. Alaa El Aswany aborda assim assuntos tabu como a corrupção, a sexualidade, o fundamentalismo religioso ou a desigualdade social, mas fá-lo num tom que é sempre isento de julgamentos, pois no Edifício Yacoubian não há pessoas boas ou más, há somente pessoas que perderam a sua inocência. Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian tornou-se um dos livros mais vendidos de sempre em árabe.
(sem spoilers)
Nada melhor para começar do que uma opinião. Este livro foi a minha última leitura de 2008, e inesperada (o Pai Natal da editorial Presença decidiu entregar-mo... *assobio*)
Não é uma leitura viciante. Muito menos marcante. Não é um livro que vá ficar para sempre na minha memória, porque limitou-se a ser "mais uma leitura". Talvez porque a sociedade islâmica/egípcia não me satisfaça completamente, talvez porque as diversas personagens não são verdadeiramente cativantes (por boas ou más razões), ler ou não ler este livro parece-me opcional.
Esperava personagens muito mais marcantes. Acho que o título engana um pouco. Que eu saiba, em inglês chama-se apenas "The Yacoubian Building", mas em português acrescentaram "Os Pequenos Mundos". Acho que estas últimas (primeiras no título) palavras fazem toda a diferença na expectativa do livro. Pessoalmente, "Os Pequenos Mundos" transmite-me algo mais tocante, profundo, mais curioso, é uma classificação com alguma ternura. O livro não é nada assim. É muito directo, sem floreados nem nenhuma descrição a que se possa chamar "bela", e o percurso das personagens não é propriamente viciante.
Porém... a verdade é que estamos perante um livro INTERESSANTÍSSIMO. É tão directo que não se preocupa em ligações com o leitor. No entanto, para um livro relativamente pequeno, tem um potencial muitíssimo grande. É uma excelente e admirável descrição da sociedade egípcia, do Islamismo e da cultura dessa sociedade, que se resume no Edifício Yacoubian. Cada personagem serve apenas para resumir e descrever a vida nessa sociedade, perseguida constantemente pela desigualdade no emprego, por exemplo, ou por fundamentalistas de carácter religioso, ou por hábitos que ou vão contra ou a favor de quem tem o poder, quem monopoliza a vida dessas pessoas e as controla diariamente.
Dá-nos a conhecer um modo de vida diferente do que estamos habituados. É um retrato muito fiel da sociedade egípcia que se confronta diariamente com a mistura de culturas, islâmicas, muçulmanas ou ocidentais, conduzindo a confrontos diários e lutas pela sobrevivência. É impressionante para quem, como eu, se apercebe da enormidade desse controlo e do quão limitada e definida a sociedade pode ser, não dando oportunidade às pessoas de decidir o seu destino, por estarem presas a essas ideias por vezes estúpidas, mas que infelizmente existem e fazem com que o mais forte se favoreça.
A mensagem não é, portanto, muito animadora, principalmente quando nos dizem que outros controlam o nosso destino e que pequenas insignificâncias podem manchar a nossa vida. Fez-me reflectir no que será a própria sociedade ocidental e as suas limitações (claro, os ocidentais não são nada comparados com a frieza, a crueldade e a direcção da sociedade que o livro nos apresenta). Não deixei de simpatizar com algumas das muitas personagens que habitam este edifício, esta sociedade tão oprimida. Acabei não muito tocado, mas pelo menos algo me deu um pequeno sorriso, e porventura uma mensagem de esperança (porque, no meio disto tudo, ela ainda existe).
É um livro para interessados. Aliás, é uma excelente descrição de uma sociedade. Apenas realço que não me marcou profundamente.

(não pela qualidade, mas sim pelo que me atraiu, leva 2,5 estrelas.)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Novo ano, nova página...

Não tenho jeito para escrever inícios. Não sei bem como começar, o que dizer sem ser demasiado aborrecido... Esta primeira mensagem é apenas um olá para quem vai passando por aqui pela primeira vez, e possa pelo menos comentar.
Não é o primeiro blogue onde escrevo opiniões literárias, mas esperemos que seja definitivo (enfim, o mesmo disse do outro e agora é o que se vê...). No entanto, o facto de ter um aspecto completamente diferente e de ser completamente novo muda toda a percepção. Pronto, bem sei que o meu blogue anterior já ia com muitos postes, muitos visitantes e muitos comentários! Contudo, o Ano Novo quer mesmo que eu mude: preciso de algo mais, de uma mudança qualquer, e espero que este cantinho vá satisfazendo os meus desejos...
Este blogue serve, principalmente, para uma coisa: motivação. Motivação para ler e escrever. Motivação para gastar tempo a comentar todos os blogues cujos membros por aqui passam (e essa lista já vai em dezenas...).
Mas... acredito que os livros não serão apenas o único tema... Mas isso apenas o tempo dirá. Ou talvez não, talvez comece já amanhã... Hum, não, acho que por enquanto a literatura será o único tema deste blogue. Esperemos que sejam muitas as leituras e as aquisições. Vamos a ver como será daqui para a frente.
Bem-vindos a este cantinho. Como sempre, agradeço todos os comentários!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Balanço 2009... E...
Pois é, um novo ano.
Espero que seja melhor do que o anterior =P Sinceramente, 2008 foi, diria, um bom ano a nível profissional, mas a tudo o resto foi para esquecer -_-
2009 TEM de ser um ano de mudança. Em muitas situações.
Por exemplo, estou a pensar mudar completamente este blogue. Ou na melhor das hipóteses fazer um novo. Não tenho tempo, não tenho paciência, e organizar-me na blogosfera pode ser o primeiro passo. Enfim, actualizar-vos-ei.
Por enquanto, vamos falar de livros. 2008 foi um ano de muitos, muitos livros, bons livros, de uma grande variedade. O facto de ser o primeiro ano em que participo activamente na blogosfera fez com que descobrisse inúmeras obras que, de outro modo, nunca leria. 2008 foi, sem dúvida, um ano muito diferente a esse nível, pois não só li muito como li um pouco de tudo.
No entanto, não consigo deixar de pensar que ler tantas opiniões por aí escritas fez com que criasse demasiadas imagens de livros, demasiadas expectativas, e isso tornou-se visível nas minhas leituras. Este ano houve muitos livros que adorei ler, mas não posso dizer que me tenham marcado para todo o sempre. Ficarão na memória, mas poucos foram aqueles que me marcaram profundamente, ou seja conseguiram tocar-me tanto que sentisse um aperto no coração.
Por isso, aqui ficam os 10 livros do ano:
- Os Pilares da Terra (e poucos foram os livros posteriores que me fizeram delirar tanto, eu diria praticamente nenhum me marcou tanto...);
- Crepúsculo (lindo lindo, adorei de uma maneira que nunca pensei);
- A Muralha de Gelo (puramente delirante e fantástico! Pena que não tenha gostado tanto de "A Fúria dos Reis", que acabou por desmanchar a minha adoração pela série =/);
- Um Mundo Sem Fim (sim, acabou por ser uma boa leitura, eu diria que foi das leituras mais agradáveis que li pois desde sempre que me senti muito familiarizado com as personagens e o espaço. Durante todo o livro houve aquela ligação - muito embora não seja o melhor livro que já li);
- Expiação(não sei, mas é com um certo amor que me lembro deste livro... Fica na memória para sempre como um romance tocante);
- A Sombra do Vento (pelo prazer. E porque quero voltar a lê-lo um dia);
- A Vida num Sopro (único romance lido de José Rodrigues dos Santos este ano, mas muito bom para mim, não é perfeito e como disse faltou muito durante todo o livro, mas cheguei ao fim arrebatado, e isso valeu alguma coisa);
- As Memórias da Águia e do Jaguar (trilogia excelente que fez-me as delícias este Verão);
- Ensaio sobre a Cegueira (porque gosto deste tipo de romances, fantásticos e com um certo ritmo e ao mesmo tempo profundos);
- A Mancha Humana (surpreendeu-me completamente. Não esperava, e é impossível não fazer uma referência a esta obra).
E ainda
- A Rapariga que Roubava Livros (também faz parte do Top 10, é uma leitura extremamente viciante, bela!, tocante);
- Ivanhoe (decidi escolher este livro de Walter Scott no Top 10 também porque foi o mais completo, e aquele que durante mais tempo me acompanhou).
Quero ainda fazer referência a O Talismã, outro livro de Walter Scott, e uma menção honrosa a Meridiano de Sangue, não por estar no Top 10 mas por estar lá tão perto que até faz falta.
Vendo bem... Foi um excelente ano ;D Muitos foram os que gostei, mais do que os que aqui menciono!
Quanto à PIOR leitura... Receio bem que tenha sido As Memórias de Adriano.
Também em 2008 descobri vários autores que entraram na lista dos preferidos. Eles são...
- Walter Scott (mestre no Romance Histórico)
- Franz Kafka (autor que ainda estou prestes a explorar mais...)
- Isabel Allende (depois de ler uma trilogia juvenil e "Zorro - O Começo da Lenda", este ano Allende finalmente consegue entrar no meu Top!)
- Menção honrosa a George R. R. Martin, e às Crónicas de Gelo e Fogo... Mas, malta, não me vou alongar neste caso, por motivos que em breve saberão *assobio*.
Praticamente, é isso. esqueci-me de alguma coisa? Talvez. Entretanto, um Excelente Ano Novo, que seja melhor que 2008 e que traga muita alegria e vida!
Espero que seja melhor do que o anterior =P Sinceramente, 2008 foi, diria, um bom ano a nível profissional, mas a tudo o resto foi para esquecer -_-
2009 TEM de ser um ano de mudança. Em muitas situações.
Por exemplo, estou a pensar mudar completamente este blogue. Ou na melhor das hipóteses fazer um novo. Não tenho tempo, não tenho paciência, e organizar-me na blogosfera pode ser o primeiro passo. Enfim, actualizar-vos-ei.
Por enquanto, vamos falar de livros. 2008 foi um ano de muitos, muitos livros, bons livros, de uma grande variedade. O facto de ser o primeiro ano em que participo activamente na blogosfera fez com que descobrisse inúmeras obras que, de outro modo, nunca leria. 2008 foi, sem dúvida, um ano muito diferente a esse nível, pois não só li muito como li um pouco de tudo.
No entanto, não consigo deixar de pensar que ler tantas opiniões por aí escritas fez com que criasse demasiadas imagens de livros, demasiadas expectativas, e isso tornou-se visível nas minhas leituras. Este ano houve muitos livros que adorei ler, mas não posso dizer que me tenham marcado para todo o sempre. Ficarão na memória, mas poucos foram aqueles que me marcaram profundamente, ou seja conseguiram tocar-me tanto que sentisse um aperto no coração.
Por isso, aqui ficam os 10 livros do ano:
- Os Pilares da Terra (e poucos foram os livros posteriores que me fizeram delirar tanto, eu diria praticamente nenhum me marcou tanto...);
- Crepúsculo (lindo lindo, adorei de uma maneira que nunca pensei);
- A Muralha de Gelo (puramente delirante e fantástico! Pena que não tenha gostado tanto de "A Fúria dos Reis", que acabou por desmanchar a minha adoração pela série =/);
- Um Mundo Sem Fim (sim, acabou por ser uma boa leitura, eu diria que foi das leituras mais agradáveis que li pois desde sempre que me senti muito familiarizado com as personagens e o espaço. Durante todo o livro houve aquela ligação - muito embora não seja o melhor livro que já li);
- Expiação(não sei, mas é com um certo amor que me lembro deste livro... Fica na memória para sempre como um romance tocante);
- A Sombra do Vento (pelo prazer. E porque quero voltar a lê-lo um dia);
- A Vida num Sopro (único romance lido de José Rodrigues dos Santos este ano, mas muito bom para mim, não é perfeito e como disse faltou muito durante todo o livro, mas cheguei ao fim arrebatado, e isso valeu alguma coisa);
- As Memórias da Águia e do Jaguar (trilogia excelente que fez-me as delícias este Verão);
- Ensaio sobre a Cegueira (porque gosto deste tipo de romances, fantásticos e com um certo ritmo e ao mesmo tempo profundos);
- A Mancha Humana (surpreendeu-me completamente. Não esperava, e é impossível não fazer uma referência a esta obra).
E ainda
- A Rapariga que Roubava Livros (também faz parte do Top 10, é uma leitura extremamente viciante, bela!, tocante);
- Ivanhoe (decidi escolher este livro de Walter Scott no Top 10 também porque foi o mais completo, e aquele que durante mais tempo me acompanhou).
Quero ainda fazer referência a O Talismã, outro livro de Walter Scott, e uma menção honrosa a Meridiano de Sangue, não por estar no Top 10 mas por estar lá tão perto que até faz falta.
Vendo bem... Foi um excelente ano ;D Muitos foram os que gostei, mais do que os que aqui menciono!
Quanto à PIOR leitura... Receio bem que tenha sido As Memórias de Adriano.
Também em 2008 descobri vários autores que entraram na lista dos preferidos. Eles são...
- Walter Scott (mestre no Romance Histórico)
- Franz Kafka (autor que ainda estou prestes a explorar mais...)
- Isabel Allende (depois de ler uma trilogia juvenil e "Zorro - O Começo da Lenda", este ano Allende finalmente consegue entrar no meu Top!)
- Menção honrosa a George R. R. Martin, e às Crónicas de Gelo e Fogo... Mas, malta, não me vou alongar neste caso, por motivos que em breve saberão *assobio*.
Praticamente, é isso. esqueci-me de alguma coisa? Talvez. Entretanto, um Excelente Ano Novo, que seja melhor que 2008 e que traga muita alegria e vida!
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