quinta-feira, 25 de julho de 2013

Publicação de "A Guerra Diurna" de Peter V. Brett em Portugal

Parece-me que a editora Gailivro, responsável pela publicação da obra de Peter V. Brett em Portugal (na colecção 1001 Mundos), ainda não publicou nenhum anúncio.

Contudo, o próprio autor já deu a notícia no seu blogue de que o terceiro livro da saga dos Demónios da Noite será publicado em Portugal no Outono. Aqui fica a capa do muito aguardado livro (sim, eu sei que muitos de vocês estavam à espera desta notícia!):

  

Confesso que o título me soa demasiado piroso em Português, mas a capa está extraordinária (igual à edição britânica).

Aguardemos a confirmação da data pela própria editora!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Coroa de Erva, de Colleen McCullough

É dia de Ano Novo de 110 a.C. e assiste-se à tomada de posse dos novos cônsules, ineptos representantes da aristocracia. Mas no meio da multidão encontram-se dois homens cuja coragem e poder de visão irão mudar por completo a República Romana, que se debate com problemas como a expansão territorial e o ressentimento crescente dos não-cidadãos.
Um destes homens é Mário, impossibilitado pelas suas origens humildes de tornar-se o Primeiro Homem de Roma, aquele que, pela sua excelência, se eleva acima dos seus semelhantes. O outro é Sila, um belo e depravado membro da aristocracia, a quem a penúria impede de subir a Via da Honra, direito que lhe pertence devido às suas origens. Juntos pela guerra em terras distantes, combatem os seus inimigos romanos e os inimigos de Roma, pois ser o Primeiro Homem de Roma implica a mestria tanto política como militar.

A história da Roma Antiga é o tema romanceado que ao longo de seis volumes nos é apresentado por Colleen McCullough. Fruto de um excepcional trabalho de pesquisa, todo o ambiente histórico, quer se trate da forma de organização política, económica ou social, ou de simples estratégias de poder, é retratado com o rigor e o talento que caracteriza uma grande autora.

Wow.
Wow.
Ok, agora já posso continuar.

Acabei mesmo agora de ler Coroa de Erva e não consigo deixar de sentir que demorei anos. Aliás, quando reflicto sobre todos os acontecimentos do livro, questiono-me quantos livros realmente li, se um ou dez.
Colleen volta a fazer um trabalho extraordinário. Aliás, um trabalho muito, muito melhor do que o do primeiro volume.
Agora que a escritora não se tem de preocupar em introduzir-nos a este mundo romano e às suas regras e a tudo aquilo que, se fôssemos romanos, daríamos como garantido e como pilares da sociedade, pode finalmente dedicar-se a desenvolver as suas personagens no tom certo.

Mais uma vez, o livro abrange anos de história Romana. Os acontecimentos que ocorrem neste livro são tantos que dá mesmo a impressão que lemos mais do que um livro! Fico boquiaberto ao reflectir em tudo o que Colleen nos conta!

Há muito tempo que não ficava acordado a ler pela noite fora. Há muito tempo que não resistia a andar com o livro no meio da rua. É mesmo demasiado cativante para ser posto de parte. Colleen tem uma escrita belíssima e dificilmente não queremos saber o que vem a seguir. As coisas que ocorrem são tantas, e são sucedidas por tão novos e cativantes tramas, que é impossível não querer avançar algumas páginas e descobrir o que vai acontecer.

Por outro lado, é um livro muito mais sério e triste do que o primeiro. Havia uma certa alegria, um sentimento de esperança e vitória, na leitura de O Primeiro Homem de Roma. Este segundo volume, contudo, é tudo menos vitorioso. Há personagens que amámos no primeiro livro que neste se tornam cruelmente implacáveis. Aqueles que nós aprendemos a amar neste livro acabam por morrer, deixando-nos com o coração pesado. Não há uma vitória romana, mas sim uma confusão de acontecimentos que apenas reforça a ideia do quão decadente a República se tornou. É um livro que, para quem consegue estabelecer um bom contacto com as suas personagens, se pode tornar muito deprimente.

Altamente recomendado. Mais do que altamente recomendado. Seja ou não amante da História Romana, não vejo como alguém não pode apreciar esta obra tão intensa. Uma obra para viver, literalmente, que nos transporta para aqueles anos tão conturbados.

Avanço imediatamente para o terceiro volume, Os Favoritos da Fortuna, onde espero encontrar a personagem que nos é introduzida neste segundo volume e que promete ser o novo protagonista da série: Júlio César.


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