Aaaah, a Feira do Livro...
Subir e descer o Parque Eduardo VII (umas boas vezes seguidas), carregar sacos de livros (faz-me sentir uma daquelas mulheres de "O Sexo e a Cidade" a percorrer a Quinta Avenida com sacos de roupa de marca), comer uma fartura (faz mal, mas é pela tradição)... Coisas que eu espero aproveitar por muito mais anos.
Infelizmente, gastar dinheiro está cada vez mais difícil. Não só por não ser ter, pois mesmo o que se tem custa estar a gastar. Mas eu acho que isso não é desculpa para sair de mãos vazias.
Os alfarrabistas vendem livros quase novos, de excelente qualidade literária, a 5 ou 10 euros. Apesar de não serem baratos, alguns livros não deixam de ter m Preço de Feira acessível, sobretudo os livros do dia. Enfim, é verdade que o dinheiro é pouco e os livros caros são muitos, mas com os alfarrabistas, os livros do dia e os descontos de algumas editoras (lembro-me de a Relógio d'Água e a Saída de Emergência, por exemplo, terem um espaço com livros bastante baratos), acho que ainda vale a pena.
Fui à procura de alguns livros específicos, mas poucos consegui comprar. Não consegui encontrar a maior parte dos livros da série "O Primeiro Homem de Roma" de Colleen McCullough. Numa série de sete livros, tenho os quatro primeiros. Se algum de vocês encontrar algum destes livros, se viverem perto de uma livraria que ainda os tenha, qualquer coisa, seja onde for, Lisboa Porto ou Freixo de Espada à Cinta... Por favor contactem-me.
Giro giro é eu andar aqui maluco à procura de livros de uma série que já não se vende e, vejam só, decido comprar os livros do Ciclo Pendragon, que já agora é uma série de 5 livros que também não se encontram facilmente por aí. Comprei os primeiros três (a trilogia original).
Também arrisquei a comprar, por 1 euro apenas, alguns livros da saga de dragões de Anne McCaffrey. Já ouvi maravilhas sobre estes livros e pareceu-me uma boa oportunidade!
Este ano, sem dúvida, abusei um pouco mais do que o ano passado (aliás, não me lembro de comprar nenhum livro sequer). Sobretudo nos alfarrabistas, sempre aproveitando os preços mais baixos, saí de lá com a biblioteca bastante reabastecida (apesar de ultimamente não conseguir ler quase nada).
As compras foram, sem dúvida, fantásticas. A Feira em si é que me continua a confundir: todos os anos dizem que vão fazer grandes alterações, que vai haver novidades e que vai adquirir um novo formato... E no entanto todos os anos é igual à edição anterior. Não compreendo bem.