sexta-feira, 22 de maio de 2009

Feira do Livro e mais aquisições!

Oh bem, eu sei o que é que vocês estão a pensar: a Feira do Livro já acabou há uma semana...

Respondo: bem sei, a verdade é que não tenho muito tempo para organizar muitos postes, e portanto decidi publicar primeiro a opinião prioritária do livro de Junot Díaz.

(fonte indicada na foto)

Ficam hoje, portanto, com as aquisições da Feira e algumas que entretanto também apareceram (e é com assombro que reparei: em três semanas a quantidade de livros que entrou cá em casa é estonteante! E sem contar com os da revista Sábado!).

Os livros que adquiri na Feira do Livro foram:


Um livro que procurava há já bastante tempo... E não é que aparece a 5€ num alfarrabista? Foi logo!


Sim, comprei este e Follett autografou-me todos os livros dele editados pela Presença! Estava mesmo nervoso...


Queria tanto experimentar esta autora! Principal razão pela aquisição: era livro do dia.


Mais cedo ou mais tarde ia começar a adquirir esta série... E na compra do livro do dia na Difel podíamos comprar outro com o mesmo desconto!


Eu sei: muitas pessoas preferiam que tivesse comprado "Os Leões de Al-Rassan"... Mas vi estes livros e foi como que um impulso. Pelo menos fica a promessa de ler Guy Gavriel Kay muito em breve! =)


Mais uma vez, os alfarrabistas têm bons e baratos livros! E como queria continuar a adquirir a série de Avalon...
(para o ano vou só a alfarrabistas, pode ser que compre ainda mais *rofl*)


Que vontade de ler já este livro!!! Quero ler pelo menos um livro de Orwell por ano!


Eu sei que não sugeriste propriamente Iceman, mas tu a falares dele inspirou-me (adorei falar contigo pessoalmente =D). Portanto, aposto que me fizeste comprar um grande livro e um que vou adorar!


O sexto livro da saga "As Crónicas de Allaryia"! Vamos a ver o que nos reserva... Confesso que estou bastante curioso, embora esta não seja uma saga que me agarre por completo, por várias e determinadas razões. Ah, e também está autografado e dedicado!!


Isto porque já tinha adquirido o segundo volume e queria começar a ler a saga!
Tanto Sandra Carvalho como Filipe Faria me assinaram dedicadamente os livros, e tive a oportunidade de conversar BASTANTE com ambos! Felizmente, temos estes autores portugueses que se dedicam aos seus leitores e que não se importam de gastar meia hora a conversar com um! (a bicha para Sandra Carvalho era grande porque ela demorava-se a conversar, mas sinceramente achei mesmo muito positiva essa atitude!!!).

Entretanto, outros livros, que não adquiri na Feira, se juntaram a esta já grande pilha... Eles são:


Obrigado Catarina! Foste a simpatia em pessoa e a dedicação... Em breve lerei o livro! E adorei poder falar contigo pessoalmente, ouvir as tuas palavras pessoalmente é único ;) Espero que em breve haja novo encontro!


Já estou ansioso por conhecer este clássico! As várias histórias de que é composto parecem fascinantes! É o que vale ter uma professora com tantas referências...

E pronto... São estas as minhas aquisições. Sim, estou abismado: não tenho tempo para tudo isto!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz


Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e as idades. E os seus heróis perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.

Vencedor do
Pulitzer Prize for Fiction 2008

"Parece destinado a ser o primeiro romance mais falado do ano." - Scott Timberg, exclusivo
PÚBLICO

Finalmente, acabei o livro.
Peço desculpa pelo atraso, mas a escola não perdoa...
De qualquer maneira, avançando para a crítica propriamente dita:

Um livro mordaz!

Este é daqueles livros que lemos sem grande expectativa, e que nos assaltam a cabeça no seu tom bem-disposto e com a sua escrita única.

Para começar, a capa não me chamou a atenção. A sinopse ainda menos.
Sinceramente, nada indicava que esta fosse uma leitura que se destacasse.
Bem, só posso dizer que adorei! O livro está excelente!

Não é apenas a breve vida de Oscar Wao que conhecemos: é sim a história de 3 gerações, e várias personagens perseguidas pelo que parece ser uma maldição: o fukú. E o que é o fukú? Terão de ler para perceber, mas como não podia deixar de ser num livro deste género e que ganhou o Pulitzer, essa maldição nada mais é do que a perseguição de uma sociedade... Em especial atenção para Trujillo, o grande ditador da República Dominicana.

Não se pode dizer que seja dotado de uma história diferente. No entanto, é sem dúvida um estilo de escrita bastante próprio: descontraído, bem-disposto e que muito facilmente agarra o leitor. Díaz impressionou-me, pois consegue chamar a atenção do leitor sem o cansar!

Quanto às personagens, essas são únicas, e principalmente Oscar Wao é um já "amigo". Um jovem obeso, dominicano, que nunca beijou uma rapariga (o seu maior pesar) e que sonha ser o Tolkien desta geração! É um viciado em Ficção-Científica, e as inúmeras referências ao Senhor dos Anéis e outros livros de fantástico fizeram com que ficasse ainda mais agradado.
Pessoalmente, não creio que possamos falar de cada uma das personagens sem falar da sociedade que as rodeia. Porque todos os caminhos que percorrem na vida tropeçam sem intenção na História dominicana e nas características dessa sociedade, e essa caracterização é, sem dúvida, uma das metas do livro. As condições durante a era de Trujillo, durante a ditadura, nos Estados Unidos da América e até aos dias de hoje, é o que dita o destino das personagens e isso nota-se ao longo das gerações.

Recomendo sem reservas e adorei!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ken Follett em Portugal!!!!!!!!!



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

MAL POSSO ACREDITAR!!!!!

A questão é esta: segundo os meus cálculos (e embora continue a insistir que não gosto nada de fazer Top's), os meus livros preferidos são: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien e Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Para muita pena minha, Orwell e Tolkien já faleceram...

Mas Follett não!!!!

E melhor, ele vem cá a Portugal!!! Estou frenético com esta novidade!!!

No dia 16 de Maio, ele vai estar na Feira do Livro de Lisboa, a partir das 15h30...
Acho que vou levar todos os livros que tenho dele!!

Mal acredito que tenho a oportunidade de estar frente a frente com quem criou as personagens que tanto me apaixonaram!

AAAAAAHHHH!!!!!

(as compras na Feira vão ser, certamente, direccionadas para as restantes obras dele!!!)

sábado, 2 de maio de 2009

Slumdog Millionaire e "A Vida Nova"... Sim!



Senhores e senhoras, fiz algo que não queria fazer:
Vi o filme primeiro que o livro.

Porque vi então o filme? Foi a ocasião, tinha a oportunidade de vê-lo e não podia desperdiçar.

No entanto, não me arrependi, e estou já ansioso por começar o livro!
Espero que o trailer vos aguce o apetite, porque a minha opinião sincera do filme é...

ADOREI!!!

Espectacular, uma explosão de energia realmente! É um filme bastante bonito, com uma banda sonora vibrante, com imagens imperdíveis.

E o melhor é que a maneira como ele responde é genial. O filme reflecte uma filosofia da vida, do Tempo, bastante interessante!

Não quero adiantar muitas informações, já que quero que vejam o filme com a mente totalmente aberta. Este filme transmite uma essência maravilhosa, que nos faz olhar duas vezes para a nossa vida, que nos faz viver intensamente cada bocadinho. Adorei e... Força, vão vê-lo, vale a pena! Não percam este vencedor!

Curiosamente, a filosofia de "Quem Quer Ser Bilionário" não é novidade para mim.
Aliás, antes de ver o filme, eu já acreditava nessa filosofia!

E sabem donde?
De A VIDA NOVA, de Orhan Pamuk!
Sim, tudo se encaixa... Sim, o passado e o futuro estão intimamente ligados, de uma maneira que nos impressionará.

Meus caros, leiam o livro "A Vida Nova" de Orhan Pamuk, vejam o filme "Quem Quer Ser Bilionário"... E deixem-se levar. E acreditem na vida e no quão fantástica ela pode ser. Está escrito.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bons Sonhos, Meu Amor, de Dorothy Koomson


SÓ OS CORAJOSOS SE ATREVEM A AMAR

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo.
Ela deve-lhe a vida.
Mas o verdadeiro teste à amizade de ambos surge quando ele lhe pede que dê à luz o filho dele.
Apesar de saber que corre o risco de destruir a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque Steph, a mulher dele, mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, arruinando a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos, está gravemente doente. E Nova quer que Mal o conheça antes que seja tarde demais.
Na tragédia descobrirão, finalmente, o quanto significam um para o outro.

Sobre A Filha da Minha Melhor Amiga

"A Filha da Minha Melhor Amiga é uma curiosa revelação, que exige muita reflexão, até que todas as peças do enredo se encaixem."
The Times (NZ)

"Não consegui parar de rir e chorar, desde a primeira página. Dorothy Koomson aborda questões da maturidade: a amizade, a morte, a traição e o perdão - uma leitura comovente." Adele Parks

Este foi o primeiro livro que li da autora.
Desde que saiu A Filha da Minha Melhor Amiga que queria ler algo desta autora... Boa notícia: vale a pena.

É um romance sobre a amizade, a maternidade, a traição, o amor. Temas já bases. Mas tudo isto resulta num produto bastante emotivo, que nos deixa a suspirar pelas personagens. Por isso mesmo, gostei muito de lê-lo.

A sinopse engana um pouco... Sinceramente, acho que este livro tem muito mais qualidade do que a sinopse mostra! A acção não se estabelece num único fio condutor, vai-se encadeando: de capítulo para capítulo pode mudar o espaço, a personagem que nos desabafa ou a época. Pode parecer confuso, mas não é, é até bastante interessante, e dá à obra um outro brilho, mais literário.

Acho que todos nós sabemos o que é uma grande amizade. Até onde estaríamos dispostos a ir por esses grandes amigos? Qual é o valor da amizade quando o(a) nosso(a) melhor amigo(a) nos pede algo que ultrapassa o sentimento, mas toca no que nós somos? Arriscaríamos a vida por amor?
Este livro fala sobre isso. Uma forte amizade que é posta à prova quando Mal pede à sua melhor amiga, Nova, que seja "barriga de aluguer" do seu filho e da sua mulher, Steph. Mas, entretanto, o significado do passado das três personagens e o seu presente vão de tal modo ser catastróficos que, oito anos mais tarde, Nova está a criar Leo, o seu filho. Leo está gravemente doente, e Nova não fala com Mal há oito anos. Conseguirão vencer um passado para abarcar o presente e o futuro de braços abertos?

Há aqueles livros bastante emotivos, mas cuja emoção vem em picos: lemos uma página, na seguinte há uma torrente de emoção que nos deita abaixo, as coisas acalmam e algumas páginas à frente voltamos a sentir essa torrente!
Neste livro, não é bem assim. É mais uma linha recta: ao longo de todas as páginas, o nível de emoção mantém-se linear, constante, sem picos mas sim sempre à mesma altura. Como se uma nuvem de emoção cercasse todo o livro. Não nos sentimos emocionados de vez em quando, mas sim constantemente ao longo das páginas. Só tenho pena que este livro seja, muitas vezes, bastante triste e deprimente. Aliás, pessoalmente, este livro perde MUITO por ser tão triste. Esperava que fosse algo mais inspirador, mais alegre. Mas também há, com certeza, momentos desses, embora um pouco mais pontuais.

Uma boa leitura, emotiva, romântica, e mais um caso da vida. É isso mesmo, um caso da vida, mas posto nas mãos de quem me parece ser uma excelente escritora, tornando assim esta bonita história num livro que emocionará o ser provido de sentimentos. Pronto, demasiado triste e deprimente, mas ainda assim emotiva.

Quem também lê