terça-feira, 21 de outubro de 2008

A estante do leitor volta a encher!:



"Um Mundo Sem Fim" veio afinal mais cedo do que pensava! E os dois volumes! Um grande obrigado à Djamb!!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Novo romance de José Rodrigues dos Santos



Para mim, é um a não perder! Estou com esperanças de ir a esta sessão, para ter o livro e mais um autógrafo =))

A Vida num Sopro é um "romance para compreender o Século XX português. Um thriller histórico surpreendente que traz o grande romance de volta às letras portuguesas".
Quando publicaram "A Filha do Capitão", também referiram que "o grande romance [estava] de volta às letras portuguesas". Pelo que estou muito confiante que vou adorar este novo livro! Já sabem, dia 25 de Outubro, no CC Vasco da Gama, José Rodrigues dos Santos volta às livrarias!

(ah, e já agora, já referi neste blog o lançamento, mas relembro que "O Jogo do Anjo" de Carlos Ruiz Zafón está à venda!)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A Metamorfose, de Franz Kafka

Franz Kafka nasceu em Praga (Checoslováquia), em 1883, e levou na sua cidade natal uma existência medíocre de apagado burocrata, até vir a morrer, em 1924, no sanatório de Kierling, próximo de Viena.
Os fragmentos da sua obra que publicou em vida não conheceram qualquer assomo de êxito, e nada deixava supor a importância que viria a adquirir na literatura universal.
Se não foram os cuidados do seu amigo Marx Brod, que assegurou a publicação póstuma dos seus livros, o mundo não teria conhecido um dos maiores escritores de língua alemã deste século.
No seu espólio literário destacam-se
In der Strafkolonie, Ein Prozess, Das Schloss, Amerika, além de A Metamorfose (Die Verwandlung), que apresentamos.
O que mais impressiona nos escritos de Kafka e está bem patente nesta obra é o desespero do homem perante o absurdo do mundo. Neste aspecto, o nome de Kafka situa-sem em pleno direito entre os das mais privilegiadas testemunhas do nosso tempo.
Além de
A Metamorfose, o presente volume inclui ainda O Novo Advogado e Um Médico de Aldeia.


Este é um livro muitíssimo pequenino, que num dia se lê num fôlego.
Literalmente num fôlego.
É uma pequena GRANDE obra.

Acabei o livro e olhei para ele fixamente, como se tentasse desvendar os seus pensamentos. E fiquei espantado ao aperceber-me da excelente e grande obra que tinha na minha frente. É preciso sairmos das suas páginas para assim repararmos, pois somos presos por uma história algo simples, de leitura e escrita muitíssimo acessíveis, mas de uma mensagem e parábola que parece demasiado grande para caber neste livro.

Até esperava um tipo de escrita muito mais difícil de se ler, mas incrivelmente é muito fácil. Ainda mais impressionante, enche-nos a cabeça como se fosse mesmo difícil.

A primeira frase é logo uma espécie de entrada abrupta: "Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco insecto.". Pensem por vocês e decidam-se em ler este livro!

Ao longo de um conto sem grandes sobressaltos, mas cativante, li o fim da narrativa com profunda admiração. E acabei o livro com muita vontade de ler mais de Kafka, preciso de mais.

Como já disse, é uma autêntica parábola à condição do homem, à sua vida de sobrevivência, por vezes demasiado desgastante e pouco frutífera, e Gregor vai das preocupações físicas aprofundando-se nas reflexões psicológicas, passando por vários tipos de alterações. Consegue fazer vir ao de cima sentimentos que vão tocar o leitor, principalmente com o fim genial.

A metamorfose vai além do homem transformado em insecto, afecta a mente e todos os que o rodeiam. O desespero, o absurdo (visível na primeira frase), tudo conduz a uma análise ao comportamento humano. E o insecto é apenas uma desculpa dispensável.

Uma obra que merece a atenção de todos. Vale muito, muito a pena gastar um dia a ler este conto, e entretanto os dois suplementares que se revelaram, na minha opinião, muito mais difíceis de se ler e com uma análise mais complicada, mas também tendo em conta que são ainda mais pequenos!
Espero que se decidam em ler este autor, porque um livro basta para saber que vale a pena ;)

domingo, 12 de outubro de 2008

Crepúsculo, de Stephenie Meyer

Em três pontos, eu estava absolutamente segura.

Em primeiro lugar, Edward era um vampiro.

Em segundo lugar, uma parte dele - e eu não sabia qual era o poder dessa parte - ansiava pelo meu sangue.

Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Bestseller do
New York Times
Melhor Livro do Ano do Publishers Weekly
"Best Book of the Decade... So Far" da Amazon



"Impulsionado por suspense e romance em igual medida, [esta história] fará com que os leitores voltem freneticamente as páginas desta viciante estreia de Meyer."
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Publishers Weekly (crítica em destaque)



"O factor-perigo do romance dispara à medida que a adrenalina de um amor secreto e de um afecto calado se transforma numa corrida aterradora para a sobrevivência..."
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School Library Journal (crítica em destaque)



"Na tradição de Anne Rice... este romance é fascinante."
-
Booklist (crítica em destaque)



Desde que o livro saiu, ou seja há algum tempo, que se tem mantido na minha lista de desejos. Graças à Canochinha e ao BookMooch, veio parar às minhas mãos mais cedo do que poderia ter sido...

Este livro inicia a saga de "Luz e Escuridão", que tem sido alvo de muitos opiniões diferentes: uns gostam, outros não, uns começam a gostar mas quando chegam ao fim dos quatro livros querem matar a autora. Enfim, devem ser gostos!

Mas vamos deixar de lado os outros livros, porque este é o primeiro, o original, e donde surge toda a ideia.
Depois de muitos comentários, o meu não podia ser mais directo: amei.

Desde o princípio que me apaixonei pelo romance entre Bella e Edward. Quão bonito é? Emocionante à medida que avançamos nas páginas, que se tornam viciantes! Custou-me largar o livro.
Ao fim e ao cabo, e contrariando algumas pessoas, esta é uma história de vampiros. E chega uma certa altura que se torna algo arrepiante... Mas, confirmando os "rumores", é em grande plano uma história de amor. Não ganhem expectativas ao pensar que se reflecte maioritariamente nos vampiros, mas sim numa história de amor entre pessoas completamente diferentes, e que por isso vão ficar obcecados um pelo outro!

Uma pequena análise: a capa não é um espanto? É que é tão singular que nos faz pensar: "o que será aquilo"? Deixo a pequena curiosidade (e fácil de analisar) no ar, na esperança que leiam o livro!

Porque eu acho que este livro deve estar nas nossas estantes. "Crepúsculo" é adorável, tem um encanto próprio. Compreende-se porque é que já é um fenómeno, principalmente nos EUA!

De facto, é uma leitura adorável e viciante. Mas muito repetitiva. E sabem porque é que é muito repetitivo? Porque é muito lamechas.
Muita, muita lamechice quando ultrapassamos metade do livro. Confesso que, embora continue a adorar o livro, essa lamechice é mesmo extrema! Incrível como o amor de Bella por um vampiro a tornou tão obcecada! É de tal modo obsessivo que se torna demasiado! O que me leva, por vezes, a pensar que a autora se perdeu um pouco pelo meio... Mas...

No fim é pura emoção. Uma descarga de ritmo.

Vale a pena, é uma excelente ideia que a autora (para mim, suficientemente original) teve e estou ansioso por ler o resto da saga. É viciante. E foi capaz de me impressionar, à medida que ia lendo, cativa de tal modo que cheguei ao fim com um suspiro, a ansiar!
Este "amor" que ganhei pelo livro é, atenção, muito "solto", se é que me justiça, compreendem. É fácil apaixonarmos pelo livro, mas é fácil esse "amor" acabar! Porque é uma sensação muito presente mas flutuante, leve, e basta um pequeno desvio da autora para que esta boa sensação vá por água abaixo.

E, já agora, acredito que as "meninas" ainda gostam mais desta saga ;) Além de que é contada a partir do ponto de vista da protagonista feminina, Edward é o rapaz perfeito. É engraçado ler a mente de Bella, embora resumidamente conclua que ganha uma obsessão extrema por Edward, mas deve ser normal =P
E é, visivelmente, um livro virado para "young adult". Mas não creio que apenas os adolescentes gostem deste livro, portanto quem é céptico e pensa que já não está na idade de ler o livro, pense duas vezes se faz favor!

Leiam. Pelo menos este. Eu achei adorável e espero ler os restantes em breve! E depois deste grande poste sinto que não disse metade do que podia dizer! Digam de vossa justiça, será mais fácil analisar!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O prémio Nobel (ou mais um autor pouco conhecido...)


Jean-Marie Gustave Le Clézio

Não conhecem?

Eu não.

Mas parece-me que um prémio Nobel só depois de o receber é que se torna afamado. Por um lado é bom, novos autores livros por conhecer... Mas nunca deixo de sentir uma pontada de desilusão quando é um autor que não conheço e quando não temos a oportunidade de adivinhar...

De qualquer maneira, alguém já leu algum livro do autor? Têm alguma opinião?

Aqui podem encontrar mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Marie_Gustave_Le_Cl%C3%A9zio (em inglês, mas na barra lateral podem mudar para Português ;) )
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345433&idCanal=14 (a notícia no Público... E alguns comentários!)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Olhó senhor carteiro!

O que é que traz para mim?

=O

=DDD



Ah, e já vou começar a lê-lo!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Jogo do Anjo na Fnac Online...

Em primeiro lugar, é verdade, o novo livro de Carlos Ruiz Zafón, autor de "A Sombra do Vento", vai chegar até nós dia 15 de Outubro!!!



A Fnac Online está a fazer uma promoção de pré-lançamento: reservem o vosso exemplar já, com portes grátis, e recebam uma capa ilustrada para acomodar os dois livros de Zafón! Aqui.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

"Na próxima vez que queira salvar um livro, não jogue a sua vida.... Levá-lo-à a um lugar secreto onde os livros nunca morrem e onde ninguém os pode destruir".

sábado, 4 de outubro de 2008

A Mancha Humana, de Philip Roth

Durante o turbulento Verão do escândalo Lewinsky, Coleman Silk, decano universitário, vê como a sua reputação e a sua carreira são arruinadas por proferir uma expressão pouco afortunada num momento inoportuno. Como numa nova caça às bruxas, a febre do politicamente correcto desata consequências devastadoras. Mas a verdade sobre Coleman não é a escandalosa relação que mantém com a misteriosa Faunia, que tem menos de metade da sua idade, nem o seu alegado racismo e misoginia, mas um segredo que não conhecem nem a sua mulher, nem os seus quatro filhos, nem os seus colegas, nem os seus amigos. Coleman ver-se-á forçado a mostrar a sua autêntica identidade antes que seja tarde demais...

Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jersey, em 1933. É um dos autores contemporâneos mais galardoados: dois dos seus romances ganharam o National Book Award; outros dois foram finalistas, dois ganharam o prémio do National Book Critics Circle, e outros dois foram finalistas. Obteve igualmente o Pulitzer e dois prémios PEN Club.
A Mancha Humana (2001) é uma das suas obras-mestras. Outros títulos destacados são Complexo de Portnoy, Património, Teatro de Sabbath, O Animal Moribundo, Pastoral Americana, Casei com um Comunista, A Conspiração contra a América e Todo-o-mundo.
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Infelizmente, a partir de agora é bem provável que as leituras avancem a passo de caracol. É que a escola não perdoa...
No entanto, isso não quer dizer que não se leia! Deus nos livre!

Sobre "A Mancha Humana"...

Um livro notável.

Comecei a lê-lo desanimado, desmotivado, porque realmente a minha última leitura não me agradou tanto... =/ Aliás, antes de começar a ler qualquer livro que fosse (e a vontade era pouca...), perguntei a outras pessoas que livros me aconselhavam. O primeiro que disseram foi o primeiro que peguei. Não esperava nem demasiado deste livro nem pouco. Simplesmente mantinha a expectativa mediana, e se não tivessem dito para o ler, não leria tão cedo.
Mas li. E simplesmente adorei.

Basicamente, este livro contrói as personagens, por isso praticamente o enredo é simples, não há grande acção, acaba por ser a descrição da vida dessas personagens e do seu desenvolvimento, mas sinceramente está excelente ;)
Quando me agarrava o livro, nunca me apetecia parar. Curiosamente, nem achei a escrita difícil, li muito bem o livro, e achei tão notável que fiquei cativado.

Tendo como começo uma acusação de racismo, passamos a ler sobre a vida de meia dúzia de pessoas que poderão ser aqueles que passam ao nosso lado na rua, mas que aqui tomam proporções que apenas uma grande obra nos pode dar. Fala sobre raça, sobre polémicas, política, escândalos que ocorreram nesse ano (com o presidente Clinton, como deve ser do conhecimento de vós), a guerra do Vietname, mas alarga-se desses temas da nossa actualidade para algo mais profundo, discutindo sobre as vidas de cada pessoa, os rastos que deixamos, as escolhas que fazemos, os crimes da nossa mente e que nos hão de torturar até que haja uma purificação... Algo tão simples como frágil, que vem para chocar mas que vai como o vento, até nunca mais voltar.

Adorei o livro. Fiquei preso às imagens que me transmitiu. Basta dizer: a última página descreve uma imagem tão simples mas tão bela e simbólica, depois de uma obra de tão alto teor, que me apercebi de que fiquei preso ao livro, mesmo depois de o ter acabado de ler! Altamente recomendável.

Aqui está o segundo volume...



Tenho estado ausente, bem sei, compreendam que se trata da escola... Não tenho muito tempo para postar alguma coisa, mas hei-de sempre arranjar alguma coisa!

Entretanto, saiu o segundo volume de "Um Mundo Sem Fim"! Imaginem que esta é a melhor pior notícia que podia receber, porque neste momento é quase que impossível comprar os dois (muito caro!). Entretanto, um pequeno presente vem a caminho... ;)

Quem também lê