Mais um livro. Depois de "Dead as a Doornail" pensei em interromper a leitura da série e intercalar com um livro completamente diferente. No entanto, ainda que o volume anterior não me tenha agarrado tanto quanto os outros, não me tirou a vontade de continuar a ler esta série deliciosa. Peguei assim neste sexto volume, desta vez sem as expectativas que se criaram nos primeiros livros.
Para quem já se afirma fã da série, como eu, vai mais uma vez gostar muito deste livro. Aliás, é possível que vá gostar ainda mais, pois este "Traição de Sangue" (como está traduzido em Portugal) tem muitas surpresas e novidades em relação às personagens principais, quando pensávamos que sabíamos quase tudo sobre elas...
Ainda assim, não foi este livro que me fez suspirar de novo, como bem sei que a autora é capaz de fazer. Infelizmente fiquei demasiado agarrado à história do quarto livro, enquanto Harris decidiu deixar alguns desses assuntos um pouco pendurados ou referi-los de vez em quando, mas não com a mesma intensidade. Há alturas em que só queremos ler aquilo, só queremos um curso na história, mesmo que se gaste rapidamente (daí que compreenda o que a autora está a fazer). Para mim, essa é uma daquelas alturas.
Mais uma vez, as personagens secundárias que a autora nos apresenta, com especial destaque neste volume para a Rainha, são talvez o ponto mais forte do livro. Também gostei bastante que o foco se tenha direccionado de novo para a sociedade vampírica, ao contrário do livro anterior.
Por outro lado, pareceu-me que este livro demorou algum tempo a começar. A história central passa por Sookie ir até Nova Orleães reunir os pertences da sua falecida prima, que se tinha tornado uma vampira. Mas, como é típico nestes livros, essa é apenas uma pequena parte da história. Senti contudo que neste livro não existiu sequer esse tema central, acabando por se perder por todos os outros assuntos secundários (a nova relação de Sookie não é de todo má, mas depois de ler "o tal" quarto livro não era o que queria... E o que me mais me agarrou neste livro foi precisamente o aparecimento da família de Debbie, uma metamorfa que deu muitos problemas a Sookie... No quarto livro!). Quanto aos mistérios, que no fim acabam sempre por ser resolvidos, continuam a despertar a atenção do leitor, embora ache que a autora já tenha conseguido melhor.
Sinto que já passei pelo auge da série. Já assistimos a um clímax. Agora, estamos a atravessar uma nova fase. Resta-nos continuar a ler e esperar por um segundo clímax, pelo auge desta parte da série, que acredito que seja daqui a dois/três livros. Mais uma vez, apesar de tudo acabei de ler com vontade de continuar, por pura curiosidade, até que a autora decida escrever sobre aquilo que quero ler. No entanto, decidi interromper por aqui a minha leitura. Talvez ler os livros desta maneira seguidos não seja também a melhor solução. Voltarei a pegar quando me sentir pronto.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Dead as a Doornail, de Charlaine Harris
Depois do incrível quarto livro, segui imediatamente para o próximo, conhecido em Portugal por "Sangue Furtivo". Se o último deixou-me a querer devorar a série, este acalmou um pouco essa fome...
Os acontecimentos de "Dead to the World" foram tantos e tão importantes que, se por um lado promete muito que falar nos próximos livros, marca o fim de um ciclo desta série. Muita coisa mudou na situação de cada um. Portanto, fui para este livro ansioso por uma continuação de "Dead to the World", mas como já devia ter previsto encontrei sim um novo livro, uma nova história e apenas uma linha de história secundária que remete aos acontecimentos anteriores.
Como Harris já andava a prometer, desta vez o mundo vampírico perde bastante o destaque e entramos em contacto com a sociedade dos lobisomens. Se nos livros anteriores sempre me vi interessado, não gostei de ver o mundo desses seres sobrenaturais estar em primeiro plano. Os vampiros são negros e misteriosos o suficiente para não perderem o protagonismo. Ainda assim, continuo a louvar a mestria com que a autora desenvolve estas comunidades no nosso mundo, tornando-as tão reais.
É um livro muito bom para quem já é fã da série, mas para mim não é tão bom quanto os anteriores. Comparado com os maravilhosos enredos dos livros anteriores, este é um decréscimo visível. Algumas linhas da história já começam a parecer ir buscar uma fórmula que estamos cansados de ver. Não gostei da resolução dos mistérios (parece que são sempre as mesmas pessoas e desta vez pareceu mais rebuscado do que devia). Pela primeira vez, senti-me algo exasperado pela atitude da Sookie, a protagonista. Estar descomprometida tem os seus inconvenientes. No seu caso, torna-a algo mais... Instável. Não é um livro que avance muito na história, ainda que nos apresente mais terreno no mundo sobrenatural. Em conclusão, é um rescaldo dos livros anteriores, especialmente do imediatamente antes. Continua a vontade de prosseguir, mas já percebi que enquanto a autora não voltar a pegar nos mesmos elementos de "Dead to the World", não vou sentir a mesma coisa.
Os acontecimentos de "Dead to the World" foram tantos e tão importantes que, se por um lado promete muito que falar nos próximos livros, marca o fim de um ciclo desta série. Muita coisa mudou na situação de cada um. Portanto, fui para este livro ansioso por uma continuação de "Dead to the World", mas como já devia ter previsto encontrei sim um novo livro, uma nova história e apenas uma linha de história secundária que remete aos acontecimentos anteriores.
Como Harris já andava a prometer, desta vez o mundo vampírico perde bastante o destaque e entramos em contacto com a sociedade dos lobisomens. Se nos livros anteriores sempre me vi interessado, não gostei de ver o mundo desses seres sobrenaturais estar em primeiro plano. Os vampiros são negros e misteriosos o suficiente para não perderem o protagonismo. Ainda assim, continuo a louvar a mestria com que a autora desenvolve estas comunidades no nosso mundo, tornando-as tão reais.
É um livro muito bom para quem já é fã da série, mas para mim não é tão bom quanto os anteriores. Comparado com os maravilhosos enredos dos livros anteriores, este é um decréscimo visível. Algumas linhas da história já começam a parecer ir buscar uma fórmula que estamos cansados de ver. Não gostei da resolução dos mistérios (parece que são sempre as mesmas pessoas e desta vez pareceu mais rebuscado do que devia). Pela primeira vez, senti-me algo exasperado pela atitude da Sookie, a protagonista. Estar descomprometida tem os seus inconvenientes. No seu caso, torna-a algo mais... Instável. Não é um livro que avance muito na história, ainda que nos apresente mais terreno no mundo sobrenatural. Em conclusão, é um rescaldo dos livros anteriores, especialmente do imediatamente antes. Continua a vontade de prosseguir, mas já percebi que enquanto a autora não voltar a pegar nos mesmos elementos de "Dead to the World", não vou sentir a mesma coisa.
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