quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Balanço de leituras 2010

E já lá vai mais um ano.

Ao contrário dos anos anteriores, este foi um ano de poucas leituras.
Não há como contornar: para o tipo de leitor que sou, para o número de livros que tenho por ler, li poucos livros.
A verdade é que... Não foi sem o saber. Este ano foi, como sempre, um ano de estudos, mas cada vez mais estes me fazem ocupar o tempo. Quando acabo o dia não consigo ficar mais meia hora acordado na cama a ler (quando de madrugada tenho de me levantar de novo).
Também é verdade que os livros deixaram de ser uma prioridade para passar o tempo. Saio com muita frequência, fico fora de casa todo o dia, seja noutras actividades seja por simples deambulação. Acabo por não me dedicar à leitura como se calhar me apetece neste momento!
Por outro lado, decidi mesmo levar um ritmo calmo de leitura. Houve alguns momentos durante o ano em que não tive vontade de ler, e quando lia apreciava o livro de tal forma que acabava por ler devagarinho...

A lista de leituras fica aqui registada e convenientemente "classificada":

1 - Os Maias - Eça de Queirós :worship: (675 pp.)
2- A Guerra é Para os Velhos - John Scalzi :thumbup: (327 pp.)
3 - Eclipse - Stephenie Meyer :jump: (601 pp.)
4 - Rua dos Anjos - Vítor Burity da Silva :thumbdown: (77 pp.)
5 - O Amor Está no Ar - Dorothy Koomson :D (336 pp.)
6 - O Despertar das Trevas - Karen Chance :boring: (304 pp.)
7 - O Rapaz do Pijama às Riscas - John Boyne :w00t: (176 pp.)
8 - The Catcher in the Rye - J. D. Salinger :thumbup: (220 pp.)
9 - O Jardim dos Segredos - Kate Morton :D (549 pp.)
10 - Cordeiro - Christopher Moore :worship: (501 pp.)
11 - Crepúsculo: A Novela Gráfica, Volume 1 - Stephenie Meyer e Young Kim :) (244 pp.)
12 - Guerra Mundial Z - Max Brooks :victory: (396 pp.)
13 - A Floresta de Mãos e Dentes - Carrie Ryan :victory: (254 pp.)
14 - O Feiticeiro de Oz - L. Frank Baum :thumbup: (247 pp.)
15 - Servidão Humana - Somerset Maugham :worship: (703 pp.)
16 - Safari de Sangue - Deon Meyer :) (374 pp.)
17 O Labirinto dos Ossos - Rick Riordan :) (182 pp.)
18 - O Símbolo Perdido - Dan Brown :) (571 pp.)
19 - A Lança do Deserto - Peter V. Brett :frantics: (738 pp.)
20 - As Aventuras de Pinóquio - Carlo Collodi e ilustrações de Paula Rego :worship: (215 pp.)
21 - Memória de Elefante - António Lobo Antunes :w00t: (156 pp.)
22 - Os Prazeres do Amor - Jean Plaidy ^_^ (335 pp.)
23 - Nuvens e Labirintos - José Mário Silva :thumbup: (81 pp.)
24 - Uma Aventura na Amazónia - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada :) (236 pp.)
25 - Sob os Telhados de Paris - Henry Miller :w00t: (238 pp.)
26 - Diário de Uma Totó - Rachel Renée Russell :) (289 pp.)
27 - Hex Hall - Rachel Hawkins :D (240 pp.)
28 - O Exorcista - William Peter Blatty :reading: (344 pp.)
29 - Eternidade - Alyson Noel :D (286 pp.)
30 - Lua Azul - Alyson Noel :thumbup: (288 pp.)
31 - O Carteiro de Pablo Neruda - Antonio Skármeta :wub: (178 pp.)
32 - Cornos - Joe Hill :dan: ;) (422 pp.)


32 livros,  praticamente todos de autores diferentes. 10 783 páginas (se não me faltou nenhuma), numa média de 337 páginas por livro. Uma média de 30 páginas lidas por dia e de pouco menos de 3 livros por mês.

Com estes números, nem parece muito mau pois! Pensei depois eu que, com poucos livros, a probabilidade de fazer um top 10 com livros todos eles verdadeiramente marcantes seria difícil. Ainda assim, é com grande espanto que relembro livros que li na primeira metade do ano e reparo que ainda foram algumas grandes obras...

Portanto, aqui fica o meu top 10:

- Servidão Humana, de Somerset Maugham: uma edição linda, um livro enorme, um autor brilhante e uma história magnífica. Este foi o livro mais marcante deste ano e provavelmente um dos mais marcantes da minha vida. Finalmente, posso dizer: "Eu sou Philip Carey".
- A Lança do Deserto, de Peter V. Brett: se adorei o primeiro livro, com este fiquei apaixonado. Sem sombra de dúvida, do melhor da Literatura Fantástica. Absolutamente cativante. Tive a honra de conhecer o autor e de apresentar um pouco a sua vinda a Portugal na Fnac!!!! (um grande obrigado à Gailivro pelo convite, mais uma vez)
- Os Maias, de Eça de Queirós: há muito tempo que não lia algo de Eça e voltei a apaixonar-me. Acho que nunca um livro fez-me querer viver na época em que decorre... Nunca quis tanto ser aquelas personagens, e nunca um livro me fez quase chorar logo na página 100. Eça é genial, e está tudo dito.
- Cordeiro, de Christopher Moore: este é, sem sombra de dúvida, o meu novo mais querido escritor, do qual tenho vindo a ler alguma coisa e a cada livro me surpreende mais. Mas este ultrapassou os limites, é uma obra-prima se se atrever a isso! Adorei perdidamente, não só divertido mas inspirador. Este livro é uma leitura obrigatória.

- As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi com ilustrações de Paula Rego: este livro é a minha Bíblia. É uma edição inestimável, bem tratada, com ilustrações excelentes de Paula Rego, elas próprias uma interpretação da história, comentários às imagens, um posfácio de Calvino e, claro, a intemporal história de Collodi, que passou a ser o meu livro infantil preferido. Mais um de génio, um livro escrito sobretudo nas entre-linhas.
- Memória de Elefante, de António Lobo Antunes: contra todas as expectativas, este foi dos livros que mais me cativou, não só este ano, na minha vida! Nunca pensei que Lobo Antunes explorasse de tal forma temas tão profundas quanto a alma e conseguisse divagar como nesta obra faz. Bastante denso, melancólico, citadino, um livro cheio desse sentimento.
- Sob os Telhados de Paris, de Henry Miller: o primeiro livro de cariz sexual que leio e, sem vergonha digo, amei. Pode nem ser o seu melhor, mas Miller já é um dos escritores que mais me chama a atenção. Descobri que gosto mais de Literatura Erótica do que deveria.

- O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum: a par com "As Aventuras de Pinóquio", é mais um livro infantil que me deixou extasiado este ano. Para mim, este tem o estatuto que encontro com "O Principezinho": um livro que nos leva a viajar, que apresenta uma boa história e do qual podemos aprender tanta coisa, de tal maneira que podemos lê-lo constantemente e iremos sempre chegar a novas conclusões.
- O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skarmeta: um pequeno livro mas uma belíssima história de amor. Encantou-me, portanto claro que tem de ser dos 10 melhores do ano!
- Lua Azul, de Alyson Noel: para uma saga com expectativas bastante medianas, revelo-me bastante surpreendido! Vejo-me à espera da continuação da história com grande interesse, de tal maneira gostei. Uma boa leitura.

As decepções... Vão para o intragável Rua dos Anjos, de Vitor Burity da Silva, e o infelizmente que me aborreceu O Despertar das Trevas, de Karen Chance. Do primeiro livro acho que não há emenda, a escrita é confusa e o autor contradiz-se constantemente no que pretende ser uma conversa que no fim sabe a absolutamente nada. O segundo livro é uma pena, pois tem uma boa mitologia, e sinceramente em geral tem uma excelente história! Infelizmente, não acho que esteja desenvolvido da melhor maneira, para um primeiro livro de uma série sobretudo, e por muito bom que até fosse o enredo foi o livro que mais me tirou a vontade de ler mais o que quer que fosse este ano...

Concluindo, este foi um ano do qual se aproveitam muito boas leituras, algumas mais do que memoráveis!
Esperemos que para o ano o mesmo aconteça.

Bom ano 2010, com muita saúde, alegria, não só leituras mas tudo o que a vida terá para oferecer!!!!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vencedor do Concurso de Escrita "Que a Estante nos Caia Em Cima"

Parabéns ao João Rogaciano por vencer o concurso lançado pelo blogue Que a Estante nos Caia em Cima!

http://livrosimples.blogspot.com/2010/12/vencedor-do-concurso-de-escrita.html

Como me comprometi com os autores do blogue, aqui fica o texto vencedor:


O CARROSSEL


O recinto da feira fervilhava de vida. Os miúdos e graúdos atropelavam-se na ânsia de percorrerem todas as atracções: o labirinto; os carrosséis; os carrinhos-de-choque; a barraquinha de tiro ao alvo…

- Venham dar uma voltinha no carrossel!... Universo, o melhor carrossel deste recinto!! Meninos e meninas… - gritava o Sr. Humberto, o dono do carrossel Universo. – Estrelas, planetas, cometas, tudo a girar! Venham, meninos e meninas...

Nas bilheteiras do carrossel, onde o Sr. Pereira trocava o dinheiro por fichas, formava-se uma longa fila. Alguns putos, mais descarados, furavam a ordeira linha e passavam à frente dos outros.

Soava a forte campainha, que se fazia ouvir acima da balbúrdia da feira, anunciando que a volta tinha terminado. Os miúdos da próxima volta invadiam o carrossel, como feros índios, em pé-de-guerra, ao ataque. Contrariados, e literalmente expulsos pelos recém-chegados, os catraios da volta anterior saiam dos assentos. Alguns miúdos permaneciam nos seus lugares, segurando de forma visível, na sua mão, a ficha que lhes daria acesso à próxima volta e que evitaria a sua expulsão pelos índios invasores. Os índios ocupavam os lugares livres, soltando gritos de guerra a plenos pulmões. A campainha dava então três toques seguidos, sinal que o carrossel iria iniciar uma nova volta. O filho do Sr. Humberto, um adolescente com ar de fuinha, cabelo rapado, piercings nas sobrancelhas e brincos nas orelhas, dava a sua volta pelos assentos do carrossel e recebia, das mãos dos miúdos, a ficha que lhes permitia efectuar aquela viagem. Rudolfo - assim se chamava o fuinha dos piercings - aproveitava para espetar uns violentos pontapés nos assentos do carrossel. Nunca se percebeu bem porquê: se fazia isso por detestar o seu trabalho, se para assustar os barulhentos putos que ali seguiam na sua volta, ou se era simplesmente por pura maldade. Talvez pelo facto de ser obrigado a passar ali todos os dias da sua juventude, enquanto os outros adolescentes iam à escola e tinham a sua vida social. O fuinha era obrigado a trabalhar de manhã à noite. Se não estava a recolher fichas no carrossel, estava a desmontar o carrossel, a inspeccionar o carrossel, a montar o carrossel, o carrossel, o carrossel, …

Para além dos pontapés de Rudolfo, o carrossel também era atingido pela fúria dos miúdos, que se agarravam aos varões e os abanavam violentamente. Outros, gravavam na madeira dos assentos, as suas iniciais. Alguns, mais velhos, divertiam-se, grafitando os bancos do carrossel, pela calada da noite, quando a feira já tinha sido encerrada. Por vezes, os feirantes apanhavam os artistas e obrigavam-nos a limpar as obras de arte acabadas de fazer e aproveitavam para lhes dar uns sopapos.
E, o que devo eu pensar? Já acompanho este carrossel há cerca de vinte anos, quando o Sr. Humberto o comprou a um feirante espanhol e o remodelou, mudando-lhe o nome de “Los Animales Salvajes”1 para Universo e trocando os bancos com representações de animais - já muito carcomidos e partidos - por novos bancos que representavam estrelas, planetas, cometas, satélites, naves espaciais. A miríade de corpos espaciais foi feita por encomenda, por um carpinteiro amigo do Sr. Humberto.

A pintura ficou a cargo da D. Amélia, a esposa do dono do Universo. E que dotes de pintura a pobre senhora tinha – emprego esta expressão, porque a D. Amélia faleceu há dois anos, deixando todos nós mais pobres.

Mas dizia eu, que nasci há vinte anos, na figura de um belo planeta azul, decorado pela mão da D. Amélia. Aliás, a D. Amélia decorou todo o carrossel com tanta destreza e bom gosto, que eu me sentia extasiado ao ver em roda de mim todo aquele magnífico universo, limpo, bem-cheiroso, que girava, girava…

Já conheci muitos recintos de feiras, muitas pessoas, muitos miúdos. Mas deixem-vos dizer um segredo: quem vê um recinto de feira, vê todos. Quem vê a populaça de uma feira, vê todas. São todos iguais entre si. Corpos amorfos procurando um pouco de alegria artificial, nesta vida rotineira...

Agora, com tanta volta, com tanto barulho todas as noites, com o desmonta aqui, monta ali, os pontapés do fuinha, os grafiti, a sujidade que se acumula e se entranha por mim e pelos restantes corpos espaciais do Universo, sinto-me tão mal, tão agoniado que só me apetece sair daqui. Sair e ir para um local sossegado, relaxante. Longe desta extenuante rotina. Sem fuinhas, sem índios em pé-de-guerra, sem grafiti, sem poluição. Longe do rodopiante e enorme Universo. Gostaria de ingressar num Universo paralelo... Numa realidade alternativa... Tudo seria preferível à vida que levo!...

Apetece-me gritar. Gritar bem alto, acima do barulho da feira, acima da campainha do carrossel, para que todos possam ouvir:

- Sr. Humberto, fuinha, Sr. Pereira…Alguém...Sou eu, o planeta azul… Por favor, parem o Universo. Quero apear-me!

FIM
João Manuel da Silva Rogaciano
jrogaciano@gmail.com

domingo, 2 de janeiro de 2011

Cornos, de Joe Hill

Ignatius Perrish passou a noite embriagado e a fazer coisas terríveis.
Na manhã seguinte acordou com uma ressaca tremenda, uma dor de cabeça violenta... e um par de cornos a sair-lhe das têmporas.
No início Ig pensou que os cornos eram uma alucinação, fruto de uma mente danificada pela fúria e pelo desgosto. Passara um ano inteiro num purgatório solitário e privado depois da morte da sua amada, Merrin Williams, violada e assassinada em circunstâncias inexplicáveis. Um colapso mental teria sido a coisa mais natural do mundo. Mas nada havia de natural nos cornos, que eram bem reais.
Em tempos, o íntegro Ig usufruíra da vida dos bem-aventurados: nascido numa família privilegiada, segundo filho de um músico de renome e o irmão mais novo de uma estrela televisiva em ascensão, Ig tinha estabilidade, dinheiro e um lugar na comunidade. Ele tinha tudo isto e ainda mais: Merrin e um amor assente em fantasias partilhadas, audácia e a improvável magia do Verão.
Mas a morte de Merrin destruiu tudo. O único suspeito do crime, Ig nunca foi acusado ou julgado. Mas também nunca foi ilibado. No tribunal da opinião pública de Gideon, New Hampshire, Ig é e será sempre culpado. Nada que ele possa dizer ou fazer importa. Todos o abandonaram e parece que o próprio Deus também. Todos com excepção do demónio que está dentro de si... 
E, agora, Ig está possuído por um poder novo e terrível que condiz com o seu novo look assustador - um talento macabro que tenciona usar para descobrir o monstro que matou Merrin e que destruiu a sua vida. Ser bom e rezar para que tudo corresse bem não o levou a lado nenhum. Chegou a altura de pôr em prática uma pequena vingança... chegou a altura de o Diabo clamar o que lhe é devido...


"Cornos é demoniacamente bom... Hill é um escritor brilhante, com uma imaginação prodigiosa. Ele tem um talento especial para levar os leitores e as suas personagens até sítios muito estranhos." USA TODAY

Cornos é o último livro que leio em 2010. É uma boa despedida, pode-se dizer, mas não uma leitura capaz de marcar a data.
A sinopse diz tudo, e ainda que seja grande convido-vos a lê-la.

Trata-se de um bom livro. Inquestionável a qualidade que nos é apresentada: uma escrita bastante forte e sólida; uma imaginação prodigiosa; graficamente apelativo, ou seja que invoca imagens excepcionais. Sem dúvida, um bom livro. Não foi, contudo, uma leitura que me agarrasse a tempo inteiro, devido à maneira como o autor acabou por direccionar a sua narrativa.

Se tivermos em atenção alguns pormenores, facilmente conseguimos concluir a profunda relação que Hill transmite entre Deus, Diabo e Fé. Há imagens bastante fortes no livro que evocam esta "trindade" e que se debruçam sobre a realidade de cada um. É de louvar o trabalho profundo que Hill almeja, a evocação destes temas e a sua interpretação nesta história. Só por isso vale a pena "estudar" o livro. Não vai ser com a primeira leitura que conseguimos pensar nisto, mas sim quando damos por nós a pensar no livro ou a lê-lo uma segunda vez, com essa intenção. Realço uma cena em que Ig faz um "sermão às cobras": é esse tipo de passagens que são bem capazes de ficar para a história.

Fácil de acompanhar, ao longo do livro a tensão aumenta de uma maneira brutal. Não se trata de excitação mas sim de uma tensão que nos faz recear o que aí vem! Ainda assim, o que começa por ser uma narrativa bastante apelativa acaba por perder algum ânimo com a decisão do autor em relatar a juventude das personagens.
Compreendo que o objectivo do autor fosse fazer-nos conhecer melhor as suas personagens, quem sabe aproximar-nos delas. Não foi isso que aconteceu no meu caso. No início, Ig é-nos apresentados com cornos e com um poder verdadeiramente bizarro, muito ao estilo de Stephen King (pai de Joe Hill!). Ao pé dele, as pessoas não evitam confessar os seus pecados e os seus desejos mais ardentes. Não se inibem perante "o diabo", o que acaba por apresentar algumas situações bastante estranhas e divertidas!
Entretanto, interrompendo uma narrativa cada vez mais cativante, Hill interrompe a história do "diabo" para voltar atrás no tempo, até à juventude de Ig. Esta acaba por ocupar grande parte do livro e acabou por me aborrecer um pouco, pois não me cativou nem me deixou mais agarrado à história. Foi uma maneira na minha opinião insatisfatória de apresentar as personagens a todos os níveis.

Fiquei com curiosidade de ler outros trabalhos de Hill, nomeadamente "A Caixa em Forma de Coração", publicado em Portugal pela Civilização. Ainda que não tenha gostado muito do lado mais realista e sério de Hill, fiquei completamente fã da sua imaginação fantástica! E, afinal, "Cornos" é um bom livro, um Bom bastante sólido, ainda que como leitura a mim tenha falhado em umas poucas situações.

Vencedor do Passatempo de Natal - Loucura Azul

Boa tarde a todos!

Finalmente, é revelado o vencedor do passatempo de Natal.

O felizardo que vai receber um exemplar de "Loucura Azul", de Paulo Alexandre e Castro, autografado, é António Paiva, com o número de participação 44.

Muitos parabéns António, e muito obrigado às mais de 120 participações (sendo que apenas 108 foram validadas com todas as respostas certas).
Boa sorte para outros passatempos!

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