segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Este Natal...



E quanto a vocês?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Um pequeno livro sobre pequenos mundos




Sinopse: Construído na década de 30 do século passado, o Edifício Yacoubian é um dos mais antigos da Baixa da cidade do Cairo e um símbolo de uma época. Neste livro, porém, é muito mais que isso. Por detrás da sua fachada de esplendor mas também de decadência, cruzam-se diariamente todo o tipo de personagens, que, com as suas contradições, dificuldades e sonhos, ilustram a sociedade egípcia actual e a forma como as mais recentes décadas de história a marcaram. Alaa El Aswany aborda assuntos tabu como a corrupção, a sexualidade, o fundamentalismo religioso ou a desigualdade social, mas fá-lo num tom que é isento de julgamentos. Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian tornou-se o romance em língua árabe mais vendido de sempre.

O Pai Natal pregou-me uma surpresa ao bater-me à porta para entregar este livro. Já o estou a ler e... em breve darei a minha opinião!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Um Mundo Sem Fim - volume II, de Ken Follett

Depois do enorme êxito de Os Pilares da Terra, Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro, e uma delas assiste ainda quando este esconde uma carta na floresta, explicando que contém informação secreta e obrigando-a a fazer uma promessa. O sucedido irá para sempre assombrar as vidas das quatro personagens, que acompanhamos ao longo de vários anos. Não será, contudo, a única força a influenciar os seus destinos. Para além das teias de amor, ódio, ambição e vingança que os vão unir e afastar, Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. Com um enredo ricamente detalhado e um ritmo exuberante, Um Mundo sem Fim, que a Presença publica em dois volumes, é um épico medieval com que Ken Follett deslumbrará tanto habituais como novos leitores.

www.ken-follett.com

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Esta é a minha opinião em relação a todo o livro (dois volumes juntos).

Em primeiro lugar, volto a desejar um bom Natal e a pedir as minhas desculpas pela minha ausência, pois sei que não tenho visitado nenhum blogue. Espero que me perdoem pelas poucas respostas.

Avançando para a opinião do livro: estou irrevogavelmente apaixonado por Kingsbridge. E se assim não fosse acho que não teria gostado tanto de "Um Mundo Sem Fim" como gostei. Acabo o livro com uma sensação de familiaridade para com as personagens, como se tivesse percorrido a seu lado as suas vidas e sofrido com elas. Acabo esta leitura com um suspiro, sabendo que nunca chegou a ser tão delirante como "Os Pilares da Terra" mas que não deixou de ser um excelente momento passado a ansiar pelo destino de quem acompanhamos.

Devo dizer que é extremamente irritante a futilidade das personagens no primeiro volume. Fez-me ganhar repugnância ao autor, pela maneira como escrevia, pela superficialidade dos protagonistas, pela obsessão de sexo e mulheres. Felizmente, a coisa acalmou no segundo volume. A verdade é que a história, ao longo de todo o livro, chega a ser muito repetitiva, parece que tudo se repete ao longo do tempo, e a certa altura no segundo volume (depois de metade das páginas lidas), senti-me ligeiramente cansado. Follett não atinge o enredo com tanta mestria quanto em "Os Pilares da Terra", no entanto não deixei de me sentir atraído pela leitura, porque não deixa de ser um enredo minimamente viciante. Apenas peca em algumas situações. Não é um livro do qual nos possamos gabar, mas estou completamente fascinado. Actualmente, o simples facto de me sentir atraído pelas personagens, de me irritar com elas ou de me apaixonar por elas, faz com que se torne um preferido.

O segundo volume é muito melhor que o primeiro, não só pela maturidade das personagens como também pelo que é, para mim, um excelente contexto histórico, muito mais acentuado do que no primeiro volume. Isso tornou o livro muito aprazível. Porém, com o decorrer dos acontecimentos, conseguiu com que, já no final, me sentisse saturado pela repetição de acontecimentos, dando a impressão de que o autor apenas quis dar mais páginas ao livro com mais palha.

Dito isto, gostei. Não foi tão delirante como a obra monumental "Os Pilares da Terra", mas transmitiu-me uma certa afeição para com as personagens. É inegável, as desventuras delas foram uma das melhores leituras deste ano. Sem dúvida, adorei o livro, do princípio ao fim, e aceito todas as emoções que me transmitiu. Espero vir a ter a honra de voltar a ler alguma coisa deste autor.

Só vos aconselho uma coisa: leiam primeiro "Os Pilares da Terra". Não se atrevam a pegar neste antes de ler o primeiro livro de todos. E com isto desejo umas excelentes leituras, e que o Pai Natal traga muitos livrinhos...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

BOM NATAL!!!




Adorava estar num sítio destes... Mas por enquanto não me queixo =))

Excelente Natal, muitas prendas e alegria, muitos livros e leituras!!! Por cá já se espera pelo Pai Natal hehe

domingo, 14 de dezembro de 2008

Um Mundo Sem Fim - volume I, de Ken Follett

Depois do enorme êxito de Os Pilares da Terra, Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro, e uma delas assiste ainda quando este esconde uma carta na floresta, explicando que contém informação secreta e obrigando-a a fazer uma promessa. O sucedido irá para sempre assombrar as vidas das quatro personagens, que acompanhamos ao longo de vários anos. Não será, contudo, a única força a influenciar os seus destinos. Para além das teias de amor, ódio, ambição e vingança que os vão unir e afastar, Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. Com um enredo ricamente detalhado e um ritmo exuberante, Um Mundo sem Fim, que a Presença publica em dois volumes, é um épico medieval com que Ken Follett deslumbrará tanto habituais como novos leitores.
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Como alguns devem saber "Os Pilares da Terra" foi um livro que me apaixonou intensamente. Aliás, desde essa leitura que encontro dificuldade em encontrar outro livro que me encha as medidas.

No entanto, para a opinião de "Um Mundo Sem Fim", prefiro deixar de parte esse livro anterior. Em primeiro, porque não acho que "Os Pilares da Terra" precise de uma sequela. Depois, porque são livros diferentes, cada um com o seu sabor. Começo por dizer que adorei ler esta primeira parte, e que afinal Follett não me desiludiu.
Estava com algum receio antes de ler o livro, pois um par de opiniões de confiança não foram muito positivas... Mas comecei a ler e, de repente, senti-me aconchegado ao voltar a Kingsbridge. Voltar a um lugar que me fez delirar foi uma sensação confortável. Até que me fui apaixonando pelas personagens, e cada vez que pego no livro só quero ler mais e mais.

Há um grande problema: a quantidade de personagens. São tantas que por vezes não nos dá a oportunidade de senti-las como deve ser. A princípio tive dificuldades em situar o que era dito, mas fui-me habituando e finalmente senti-me cativado.

A história não é, de facto, muito viciante. Não tem muita acção, e parece que o autor tem uma forte obsessão por cenas sexuais. Mas, incrivelmente, até agora conseguiu viciar-me, pelo menos durante os momentos de leitura.

Não vou adiantar muito mais, prefiro guardar a crítica mais elaborada para o último volume, mas devo desde já dizer que estou a adorar. Não aconselho a sua leitura a quem não leu "Os Pilares da Terra". A quem já leu, muito embora nem sempre consiga ser tão bom, aconselho.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Uma pequenina referência a uma grande personalidade

Fernando Pessoa.



É comum muitas vezes falarmos de autores preferidos.

No entanto, quando me perguntam, acabo sempre por não referir este admirável escritor. Na realidade, isso não quer dizer que não seja uma das personalidades que mais admiro, mas considero que se encontra demasiado alto na minha consideração. Mais alto do que qualquer Top. Adoro Fernando Pessoa sem tirar nem pôr. Bastei ler uma vez o poema "Mar Português" para sabê-lo de cor e salteado. Não encontro palavras para descrever a minha paixão pela sua obra e mesmo por quem foi, deveras uma vida excêntrica e peculiar.
Enquanto vivo, apenas publicou "Mensagem", livro que evoca a sua visão mítica e nacionalista de Portugal. É uma obra-prima que, há alguns anos, li e fiquei completamente apanhado.

Hoje não vou falar muito de Pessoa, apenas queria registar que adquiri a seguinte biografia (infelizmente já não é distribuída):



Estranho Estrangeiro, de Robert Bréchon.
Diz-se ser a melhor biografia de Fernando Pessoa. Eu aceito a resposta de Alberto Caeiro:

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.


Já me passou pela cabeça abrir um blogue sobre Fernando Pessoa, enfim a sua obra, a sua personalidade... Para verem o quanto me admira!
Algumas vezes... Apetece-me mudar outra vez o meu blogue... Ai, ultimamente nada me satisfaz! E se eu voltar a actualizar o aspecto do blogue? E se eu fizer um novo? E se eu puser mais coisas aqui? Não sou capaz de me compreender...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Não nos ignorem...



Não consegui conter-me, tinha de postar este vídeo... ='( É extremamente triste, e ao mesmo tempo bonito por ver as personagens juntas (embora pelas piores razões).

Apelo ao objectivo deste blog: divulgar os livros e a leitura! Não os abandonem!

(visto na Estante de Livros)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Passem por aqui...

Espelho Sentido

Fui gentilmente convidado pelo Otário a fazer parte deste espaço, que para mim tem tudo para ser um excelente blogue. Notoriamente, ainda está no princípio, e esperemos pelo seu desenvolvimento. É um cantinho onde se podem postar textos originais ou de outros autores, divulgando-os e convidando outras pessoas a lê-los! Acho a iniciativa excelente e espero contribuir mais (por enquanto, ainda só postei duas vezes --').

Desta vez, convido-os a visitar o espaço e, se quiserem, poderão fazer parte, as informações estão todas lá! ;)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ser ou não ser cego



Fui ver este filme e fiquei absolutamente espantado.

Porquê? Porque não esperava TANTO da adaptação!

Ver o filme é ler o livro, é ler Saramago, é absolutamente tudo o que "Ensaio sobre a Cegueira" pretende transmitir, e mesmo assim tem aquele toque que o torna mais do que uma adaptação, mas sim uma longa-metragem com uma imagem de ficar espantado.

Há muito tempo que não assistia a uma adaptação cinematográfica tão boa. A minha felicidade por constatar que o filme é muitíssimo fiel ao livro é incomparável. E, como filme, é fenomenal, as interpretações, as caracterizações, os cenários, a imundície que nos mete nojo, a cegueira branca (muito interessante como o próprio espectador tem a oportunidade de viver essa "cegueira" através da luz branca que habita a imagem...), e são aproveitados ao máximo ilusões ópticas e tudo que faça o filme parecer exactamente saído do livro.

Com uma opinião tão entusiasta, poderão pensar que não encontrei pontos fracos, e de facto poucos foram. Só tenho a apontar um intervalo de tempo em que a acção não avança muito, e que se poderá tornar um pouco cansativo... Mas pouca coisa para mim!

Fernando Meirelles, está de parabéns ;) Vê-se que se esforçou arduamente para merecer as lágrimas do próprio Saramago.

Quem também lê