domingo, 23 de setembro de 2012

Os Reinos do Caos, de George R. R. Martin

 "A mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel."


-SF Reviews.net

O inverno aproxima-se de um mundo mergulhado no caos. No norte dos Sete Reinos está iminente uma batalha decisiva pelo que resta do antigo domínio dos Stark. Ainda mais a norte, Jon Snow luta por encontrar um equilíbrio entre as tradições da Patrulha da Noite e o que o seu instinto lhe diz ser o caminho correto a seguir. A sul, velhas alianças esperam o tempo certo para serem reveladas, enquanto os homens de ferro assolam os mares e as costas dos domínios Tyrell. Do outro lado do mar estreito, tudo converge para a Baía dos Escravos, onde Daenerys Targaryen tarda em ganhar a paz na inquieta cidade de Meereen. E os dragões? Qual será o seu papel no meio de tudo isto? Muitos estão certos de que a tão temida reconquista de Westeros está prestes a começar...


"Agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!
-Robert Jordan


Wow. Wow...
O que acabou de se passar?

George Martin, pergunto-me se este livro é tolerável. Já nos deste muitos choques, muitas surpresas, e já nos deixaste esperar durante muito tempo. Mas o que fizeste neste livro não passaria pela cabeça de ninguém. É injusto e pergunto-me se satisfatório.

Durante 500 páginas, acontece rigorosamente nada. Nada de novidades, nada de surpresas, nada de nada. Nas últimas 50 páginas tudo acontece. Pior, o que acontece é de tal forma inconclusivo que nos deixa aborrecidos. O fim deste livro seria o que se esperava na metade de um livro normal. Não sabemos o que acontece às personagens, todas ficam à beira de um final incrivelmente inacabado. Grandes, importantes, batalhas, ficam por começar. Apesar de estarmos a falar de uma série, seria de esperar que cada livro terminasse de uma forma apropriada. Este não tem absolutamente nenhuma conclusão. Isto tudo depois de 500 páginas sem ter dito rigorosamente nada.
O objectivo pode ter sido deixar-nos demasiado excitados com o próximo livro. E conseguiu. Mas, ainda assim, parece-me que o autor poderia ter aproveitado um livro tão extenso para abranger mais acontecimentos. Um livro tão extenso trata demasiado pouco. 500 páginas de escrita, nada mais, pouca história, mais uma vez as personagens a ruminar sobre os mesmos assuntos, e finalmente as últimas páginas dedicadas a estragar todas as nossas expectativas para a série. É frustrante, os últimos acontecimentos são demasiado importantes para serem deixados desta forma.

E quando pensávamos que a história se estava a organizar, quando pensávamos que finalmente o desenlace estava cada vez mais próximo... As últimas 50 páginas colocam tudo numa confusão ainda maior do que alguma vez esteve, e o final parece mais longínquo do que alguma vez foi.

Demasiadas questões em aberto foram deixadas, demasiadas para serem aceitáveis. Demasiadas páginas foram escritas só para tornar o livro um pouco maior. Demasiadas personagens e demasiado pouco desenvolvimento. Pensava que este livro iria trazer-nos grandes acontecimentos, grandes revelações, e quiçá aproximar-nos definitivamente do clímax. Mas nada, nada disso. Espero agora que The Winds of Winter seja esse livro.
De qualquer forma... Queira ou não, Martin envolve-nos na sua escrita, nas deambulações das suas personagens, e as últimas páginas são de tal forma sufocantes que nos fazem esquecer aquelas 500 páginas de palha.


sábado, 22 de setembro de 2012

A Dança dos Dragões, de George R. R. Martin

 "A mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel."

-SF Reviews.net

O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. 
Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

 Eis o regresso muito aguardado das Crónicas de Gelo e Fogo, a melhor série de fantasia da atualidade!

"Agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!
-Robert Jordan
 


Rever as nossas personagens preferidas dois livros depois é de uma extrema satisfação. Melhor ainda, estas personagens estão num cenário completamente diferente, os seus destinos mudaram radicalmente desde A Glória dos Traidores.

Não se pode dizer que ao longo deste extenso livro a história avance, mas a verdade é que estamos a falar da primeira metade do livro original (A Dance With Dragons), portanto estou à espera de grandes revelações no próximo livro.

Parece-me que Martin está a voltar à fórmula que perdeu em O Mar de Ferro: maior variedade de personagens, mais pontos de vista. Gosto disso. Quando a história não avança muito, é preciso isto. A Dança dos Dragões não é mais do que voltar a apresentar as antigas personagens, relembrar-nos do que lhes aconteceu e dar-nos a conhecer onde elas foram parar. As surpresas continuam a vir, e a sensação de que se aproxima um desenlace é cada vez maior. Tudo nos leva a entender que neste livro tudo se encaminha por um caminho: encontrar Daenerys e com ela regressar a Westeros. Finalmente, a história parece ter sido de novo alinhada para aquele que é um dos maiores enredos dentro da saga.

Sempre uma leitura entusiasmante, sempre das melhores personagens já criadas, sempre muitos segredos e conspirações que vão sendo revelados aos poucos, Martin continua a sua eterna saga. Mas cada vez mais se nota um arrastar da história. Já tinha discutido isto com outros leitores, mas até agora nunca me tinha incomodado. Neste livro, nota-se demasiado o quanto o autor tenta esticar a história, capítulos e capítulos a andar à volta da mesma coisa, sem nunca avançar de posição. Já não se trata de desenvolver a história pormenor a pormenor, trata-se de acrescentar pormenores que não existem. Parece-me provável que a série acabe por ter mais livros do que o número original (sete, em Portugal catorze) ao passo que Martin escreve.


domingo, 2 de setembro de 2012

O Mar de Ferro, de George R. R. Martin

 "A mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel."
-SF Reviews.net

Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?

Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?

A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?


Descubra a melhor fantasia da actualidade em mais um volume de As Crónicas de Gelo e Fogo.

"Agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!
-Robert Jordan


O Mar de Ferro vem continuar a história de O Festim dos Corvos, com as mesmas personagens, a mesma trama. Não posso dizer, contudo, que o entusiasmo desta leitura tenha sido igual à anterior.

Trata-se do livro mais pequeno da série e já é grande o suficiente. O Festim dos Corvos foi excelente porque ofereceu-nos novas personagens, novos pontos de vista, e sobretudo a história avançou, novos destinos são traçados, com novas personagens surgem novos acontecimentos pelos quais podemos estar ansiosos, novas conspirações, e velhas personagens vêem-se perante novos desafios.
Infelizmente, este livro (a segunda metade do livro original) perde essa novidade. A maior parte das surpresas parecem estar todas reunidas em O Festim dos Corvos. Brienne, Jaime e Cersei são as personagens principais deste novo livro e todos os capítulos giram à volta deles. Torna-se bastante aborrecido estar constantemente a ler sobre estas personagens enquanto o autor se esquece de todas as outras, depois de tanta novidade. Se há surpresas neste livro, estão reservadas para os últimos capítulos, enquanto ao longo do livro as personagens parecem andar às voltas sem ir dar a lado nenhum.

Apesar de tudo, é impossível resistir ao encanto da escrita de Martin ou à profundidade das suas personagens. O enredo que ele desenvolve, com uma série de conspirações, é do sumo mais saboroso que já provei. Há sempre a vontade de continuar, sempre a expectativa do que vai acontecer. Mais uma vez, foram precisos sete livros (quatro no original) para sentir que a história avança e estamos cada vez mais próximos da conclusão, mas valeu bem a pena. Esta é uma série para absorver todos os pormenores, mesmo os mais insignificantes, uma série para mergulharmos com vontade.

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