segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Despertar das Trevas, de Karen Chance


"Karen Chance vai encantá-lo com o seu mundo de vampiros, magos e uma bela donzela suficientemente dura para dar cabo deles."
Rebecca York, autora de bestsellers, USA Today

Cassandra Palmer consegue ver o futuro e comunicar com os espíritos - dons que a tornam atraente para os mortos e mortos-vivos. Os fantasmas dos mortos não costumam ser perigosos, apenas gostam de conversar... e muito.
Os mortos-vivos já são outra conversa.

Como qualquer rapariga sensata, Cassie tenta evitar os vampiros. KMas, quando o mafioso sugador de sangue a quem fugira há três anos a reencontra com intuitos de vingança, Cassie é obrigada a recorrer ao Senado dos vampiros em busca de protecção.

Os senadores dos mortos-vivos não irão ajudá-la sem contrapartidas. Cassie terá de colaborar com um dos seus membros mais poderosos, um vampiro mestre perigosamente sedutor. E o preço que ele exige poderá ser superior ao que Cassie está disposta a pagar...

"Um livro que nos agarra pela garganta e que nos suga. Com uma heroína valente, inteligente, e vampiros sensuais e assustadores."
Patricia Briggs, autora de Moon Called


Provocante, atrevido, sem paragens.
Muito abrupto.

Numa altura em que livros sobre vampiros abunda, esta nova série vem "encher" um bocadinho o mercado (ao contrário do que, pelos vistos, se comenta sobre a obra).

Cassandra vê fantasmas, sente os vampiros por perto, tem Visões que a arrastam para locais e tempos desconhecidos, como uma bruxa. Os pais foram mortos pelo mesmo vampiro que a acolheu e utilizou as suas Visões para o Mal. Quando ela descobre essa verdade, foge, conseguindo três anos de liberdade.
O livro começa na perseguição de que ela é alvo. O vampiro descobriu-a e, desta vez, não é o único interessado em apanhá-la. Por razões que não sabe, Cassandra é também perseguida pelo Senado dos vampiros. Ainda assim, nenhum ser mitológico, por muito que a queira viva, vai vê-la como mais do que um objecto. Como tal, parece que tudo o que tem a fazer é correr para se salvar e para descobrir a verdade ainda obscura do seu passado.

É um livro que me custa comentar, porque francamente não acho que seja original como primeiro livro de uma série. Não foi um começo propriamente cativante, para mim. Para já, aqui se nota como o ser vampiro já está mais do que gasto; foi nobre da parte da autora misturar uma série de seres mitológicos, não só os fantasmas, e tenho de aplaudir o esforço da autora para escrever algo suficientemente original dentro deste género literário. No entanto, consegue-o apenas pelas personagens apresentadas. Cassie é uma heroína admirável, embora arrastada para aquele turbilhão de acontecimentos (nos quais o próprio leitor cai de pára-quedas!); os fantasmas são a maior valia do livro, na minha opinião; os vampiros vivem num mundo bastante negro, o que ainda os distingue de outros vampiros. Ainda assim, não achei que fossem vampiros particularmente cativantes.

Embora se leia com alguma rapidez, a autora ainda terá de fazer bastantes progressos na escrita. Algum diálogo a mais ajudaria a perceber melhor certas cenas! Terá a ver com o facto de haver demasiada acção. Acho que, quando se trata de um primeiro livro de uma série, há que saber dosear, que apresentar devidamente o livro e a saga que virá. Ao ler O Despertar das Trevas, senti que tinha entrado no meio. A princípio senti-me perdido e, quando comecei a entrar no esquema, senti que a autora começara a história mais à frente do que devia.

Foi esta ânsia da autora querer um livro sem pontos parados, com acção constante, que na minha opinião desfascinou.
É também um livro bastante forte, e isso passa como um dos pontos altos da escrita. Desde violento a sensual, nota-se que esta fantasia urbana não tem quaisquer problemas em misturar isso com magia! Adorei! Para além disso, é tão impossível saber quem está do lado de Cassie que se torna frenético!

Cá estamos para ver como avança a série. Em geral, é um livro bom, com uma excelente carga de fantasia, que se lê com bastante rapidez, mas que peca ainda assim por uma entrada bastante abrupta. Espero pelos próximos volumes então!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Amor Está no Ar, de Dorothy Koomson

Deixe-se levar pela magia do amor...


Depois de sair de Londres para seguir o seu desejo de mudar de vida, Ceri D'Altroy jura abandonar definitivamente as suas manias de casamenteira. Isto porque parece que a sua simples presença acaba por incentivar as pessoas que encontra pelo caminho a mudar de vida.

No seu novo emprego, conhece Ed que decide declarar o seu amor por uma mulher que o enlouquece; Mel e Claudine, dois amigos de longa data que resolvem iniciar um romance ilícito; e Gwen, a chefe de departamento que é uma fumadora compulsiva e esconde um segredo profundo e sombrio que só quer partilhar com a sua nova funcionária.

Quem entra em contacto com Ceri, nunca mais volta a ser o mesmo.
Será ela o Cupido dos tempos modernos?

Sobre A Filha da Minha Melhor Amiga

"
A Filha da Minha Melhor Amiga é uma curiosa revelação, que exige muita reflexão, até que todas as peças do enredo se encaixem." The Times (NZ)

"Não consegui parar de rir e chorar, desde a primeira página. Dorothy Koomson aborda questões da maturidade: a amizade, a morte, a traição e o perdão - uma leitura comovente." Adele Parks


Este é um livro bastante leve, bastante fácil de ler, e que desde as primeiras palavras me agarrou. Dorothy Koomson tem um dom para a escrita, tem esse dom de nos fazer ficar agarrados ao livro, não largá-lo porque simplesmente não precisamos. Koomson é uma escritora que nos dará, sempre uma excelente leitura.

Ceri é uma mulher que vê Oprah. E, como todas as mulheres que vêm Oprah, faz das suas palavras uma espécie de Bíblia, algo por que seguir. E decide, então, mudar-se de Londres para Leeds, dar aulas de Psicologia.

Em Leeds, conhece uma data de personagens que se vão abrir a ela, e ela própria vai reflectindo sobre a sua própria vida. Não é muito feliz, já que está apaixonada por uma personagem de televisão... Enfim.

É, portanto, um livro bastante fácil de ler, muito engraçado, uma leitura perfeita porque, embora não seja um clássico, nunca nos deixa mal.
Tenho a dizer, contudo, que esperava outra coisa deste livro.

As minhas expectativas não tiraram o prazer da leitura, mas a sinopse enganou-me bastante nesse sentido. Estava à espera de um livro mágico, de algo ainda mais encantador. Sinceramente, era magia que estava à procura.
Encontro, no entanto, um livro que nada tem disso. Sinceramente, não acho que Ceri seja a personagem apresentada na sinopse.
Conhecemo-la bastante bem ao longo do livro, e isso achei que está bastante bem feito. Mesmo contado pela primeira pessoa, não se podia aproximar mais do leitor! Porém...
É apenas uma mulher normal, com as suas "pancas" um pouco pessoais, e isso sim torna-a uma querida, mas ainda assim não deixa de ser uma mulher como todas as outras. Não é nenhuma casamenteira, é apenas uma mulher com quem é fácil de conversar... E depois, estava à espera de uma Ceri muito mais única, muito mais ela própria, para além do "Cupido dos tempos modernos". Não digo que, a certo ponto, não se torne a personagem essencial nas relações de tudo e todos, mas até lá não foi essa a questão. Ela própria poderia ter sido uma personagem mais forte, o que não acho que tenha sido.

Ainda assim, volto a dizer que é um livro extremamente engraçado. Com uma escrita bastante emocionante e simples, ao contrário da densidade de Bons Sonhos Meu Amor. Divertido, solto, sem quaisquer preconceitos, esta é uma leitura que aconselho vivamente.

Quem também lê