Serafim, nome de anjo, coabita com os demónios da terra, numa rua que tem como qualquer outra, um nome: Rua dos Anjos. Cafés e tabernas repletas de almas. De vozes. De ruídos. Dorme no chão mais uma, de tantas outras noites. Mais uma historia de tantas historias da vida, de tantos, dos que como ele, olham de forma fixa e alucinada, relatos do infinito interiorizados na pele arrepiada de frio, de medo, de ânsia, felicidade... Continua ele, tentando escrever a sua história, encontrando-se no seu silêncio quase permanente. É nele que os seus sonhos se consomem, até que a aparição angelical de uma misteriosa mulher o há-de salvar dos belzebus urbanos que andam por aí a solta.
Sinceramente...
Não sei qual é o interesse de ler um livro assim.
Primeiro, diz mais a capa do que o livro em si. Se começa por ser a história de um sem-abrigo, de repente deixa de sê-lo para enveredar num mundo de um sonho... Um sonho que, infelizmente, pouco tem de interessante.
Em 77 páginas, parece-se falar de tudo, mas nada se lê. O autor pode gostar muito de escrever, aliás aposto que não faz outra coisa senão deitar cá para fora palavras, mas o esforço só compensa quando de facto essas palavras se juntam para significar alguma coisa.
Serafim é um sem-abrigo, mas esta sua divagação que assistimos ao longo do livro não traz muito significado, seja social, seja pessoal, seja o que for.
Muito, muito fraco este livro.
A escrita é demasiado metafórica, demasiado floreada, tanto, mas tanto... Que acaba por ser oca. Acaba por dizer isso mesmo, nada! Haja prosa poética, mas não pelo único propósito de se ser poeta.
Talvez estivesse demasiado cansado quando o li. Faz-me lembrar um pouco as letras de música portuguesa: palavras quase soltas, muitas vezes a fazer lembrar a cidade (estilo música do Pedro Abrunhosa), quase melancólicas, mas que ainda assim conseguem transmitir um espírito, essa alma triste, nostálgica (tão própria do nosso fado Portugal). Este livro faz lembrar esse tipo de escrita, mas é vazio de qualquer espírito.
É um livro muito "sonhador". Bastante das suas palavras baseiam-se num sonho, em algo para além da vida real, e muitas vezes o autor refere esta fantasia. A verdade é que não parece haver ali sequer uma ideia, porque quando se começa por dizer uma coisa já se está a falar sobre outra, e o que se disse antes é rapidamente contrariado pelo que se diz depois... Enfim, não é um livro surreal, é um livro absurdo. E isto podia ser, por um lado, belo, mas não é. Não vejo sentido algum em ler este livro, sinceramente não sei qual é o interesse que poderá despertar. Até a escrita, tão simbólica, não muito fácil na verdade, mas tão trabalhada, soa a vazio.
Eu ainda acredito que estava cansado quando li o livro. Mas a verdade é que não há nada. Não há uma ideia, não há poesia, não há escrita, e já nem falo na história (porque, neste caso, não é o pretendido). Como é pequeníssimo, talvez um dia pegue nele de novo, porque embora muito fraco não é o tipo de livro que seja "para queimar". Mas, mesmo assim, não consegui perceber o sentido de sequer publicar isto!

Sinceramente...
Não sei qual é o interesse de ler um livro assim.
Primeiro, diz mais a capa do que o livro em si. Se começa por ser a história de um sem-abrigo, de repente deixa de sê-lo para enveredar num mundo de um sonho... Um sonho que, infelizmente, pouco tem de interessante.
Em 77 páginas, parece-se falar de tudo, mas nada se lê. O autor pode gostar muito de escrever, aliás aposto que não faz outra coisa senão deitar cá para fora palavras, mas o esforço só compensa quando de facto essas palavras se juntam para significar alguma coisa.
Serafim é um sem-abrigo, mas esta sua divagação que assistimos ao longo do livro não traz muito significado, seja social, seja pessoal, seja o que for.
Muito, muito fraco este livro.
A escrita é demasiado metafórica, demasiado floreada, tanto, mas tanto... Que acaba por ser oca. Acaba por dizer isso mesmo, nada! Haja prosa poética, mas não pelo único propósito de se ser poeta.
Talvez estivesse demasiado cansado quando o li. Faz-me lembrar um pouco as letras de música portuguesa: palavras quase soltas, muitas vezes a fazer lembrar a cidade (estilo música do Pedro Abrunhosa), quase melancólicas, mas que ainda assim conseguem transmitir um espírito, essa alma triste, nostálgica (tão própria do nosso fado Portugal). Este livro faz lembrar esse tipo de escrita, mas é vazio de qualquer espírito.
É um livro muito "sonhador". Bastante das suas palavras baseiam-se num sonho, em algo para além da vida real, e muitas vezes o autor refere esta fantasia. A verdade é que não parece haver ali sequer uma ideia, porque quando se começa por dizer uma coisa já se está a falar sobre outra, e o que se disse antes é rapidamente contrariado pelo que se diz depois... Enfim, não é um livro surreal, é um livro absurdo. E isto podia ser, por um lado, belo, mas não é. Não vejo sentido algum em ler este livro, sinceramente não sei qual é o interesse que poderá despertar. Até a escrita, tão simbólica, não muito fácil na verdade, mas tão trabalhada, soa a vazio.
Eu ainda acredito que estava cansado quando li o livro. Mas a verdade é que não há nada. Não há uma ideia, não há poesia, não há escrita, e já nem falo na história (porque, neste caso, não é o pretendido). Como é pequeníssimo, talvez um dia pegue nele de novo, porque embora muito fraco não é o tipo de livro que seja "para queimar". Mas, mesmo assim, não consegui perceber o sentido de sequer publicar isto!







