sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Rua dos Anjos, de Vítor Burity da Silva


Serafim, nome de anjo, coabita com os demónios da terra, numa rua que tem como qualquer outra, um nome: Rua dos Anjos. Cafés e tabernas repletas de almas. De vozes. De ruídos. Dorme no chão mais uma, de tantas outras noites. Mais uma historia de tantas historias da vida, de tantos, dos que como ele, olham de forma fixa e alucinada, relatos do infinito interiorizados na pele arrepiada de frio, de medo, de ânsia, felicidade... Continua ele, tentando escrever a sua história, encontrando-se no seu silêncio quase permanente. É nele que os seus sonhos se consomem, até que a aparição angelical de uma misteriosa mulher o há-de salvar dos belzebus urbanos que andam por aí a solta.

Sinceramente...
Não sei qual é o interesse de ler um livro assim.

Primeiro, diz mais a capa do que o livro em si. Se começa por ser a história de um sem-abrigo, de repente deixa de sê-lo para enveredar num mundo de um sonho... Um sonho que, infelizmente, pouco tem de interessante.

Em 77 páginas, parece-se falar de tudo, mas nada se lê. O autor pode gostar muito de escrever, aliás aposto que não faz outra coisa senão deitar cá para fora palavras, mas o esforço só compensa quando de facto essas palavras se juntam para significar alguma coisa.

Serafim é um sem-abrigo, mas esta sua divagação que assistimos ao longo do livro não traz muito significado, seja social, seja pessoal, seja o que for.
Muito, muito fraco este livro.

A escrita é demasiado metafórica, demasiado floreada, tanto, mas tanto... Que acaba por ser oca. Acaba por dizer isso mesmo, nada! Haja prosa poética, mas não pelo único propósito de se ser poeta.

Talvez estivesse demasiado cansado quando o li. Faz-me lembrar um pouco as letras de música portuguesa: palavras quase soltas, muitas vezes a fazer lembrar a cidade (estilo música do Pedro Abrunhosa), quase melancólicas, mas que ainda assim conseguem transmitir um espírito, essa alma triste, nostálgica (tão própria do nosso fado Portugal). Este livro faz lembrar esse tipo de escrita, mas é vazio de qualquer espírito.

É um livro muito "sonhador". Bastante das suas palavras baseiam-se num sonho, em algo para além da vida real, e muitas vezes o autor refere esta fantasia. A verdade é que não parece haver ali sequer uma ideia, porque quando se começa por dizer uma coisa já se está a falar sobre outra, e o que se disse antes é rapidamente contrariado pelo que se diz depois... Enfim, não é um livro surreal, é um livro absurdo. E isto podia ser, por um lado, belo, mas não é. Não vejo sentido algum em ler este livro, sinceramente não sei qual é o interesse que poderá despertar. Até a escrita, tão simbólica, não muito fácil na verdade, mas tão trabalhada, soa a vazio.
Eu ainda acredito que estava cansado quando li o livro. Mas a verdade é que não há nada. Não há uma ideia, não há poesia, não há escrita, e já nem falo na história (porque, neste caso, não é o pretendido). Como é pequeníssimo, talvez um dia pegue nele de novo, porque embora muito fraco não é o tipo de livro que seja "para queimar". Mas, mesmo assim, não consegui perceber o sentido de sequer publicar isto!




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Eclipse, de Stephenie Meyer

No silêncio mortífero que se gerou, todos os detalhes começaram a fazer sentido, como se tivesse sofrido um afluxo súbito de compreensão. Alguma coisa que Edward não queria que eu soubesse. Alguma coisa que Jacob não me teria ocultado. Alguma coisa que fazia com que os Cullen e os lobos andassem a vigiar a floresta, movimentando-se perigosamente perto uns dos outros. Alguma coisa que eu estava à espera há muito tempo. Alguma coisa que sabia que ia acontecer novamente, por muito que desejasse que não acontecesse. Isto nunca vai acabar, pois não?

Crepúsculo
Escolha de Editor no New York Times
Melhor Livro do Ano pela Publishers Weekly
"O melhor livro da década... até agora." Amazon
"Hot List" da Teen People


Lua Nova
"Um equilíbrio próximo do genial entre um romance de cortar a respiração e acção."
Voya
"Lua Nova vai... deixar (os fãs) a suster a respiração até à publicação do terceiro volume."
School Library Journal
"Uma leitura comovente e vibrante... Esta história de amantes torturados por demónios seduz."
Kirkus Reviews


Uma autora odiada por muitos... Mas amada por muitos também!

Chegou com o Crepúsculo e não trouxe uma história de vampiros; trouxe, sim, uma história de amor, entre um vampiro e uma humana. Podem criticá-la por não saber escrever, por manter-se no demasiado simples, talvez no demasiado adolescente, e até talvez por ser muito enfadonha. A verdade é que Crepúsculo é capaz de nos dar algum material de discussão. Aquele amor tem muito para explorar, e acho que é um fenómeno a explorar. E, se surgisse no séc. XIX, tenho a certeza que seria um sucesso também. Este amor não tem limites, mas acima de tudo baseia-se nalgo quase platónico, uma paixão tão acesa que não pode fazer parte deste mundo. Numa sociedade de jovens onde já não existe este tipo de paixão, onde as relações são tão diferentes, é curioso de reparar que não deixou de ser o fenómeno que foi.

Gostei imenso de Eclipse. Crepúsculo apresenta uma história de amor impossível, quase trágica, mas inatingível por todos!
Lua Nova foi um bocado fraco, tanto a nível de romance como de sobrenatural. É óbvio que a autora estava a querer encontrar um caminho para tornar esta história de amor numa série de vampiros, e o segundo volume foi um bocado menos atractivo.
Já este aqui traz um novo fôlego à série: já não estamos perante uma história de amor.
Estamos perante um livro de vampiros.

Neste livro, Bella e Edward passam por vários obstáculos, incluindo uma horda de vampiros que misteriosamente atacam as redondezas, uma vampira que procura vingança... E ainda o melhor amigo da Bella, que está apaixonada por ele. Mas não é só: ele é um lobisomem.

Desde Lua Nova que não gosto do Jacob (lobisomem), e continuei a não gostar. Está ali no meio e está a estragar o romance todo!

Não estamos perante uma grande obra literária, nem uma grande escrita. É verdade. Mas estamos perante uma história que atrai, que chama a atenção. E por isso, acho que vale a pena. Este livro dá finalmente o salto desejado depois do primeiro, que é precisamente fazer nascer uma saga sobre vampiros. Eclipse está recheado de histórias, de lendas, apresentando o mundo dos lobisomens e revelando algumas peripécias entre estes seres mitológicos. Gostei desta nova abordagem.

Porém, há que dizer que estas personagens ou são muito burras ou a autora pensa que somos de raciocínio lento. Acontece que desde o princípio do livro que se torna ÓBVIO quem é o alvo, quem está apaixonado por quem, e as coisas são praticamente ditas pelas próprias personagens! Mas não, só no fim é que a Bella fica chocada por o Jacob gostar dela, ou por ser ela o alvo das atenções. Este livro torna-se irritante porque tudo o que as personagens vão descobrindo ao longo do tempo... Deviam ter descoberto antes sequer do livro começar. Isso torna-se medíocre e dá uma imagem do pensamento juvenil muito retardada (e errada!).

De qualquer maneira, acho que o livro vem renovar e muito o espírito da saga, e por isso gostei bastante. Alguma acção, muito romance, e embora continue a achar que Jacob veio deturpar o que esta história de amor devia representar, gostei bastante deste desenvolvimento.
Fico à espera do último volume, que espero trará algumas surpresas e entre, mais uma vez, neste mundo de vampiros diferentes do que pensamos que eles são!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Guerra É Para os Velhos, de John Scalzi

No futuro todos teremos uma nova vida ao serviço das Forças de Defesa Colonial. Se sobrevivermos à Guerra...

O SEU NOVO EU

Uma introdução ao novo corpo, destinado aos recrutas das Forças de Defesa Colonial
Da Equipa de genética Colonial
Dois séculos a conceber corpos melhorados!

Esta era a página de abertura do panfleto que me aguardava no computador. Precisavam de ver a ilustração. Inspirada no famoso estudo de Da Vinci a propósito do corpo humano, apresentava um gajo verde, nu, no lugar do gajo original. Mas, adiante.

Gosto de ler Ficção-Científica. Não tanto quanto Fantasia, embora para muitos os dois não sejam tão diferentes quanto isso. De facto, são dois géneros que se tocam. A diferença é que a Fantasia chega-se um pouco mais perto do sonhador. A Ficção-Científica, embora ficção, tem o dever de desenvolver a sua teoria, a ciência que fá-lo parecer o mais verosímil possível. A Fantasia não tem de se preocupar tanto com a veracidade do seu mundo.

E portanto, sou muito, muito exigente no que toca a este tipo de livros. Por exemplo, adorei Contacto, de Carl Sagan, não só porque a história me cativou absolutamente, mas principalmente porque toda a ciência, todas as teorias, estão bastante bem explicadas e desenvolvidas ao pormenor. E numa linguagem bastante acessível.
A Guerra é para os Velhos não me chamaria a atenção imediatamente. De alguma maneira, o título não parece muito satisfatório, e a capa demasiado pesada. Mas não tem nada a ver com o "sumo" destas páginas.

Antes de mais, o título. A guerra é para os velhos! E porquê? Porque apenas os velhos têm maturidade e experiência de vida suficientes para pesarem a sua consciência, para saberem pelo que lutam.De alguma forma, apenas um velho pode ter a noção do que é a guerra, do que é o seu papel, e isso traz uma série de questões filosóficas e morais à baila. Este é, sem dúvida, uma das coisas mais interessantes do livro.
Embora num futuro distante, presumimos, há uma enorme consciência humana, e quando entramos finalmente nessa guerra espacial somos confrontados com uma série de comportamentos e atitudes de cada humano que os leva, às próprias personagens, a levantar várias questões de consciência global. Só um velho, com experiência de vida, seria capaz de pôr em causa uma guerra, e de ao mesmo tempo encontrar nela uma justificação plausível. No mínimo, um imberbe chegaria a apenas uma dessas duas conclusões. Daí que faça todo o sentido Scalzi criar esta ideia de velhos que vão para o campo (ou, melhor dizendo, espaço) de batalha. Ainda mais difícil é colocar estas questões quando estamos a lutar com espécies alienígenas, e não com a nossa própria espécie!!! Mas o autor não desiste desta sua premissa, e por isso mesmo vale a pena sermos confrontados com esta imagem do futuro, do Homem ou do próprio Universo.

Depois, temos a guerra espacial. As naves gigantescas, as armas super potentes, os extraterrestres das mais variadas formas, planetas longínquos, viagens que atravessam universos! Ficção-Científica pura, daquela a que nós estamos habituados.

Fez-me lembrar uma mistura de jogos de conquista espacial (como Galactic Civilizations, Sins of a Solar Empire, etc) com vários clichés do género. Aliás, é um universo relativamente simples que nos é apresentado, mas com imensas características (até uma espécie de mistura com o filme Avatar, agora tão na moda). O problema é que isto tudo não me pareceu suficientemente pormenorizado. Como disse, acho que devo ser exigente neste género. E, infelizmente, não são cientistas que escrevem estas obras, mas escritores. Daí que se compreenda que apenas um par de situações sejam descritas com algum pormenor, e neste caso a teoria de um "multi-universo". Uma fascinante lição de Física, mas que não desvaloriza a falta de pormenores noutras situações.

É uma história altamente cativante! Seguimos John Perry desde que ele deixa a Terra para se alistar nas Forças de Defesa Colonial, que defende sem parar as colónias humanas noutros planetas, quando John sofre a sua transformação para fazer parte desse exército épico e até que ele entre nos vários campos de batalha, onde a vida nunca foi tão dura. A escrita do autor é ainda menos cansativa do que estava à espera, aliás até tem bastante mais humor do que esperava!
Para além disso, nada nos faz esperar o que vamos encontrando ao longo do percurso de Perry. Não é propriamente previsível o que o futuro nos espera, pelo que se mantém uma certa carga de expectativa ao longo da leitura.

Ainda assim, preferia que o livro fosse mais detalhado. Todos estes cenários, todas estas personagens e todas estas questões morais, humanas, estão pouco pormenorizadas. Acho que o autor devia ter tido mais garra ao levantar este tema. Devia ser mais velho. Faltou a experiência de vida de um velho de 75 anos para escrever este livro. Embora tenha as melhores ideias, porventura um dos melhores enredos, foi um livro que no fim achei um pouco mais simples do que se pretendia. Quer-se que o autor arrisque, que vá mais longe, porque este livro merece ser discutido. E, para mim, essa foi a sua maior falta, e a razão pela qual este livro podia ter sido mais do que fenomenal.

Uma leitura que me deixou mais cativado do que esperava, e por isso recomendo a todos. Há que dar uma oportunidade a todos os géneros literários, e este é uma boa aposta. Embora a experiência de vida e maturidade humana que se espera destes velhos que vão para a guerra espacial tenha sido precisamente a maior falta do autor (creio que, se houvesse essa experiência, teria esmiuçado muito melhor desde questões humanas do livro a fenómenos tipicamente de FC)... Espero ansiosamente pelas sequelas, e pelo que ainda está para vir!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os Maias, de Eça de Queirós

Sou fã de Eça de Queirós desde que me posso chamar de "leitor". Este foi o autor que me iniciou no "grande romance", e sem dúvida o que mais me marcou, por vários sentidos.

E, como primeira leitura de 2010, não podia ser melhor. Se me queixei em 2009 de que nenhum livro entrara no meu Top 5, este aqui entrou. "Os Maias" é sem dúvida uma obra-prima, de Eça, da Literatura Portuguesa, de toda a Literatura. E um dos meus livros preferidos.

O que me fez gostar tanto do livro? Simples: se estava em baixo, esta leitura alegrava-me; se estava alegre, aqui encontrava o momento alto do dia; e nunca me senti tão triste por viver em 2010, e não em 1875!
Tenho pena de não ter estado ao lado de Carlos da Maia, personagem que idolatrei completamente (embora no fim me tenha desiludido imenso), João da Ega (personagem que muitas vezes me irritava pela sua atitude tão pouco altruísta, mas que no fim me apanhou de surpresa), Afonso da Maia (que impõe respeito), e todos os companheiros que no Ramalhete passaram horas a conversar, com especial destaque para Craft, um senhor que, embora muito secundário, me impressionou. Há destas coisas.

Esta é a história de uma família. De três gerações. De Afonso, Pedro e Carlos da Maia. E, embora sejam diferentes pessoas, as suas histórias estão inevitavelmente ligadas. Principalmente pela tragédia, pois Carlos tem de ser criado pelo avô Afonso, uma vez que Pedro, seu pai, se suicidou... Bem, mas mesmo tratando-se de uma introdução, não vou dizer razões nem nada do género! É muito interessante de se seguir, preparem-se para uma grande carga.

Para uma obra de 700 páginas, não é nada parada. Talvez porque nunca é demais a descrição e as longas discussões masculinas sobre a sociedade portuguesa. Sim, confirma-se: Eça de Queirós esmera-se em atacar por onde pode este nosso pequeno país. E tudo o que ele diz é quase como uma premonição; incrível como ainda hoje temos as mesmas preocupações daquela altura... Curioso...

Mas, para além das personagens, para além da história de uma família, para além de uma obra completa em tudo, temos a escrita. As magníficas descrições de Sintra e de Lisboa. A escrita que tão facilmente nos percorre. Eça de Queirós é um mestre a evocar uma plenitude de sensações, de logo no momento "desenhar" alguém, de nos fazer percorrer ruas inteiras.

Não acho que este seja um livro para senhoras. Muito pelo contrário. É um livro bastante "macho".
Mas que todos deveriam ler pelo menos uma vez.
Fenomenal. Estou sinceramente sem palavras para mais. E custa-me isso, pois esta crítica está pequenina. Mas não sei mais que dizer. Deixem-me ficar com este livro no pensamento, não me peçam para vos partilhar esse sentimento.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Bom ano 2010!!!!!!!


Desejo a todos uma excelente entrada e um excelente 2010.

Que este novo ano seja sempre melhor que o antigo... E que venha recheado de tudo o que a vida nos tem para oferecer.


Com muitos livrinhos à mistura, claro =) as melhores leituras, é sempre o que desejo!

Fazendo um balanço de 2009 no que toca a leituras, aqui vai a lista completa de livros que tive a oportunidade de ler (com uma apreciação simbólica à frente):

1. Equador - Miguel Sousa Tavares :worship:
2. O Estranho Caso de Benjamin Button - F. Scott Fitzgerald :w00t:
3. A Invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick :pipoca:
4. O Meu Amor Morreu em Bagdade - Michael Hastings -_-
5. A Guerra dos Tronos - George R. R. Martin :thumbup:
6. Os Contos de Beedle o Bardo - J. K. Rowling :)
7. A Loja dos Suicídios - Jean Teulé :w00t:
8. Natália - Helder Macedo :unsure:
9. Beleza Assassina - Chelsea Cain :w00t:
10. Desencontros Virtuais - Maria Eugénia Ponte ^_^
11. Divisadero - Michael Ondaatje :ermm:
12. A Muralha de Gelo - George R. R. Martin :frantics:
13. A Vida Nova - Orhan Pamuk :thumbup:
14. O Vampiro do Dente de Ouro - Álvaro Magalhães :)
15. Pequenos Gestos de Amor Eterno - Danny Scheinmann :D
16. Lua Nova - Stephenie Meyer :)
17. A Guerra dos Mundos - H. G. Wells ;)
18. O Meu Triste Segredo - Jenny Tomlin :o
19. Bons Sonhos, Meu Amor - Dorothy Koomson :sniff:
20. A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao - Junot Díaz :w00t:
21. Voo Final - Ken Follett :)
22. A Máquina de Xadrez - Robert Lohr :thumbup:
23. Stardust, O Mistério da Estrela Cadente - Neil Gaiman :victory:
24. Lagos Monstruosos - Anita Ganeri :)
25. Paixão em Florença - Somerset Maugham :w00t:
26. Dead Until Dark - Charlaine Harris :jay:
27. Escolhi o teu Amor - Emily Giffin ^_^
28. Filho da Guerra - Emmanuel Jal :unsure:
29. O Silêncio dos Teus Olhos - Hugo Girão :icecream:
30. Sputnik, Meu Amor - Haruki Murakami :blink: :D
31. O Labirinto da Rosa - Titania Hardie :-/
32. A Promessa - Brunonia Barry :victory:
33. A Seita - Robert Muchamore :D
34. Até que o Rio nos Separe - Charles Martin :wink:
35. Guia Prático para Cuidar de Demónios - Christopher Moore :lol:
36. A Missão de Az Gabrielson - Jay Amory :thumbup:
37. Living Dead in Dallas - Charlaine Harris :thumbup:
38. O Nome do Vento - Patrick Rothfuss :worship:
39. O Verso da Língua - Juva Batella :)
40. A Cabana - Wm. Paul Young ;)
41. Frei Luís de Sousa - Almeida Garrett :thumbup:
42. As Atribulações de Jacques Bonhomme - Telmo Marçal :)
43. Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos :D
44. A Mecânica do Coração - Mathias Malzieu :w00t:
45. A Nona Vida de Louis Drax - Liz Jensen ;)
46. O Homem Pintado - Peter V. Brett :frantics:
47. Ghostgirl - A Rapariga Invisível - Tonya Hurley :w00t:
48. A Melodia do Adeus - Nicholas Sparks :wink:
49. O Bobo - Christopher Moore :teletubbies: :loool: :malabarismo: :fighting:
50. Black Out - A Cortina da Memória - Lisa Unger :frantics:
51. Sem Sangue - Alessandro Baricco :w00t:
52. A Sombra do que Fomos - Luis Sepúlveda ;)

Gostava de dizer que este ano li um livro digno de ocupar os lugares de "1984", "O Senhor dos Anéis" ou "Os Pilares da Terra" (sem sombra de dúvidas, os meus 3 livros preferidos!), mas a verdade é que li imensos livros que adorei sem conseguirem atingir tais patamares (ou seja, livros pelos quais ficaria a suspirar durante meses...).

Ainda assim, muitos livros tornaram-se das minhas leituras preferidas, nomeadamente (Top 10 pessoal!):

- Equador, de Miguel Sousa Tavares (um dos melhores livros que já li. Fenomenal. Ainda hoje sinto a areia nos pés e vejo à minha frente o mar azul, sem dúvida de todos os livros que li foi dos que mais me marcou, e já é um dos meus preferidos! Fenomenal!);
- A Loja dos Suicídios, de Jean Teulé (este foi um género de leitura que descobri e que me encheu as medidas. Pela surrealidade, pelo humor, e por aqueles pequenos e breves momentos de reflexão que tanto gosto. Para recordar, para reler, para aconselhar aos quatro ventos, é um dos livros que mais me inspirou este ano. Uma pérola);
- O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss (enorme, fantástico, sim por vezes lento mas nunca me aborreceu, este é o grande livro fantástico que tive a oportunidade de conhecer. Adorei Kvothe e apaixonei-me perdidamente por certos capítulos. Dos melhores que pude ler. Não só promete ser um clássico na Literatura Fantástica como é um livro que, por mim, bem podia nunca acabar. Excelente!);
- A Vida Nova, de Orhan Pamuk (caso complicado este. Antes de o ler já adorava o autor, mesmo sem o conhecer já me sentia afeiçoado. Pelo que não gostar deste livro seria uma desilusão enorme. Mas, no meio de uma leitura melancólica, quase negra, pesada não pelas palavras escolhidas mas pelo ambiente em si... Descobri uma filosofia, uma crença, uma forma de ver o Universo que me apanhou totalmente. Moldou muitas das minhas próprias crenças no que é a Vida, o Tempo, o Universo ou o Destino. Mais do que uma leitura, uma iluminação);
- A Máquina de Xadrez, de Robert Lohr (talvez não conste nos meus 10 preferidos de sempre, mas foi surpreendente. Nada nos faz esperar por um romance como este, não só um bom thriller mas principalmente de uma carga histórica e psicológica atraente. Adorei todo o enredo do livro e adorei as suas personagens, não estava nada à espera. Supera as nossas expectativas! Foi uma das melhores leituras deste ano, e lembro-me dela com muita saudade);
- Paixão em Florença, de Somerset Maugham (perdi-me nas paisagens de Toscana, naquela nostálgica história de amor, e naquela lição de vida, de personalidade. Maugham foi daqueles escritores que passou, na perfeição, toda uma série de sensações que espero guardar para sempre. Um pequeno livro magnífico!);
-O Estranho Caso de Benjamin Button, de F. Scott Fitzgerald (este ano descobri também que as melhores leituras escondem-se, muitas vezes, nos livros mais pequenos. Este conto de Fitzgerald veio provar isso! Sem grande desenvolvimento, é um livro capaz de nos deixar agarrados, de nos emocionar e de nos chamar a atenção desde que Benjamin nasce com a aparência de um velho de 80 anos. Até adormecer nos braços da ama, aos 80 anos mas com o aspecto de um recém-nascido. Um livro lindíssimo);
- O Homem Pintado, de Peter V. Brett (o que me parecia ser um livro negro, assustador, cheio de demónios, quase arrepiante... Demonstrou ser um livro de Fantasia que faz renascer um pouco a velha jornada! Um mundo fascinante, com os característicos Demónios da Noite, as Cidades Livres, muito perto dos mundos fantásticos criados por aí... E 3 companheiros, cada um com a sua especialidade, prontos a embarcar numa enorme jornada para enfrentarem o mal da Noite como ninguém se atreveu! Uma boa surpresa!)
- Fúria Divina, de José Rodrigues dos Santos (um excelente regresso de um autor que tanto gosto. Ao contrário das minhas expectativas, Tomás Noronha volta mais maduro, mais cauteloso, e Dos Santos acerta em cheio neste enredo ao narrar também a história de um jovem muçulmano, paralelamente. Embora não me pareça ser o tema mais audacioso do autor, é sem dúvida um dos seus romances de mais qualidade);
- E o décimo lugar será partilhado pelos livros: Stardust, O Mistério da Estrela Cadente de Neil Gaiman, uma história apaixonante, A Missão de Az Gabrielson de Jay Amory, um dos livros fantásticos mais cativantes que já li, Sem Sangue de Alessandro Baricco, pequeno mas que esconde uma terrível lição sobre a vida, e Black Out - A Cortina da Memória de Lisa Unger, aquele livro que me fez dizer "Afinal até gosto de policiais!".

Apercebo-me de que este ano foi recheado de leituras que me satisfizeram. Embora nenhum entre para o Top 3 (não podia ser todos os anos pois não?), muitos foram das melhores leituras que já tive.

Desilusões: "O Labirinto da Rosa", de Titania Hardie. Que grande desilusão! Não sei o que tem aquilo de interessante, promete tanto e pouco tem. Foi a grande desilusão deste ano.

Enfim, que 2010 traga mais boas leituras!

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