quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais informações sobre o fenómeno "A Cabana"

Lido "O Nome do Vento", que já se revelou ser um dos melhores livros do ano, é tempo de dar mais algumas dicas sobre "A Cabana"!

Já comecei a ler e estou... curioso. Não sou religioso, sou antes filosófico, e por isso estou extremamente interessado em saber que ensinamentos esconderá este livro.


A Cabana, de Wm. Paul Young, já é um romance fenómeno mundial de popularidade, e está a chegar a Portugal!!!

A Porto Editora publica, a 2 de Outubro, o livro que Wm. Paul Young escreveu para a família e que, hoje, está a ter forte impacto em todo o tipo de públicos, nos mais diversos países. Nos EUA, venderam-se sete milhões de exemplares; no Brasil, em pouco tempo, já mais de um milhão.
Segundo o próprio autor, «a questão central é a da bondade de Deus». E, por abordar uma temática tão cara à maioria das pessoas, é, como referiu Isabel Coutinho, no Público, «um forte candidato a best-seller do ano».

Paul Young começou a escrever a história em 2005, para explicar aos seis filhos como lidou com as tragédias da sua própria vida. Tudo começou com as quinze cópias que ofereceu à família e a algumas pessoas próximas. Quando os amigos começaram a pedir exemplares para enviar a outros amigos, Paul começou a pensar na possibilidade de fazer chegar a sua história a uma maior audiência. Ainda bem que surgiu esta ideia, porque de facto tornou-se um "pequeno milagre"...
Com a ajuda de um amigo, criou uma editora e fez um investimento que lhe permitiu avançar com uma modesta edição de autor. Hoje, o livro é um êxito avassalador, discutido em todo o mundo.

A Porto Editora disponibilizou um sítio com fórum e um perfil no Facebook, onde os leitores poderão participar.

O livro é espectacular, completamente diferente de tudo o que tenho lido.
De tal maneira fiquei colado àquelas páginas, que vou lê-lo outra vez. Acho que a partir de agora vou viver a vida de outra maneira.

(João Chaves, Oceano Pacífico, RFM)



Sinopse:

E se Deus marcasse um encontro consigo? As férias de Mack com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada. Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana. Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.

Primeiras páginas



Wm. Paul Young nasceu no Canadá e foi criado pelos pais missionários numa tribo nas montanhas do que era a Nova Guiné. Anos depois, as mortes do irmão mais novo e de uma jovem sobrinha deixá-lo-iam completamente destroçado.
Há um ano e meio atrás, Wm. Paul Young tinha três empregos. Desde essa altura até agora, a vida do autor deu uma enorme reviravolta.
Actualmente, Paul Young vive com a família, no estado de Oregon, nos EUA.


sábado, 19 de setembro de 2009

O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

"Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam." Assim se inicia uma história sem igual na Literatura Fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda. "O Melhor do Ano para a Amazon.com... Escolha So Far para 2007. Os fãs de Harry Potter ansiando por uma nova série excitante não precisarão de procurar além de O Nome do Vento, primeiro livro de uma trilogia sobre um órfão que se torna lendário. Repleto de música, magia, amor e perda, a estreia cativante e viva de Patrick Rothfuss deixou-nos sem palavras." Amazon.com

Este livro é um peso enorme: 966 páginas!
Quer dizer, já ninguém cá edita um livro deste tamanho! Na melhor das hipóteses encontramo-los divididos em dois...

Daí que eu me tenha sentido ainda mais excitado por começar a leitura de um livro que prometeu ser uma nova entrada na Literatura Fantástica a tornar-se clássica!
Prometeu... E cumpriu!
Devo realmente dizer que este já é dos meus livros preferidos do ano e, muito possivelmente, um dos livros de Fantasia que mais prazer me deu ler.

Sou-vos sincero: houveram alturas em que me senti tão agarrado, tão frenético!!!, tão entusiasmado, que simplesmente me doía pôr o livro de lado. Foi um autêntico vício do princípio ao fim, e quando passei três dias sem pegar nele, bastou ler apenas uma página para me sentir ainda mais vibrado!!!

"O Nome do Vento" é uma espécie de Harry Potter para adultos, passado numa espécie de Terra Média. Poderão pensar "Isso são demasiadas influências...", mas garanto-vos que estamos perante um livro fresco, capaz de nos fazer imaginar e por criar uma história deveras emocionante. Mais do que emocionante! Kvothe é uma personagem poderosa.

A capa está lindíssima, e transmite muito bem a aura negra, misteriosa, mística, que o livro tem. Embora possamos fazer uma comparação a Harry Potter, já que estamos perante um jovem que entrou para a Universidade para se tornar um dos maiores mágicos de sempre, pessoalmente não achei tanto assim... O livro é grande, e eu não tiro nem uma palavra!!! Pelo que a história também há-de ser bastante desenvolvida...

Os seus pais foram mortos por criaturas que o próprio Kvothe não sabe quem são, mas suspeita serem quem muitos pensam nem existir... E para se vingar vai ter de estudar e desenvolver a prática de magia que desde pequeno revelou ter. Mas a quantidade de sacrifícios que terá de passar quase nos arrancar do nosso mundo.

Kvothe é uma personagem deveras bem construída. Tão bem construída, para se tornar tão fantástica e humana quanto possível, que se torna muito verídica. Viveu centenas de aventuras e conheceu outras centenas de pessoas que foram capazes de nos fazer ficar pegados ao livro, mas até se tornar uma lenda teve de sofrer muito... Um destino que nos intriga ao longo do livro!

É uma história deveras cativante. E não deixa de ter tudo o que um livro fantástico tem. É de notar a criação de um mundo que foi construído à base de imensas lendas e mitos e personagens históricas que se tornaram lendárias, muito à base do que temos com "O Senhor dos Anéis"! No entanto, não deixa de ser algo novo e cheio de magia, romance, aventura, mistério, perda, todo o épico, que gostamos de ler neste tipo de livros.

Para quem se sente intimidado pelo tamanho, posso garantir que a escrita é tão cativante e acessível que não será uma leitura tão demorada! Para quem julga que estamos perante uma daquelas histórias inspiradas noutras, posso garantir que esta entrada tem de tão cativante quando original. Opinião pessoal: fiquei vibrado!!! Mal conseguia pousar o livro sem me sentir mal! Há algum tempo que não lia um livro que me fizesse vibrar tanto (voltei a experimentar a sensação que apenas tinha tido com "Os Pilares da Terra", que é só o meu terceiro livro preferido!).

Espero que o autor não demore assim tanto tempo a escrever o segundo volume (tudo leva a crer que vai levar muito tempo...), porque a vontade de entrar de novo no seu mundo e de continuar ao lado das suas personagens é extremamente alta!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Cabana... Prepare-se para entrar!



É com grande prazer e honra que anuncio que a Porto Editora escolheu este cantinho como um dos 10 blogues que vão ter acesso exclusivo e antecipado ao livro que promete ser um dos mais marcantes do ano, e já é considerado um clássico de literatura moderna: A Cabana, de Wm. Paul Young (www.acabana.pt), cuja capa provisória aqui se revela.

Este já clássico vendeu mais de 7 milhões de livros nos Estados Unidos, mais de 1 milhão no Brasil, e parece-me que o número aumentará. Está a chegar a Portugal, portanto atenção...

Em breve, a minha opinião!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Verso da Língua, de Juva Batella

Sente que o Novo Acordo Ortográfico é confuso? Que nunca se vai habituar? Que nem sequer teve voto na matéria? E de que lado ficaria se pudesse, de facto, votar? Até onde estaria disposto a ir? Juva Batella foi longe, e criou esta trama insólita - onde não faltam mistérios, sequestros, assassinatos, suicídios e investigações policiais à italiana - protagonizada pelo Verbo; pelo Substantivo; pelo Dr. Aurélio, sempre a citar o grego e o latim (do latim latine); pelo Pleonasmo, exaustivamente cansativo; pelas Gírias, sempre marotas; pelas Interjeições, sempre aos berros; pelo Palavrão, sujeito tosco e mal-educado; pelo Negrito e o Itálico, membros dos grupos étnicos desfavorecidos; pelo Interrogação, armado em filósofo e cheio de dúvidas; pela Voz Passiva e pelo Pronome Apassivador, casal neurótico mas feliz; e por muitos outros. Todo o universo da língua está aqui, num romance híbrido - policial linguístico - sobre a violência das palavras e a nossa língua-pátria, que é também mátria e é frátia - essa língua transatlântica que todos falamos e que nos faz dizer, como Caetano Veloso: «Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões».

Agora com o Novo Acordo Ortográfico, muito se discute e muito se procura esclarecer.
Este livro pega na polémica e aproveita as suas personagens.

Este livro é teatro. Mas em prosa.

Temos imensas, imensas imensas personagens, todas saídas das gramáticas portuguesas! Melhor ainda, cada uma tem uma palavra a dizer, o que as torna super interessantes!
Um rol tão grande de personagens pode-se tornar, contudo, algo cansativo.

Tudo começa numa reunião entre sinais de pontuação, classes de palavras e funções sintácticas. Uns são contra o Novo Acordo, outros não!
Uma coisa é certa: cada uma tem a sua razão. No entanto, como pessoas e leitores, acho que temos de procurar nós próprios uma razão para nos defendermos, e não é procurando neste livro, que se trata simplesmente de uma discussão entre coisas que constam na gramática e que consideramos essenciais!
Entretanto, o Ponto Final desapareceu. Raptado? Porquê? Sem o Ponto, o Novo Acordo não pode avançar! Quem ia querer impedir de tal maneira o Acordo que levaria a este extremo?

Todo o livro é cheio de imaginação e brincadeira. Brincadeira porque Batella pega na Gramática Portuguesa e cria personagens. O texto é tal e qual um teatro. Cada uma tem a sua fala, o seu aspecto. É sinceramente muito engraçado, e tanto ouve alturas em que me ri um bocado como alturas em que senti que aquelas personagens, que são tão conhecidas, mas abordadas de maneira tão diferente aqui, que nos leva a procurá-las, a querer falar com elas.

No entanto, este livro data de 1995!!! Sinceramente, acho que já passou muita água debaixo da ponte, como se costuma dizer. Talvez faça muito muito sentido ler este livro agora, mas entretanto a discussão sobre o Novo Acordo Ortográfico desenvolveu-se de maneira que há coisas que poderiam ser discutidas neste livro que... Não o são.

Um livro engraçado, uma brincadeira que se desenvolve muito maduramente! Até fiquei impressionado nesse aspecto! A história é bastante sólida e tem um enredo que não se pode dizer apenas "giro", mas sinceramente adulto. No entanto, 1995 já foi há muito tempo, e agora queríamos talvez uma sequela que se ajuste ao que hoje se discute mais...

Recomendo a sua leitura para quem procura um livro... Algo diferente. Um livro com personagens tão ideais!!!
E para um verdadeiro interessado pela Língua Portuguesa.
Acho que será sempre o tipo de leitura que passamos e que até apreciamos, como um chá das cinco.

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