terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Boas aquisições

3 livros que recebi de uma troca:

- Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado
- Paixão em Florença, de Somerset Maugham
- As Pontes de Madison County, de Robert James Waller

Um que a Editorial Presença enviou:

- Natália, de Helder Macedo

E hoje comprei um GRANDE livro... Na verdade, uma preciosidade:

- The Complete Calvin & Hobbes, de Bill Watterson




Um pack absolutamente extraordinário e para o qual tenho vindo a trabalhar. Adoro Calvin e Hobbes e ter a obra completa é uma alegria!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A Loja dos Suicídios, de Jean Teulé


A sua vida foi um fracasso?
Connosco, a sua morte será um sucesso!

(Casa Tuvache há 10 gerações no suicídio)

Deprimidos, alegrem-se!
Magazine Littéraire

Uma loja de suicídios que está repleta de vida.
Le Figaro

A ler para levantar a moral.
Le Point

Você vai morrer a rir.
La Dépêche


Já esperava deste livro uma história original, divertida. Nunca pensei que excedesse essas expectativas, levando-me a dar a nota máxima.
Amei o livro. Tocou-me extraordinariamente, não só tem uma bela história como personagens bastante carismáticas, e um ambiente que nos dá a volta à cabeça.
É mesmo muito original!

Imaginem um ambiente futurista, por exemplo no séc. XXII, em que a Terra se encontra totalmente poluída e a Humanidade à beira da extinção. Perante este cenário de desespero, vocês dirigem-se a uma loja e pedem uma corda para se enforcarem
"Com certeza, a sua casa é alta ou baixa?"
"Sinceramente, não sei"
"Pois bem, leve esta corda de dois metros e depois diga... Ah, peço perdão! Tenha uma boa morte!"

No meio de uma cidade tremendamente deprimente, onde as pessoas se atiram dos prédios abaixo e o mundo já não tem significado. Um loja mórbida, onde a família que a gere não sorri, inventando a cada momento instrumentos para suicídios fascinantes! Até que nasce o terceiro filho, que para desespero de todos sorri e vê optimismo em todo o lado! Será a desgraça da família mas vai afectar imensamente a loja, de tal modo que a morte nunca mais será a mesma.

Como disse, este livro tocou-me bastante. É original, é divertido, tem personagens muito curiosas e deixa-nos a reflectir bastante. É inspirador!
É mesmo uma pérola de humor negro, muito ao estilo de Tim Burton, e que já é um dos meus livros preferidos. Impressionou-me bastante mesmo.
Portanto, acho que merece completamente o 6, de tão bom ter sido! Acredito que poderá parecer exagerado para muitos, mas o livro é mesmo excelente, e talvez não seja uma obra prima, mas preencheu-me completamente. Além de gostar dos livros que leio, não me importo de ser um mãos-largas, e devem compreender que a minha classificação baseia-se no meu gosto pessoal!

Os Contos de Beedle o Bardo, de J. K. Rowling


Os Contos de Beedle o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores.

Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros.
O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts.

Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter.


Quando decidi começar a ler o livro, tinha as minhas expectativas baixas. A maioria das pessoas não achou graça, achou demasiado pequeno. Eu apenas sabia que tinha adorado a saga de Harry Potter!
Além disso, tenho vindo a adiar a leitura destes contos. Por ser demasiado pequeno, queria lê-lo apenas quando estivesse com vontade. Pode ser um livro mais infantil, mas para quem como eu lê livros mais desenvolvidos é preciso achar uma altura certa para gostar dos livros mais simples.

No entanto, adorei o livro. Não achei nada curto, achei sim com o tamanho ideal! E fiquei simplesmente encantado com as histórias, li-os numa altura em que tinha a cabeça leve. Atenção, este é um livro infantil! Claro, acho que satisfaz minimamente os fãs da autora.

Talvez desiluda muitos ao dizer que não há qualquer referência à saga que tornou Rowling famosa. No entanto, não deixa de ser um livro delicioso, divertido e que nos faz entrar no mundo de feiticeiros. Porque em vez da Branca de Neve, a Cinderela, o Peter Pan ou o Polegarzinho, temos a Morte e Vermes e Monstros e Caldeirões Mágicos!

Não é o regresso da autora de Harry Potter, é antes um pequeno divertimento. No entanto, foi-me igualmente encantador.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin


"A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel." - SF Reviews.net

Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.

"George R. R. Martin apresenta um mundo vibrante e real, personagens soberbamente construídas, enredos complexos mas coerentes, descrições de cortar a respiração e uma prosa muito acima daquilo a que o género nos habituou." -
Amazon.com

"Um livro que nos agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!"-Robert Jordan

É a segunda vez que leio este livro.
Entrei nos Sete Reinos ainda o ano passado, mas uma das minhas decisões para 2009 era reler os livros da saga.
Em boa hora o fiz!

Mesmo sabendo o que ia acontecer, mesmo tendo já percorrido as páginas, ainda gostei mais de ler desta vez. O dogma de que "não há leitura como a primeira" cai por água abaixo com esta releitura, talvez porque sejamos pressionados a reparar em mais pormenores, a verdade é que gostei muito mais de ler agora do que à primeira. Foi uma leitura mais agradável!

Confirma-se que esta saga é, talvez, a maior saga de Fantasia da actualidade. Confirma-se que o mundo que nos é apresentado é, talvez, uma das maiores criações dos nossos tempos. Mais importante ainda, confirma-se que as personagens deste livro são das mais cativantes que alguma vez terão a oportunidade de ler.

Uma leitura rápida devida à excitação em saber o que vai acontecer a seguir! A próxima página é sempre imprevisível. Ansiamos com as personagens que mais gostamos e odiamos aquelas que teimam em criar obstáculos.
Não sei bem o que dizer. É absorvente. Há uma tremenda cadeia de conspirações e segredos que envolvem o leitor. Tudo isso conspira para que os próximos volumes sejam ainda mais emocionantes.

Foi preciso reler o livro para poder afirmar que é um dos meus preferidos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Mais prémios!


Obrigado à Lili! 6 coisas sobre mim... Sou apaixonado pelos livros, adoro viajar, gosto muito de divagar sobre temas profundos até altas horas da noite, confio demasiado em todos os amigos, tiro boas notas, já fui menos preguiçoso *blush*.


Obrigado à Carla Milhazes, à Isabel Maia, à Borboleta, à Butterfly, à Marcia, à White Lady, à PallasAthena, à Cristina Bernardes e à Calamity Jane.


Obrigado à Flicka, à Paula e à Calamity Jane.


Obrigado à Tanea e à Estefânia.

Sei que devo ser condenado por tal coisa, mas prefiro passar estes prémios para blogues em geral, e não para um número limitado de 10 ou 15.

Portanto, recebem o Prémio 66 quem quiser; recebem o Prémio Dardos todos os blogues que eu comento; recebem o Prémio Vale a Pena Acompanhar Este Blog todos aqueles a quem eu sigo; o Prémio Blog de Ouro a todos os homens(pois originalmente este prémio foi distribuído só para mulheres!).

(espero não me ter esquecido de ninguém...)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

No Dia dos Namorados...


Qual o melhor livro para oferecer?

Quanto a mim, é difícil de escolher... Um "Como Água para Chocolate" parece mostrar a sensualidade do romance, um "Expiação" a força do amor, um "Crepúsculo" para a paixão adolescente... Quem sabe, uma "A Letra Escarlate" pelo sacrifício? Um romance de Júlio Dinis recheado de paisagens e casais apaixonados?
Ou talvez prefiram um livro sem estes casalinhos, uma outra história qualquer.

Digam, qual é o melhor livro para o S. Valentim apontar a sua seta?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Colecção "Frente e Verso" com a Visão!

Pois é, mais uma revista a lançar livros... Venham mais! LOL

Atenção, A COLECÇÃO COMEÇA AMANHÃ! Chama-se "Frente e Verso" e é constituída por 8 livros, todos eles de autores portugueses. O conceito é mostrar o lado prosaico e o lado poético de um autor (neste caso, 8!).

A lista... É esta =):

12 de Fevereiro: Manuel Alegre - A terceira Rosa (prosa) / Livro do Português Errante (poesia)
19 de Fevereiro: Nuno Júdice - O Anjo da Tempestade (prosa) / Pedro, Lembrando Inês (poesia)
26 de Fevereiro: Mia Couto - O Fio das Missangas (prosa) / Raiz de Orvalho e Outros Poemas (poesia)
5 de Março: Maria Teresa Horta - Antologia de Contos (prosa) / Só de Amor (poesia)
12 de Março: Mário Cláudio - O Anel de Basalto (prosa) / Dois Poemas (poesia)
19 de Março: Ondjaki - O assobiador (prosa) / Há prendisajens com o Xão (poesia)
26 de Março: João Melo - The serial Killer (prosa) / Auto-Retrato (poesia)
2 de Abril: Fernando Pinto do Amaral - Contos (prosa) / Poemas Escolhidos (1990-2007) (poesia)

O primeiro volume é grátis. Não vos posso dizer mais. Fontes aqui e aqui.
Espero vir a aproveitar a colecção... Portanto, todos estes livros hão-de ser aquisições! (embora já tenha "O Fio das Missangas", do qual já li vários contos e é altamente recomendável).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O Meu Amor Morreu em Bagdade - Uma História de Guerra do Nosso Tempo, de Michael Hastings


O Meu Amor Morreu em Bagdade é um relato verídico, revelador e dramático de um dos períodos mais violentos do conflito no Iraque e é, simultaneamente, uma história de amor que nos retrata o que acontece quando a juventude, a inocência e o amor se expõem à devastação da guerra. O narrador é Michael Hastings, um repórter da revista Newsweek enviado para Bagdade para fazer a cobertura da guerra que, num dos seus regressos a Nova Iorque, se apaixona por uma jovem colaboradora da Air America, Andi Parphamovich. Após um ano de namoro, Andi acompanha Michael quando este volta ao Iraque e acaba por ser vítima de uma emboscada fatal ao ser destacada, ao serviço do National Democratic Institute, para uma missão numa das zonas mais perigosas da cidade. Um olhar intenso sobre o caos da guerra no Iraque e sobre a perda de um grande amor.

Este deve ter sido o primeiro livro que li de não-ficção sobre a Guerra do Iraque, essa guerra sobre-humana à qual tenho assistido com pesar.

Mas, até ler este livro, nunca me tinha apercebido do quão horrível ela é.
É, de facto, um relato chocante da Guerra. Constantemente pensei para mim mesmo: "Como é que isto é possível? Como é que o Homem é capaz de sobreviver a este tormento? Esta guerra é simplesmente sobre-humana, como é que somos capazes de aguentar tal coisa?".
Sem dúvida, os dotes do jornalismo dão a Michael Hastings o poder de invocar o ambiente de guerra. Reparem, o livro não fala de como a guerra começou, dos segredos por detrás dela, ao que poderá levar. Não. Este livro fala sobre viver debaixo das bombas, dos tiros, viver debaixo de uma cortina do medo, debaixo do receio de, a qualquer momento, morrer. Fiquei bastante, bastante impressionado por isso. Não acredito que haja pessoa neste mundo que seja capaz de sobreviver a esta vida. É mais do que difícil, é fora do nosso alcance. Só mesmo lendo o livro poderão perceber o sofrimento que falo, a menos que tenham estado lá e sobrevivido.

E, agora, o amor. Confesso que, ao longo do livro, o romance entre Mike e Andi não foi o que mais me impressionou. Fiquei bastante tocado com as descrições da guerra, mas não com as descrições do seu amor, dos e-mails, das mensagens. No entanto, quando chegamos ao fim, quando somos confrontados com a notícia da morte de Andi e assistimos ao que se segue, não se deixa de sentir um pequeno aperto no coração, uma dor, um sofrimento. Pessoalmente, esta parte tocou-me bastante, fazendo-me desejar que nada disto tivesse acontecido.
Descrições de guerra absolutamente estonteantes. A morte da amada e que não deixa o leitor impune.
Como escritor, receio dizer que Michael Hastings oferece-nos um excelente relato não-fictício, mas não me parece que seja pessoa para escrever um livro. Hastings é um excelente jornalista, mas não é um escritor. Oferece-nos esta obra dramática, muito boa, mas não se revela um escritor.

Portanto, o meu conselho é que leiam. Eu gostei imenso. Fiquei tocado, muito sensibilizado, e foi com horror que me apercebi do sofrimento que é viver debaixo de uma guerra que está a acontecer. Parem de enviar soldados e de devolver caixões.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Prémios e prémios e prémios...

Enfim, uma data deles.


Obrigado a: Flicka, Miar à Chuva, Isabel Maia, Homem do Leme, Butterfly, Marcelina Gama, Sofia Afonso, Cristina Bernardes, Alice, Tita, Calamity Jane e Amizade.


Obrigado a: Butterfly, Sofia Afonso, Paula e Calamity Jane.

Espero não me ter esquecido de ninguém. Se alguém estiver em falta, agradeço o aviso!
Ainda pensei em recusar os prémios, mas não o fiz. Serão exibidos no rodapé deste "cantinho", por isso mais discretos.

Quanto a quem nomeio... Devo dizer que TENTO visitar diariamente 85 blogues (pois, sou um bocado teimoso neste aspecto) e que metade deles são mais do que excelentes, fora a outra metade que excelente é.
Por isso, passo estes prémios a todos aqueles que passam e comentam por aqui regularmente e a quem também me dou ao trabalho de comentar e visitar sempre que possível. E por isso não sejam acanhados, estou-vos mesmo a dar o prémio, sim a vocês que vão agora comentar! ;P

Agradeço a todos os que me passaram estes prémios, é uma honra e um orgulho saber que me têm na sua consideração. Obrigado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pontuação de obras



Eu próprio já tinha começado a reconsiderar esta opção, no entanto só quando fui confrontado com visitantes (mais recentemente pelo Iceman) é que decidi levar a sério: pontuar os livros quantitativamente.

Grande parte dos blogues literários já tratou de adoptar uma escala. Eu sempre me mostrei relutante quanto a esta pontuação, e digo porquê: para mim, classificar um livro de 1 a 10, 1 a 20 ou 1 a 5 limita demasiado a apreciação de um livro, mais do que desenvolvendo a opinião. Acaba por ser injusto para a obra porque há coisas boas e coisas más, de repente pode merecer um 10/10 mas se pensarmos melhor merece um 7/10, exemplificando. Dar um valor a um livro é, para mim, estabelecer demasiados limites.
Além disso, esse valor nem sempre corresponderá à real qualidade da obra em causa, e se tentarmos adaptar acaba por se desviar um pouco da nossa apreciação pessoal. E, quem sabe, por vezes dar um valor baixo a um livro que até pode ser bom faz com que o leitor hesite demasiado... A partir de certa altura essa classificação será o essencial numa opinião, e receio sempre que certos aspectos deixem de ser atendidos, até que os leitores deixem de reparar em livros que, se calhar, até gostariam!

Contudo, a verdade é que com uma escala qualquer um situa facilmente uma obra. Qualquer um se sente muito mais à vontade ao ler uma classificação. E é algo que todos os leitores teimam em adoptar, e quando confrontado com esta hipótese não posso deixar de atender ao pedido.

Por isso, decidi começar a pontuar os livros da seguinte maneira:

6 - Obra Prima
5 - Muito Bom/Excelente
4 - Muito Bom/Bom
3 - Razoável
2 - Insuficiente/Mau
1 - Penoso
0 - Não terminado / Horrível


Poderão variar os valores qualitativos, consoante a obra...
Pessoalmente, sinto que esta escala encaixa na perfeição, tendo em conta que serão utilizadas também metades (números decimais)... Ou não =P Nem me parece muito grande nem demasiado pequena, e parece-me bastante sólida. Oriento-me bem.

E quanto a vocês? O que acham desta escala? Agradeço todas as opiniões e debates!



EDIT: Pois bem,  como poderão reparar, esta mensagem deixa de estar actualizada. Passei a utilizar o sistema de 5 estrelas, e posso quase garantir que manter-se-á assim durante muito tempo...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick



Talvez fiquem surpreendidos se vos disser que este livro tem cerca de 540 páginas... E lia-as em duas horas!!!!!!!! (não consegui resistir-lhe, por isso deixei "O Meu Amor Morreu em Bagdade" de lado durante essas horas...)

Mas não fiquem chocados: mais de metade do livro são ilustrações. Mas que belas ilustrações!
E o texto é tão fluido, mas tão bem escrito...

É fenomenal. É original. É criativo, imaginativo. Mais que tudo, prima pela originalidade. Desde a primeira página que somos transportados para um filme autêntico, quase que andamos pelas ruas de Paris ao lado das nossas personagens. Personagens essas que são encantadoras.

Aliás, todo o livro tem um poder de encanto difícil de escapar. Experimentem lê-lo como se estivessem numa sala de cinema, seguido, e sejam confrontados com um enredo viciante, com personagens cativantes e mistérios que, muito embora não sejam uma "ameaça à Humanidade" ou nada que se pareça, até são bastante pessoais, mas extremamente aliciantes.
Somos confrontados com um rapaz, Hugo Cabret, que vive numa estação de comboios e que tem dois objectivos: controlar os relógios da estação e recuperar um autómato que tem a capacidade de escrever, e Hugo espera pelo momento em que possa descobrir qual a mensagem desse boneco (mensagem que poderá, ou não, ser fulcral para a sua vida). Por isso, vai ser confrontado com várias personagens que, com os seus próprios segredos, criam uma trama e um enredo que agarra o leitor até à última página.

Superou as minhas expectativas. Adorei. O autor cria um ambiente cinematográfico especial e faz-nos querer continuar a ler.
Tal como no mecanismo de rodas dentadas de um relógio, o autor estabelece uma união entre as ilustrações, o texto, as personagens, as suas histórias, criando um enredo que trabalha na perfeição. Um mistério delicioso e agradável de se ler. Sentimos a história. Faz-nos sonhar. Excelente e imperdível.

É original. É belo. É emocionante. E ainda nos dá alguns momentos de reflexão... Deixem-se levar pelas imagens e leiam este livro! Para reler e reler e reler...
(já agora, a obra é referida como "Romance Histórico", e com razão! ;D)

Quem também lê