JOAQUIM VIEIRA
Não sei que dizer deste livro.
Parece que tenho uma opinião um pouco ambígua... Mas creio que esta leitura foi tempo desperdiçado.
Em primeiro lugar, como ficção, deixa-nos a chupar no dedo... Muito a desejar.
Depois, demasiado palavreado que não serve para nada, e torna a leitura tão entediante e aborrecida...
Em cerca de 30 short-stories, umas 5 são do princípio ao fim interessantes. Todas as outras, apenas têm de interessante os últimos dois parágrafos!
Além disso, não sei se é mesmo o tipo de escrita do autor, mas a uma certa altura já estava farto de ler sobre sexo e asneiradas seguidas. Será que fez isto para tornar a leitura mais "descontraída"? Se sim, falhou redondamente.
Mas basta do mau e avancemos para o bom, se o conseguirmos encontrar... Pois, é que o livro fala sobre a guerra colonial, e tem informações imensas e muito interessantes, mas estão tão diluídas naquele palavreado que não cativam.
Nem a parte dos ataques parece fascinar.
No entanto, algumas coisas boas consegui reter. Trata-se de vários contos e cada conto apresenta-nos uma personagem, que pelo destino é arrancado para uma guerra que nunca quis, mas da qual não pode fugir. Esse foi o grande problema da guerra colonial: uma guerra injusta e sem nexo, porque quem a fazia, os soldados, estava-se nas tintas para aquilo, e só queria recuperar a sua antiga vida. Muitos deles deixaram sequer de viver.
Cada vez que acabava um conto, ficava a pensar, porque realmente os últimos parágrafos são, em geral, bons. Tudo o resto da short-story é uma treta. E dessa reflexão consegui caracterizar a guerra colonial, os soldados, e em alguns casos fiquei chocado com a brutalidade, a violência, e em poucos casos fiquei emocionado.
No entanto, não obstante estas características positivas do livro, foi uma perda de tempo pegar nele. Acredito que muitos gostem, principalmente os ex-combatentes! Mas como ficção não satisfaz, e para mim foi uma curiosidade que poderia ter sido menos prolongada... =/


















