sábado, 31 de outubro de 2009

Fúria Divina, de José Rodrigues dos Santos

Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra. 6AYHAS1HA8RU Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo. E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica? Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos.

Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda.

Bem, acho que será escusado dizer que este não só é o regresso de José Rodrigues dos Santos, como o facto de ter sido revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda chamou a atenção de muitos.

Comprei o livro no seu lançamento no Colombo, e desde já digo que não ouvi nada do que o autor disse, nem dos restantes apresentadores. Estava tanta gente, e o som estava tão mau! Para a próxima, a ver se JRS reserva o Pavilhão Atlântico.

Logo nessa noite comecei a lê-lo.

Acho que é um excelente regresso. Do autor e das personagens.
Não é o seu livro mais ambicioso. Aliás, a nível de tema, acho que os anteriores foram bastante mais "atrevidos", almejavam bastante mais. Não acontece isto aqui! Neste livro, Dos Santos apresenta-nos o fundamentalismo islâmico. É extremamente interessante, e confesso que até fiquei com curiosidade de ler o Alcorão! Não é, ainda assim, um livro que mereça a polémica que outros mereceram.

O seu estilo jornalístico está lá. Este é o tipo de livro que não nos deixa frustados na busca de conhecimento. Lemos sobre o Islão e o fundamentalismo religioso com avidez, sem pararmos de receber todo o tipo de curiosidades, de informações, e dos pontos de vista que pedimos. É uma das coisas que gosto em JRS: não se resume à acção.

E assim chegamos ao enredo. Li "O Sétimo Selo" e DETESTEI a personagem de Tomás Noronha. Não sei transmitir o ódio que esta personagem transmite, a ingenuidade!!!
Este livro é totalmente diferente.
Neste livro encontrei (FINALMENTE) um Noronha maduro, um Noronha que sabe, um Noronha que é professor universitário, um Noronha que já passou por muito. Fiquei obviamente impressionado por ter conseguido reavivar a personagem.

Mas não foi isso que tornou este livro diferente dos outros.
Foi a construção do enredo.
Há algo novo neste romance, em relação a outros do autor. Temos duas histórias paralelas: a de Noronha e a de Ahmed, o rapaz que ao longo da sua vida vai descobrindo os ensinamentos de Alá. Pessoalmente, achei isto um golpe de génio, vindo de JRS. Não só criou duas histórias paralelas e um jogo muito interessante no enredo como criou Ahmed, que é fascinante, como se desviou de páginas intensivas de Noronha, que poderiam chatear o leitor.
Embora o tema não seja melhor do que os anteriores da série, este foi para mim dos melhores livros em termos de enredo! Foram dados alguns passos nesta área, que alguns saberão ser um ponto fraco em JRS.

Continuam a haver gralhas. Continuam a haver situações que raramente poderiam acontecer. Continuam a haver vários pontos que tornam a história pouco credível. Mas há aqueles pontos que parece que dão mais qualidade a este thriller! E é fácil de ler... Pouca descrição, uma escrita bastante corrida. Nada a notar!
Para terminar, tenho a dizer: nunca achei que José Rodrigues dos Santos fosse parecido com Dan Brown. Nunca. Mas "Fúria Divina" tanto poderia ter sido escrito pelo português como pelo inglês. Tenho de reconhecer a grande semelhança entre os dois nesta obra específica!

Para quem não gosta de ler, bem que vai gostar deste livro! Para quem gosta de JRS, este tem de ser lido. Para quem ainda tem preconceitos, pegue num do jornalista, mesmo não sendo este ("A Filha do Capitão" e "O Codex 632" são bons romances!). Eu gostei muito, e já estou à espera do próximo dele.

domingo, 25 de outubro de 2009

As Atribulações de Jacques Bonhomme, de Telmo Marçal

"Não se lê propriamente o livro que têm em mãos, mas mergulha-se nele. Um parágrafo, uma página, e estamos cercados pela sua forma própria de ser, pela visão particular do mundo e da raça humana. Mergulhamos descontraidamente e logo percebemos a insensatez da nossa postura. Esta não é uma obra redentora. Não nos dá a mão e nos acompanha pelos becos escuros, pelo vale da nossa dor, qual guardião que protege a nossa fragilidade. Ao entrarmos na primeira página, descobrimo-nos na jaula da fera encurralada - e depois não podemos voltar atrás." Do prefácio de Luís Filipe Silva

Este prefácio não podia explicar melhor a sensação que este livro nos transmite.

Ainda assim, só lendo perceberão o que se quer dizer.

Trata-se de um conjunto de 12 contos muito únicos, o que torna Telmo Marçal um autor especial num género tão mal explorado em Portugal: a distopia.
São, porém, contos extremamente pessimistas. A sua visão da raça humana, da nossa sociedade, é tão opressiva que não podemos deixar de nos sentir sem saber o que fazer, perante uma perspectiva tão ameaçadora, tão feroz, tão sufocante.

Não posso deixar de aconselhar este livro, porque estamos perante algo especial na literatura nacional. Não encontramos com facilidade um autor que arrisque tanto!
Por outro lado... É um livro MUITO difícil de digerir. Quando digo muito, é mesmo muito. Talvez por ser demasiado pessimista... Talvez por apresentar uma raça humana tão opressiva, tão abafada.

Talvez por nos apercebermos que não há sentimento nestas páginas. Como o Homem não tem qualquer sentimento. Isso é o que torna o livro tão difícil.

Alturas houve em que o achei ligeiramente chato. Quando a fórmula atribulada e violenta já se repetia, conto atrás de conto. E alturas houve em que me via sinceramente impressionado pelo mundo que Marçal me apresentava, tão parecido com o nosso, e no entanto ainda distante.

Para além disso, há que referir: este livro não se desenvolve como qualquer outro. Vou tentar explicar: enquanto que, num livro normal, ser-nos-iam apresentadas personagens e o mundo onde vivem, a sua sociedade, e as suas "atribulações", neste livro estamos perante contos onde percorremos o caminho da personagem, chegamos ao fim e pensamos "É só isto?". Praticamente não temos a descrição de nada, apenas temos o dever de acompanhar os passos do personagem. Pode parecer insuficiente, sem qualquer história, mas a verdade é outra. Temos de ser suficientemente espertos para assimilar o mundo onde a personagem vive. É isso que faz "As Atribulações de Jacques Bonhomme". Não a descrição da sua sociedade, mas as atribulações de cada um nela. Se o que queremos é saber mais sobre o que o rodeia, temos de ser nós a assimilar os pormenores.

Há vários contos que poderiam ter sido, por tantas razões, mais desenvolvidos. Não foi o que aconteceu, mas esta "injecção" já bastou para me sentir suficientemente abismado.

Nunca, mas nunca, daria este livro a quem não é minimamente experiente. "Não é uma obra redentora". Não vale a pena pensarmos que estamos perante uma obra que nos vai ficar assombrados, chocados talvez, porque é totalmente diferente do que esperamos. É demasiadamente limitada, não conseguimos fugir à sua experiência.
Leiam com precaução. Com atenção. E leiam quando se sentirem capazes de tal.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Passatempo "A Melodia do Adeus", de Nicholas Sparks

O primeiro passatempo deste blogue!


O Cantinho do Bookoholic, em colaboração com a Editorial Presença, tem 3 LIVROS "A Melodia do Adeus", de Nicholas Sparks, para oferecer!!
Este é o novo romance de um dos mais amados autores de ficção americana e vai ser lançado cá em Portugal a 3 de Novembro.

Para além deste livro que já gera expectativas, os 3 vencedores terão direito a um saco promocional do livro. E pensam que é só? Nada disso! O primeiro sorteado terá o privilégio de receber a sua cópia autografada pelo autor ;)


Para se candidatarem a este passatempo, temos três perguntas para responderem...

1.ª - Qual o maior romance de Nicholas Sparks? (resposta aceite seja em inglês ou em português)
2.ª - Quem escolheu o nome da personagem Ronnie, em "A Melodia do Adeus"?
3.ª - Quantos livros de Nicholas Sparks já foram adaptados para o cinema?

Enviem as vossas respostas para cantinhodobookoholic@gmail.com, juntamente com primeiro e último nome, morada e código-postal (os dados são pessoais, e por isso nunca serão divulgados. Destinam-se apenas para informar a Editorial Presença dos vencedores do passatempo).
Só são válidas as participações com as três respostas certas!
Só é válida uma participação por pessoa e por residência.
Deverão enviar as suas respostas apenas para o mail disponibilizado acima, até às 23h59 do dia 3 de Novembro. O passatempo encerra a partir das 00h00 de 4 de Novembro (a data foi alterada, dia 3 de Novembro ainda têm a chance de participar!).
Este passatempo destina-se a residentes em Portugal, e não fora.
Ao serem validadas as vossas respostas, deverão receber um email de confirmação com o número de registo!
Os vencedores serão sorteados aleatoriamente por mim, administrador do blogue.
Os 3 vencedores serão divulgados neste blogue e receberão os seus exemplares e o saco a cargo da Editorial Presença, em princípio.

E... toca a participar! Não podia ser mais aliciante!

domingo, 11 de outubro de 2009

Compras!!!

Bem, ultimamente não tenho falado de muitas aquisições... Para além dos livros que as editoras vão enviando, e que vou lendo imediatamente, não tenho comprado nada! É uma tentativa de animar o ritmo de leitura!

Mas, entretanto, este fim-de-semana quebrei a calma que por aqui ia.

Estes três livros foram comprados numa Feira perto do Rossio. No próprio Rossio? Ok, não tenho a certeza, porque não fui eu que os comprei =P É uma excelente oportunidade para ler livros que... De certeza que nunca leria, se não mos comprassem.

Estes dois de António Lobo Antunes foram uma autêntica sorte! Esta edição comemorativa já saiu há uma/duas semanas, mas encontrei-os numa livraria, numerados e autografados!!! Desta edição houve uma tiragem de 2000 livros, e desses apenas 500 estão autografados (eu sou o n.º 42). Ainda encontrarão por aí, se estiverem interessados!

Bem, quanto a este livro não vou comentar. Não se encontra em NENHUMA livraria em Lisboa e arredores. NENHUMA. Fui de propósito à "Casa das Histórias", o museu de Paula Rego, em Cascais. Livra!

Como poderão reparar, eu sou daqueles que vai querer logo livros que implicam percorrer a Baixa inteira à procura de livreiros que os tenham. O problema é só mesmo um: gosto de livros.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura... Enfim...


Já não me ria assim tanto há muito tempo (sarcástico!).

Atenção: não estou a pôr em causa a qualidade, a mestria, o valor da escritora. Aposto que é, de facto, excelente, e que mereceu tudo o que o Prémio Nobel tem a dar!

Mas, sinceramente, perdi um bocado a confiança na Academia Sueca. Começo a achar que o objectivo deles mais é afastarem-se de certos autores do que propriamente colocar o prémio nas mãos de quem merece. Mais uma vez, acredito que Muller mereça inteiramente o prémio. Não é pelo facto de ser desconhecida para a maior parte da comunidade leitora que estou algo aborrecido. É pelo facto de haverem favoritos, de haverem merecedores que esperam há anos, e a Academia despreza-os literalmente, sempre a cortar-lhes as pernas.
Enfim.

domingo, 4 de outubro de 2009

Twitter!

E eu a pensar que nunca iria aderir ao Twitter!

http://twitter.com/PedroBookoholic

Já lá estou! =)

Desde já fica aqui estabelecido: o objectivo do meu Twitter será ir comentando as leituras gradualmente. Estive para abrir um blogue novo para tal, para ir analisando "página a página" um livro, mas acho que o piu-piu me vai satisfazer nesse aspecto!

Portanto, se estiverem ansiosos por saber o que estou a achar de certo livro... Vão twittando ;)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

Este ano, "Frei Luís de Sousa" é uma leitura escolar obrigatória.

Bem, a verdade é que é a terceira vez que o leio!

Almeida Garrett é, antes de mais, um dos meus autores preferidos. Depois de Fernando Pessoa e Eça de Queirós, este será o meu escritor nacional favorito! Adoro a sua escrita, adoro os seus enredos, tanto em drama como poesia, e falta-me ler a sua prosa!

Voltando ao livro... Li-o a primeira vez muito novo. Bem, tão novo que à primeira vez não percebi nada!
No dia seguinte voltei a relê-lo, e adorei de facto.

Hoje, passados uns bons anos, pego no livro e apercebo-me que, finalmente, percebo TUDO o que Garrett transmite! Sou capaz de detectar os pormenores históricos, os sentimentos presentes em cada expressão, e o enredo que se desenrola de uma maneira que eu nunca vi na vida!!! Trágico, romântico e cheio de emoção, é o que posso dizer do livro. Que aperto no coração!

Vinte anos depois da Batalha de Alcácer-Quibir, Madalena de Vilhena está casada com Manuel de Coutinho. Ambos têm uma filha, Maria, que é um anjo para todos lá da casa. Mas a vida não é fácil e o destino vai pregar uma partida demasiado grande a esta família! Manuel é perseguido pelos governantes que se instalaram depois de D. Sebastião desaparecer; Madalena vive assombrada pela memória do seu primeiro marido, cujo destino acompanhou o de D. Sebastião... E Maria, a filha, rapariga vivaça, demasiado curiosa e fruto de um casamento pecaminoso, segundo Manuel e Madalena.
Até que surge o Romeiro...

O enredo, mais do que viciante, apresenta-nos um prol de personagens únicas. Uma peça de teatro trágica, a evocar altos níveis literários!
O tipo de escrita é... Bem, muito lírico! Estamos perante um livro do séc. XIX, para muitos é um tipo de escrita algo floreado. Mas Garrett não é tanto assim. Na verdade, achei isso a primeira vez que o li, porque agora que o reli pareceu-me demasiado fácil de ler!

Admiro o autor por carregar o livro de emoção, de uma história bastante bem construída e personagens únicas!

Como não podia deixar de ser, adorei, e acho que é uma leitura obrigatória para quem quer experimentar um verdadeiro e apaixonante clássico.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Cabana, de Wm. Paul Young

A HISTÓRIA DE UMA CONVERSA COM DEUS QUE MUDARÁ A SUA VIDA PARA SEMPRE "A Cabana" é um livro especial que está a mudar a vida de muitas pessoas em todo o mundo e que será lançado em Portugal em Outubro de 2009.

Mack é um pai que adora a sua família. E que um dia perdeu a filha. Desde então que a sua vida se resume a uma Grande Tristeza, a um peso tremendo nos ombros.
Certo dia, Deus convida-o a voltar à cabana onde tudo aconteceu, onde a sua filha teve de sofrer. Embora seja demasiado forte voltar ao local onde tudo se passou, a curiosidade é demasiada. Portanto, decide ir o fim-de-semana até à cabana, onde vai encontrar Deus e onde iniciará um percurso inteiro.

Não sou uma pessoa religiosa. Mas sou filosófico. Gosto deste tipo de reflexões.

Por um lado, isto era o que esperava: uma conversa com Deus. Por outro lado, essa conversa não teve nem o desenvolvimento que esperava ou que me puxasse mais a atenção.

Está bem que este não é um livro religioso. Mas não é o que estamos à espera de um livro filosófico! Pessoalmente, este "livro de fé" aproxima-se mais da religião.
No entanto, não comecem a pensar duas vezes.

Vale a pena descobrir o livro.

Não me marcou. A sério que não me marcou. Acho que este é mais um livro que nos leva a abranger as nossas crenças! Que nos leva a testar até quanto acreditamos e quanto a nossa fé se expande!
Não é um livro que nos faça acreditar em Deus, mas é um livro que nos faz olhar para o que acreditamos.
Neste Deus, nesta visão do que Deus é para nós, do que o Mundo e a Humanidade representa, não vemos uma religião espelhada, mas sim o caminho individual de cada leitor no que é capaz de acreditar!
Porque, quer dizer, se Deus existe, porque há tanta dor no mundo? O livro tenta responder a esta questão-base. Na qualidade de agnóstico, não digo que seja uma resposta definitiva, mas na qualidade de leitor, acho que é para nos contentarmos.

Com estas poucas palavras, acho que exprimi o que o livro quer de nós! Não somos nós que vamos pedir ao livro, mas é o livro que nos vai fazer chegar a algum lado!
Interessante de descobrir. E, já agora, convém comprarem-no, porque este é daqueles livros a reler imensas vezes.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais informações sobre o fenómeno "A Cabana"

Lido "O Nome do Vento", que já se revelou ser um dos melhores livros do ano, é tempo de dar mais algumas dicas sobre "A Cabana"!

Já comecei a ler e estou... curioso. Não sou religioso, sou antes filosófico, e por isso estou extremamente interessado em saber que ensinamentos esconderá este livro.


A Cabana, de Wm. Paul Young, já é um romance fenómeno mundial de popularidade, e está a chegar a Portugal!!!

A Porto Editora publica, a 2 de Outubro, o livro que Wm. Paul Young escreveu para a família e que, hoje, está a ter forte impacto em todo o tipo de públicos, nos mais diversos países. Nos EUA, venderam-se sete milhões de exemplares; no Brasil, em pouco tempo, já mais de um milhão.
Segundo o próprio autor, «a questão central é a da bondade de Deus». E, por abordar uma temática tão cara à maioria das pessoas, é, como referiu Isabel Coutinho, no Público, «um forte candidato a best-seller do ano».

Paul Young começou a escrever a história em 2005, para explicar aos seis filhos como lidou com as tragédias da sua própria vida. Tudo começou com as quinze cópias que ofereceu à família e a algumas pessoas próximas. Quando os amigos começaram a pedir exemplares para enviar a outros amigos, Paul começou a pensar na possibilidade de fazer chegar a sua história a uma maior audiência. Ainda bem que surgiu esta ideia, porque de facto tornou-se um "pequeno milagre"...
Com a ajuda de um amigo, criou uma editora e fez um investimento que lhe permitiu avançar com uma modesta edição de autor. Hoje, o livro é um êxito avassalador, discutido em todo o mundo.

A Porto Editora disponibilizou um sítio com fórum e um perfil no Facebook, onde os leitores poderão participar.

O livro é espectacular, completamente diferente de tudo o que tenho lido.
De tal maneira fiquei colado àquelas páginas, que vou lê-lo outra vez. Acho que a partir de agora vou viver a vida de outra maneira.

(João Chaves, Oceano Pacífico, RFM)



Sinopse:

E se Deus marcasse um encontro consigo? As férias de Mack com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada. Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana. Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.

Primeiras páginas



Wm. Paul Young nasceu no Canadá e foi criado pelos pais missionários numa tribo nas montanhas do que era a Nova Guiné. Anos depois, as mortes do irmão mais novo e de uma jovem sobrinha deixá-lo-iam completamente destroçado.
Há um ano e meio atrás, Wm. Paul Young tinha três empregos. Desde essa altura até agora, a vida do autor deu uma enorme reviravolta.
Actualmente, Paul Young vive com a família, no estado de Oregon, nos EUA.


sábado, 19 de setembro de 2009

O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

"Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam." Assim se inicia uma história sem igual na Literatura Fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda. "O Melhor do Ano para a Amazon.com... Escolha So Far para 2007. Os fãs de Harry Potter ansiando por uma nova série excitante não precisarão de procurar além de O Nome do Vento, primeiro livro de uma trilogia sobre um órfão que se torna lendário. Repleto de música, magia, amor e perda, a estreia cativante e viva de Patrick Rothfuss deixou-nos sem palavras." Amazon.com

Este livro é um peso enorme: 966 páginas!
Quer dizer, já ninguém cá edita um livro deste tamanho! Na melhor das hipóteses encontramo-los divididos em dois...

Daí que eu me tenha sentido ainda mais excitado por começar a leitura de um livro que prometeu ser uma nova entrada na Literatura Fantástica a tornar-se clássica!
Prometeu... E cumpriu!
Devo realmente dizer que este já é dos meus livros preferidos do ano e, muito possivelmente, um dos livros de Fantasia que mais prazer me deu ler.

Sou-vos sincero: houveram alturas em que me senti tão agarrado, tão frenético!!!, tão entusiasmado, que simplesmente me doía pôr o livro de lado. Foi um autêntico vício do princípio ao fim, e quando passei três dias sem pegar nele, bastou ler apenas uma página para me sentir ainda mais vibrado!!!

"O Nome do Vento" é uma espécie de Harry Potter para adultos, passado numa espécie de Terra Média. Poderão pensar "Isso são demasiadas influências...", mas garanto-vos que estamos perante um livro fresco, capaz de nos fazer imaginar e por criar uma história deveras emocionante. Mais do que emocionante! Kvothe é uma personagem poderosa.

A capa está lindíssima, e transmite muito bem a aura negra, misteriosa, mística, que o livro tem. Embora possamos fazer uma comparação a Harry Potter, já que estamos perante um jovem que entrou para a Universidade para se tornar um dos maiores mágicos de sempre, pessoalmente não achei tanto assim... O livro é grande, e eu não tiro nem uma palavra!!! Pelo que a história também há-de ser bastante desenvolvida...

Os seus pais foram mortos por criaturas que o próprio Kvothe não sabe quem são, mas suspeita serem quem muitos pensam nem existir... E para se vingar vai ter de estudar e desenvolver a prática de magia que desde pequeno revelou ter. Mas a quantidade de sacrifícios que terá de passar quase nos arrancar do nosso mundo.

Kvothe é uma personagem deveras bem construída. Tão bem construída, para se tornar tão fantástica e humana quanto possível, que se torna muito verídica. Viveu centenas de aventuras e conheceu outras centenas de pessoas que foram capazes de nos fazer ficar pegados ao livro, mas até se tornar uma lenda teve de sofrer muito... Um destino que nos intriga ao longo do livro!

É uma história deveras cativante. E não deixa de ter tudo o que um livro fantástico tem. É de notar a criação de um mundo que foi construído à base de imensas lendas e mitos e personagens históricas que se tornaram lendárias, muito à base do que temos com "O Senhor dos Anéis"! No entanto, não deixa de ser algo novo e cheio de magia, romance, aventura, mistério, perda, todo o épico, que gostamos de ler neste tipo de livros.

Para quem se sente intimidado pelo tamanho, posso garantir que a escrita é tão cativante e acessível que não será uma leitura tão demorada! Para quem julga que estamos perante uma daquelas histórias inspiradas noutras, posso garantir que esta entrada tem de tão cativante quando original. Opinião pessoal: fiquei vibrado!!! Mal conseguia pousar o livro sem me sentir mal! Há algum tempo que não lia um livro que me fizesse vibrar tanto (voltei a experimentar a sensação que apenas tinha tido com "Os Pilares da Terra", que é só o meu terceiro livro preferido!).

Espero que o autor não demore assim tanto tempo a escrever o segundo volume (tudo leva a crer que vai levar muito tempo...), porque a vontade de entrar de novo no seu mundo e de continuar ao lado das suas personagens é extremamente alta!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Cabana... Prepare-se para entrar!



É com grande prazer e honra que anuncio que a Porto Editora escolheu este cantinho como um dos 10 blogues que vão ter acesso exclusivo e antecipado ao livro que promete ser um dos mais marcantes do ano, e já é considerado um clássico de literatura moderna: A Cabana, de Wm. Paul Young (www.acabana.pt), cuja capa provisória aqui se revela.

Este já clássico vendeu mais de 7 milhões de livros nos Estados Unidos, mais de 1 milhão no Brasil, e parece-me que o número aumentará. Está a chegar a Portugal, portanto atenção...

Em breve, a minha opinião!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Verso da Língua, de Juva Batella

Sente que o Novo Acordo Ortográfico é confuso? Que nunca se vai habituar? Que nem sequer teve voto na matéria? E de que lado ficaria se pudesse, de facto, votar? Até onde estaria disposto a ir? Juva Batella foi longe, e criou esta trama insólita - onde não faltam mistérios, sequestros, assassinatos, suicídios e investigações policiais à italiana - protagonizada pelo Verbo; pelo Substantivo; pelo Dr. Aurélio, sempre a citar o grego e o latim (do latim latine); pelo Pleonasmo, exaustivamente cansativo; pelas Gírias, sempre marotas; pelas Interjeições, sempre aos berros; pelo Palavrão, sujeito tosco e mal-educado; pelo Negrito e o Itálico, membros dos grupos étnicos desfavorecidos; pelo Interrogação, armado em filósofo e cheio de dúvidas; pela Voz Passiva e pelo Pronome Apassivador, casal neurótico mas feliz; e por muitos outros. Todo o universo da língua está aqui, num romance híbrido - policial linguístico - sobre a violência das palavras e a nossa língua-pátria, que é também mátria e é frátia - essa língua transatlântica que todos falamos e que nos faz dizer, como Caetano Veloso: «Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões».

Agora com o Novo Acordo Ortográfico, muito se discute e muito se procura esclarecer.
Este livro pega na polémica e aproveita as suas personagens.

Este livro é teatro. Mas em prosa.

Temos imensas, imensas imensas personagens, todas saídas das gramáticas portuguesas! Melhor ainda, cada uma tem uma palavra a dizer, o que as torna super interessantes!
Um rol tão grande de personagens pode-se tornar, contudo, algo cansativo.

Tudo começa numa reunião entre sinais de pontuação, classes de palavras e funções sintácticas. Uns são contra o Novo Acordo, outros não!
Uma coisa é certa: cada uma tem a sua razão. No entanto, como pessoas e leitores, acho que temos de procurar nós próprios uma razão para nos defendermos, e não é procurando neste livro, que se trata simplesmente de uma discussão entre coisas que constam na gramática e que consideramos essenciais!
Entretanto, o Ponto Final desapareceu. Raptado? Porquê? Sem o Ponto, o Novo Acordo não pode avançar! Quem ia querer impedir de tal maneira o Acordo que levaria a este extremo?

Todo o livro é cheio de imaginação e brincadeira. Brincadeira porque Batella pega na Gramática Portuguesa e cria personagens. O texto é tal e qual um teatro. Cada uma tem a sua fala, o seu aspecto. É sinceramente muito engraçado, e tanto ouve alturas em que me ri um bocado como alturas em que senti que aquelas personagens, que são tão conhecidas, mas abordadas de maneira tão diferente aqui, que nos leva a procurá-las, a querer falar com elas.

No entanto, este livro data de 1995!!! Sinceramente, acho que já passou muita água debaixo da ponte, como se costuma dizer. Talvez faça muito muito sentido ler este livro agora, mas entretanto a discussão sobre o Novo Acordo Ortográfico desenvolveu-se de maneira que há coisas que poderiam ser discutidas neste livro que... Não o são.

Um livro engraçado, uma brincadeira que se desenvolve muito maduramente! Até fiquei impressionado nesse aspecto! A história é bastante sólida e tem um enredo que não se pode dizer apenas "giro", mas sinceramente adulto. No entanto, 1995 já foi há muito tempo, e agora queríamos talvez uma sequela que se ajuste ao que hoje se discute mais...

Recomendo a sua leitura para quem procura um livro... Algo diferente. Um livro com personagens tão ideais!!!
E para um verdadeiro interessado pela Língua Portuguesa.
Acho que será sempre o tipo de leitura que passamos e que até apreciamos, como um chá das cinco.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Living Dead in Dallas, de Charlaine Harris

"A fun, fast, funny, and wonderfully intriguing blend of vampire and mystery that's hard to put down and should not be missed." - Susan Sizemore, author of the Laws of the Blood series

Cocktail waitress Sookie Stackhouse is on a streak of bad luck. First, her coworker is murdered and no one seems to care. The she's face-to-face with a beastly creature that gives her a painful and poisonous lashing. Enter the vampires, who graciously suck the poison from her veins (like they didn't enjoy it).
Point is, hey saved her life. So when one of the blood.suckers asks for a favor, she complies. And soon, Sookie's in Dallas using her telepathic skills to search for a missing vampire. She's supposed to interview certain humans involved. There's just one condition: The vampires must promise to behave - and let the humans go unharmed. Easier said than done. All it takes is one delicious blonde and one small mistake for things to turn deadly...

Praise for
Dead Until Dark:
"Highly original, extraordinarily riveting, erotic, and exotic... Charlaine Harris weaves storytelling magic in a tale of vampires and small-town Louisiana." - Lynn
Hightower


Pois é, mais um que acabei!
Antes de mais, tenho a dizer que a série de Sookie Stackhouse já é uma das minhas favoritas... E acho que estar a lê-la na língua original contribui muito para isso!

Mais uma vez, encontramo-nos com Sookie e o Bill, o seu namorado, que é um vampiro. Nestes livros, os vampiros são aceites na nossa sociedade, embora nem todos os humanos estejam contentes com esta situação...

Neste livro, Sookie tem a missão de se deslocar até Dallas e procurar por um vampiro desaparecido. Conhecemos, assim, uma data de novas personagens, uma Aliança totalmente contra os vampiros e outros seres fantásticos!

Confesso que o que me desagradou mais no primeiro livro foi precisamente o aparecimento de novas criaturas, como os "metamorfos" (shapeshifters), pois na minha opinião tirava alguma da veracidade que o livro poderia ter, com vampiros aceites na nossa sociedade.
Este livro mudou totalmente a minha opinião.
Encontramos ainda mais criaturas, como uma Ménade, e muito embora a princípio me fizesse muita confusão o seu aparecimento, estamos perante um final tão, mas tão bom, que fiquei de todas as formas agradado com todas as criaturas!!

"Dead Until Dark" foi um excelente começo, dotado de originalidade. Acho que "Living Dead in Dallas" deixa a originalidade para trás para começar a explorar mais a história, e embora a princípio achasse que parecia mais um daqueles livros de aventura e Fantasia, enquanto avancei na leitura mudei totalmente de opinião. O livro foi-se tornando mais interessante, e muito, muito mais mexido do que o primeiro! Torna-se um autêntico vício, para culminar num final perfeito!

A escrita de Harris está, na minha opinião, um pouco mais madura do que o primeiro livro. A linguagem continua a ser acessível e a empolgar o leitor, mas nota-se ser um pouco mais cuidada.

Resumindo, este livro é um pilar bastante sólido para esta série, e quero ver se me despacho a ler os restantes livros!



P.S.: o Eric é um vampiro que tem grande destaque neste livro, e posso garantir que também o terá nos próximos livros =) Sem dúvida, uma personagem que com Sookie atrai grandemente o leitor!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Gailivro com novas apostas!

Notícias em primeira mão leitores!!!

A Gailivro vai, até ao final do ano, publicar alguns livros que prometem ser grandes sucessos. Preparem-se para roer as unhas!

Vamos ter livros como A Canção do Dragão, de Anne McCaffrey, o quarto da série "Os Cavaleiros de Pern". :wink:
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Fantastic Fiction
(presumo que seja este livro)

O Bobo, de Christopher Moore. Já podem ler a minha opinião sobre "Guia Prático para Cuidar de Demónios", e parece-me ser mais uma leitura de verdadeiro entretenimento ^_^
Fantastic Fiction
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(presumo que seja este livro, foi o único que encontrei que se traduz o título para Bobo :P )

John Scalzi vai ser também um novo autor que vamos ver cá em Portugal, de Ficção Científica, e parece muito aclamado lá fora!
Fantastic Fiction


Finalmente, mas não menos importante, preparem-se para O Homem Pintado, de Peter V. Brett, que promete ser um mega sucesso!!!
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Destaco ainda a publicação de um autor nacional, Telmo Marçal, e o seu livro As Atribulações de Jacques Bonhomme, um conjunto de contos de ficção científica, passados num futuro próximo e sombrio... Promete! É uma aposta arriscada, mas que desde já quero realçar para que tenha o sucesso merecido ;)

Portanto... preparem-se para grandes êxitos! A Gailivro espera um final de ano à altura deste ano que lhes foi magnífico (pudera, com a publicação do Amanhecer :rolleyes: .

Pessoalmente, estou super entusiasmado com estas notícias, espero ler todas estas grandes obras!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Missão de Az Gabrielson, de Jay Amory

Alheou-se de tal modo do que o rodeava, que não se apercebeu de que havia uma outra pessoa naquele andar. O homem vestido de negro flutuou por trás, batendo as asas lenta e furtivamente. E nem sequer deu conta que o estranho pairava por cima das suas costas, suficientemente perto para lhe falar ao ouvido, até o perceber sussurrar. Uma única palavra. Proferida suavemente. Três sílabas. "Anormal" "Um elenco de personagens absolutamente maravilhoso. Excelente material! Amory é um autor com uma consciência social inata e uma voz capaz de atrair leitores de todas as idades." John Berlyne, SF Revu

Desde a capa que senti-me algo inspirado pelo livro.
E essa inspiração manteve-se até ao fim do livro! Custou-me tanto pô-lo de lado, ter de dormir!
Adorei, adorei este livro, há algum tempo que procurava algo Fantástico diferente mas não muito complexo, e encontrei!

Az é um rapaz Alado. Vive no Mundo das Nuvens. Que é, deixem-me que vos diga, extremamente fascinante!
Mas tem uma particularidade: nasceu sem asas. Não se sabe o motivo. E essa deficiência faz com que seja a única pessoa capaz de descer à Terra.
Mas porque deve descer à Terra??? Há séculos atrás os humanos subiram às nuvens, construindo cidades espectaculares e vivendo à custa de matérias-primas que sobem através de um elevadores, desde a Terra lá em baixo até às nuvens. E subiram para as nuvens porque a Terra foi contaminada.
Durante séculos, as máquinas trabalharam sozinhas, já que os Terrenos estariam extintos e apenas os Alados resistiram, e os elevadores trabalham por si só.
Mas um dia os elevadores vêm vazios. E Az tem a missão de investigar o caso. O problema é que os Alados que se encontram no Poder esconderam-lhe coisas que podem mudar toda a História.

E então Az chega ao solo, e começa a sua aventura. Uma corrida. Muito mistério e surpresas, muita acção e suspense.

Este livro está maravilhosamente escrito. A escrita é muito fluida e cativa da melhor maneira possível: deixa-nos à espera de mais, deixa-nos a imaginar ao máximo. Eu fiquei fascinado com a relação entre os Alados e os Terrenos e o Mundo das Nuvens, fartei-me de puxar pela imaginação! Os Alados são fascinantes, muito mesmo, e os Terrenos têm uma História que nos deixa a ansiar por mais, talvez por lhes sermos tão próximos.

Para além disso, os capítulos são pequenos, pelo que 453 páginas passam em 3 dias!

Um enredo excelente, como já disse, uma ideia brilhante. Foi esperto do autor pegar nestes povos e nesta história futurista. Ainda assim, algumas vezes quis que o livro fosse ainda mais complexo, porque para um fanático por Fantasia como eu, o que queria era explorar ao máximo os Alados e a história dos Terrenos!
Mas, de qualquer maneira, foi suficiente. Fiquei mais do que viciado.

As personagens, embora sejam bastante típicas neste tipo de livros, estão muito bem escolhidas. Facilmente nos vemos arrastados para os seus caminhos, as suas aventuras e intenções. Estamos perante um livro que, mais do que bem escrito, mais do que bem imaginado, mais do que personagens bem escolhidas, consegue atrair a todos.

Espero ansiosamente pela publicação do segundo livro,e espero que este venha com muito mais pormenor e ainda mais acção, que traga uma guerra épica que já prometeu! Se é fã de Fantasia, não hesite em pegar neste livro!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Guia Prático para Cuidar de Demónios, de Christopher Moore

Nesta engenhosa narrativa de Moore encontramos um dos pares mais dissonantes de que há memória nos anais da Literatura. O bem parecido é um ex-seminarista e académico “de estrada”, de cem anos de idade, Travis O’Hearn. O verde é Catch, um demónio com o péssimo hábito de comer praticamente todas as pessoas que conhece. Por detrás da falsa fachada Tudor de Pine Cove, Catch vê um bufete de quatro estrelas. E Travis julga ter descoberto a forma de se livrar do seu companheiro de viagem, de dentes aguçados. Mas, entretanto, os bêbados, as neo-pagãs e os sedutores caloteiros de Pine Cove têm outros planos e ninguém está minimamente preparado, quando o inferno estoira! "Christopher Moore está, rapidamente, a converter-se no autor de culto dos dias de hoje, ocupando o lugar em tempos preenchido por Kurt Vonnegut."
Denver Post

Estou deliciado com esta leitura!

É um livro diferente. Minimamente original (ATENÇÃO!!! Minimamente...). Porque é verdade que podia ser mais.
Aliás, se houve coisa que faltou foi profundidade.
Mas a verdade é que esse não era o objectivo!

A meta deste livro é entretenimento! Como é que a leitura pode ser entretenimento, como um filme de domingo à tarde? Este livro é a resposta!

Mistura montes de comédia (genial) com algum terror (é mais a história que puxa para o terror do que propriamente o que leitor sente, mas também tem aqueles momentos assustadores, tem sim!) com uma história que, sem ser aprofundada ao máximo dos máximos, entretém e interessa como o diabo! Literalmente, é interessante como o diabo.
Tem também uma certa vertente crítica à religião, mas sinceramente acho que isso é mais uma paródia do que outra coisa!

Travis anda com o demónio Crash há uns 70 anos, e desde então não envelhece e tem de cuidar deste demónio, já que é o seu amo. O problema é que o demónio mata praticamente todos os humanos que conhece para se alimentar. Quando Travis julga ter encontrado a solução da liberdade, conhece Jennifer, que se separou do marido Robert, que não sabe do paradeiro do seu amigo Brisa, já que o agente Rivera anda atrás do amigo, que por acaso foi comido por Crash, que julga ter encontrado uma solução também para se libertar, e conhece Rachel que lidera um grupo do qual Jennifer faz parte.
Ou seja: Pine Cove vai rebentar quando Travis e Crash chegam. Ah, e porque o Rei dos Djinn anda atrás de Crash, toda a cidade de Pine Cove vai finalmente poder dizer "Nesta cidade acontece alguma coisa!".

É um livro hilariante, com a sua pitada de terror e um final que deixa o leitor satisfeito. Um final que lá tem as suas reviravoltas e que nos deixa com vontade de ler mais sobre estes seres demoníacos!

A escrita de Moore é de tão fácil leitura que nem vale a pena poisar o livro. Não há momentos chatos. Há sempre alguma coisa a acontecer! E Moore é tão esperto que consegue arranjar humor onde pensamos não haver espaço!

Foi uma leitura diferente e que apreciei bastante. Gostei imenso da história e das personagens.

Não há nada de profundo na história, embora a sinopse o dê a entender. Aliás, é o que mais me custou. Vamos lendo e ficamos cativados pelo enredo, mas não há profundidade na história.

Aconselho a todos, principalmente se procuram algo diferente e que dê para rir um bocado. Diferente.
E digo: este livro dava um filme. Aliás, sou sincero, este livro é, em tudo, um filme. Parece que foi escrito de propósito para ser adaptado ao grande ecrã.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Até que o Rio nos Separe, de Charles Martin


Doss Michaels nasceu e cresceu num parque de caravanas junto ao rio St. Mary e tenta sobreviver como pintor. Abigail Coleman é a única e lindíssima filha do mais poderoso senador da Carolina do Sul. Um único encontro foi suficiente para perceberem que ficariam juntos para sempre. Após dez anos de casamento, Abbie debate-se com uma doença terminal. Sempre a seu lado, Doss trava com ela uma terrível batalha pela vida. Quando Abbie elabora uma lista de dez coisas que gostava de fazer antes de morrer, Doss tudo faz para a ajudar a concretizar os seus desejos. E, antes que seja tarde de mais, partem juntos para a viagem das suas vidas.

Esta é uma forte história de amor. Emocionante, que nos deixa a sorrir muitas das vezes, e que também nos vai deixar pena.

Mas, pessoalmente, não achei o livro nada pequeno e achei, umas poucas vezes, algo difícil de ler. Talvez por aborrecimento.

A história não podia ser mais emotiva. Os capítulos vão-se alternando entre o passado e o presente; a história de um amor improvável e que foi surgindo vitorioso ao longo do tempo e a história da homenagem a esse amor, quando Abbie se encontra à beira da morte e Doss arrisca a sua própria vida para realizar dez desejos à esposa.

Foi preciso sentir para escrever esta história. E nem o leitor é capaz de ficar imune a esse sentimento, ao amor. Desde o princípio que gostei imenso da história de ambos, como se conheceram, como as suas vidas foram ficando cada vez mais unidas. Assim como somos fascinados pela realização dos dez desejos, sendo um deles percorrer um rio praticamente da nascente à foz, uma proeza.

No entanto, tenho a dizer que nem sempre este livro conseguiu prender a minha imaginação. Não quero com isto dizer que não tenha gostado imenso desta história de amor, quero com isto dizer que há certas passagens que simplesmente dispensava. Talvez algumas divagações do autor que, na minha humilde opinião, nada acrescentam à história ou a prender o leitor. Apenas estão ali para dar mais espaço de escrita, mais letras que poderiam comprovar um escritor de excelentes dotes, mas que pessoalmente me faziam pôr o livro de lado.

De referir, pois, que para criar este amor tão emotivo, e uma viagem tão inspiradora, assim como um livro de jeito, o autor tem realmente uma escrita própria para a ocasião. Sabe escrever um romance, é o que se pede de um romance. Recomendo com certeza aos mais apaixonados, aos que realmente gostam de ler estas histórias de amor.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Uma novidade a caminho!


Contada por Kvothe, na primeira pessoa, esta é a história de um jovem extremamente dotado em artes mágicas e que se virá a tornar o mais famoso feiticeiro que o mundo conheceu. A narrativa intimista de uma infância vivida numa trupe itinerante, os anos passados como órfão nas ruas violentas de uma cidade flagelada por criminosos, a ousada e bem sucedida entrada para uma lendária escola de magia e a vida de fugitivo após o assassinato de um rei constituem a mais impressionante história de transição para a idade adulta da literatura recente.”
Uma narrativa repleta de acção, escrita pela mão de um poeta, “O Nome do Vento” é uma obra-prima que levará os leitores a encarnar, de corpo e alma, a figura de um feiticeiro.

Pois é, ainda nem saiu e já está a gerar grande entusiasmo!
Podem ver pelo Goodreads e pela Amazon as fantásticas críticas positivas que recebe!
Estou ansioso... A sinopse fez-me pensar um pouco em "Harry Potter", mas confio que estamos perante uma excelente obra!
Esta posso garantir que será em breve lida ;) E é melhor prepararem essas compras!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A Seita, de Robert Muchamore

Títulos da Colecção
1. O Recruta
2. O Traficante
3. Segurança Máxima
4. O Golpe
5. A Seita

Nunca pensei que ler fosse tão fixe. Adorava ser um agente CHERUB.
Nome de código: Nelson
Foram os melhores livros que li em toda a minha vida. Até conseguiram que eu lesse mais. Livros geniais! Nome de código: Ana

James e os seus colegas infiltram-se num culto australiano, Os Sobreviventes, depois de descobrirem indícios de uma potencial ligação ao grupo terrorista Ajudem a Terra.
O quartel-general do culto está completamente isolado no deserto australiano, a vários quilómetros da cidade mais próxima. É a missão mais difícil até ao momento, porque James será obrigado a obedecer às rígidas regras por que o culto é famoso e resistir às técnicas de lavagem cerebral que usa para cativar os seus seguidores. Desta vez, James não só terá de combater terroristas, mas também lutar para preservar a sua própria sanidade.

www.mundocherub.com
http://mundocherub.hi5.com


É fácil de perceber porque é que este livro arrastará milhares de jovens.

É um livro de acção. Os espiões são jovens, dos onze aos dezasseis anos. É a adrenalina juvenil perante a aventura e o perigo.
É um livro muito bem escrito. Muchamore tem sem dúvida um toque especial para livros de acção, e aquela linguagem tão acessível torna o livro muito mais cativante.

Bem, lembro-me de que houve pelo menos um momento em que simplesmente não conseguia parar de rir. Acho que nunca mais me vou esquecer desse capítulo, no fim hilariante mas genial ao longo dele.

Portanto, este é um livro juvenil de qualidade.

Por vezes esquecemo-nos que é juvenil. Sentimo-nos agarrados, entusiasmados com a missão, a torcer pelos nossos jovens heróis!
Embora seja (será? Hum...) notoriamente fantástico a mais para o mundo real, não deixa de ser tremendamente cativante. Porque não ler mais? A princípio pode parecer grande (são 400 páginas), mas é tão fácil de ler, tão entusiasmante que facilmente chegamos ao fim, satisfeitos.

Depois de séries como "Filhos da Lâmpada" ou "Crónicas de Spiderwick", estou extremamente feliz por encontrar novos livros com que me apaixonar.
Não tem nada a ver com Fantasia, como os referidos. É antes um thriller juvenil, um livro de acção. Mas é sem dúvida uma série a não perder pelos mais jovens.
Aos mais velhos, aconselho vivamente a lerem pelo menos um. Vão ver que vão ficar satisfeitos! (e não vão parar hehe)

Atenção: este é o quinto livro da série. Claro que vou ler os outros, mas pessoalmente sempre prefiro ler a partir do primeiro.
Mais do que aconselhado, uma leitura que nos deixa saciados e à qual vamos querer voltar. É a magia destes livros juvenis, são pequenos "escapes", e que, como acontece neste livro, acabam por ser também leituras enriquecedoras, inesquecíveis, marcantes.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A Promessa, de Brunonia Barry

Espantoso. Enfeitiçante. Inesquecível.

Towner Whitney, uma mulher enigmática e fascinante, descende de uma família de mulheres de Salem que têm a capacidade de ler o futuro nos padrões da renda típica da cidade.

Após uma vida de traumas e tragédias que a leva a exilar-se na Califórnia, Towner regressa à sua cidade natal, em busca da tia-avó, Eva, desaparecida misteriosamente. Towner vê-se, assim, obrigada a enfrentar os medos do seu passado e a verdade das tragédias na sua família.

A Promessa
é uma narrativa hipnotizante que desvela um mundo de segredos, identidades perdidas, mentiras e meias-verdades, onde a realidade e a ficção se unem inexoravelmente.

Uma deslumbrante sa
ga de paixão, suspense e magia. Time Magazine

Este livro começou por fascinar logo pela capa. Muito bem feita!
E depois bastou ler as primeiras páginas para pensar "Vou gostar".

Totalmente cativante, não posso dizer mais do que isso. Esta é sem dúvida uma renda muito bem tecida, que nunca cansa o leitor. Não são apenas os capítulos curtos, mas sim a escrita que é muito apelativa, a história que vai intrigando o leitor ao longo das páginas, as personagens fazem parte de um enredo tão misterioso que não podemos deixar de nos sentir agarrados... E passa-se em Salem, aquele local repleto de turistas, onde o mito das bruxas ainda perdura.

É um livro onde a realidade e a magia unem-se... Na perfeição.

Towner volta a Salem, essa cidade onde ainda existem bruxas que chamam a atenção dos turistas, depois da sua tia Eva desaparecer misteriosamente. O seu desaparecimento levanta muitas suspeitas, e vai fazer despoletar uma guerra há já muito tempo iniciada. As mulheres de Salem lêem nas rendas o destino das pessoas, e esse dom faz delas bruxas. Por outro lado, Cal Boynton formou o seu próprio grupo, nomeados "calvinistas", dispostos a fazer de tudo para pregar a fé de Deus e de Cristo e eliminar estas mulheres.

Fora esta forte componente religiosa (na minha opinião, bastante interessante), temos um fascinante passado que vai unir todas as personagens e colocar muitas dúvidas e desvendar muitos segredos.

Adorei ler este livro. Adorei o local onde se passa. Adorei a escrita da autora e a sua imaginação, que faz com que o livro seja mesmo muito difícil de pôr de lado.
Recomendo mais do que vivamente este livro. A não perder. Excelente.

Quem também lê