sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sputnik, Meu Amor, de Haruki Murakami

Um jovem professor primário, identificado apenas pela inicial "K", apaixona-se por Sumire, uma jovem aspirante a escritora. Quando esta entabula uma relação amorosa com Miu, uma enigmática mulher de meia-idade que a emprega como secretária, K é relegado para o ingrato papel de confidente. Sumire, porém, estando de férias numa ilha grega com a sua amante, desaparece misteriosamente, e K é chamado para ajudar nas buscas. Um estranho triângulo que oferece uma profunda reflexão sobre a solidão, os sonhos e aspirações do indivíduo e a necessidade de os adaptar à realidade. Haruki Murakami nasceu em Quioto, Japão, em 1949. Licenciado em Artes Dramáticas, publicou o seu primeiro romance em 1979. Recebeu diversos prémios pelos seus romances, entre os quais o Yomiuri (1996) e o Franz Kafka (2006), sendo actualmente considerado um nome incontornável da literatura contemporânea. Além de Sputnik, meu Amor, onde se encontram resumidos todos os temas que atravessam a sua obra, destacam-se os títulos Em Busca do Carneiro Selvagem, Madeira Norueguesa, Dança, Dança, Dança, Crónica do Pássaro de Corda e Kafka à Beira-Mar.

Se me permitem, ainda nem sei muito bem o que dizer deste livro...

Que vício!!!

Epá, alguém me quer oferecer outro de Murakami? Qualquer um! Quero lê-lo já de seguida, a sua escrita é tão viciante!

Dizem que este é o livro "menos bom" de Murakami (já que não tem nenhum livro pior), mas eu adorei lê-lo e a vontade de mais é incontrolável.

Imaginem...
Mergulharem num sonho. Num mar feito de matéria de sonhos. Essa é a escrita dele. As suas palavras enveredam por enredos e personagens estranhas, muitas vezes não percebemos muito bem a história... Mas são tão belas, tão viciantes, e tão simples, que não podemos deixar de ler.
O livro é recheado de metáforas e comparações. Tal qual os sonhos. E, por isso, muitas das vezes não nos deixamos de perguntar "Mas que é que ele está a dizer?".

Para mim, a sinopse que apresento e que está na contracapa do livro não faz jus ao livro.
Em primeiro lugar, isto é muito mais do que uma relação amorosa. É mais complicado...
O triângulo de personagens é, de facto, o mais estranho possível.
Não esperem uma história completa, porque não é. É bastante estranha, preparem-se. Há coisas para as quais não há explicações.
Isto pode ser um entrave para alguns de vocês. Mas com Murakami é assim, não é preciso haver explicações, fins ou sequer inícios, apenas sonhos.

Alguns acontecimentos mais estranhos e mais inexplicáveis deste livro fizeram-me lembrar as típicas histórias japonesas que realizadores como Hayao Miyazaki nos apresentam (no seu grande filme "A Viagem de Chihiro", só para referir um no meio da sua obra-prima).

A vida das personagens é tudo menos convencional. Desde Miu, que sofreu um episódio mais do que misterioso e inexplicável, marcando-a para o resto da vida, Sumire que desaparece sem deixar rasto, K que se vê metido neste triângulo e preso pelas suas implicações. O sentido está muito, muito pouco explícito, mas o leitor só pode deduzir que está lá, e isso fá-lo querer ler e reler.
A história tanto se passa no mundo real como se pode passar num mundo para lá deste...
Mas, verdadeiramente, este é um mundo real? Quem somos nós, nesse caso?
São algumas perguntas que o livro coloca. E é por fazer parte de outro mundo que temos de lê-lo com outros olhos.

Um sentimento nostálgico atravessa as suas páginas, para além da paixão, das reflexões, e principalmente da solidão. Adorei os diálogos das personagens, prenderam-me.

Mais do que aconselhado. Todos deviam experimentar este autor. Quero ler mais, quero ler mais!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Por favor, passem por aqui.

Divagações de um road novel

Agradeço que passem por lá, que sigam, que o adicionem e que comentem... É um novo blogue, mais descontraído, em parceria com um outro companheiro.

Espero que lá se sintam à vontade de desabafar também, de discutir, de sabe-se lá o que vem aí!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Silêncio dos Teus Olhos, de Hugo Girão

Este livro é uma sincera homenagem às mulheres que fizeram, e continuam a fazer de mim, o homem que hoje sou. A elas dedico estas humildes palavras. Algumas já não estão entre nós, mas como acredito na eternidade, sinto que me acompanham desde o primeiro dia em que as conheci. Estarão sempre no meu coração... Este livro é também uma singela homenagem à minha mulher e aos meus filhos. À minha mulher porque tem sido uma verdadeira fortaleza capaz de desvendar em mim coisas mágicas, de me fazer descobrir aspectos que eu jamais conheceria sem a sua presença; por ser a amiga, a amante, a mãe, o ser humano que todos os dias está ao meu lado para me guiar... Aos meus filhos, por me fazerem sentir capaz de gerar um milagre tão lindo e belo como é a Vida, a sua... O que duas pequenas vidas nos podem ensinar...

Confesso: a paciência para ler um livro deste género não era muita.

Cheguei a pegar nele, ler duas páginas e pô-lo de lado...
Mas tem mesmo a ver com as alturas. Peguei nele de novo quando me senti preparado, e acho que foi o melhor que fiz.

Até certo ponto... Impressionou-me.
As expectativas diziam-me que este livro seria demasiado lamechas. Demasiado apaixonado. Demasiadas palavras de amor. Demasiada poesia. Demasiado fantasioso. Demasiado aborrecido.

Pessoalmente, achei que teve a medida perfeita.

Como um autêntico escritor, Hugo Girão não deixa cair as suas palavras no aborrecimento, nem se alonga numa história até à repetição de ideias. E, no entanto, mantém o seu objectivo de transmitir esse sentimento de amor.

Eu sei que este livro não vai ser lido por muitos de vocês. Eu próprio ainda me mantenho algo céptico quanto à minha opinião... Porque a verdade é que este tema, o amor, a prosa poética, são coisas que alguns leitores acham exasperantes. É um livro para corações apaixonados, isso sim.

Mas posso dizer que este livro não é nada aborrecido. A história não é rica e é bastante previsível, a escrita é à primeira vista demasiado poética e apaixonada... Contudo, comecei a ler e senti-me agarrado pelas suas palavras, por esta confissão.

Todo o livro é uma confissão de um homem perdidamente apaixonado pela mulher, mas a quem a vida não tem sorrido: primeiro com a perda de um filho, depois com a depressão da mulher, e finalmente vê-se desgastado por um desastre enquanto a mulher espera pelo segundo filho.

Mas não posso deixar de dizer que me sinto feliz. Ler estas palavras é como um petisco: saboreamos e gostamos muito, e talvez em breve nos esqueçamos do que comemos/lemos, mas a sensação que fica, a lembrança de ler algo diferente e sem complexos no meio de tantas outras leituras, permanece.

Paciência e coração aberto, é o que o livro pede.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Filho da Guerra, de Emmanuel Jal

Em criança, mal podendo com o peso de uma arma, Jal, um dos Meninos Perdidos do Sudão, testemunhou e praticou actos de extrema brutalidade, no contexto da guerra civil que grassava no seu país. As suas memórias de terror desenham-se vividamente nesta poderosa autobiografia, que revela dolorosamente a fúria que a guerra lhe ensinou, mas também a forma impressionante como conseguiu superá-la. Inspirado por Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Nelson Mandela, socorreu-se da música como instrumento para o seu próprio processo de cura e incentivo à paz no seu país, tornando-se um dos mais promissores cantores rap africanos, reconhecido internacionalmente. Chocante, inspirador e carregado de esperança, Filho da Guerra é a autobiografia de um jovem singular, determinado a contar a sua própria história e a revelar ao mundo a tragédia do seu país. "Franco, implacável... O retrato de um jovem marcado pela guerra que é hoje um exemplo e um defensor da sua comunidade."
Kirkus Reviews
"Avassalador... Puro... Provocante."
The New York Times

Estamos perante um livro pesado...
Uma linguagem forte... Melhor, descrições de guerra muito fortes... Não há perdão. Há morte. Há terror. Há memórias tornadas pesadelos.
Estamos perante um livro forte, um retrato vivo e sem escrúpulos, da guerra.

Ao mesmo tempo, estamos perante um livro cansativo.

Acho que só vou aconselhar este livro a quem se interessa pelo tema. Embora as descrições estejam brutais (não na qualidade, mas sim na brutalidade das cenas), e o percurso de Jal seja todo ele tocante, a certas alturas achei a leitura muito cansativa, já gasta. Comecei-me a fartar de ler quase o mesmo.

Não acho que seja um livro que nos inspire particularmente, visto estar perante uma realidade que se afasta da minha vida, por exemplo. Estamos a falar de uma guerra, de uma situação extrema, de Meninos Perdidos, que são parte de uma realidade que não tem nada a ver com a realidade da sociedade ocidental. Pessoalmente, não me senti particularmente movido pela jornada de Jal, mas sim pelo sofrimento que a guerra causa.

É intenso... Mas não é o ideal para quem não lê regularmente algo dentro deste género. Sem dúvida, interessante pelo retrato de guerra e tocante pelo sofrimento a que assistimos, mas não deixa de ser uma leitura a (pequenos) espaços aborrecida.
Talvez se começasse a apostar mais em livros autobiográficos, ou livros de não-ficção, talvez me sentisse mais atraído por esta leitura... Pessoalmente, o meu gosto ficou pelo "Interessante".

sábado, 18 de julho de 2009

"Once again I must ask too much of you, Harry"


Once again, my expectations asked too much of Harry.

Melhor filme até agora?
Brutal?
Nem uma coisa nem outra.

Para o que é um dos meus livros preferidos (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Harry Potter e o Príncipe Misterioso são mesmo dos meus livros preferidos), não achei nada que fosse o melhor.

Acho que o meu preferido continua a ser Harry Potter e a Câmara dos Segredos, seguido por Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

O livro é mesmo imperdível. Tem imensas revelações, empolga, para mim dos melhores. Mas o filme perde tanto... Porque durante 2 horas o filme não é nada mais do que parado.

Só a última parte é que anima (muito), ao ponto de sentir um frenesim! A cena na caverna está fenomenal, e o que se segue... Excelente. Capta na perfeição a essência.
No entanto, o resto do filme perde-se em divagações adolescentes e namoricos.
Eu compreendo que os filmes acompanhem a faixa etária dos fãs... Mas há muito, muito interesse que se perdeu.
Tenho a elogiar os efeitos especiais (na gruta, mais uma vez) e as actuações.
Finalmente, Michael Gambon (Albus Dumbledore) pareceu realmente o Dumbledore! Eu nunca gostei dele como director de Hogwarts, sempre achei que se afastava da personalidade deste idoso, e finalmente, neste filme, ele está perfeito!
Já o caso do Snape, embora o actor seja (mais do que) perfeito, não apareceu muito neste filme, e tenho mesmo pena, porque sem dúvida é um dos mais cativantes no ecrã!

Não digo que o filme não tem qualidade. Tem qualidade, nota-se, basta olhar para o ecrã.
Mas está a grandes espaços aborrecido.

É, no entanto, o filme mais cómico de toda a saga. Só não é mais parado porque dá para rir (imenso) ao longo do filme. Momentos que desanuviam um bocado.

Andam por aí a dizer que é dos melhores filmes... Infelizmente, não achei isso. Matem-me se quiserem.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Escolhi o Teu Amor, de Emily Giffin


Como se pode voltar a amar verdadeiramente alguém se ainda não esquecemos quem partiu?

"Escolhi o Teu Amor" é uma história envolvente sobre uma mulher na encruzilhada da vida e das emoções e sobre as razões que, por um lado, nos fazem escolher amar quem amamos e, por outro, nos impedem de esquecer quem nos partiu o coração.

A relação de Ellen e Andy não é só aparentemente perfeita.
Eles amam-se verdadeiramente. Não há dúvidas de que a sua relação é repleta de entrega e devoção mútuas.
Até que um dia Ellen cruza-se com Leo, o ex-namorado com quem manteve uma relação problemática e obsessiva; o mesmo homem que um dia, sem explicação, a deixou e lhe despedaçou o coração.
Leo, que Ellen nunca esqueceu e que, oito anos depois, reaparece por acaso e faz com que ela questione se a vida que tem é, afinal, a vida que quer e merece.

"Uma Jane Austen contemporânea."

Cincinnati Enquirer

Não penso que alguma vez fosse ler este livro. Não porque o achasse de pouca qualidade, mas porque... Não faz o meu género de livro.

É um romance feminino, sem dúvida. Mas muito mais interessante do que julgava.
Ao contrário do que pensava, não é nada fútil, pelo contrário.

Ellen é casada com Andy, e eles são o casal perfeito. Têm uma relação marido-mulher invejável, que os permite ter uma confiança extrema em cada um.
Até que Ellen encontra Leo. Leo é o ex-namorado que já não vê há oito anos, mas a sua relação foi deveras marcante na vida de ambos. Encontrarem-se foi como se o passado de Ellen, e todas as dúvidas e paixão que ficaram para trás, tivessem assaltado o presente, para finalmente ela perguntar: "Quem amarei eu verdadeiramente?".

Uma personagem feminina bastante boa. Porque não é um livro agitado, é bastante calmo até, mas a autora tem a mestria de criar uma personagem cujas reflexões nos puxam, nos fazem sentir ligados à história.
Aliás: até custa acreditar que Ellen não é uma personagem verdadeira!

Se há coisa que sentimos, é afeição pela personagem. Porque todos os sentimentos, todas as suas dúvidas, tudo o leitor consegue sentir, e isso é o que torna o livro uma leitura tão agradável.
Não se trata aqui apenas de amor. Trata-se de uma data de sentimentos, que também passa pela amizade, pela lealdade, a traição, a solidão, a tristeza, estranheza, uma série de emoções pelas quais Ellen passa...

Se querem um livro que fale sobre decisões, sobre escolhas na vida, sobre sentimentos, este é o tal.

Uma vez começado, é difícil não querer ler mais. Não o posso incluir nos típicos romances cor-de-rosa, porque na minha opinião trata-se de uma viagem individual muito mais rica e que nos atinge muito mais.

As mulheres devem ler este livro. Sem ter um enredo sobressaltado, tem antes uma personagem feminina que se encontra numa dúvida forte entre dois amores muito fortes. Este livro discute coisas pelas quais qualquer mulher já passou ou já pensou. Ideal.

Os homens... Também devem lê-lo! Não é um livro fútil, pelo contrário. Experimentem conhecer a luta interior da mulher, verão o quão interessante pode ser!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Harry Potter is back!

Infelizmente, a saga já está toda escrita, e só nos resta reler desde o primeiro livro... Coisa que tenciono fazer!

Mas os filmes... Esses ainda estão longe de acabar...



Estreia hoje, em Portugal, Harry Potter e o Príncipe Misterioso!!!

Estou ansioso por vê-lo?
Estou em pulgas!

Este é, talvez, o meu livro preferido de toda a saga, ao lado de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Acho que é dos livros com mais acção, mais revelações, mais empolgante, e cujo final nos deixa a roer as unhas.

Podem crer que as expectativas para o filme estão mais do que elevadas.

Eu sei que muitos de vocês não gosta dos filmes, prefere os livros. Mas, se o filme for tão bom quanto o livro, podem crer que vale mais do que a pena.
Já é considerado dos melhores filmes da saga.
Se tivermos em conta a classificação no IMDB, é aliás o melhor filme de Harry Potter até agora.

Sábado vou vê-lo. Nessa altura digo logo o que achei!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dead Until Dark, de Charlaine Harris


"A fun, fast, funny, and wonderfully intriguing blend of vampire and mystery that's hard to put down and should not be missed." - Susan Sizemore

Sookie Stackhouse is a small-time cocktail waitress in small-town Louisiana. She's quiet, keeps to herself, and doesn´t get out much. Not because she's not pretty. She is. It's just that, well, Sookie has this sort of "disability". She can read minds. And that doesn't make her too dateable. And then along comes Bill. He's tall, dark, handsome - and Sookie can't hear a word he's thinking. He's exactly the type of guy she's been waiting for all her life...

But Bill has a disability of his own: He's a vampire with a bad reputation. He hangs with a seriuosly creepy crowd, all suspected of - big surprise - murder. And when one of Sookie's coworkers is killed, she fears she's next...

"Harris writes neatly and with assurance." - (New York Times Book Review)


Nunca fui fã de vampiros nem quis ler nada sobre eles.
Li Crepúsculo e adorei. Embora confirme que não é nada de especial, foi daqueles livros em que queria era sentir-me agarrado pela história, e foi o que aconteceu. Adoro o romance entre Bella e Edward.
E depois li Lua Nova, e talvez porque também tenha gostado muito (mas não adorado), um pensamento me surgiu na cabeça:
"Quero ler mais livros sobre vampiros".

Acabo de realizar esse desejo e, sem dúvida, comecei por um dos melhores!

Charlaine Harris consegue criar uma sociedade vampírica única, e eu aposto que Stephenie Meyer gostou tanto de ler "Dead Until Dark" que, num acto de inspiração, escreveu em três meses "Crepúsculo" (sim, "Dead Until Dark" é anterior ao "Crepúsculo").

Sookie é uma empregada num bar. Bill é um vampiro. Para nós parece estranho que os vampiros vivam lado a lado com os humanos (bem, não propriamente, que de dia fogem do sol...), mas neste livro acontece algo fenomenal: os vampiros são aceites. O mundo está feito para aceitar estas criaturas, desde bares especiais, hotéis exclusivos a sangue sintético, que os japoneses inventaram para que não andássemos sempre com os dentes deles na garganta.
Embora muitos humanos o queiram... Porque é a coisa mais excitante que há no mundo, e beber de um humano está muito associado a relações sexuais (os vampiros são deuses do sexo).

E Sookie apaixona-se por Bill. Com ele, esquece-se do seu dom de ler os pensamentos dos outros, com ele encontra alguém diferente. E conhecer os vampiros é, de todo, excitante.

Até que uma data de assassínios naquela vila rural vêm disturbar a vida tanto dela como dele, e de quem os rodeia.
O resultado é um livro emocionante, sem partes chatas, que à medida que vai avançando torna-se viciante e difícil de pousar.

A escrita de Harris é muito exótica. Muito acessível, mas bastante exótica, de modo a encaixar neste também exótico livro. (ler em Inglês foi uma mais-valia para mim, fico sempre mais concentrado e empolgado na história, mesmo que perca alguns pormenores - o que, infelizmente, acontece)

Confesso que achei a relação entre Sookie e Bill demasiado instável. Muito, muito instável. Ao ponto de me irritar...
No entanto, as personagens estão bem escolhidas, e Sookie é uma figura feminina bem interessante. Todas as personagens estão mais do que bem exploradas, Sookie é uma mulher de força e, uma vez que ela nos conta a história, os outros são envolvidos numa aura de mistério, constantemente a serem analisados.

Mas o que mais gostei foi, sem dúvida, aqueles momentos em que eu próprio quase entrava em êxtase.
Este livro tem um lado sexual muito forte. Os vampiros são uns sedentos de sangue, e essa sede tem um cariz sexual... Bem, nem vos digo!
Charlaine Harris transmite tão bem essa força! Transmite essa necessidade de sexo, viril, inesquecível, e essa sede tão grande de sangue que ficamos a ofegar de cada vez que alguém bebe outro. Único e exótico, sexual e sem tabus.
Os vampiros são os mais fascinantes que pude conhecer. São até bastante inovadores pelo seu comportamento não só como os clássicos nos habituaram, mas também pelos hábitos sexuais.

Atrevam-se a encarar as consequências na mistura entre vampiros e humanos... Os comportamentos de ambos são fortemente alterados, e influenciados uns pelos outros.

O livro é imparável. À medida que vamos avançando na leitura, vai-se tornando cada vez mais viciante, e cada vez mais nos deixa sedentos de mais. Eu fiquei com uma vontade enorme de ler o segundo livro já. Espero que esse nos traga mais sobre esta sociedade de vampiros, muito mais na verdade...
Tem tudo para ser uma excelente leitura.



Este livro foi publicado cá em Portugal pela editora Saída de Emergência, com o título "Sangue Fresco". Uma boa aposta!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Novos livros

Bem, novos livros, vários e bons, espero!!!

Antes de mais, em breve tenho de enviar mais duas opiniões de dois livros da Porto Editora:



Já estou a ler Escolhi o Teu Amor, de Emily Giffin, como podem ver ao lado, e desde já digo que as senhoras que procuram uma leitura agradável, calma e romântica devem pegar nele assim que puderem.

Entretanto, as compras que fiz (e que já estavam em atraso) foram em tudo compensadoras:

Gosto muito dos contos de Edgar Allan Poe, mas gostava de relê-los, pois li há muito tempo e grande parte já me escapou da cabeça... Além disso, para mim, tudo o que seja obra completa é imperdível!
Agora falta arranjar o segundo volume...

Comprei de propósito devido à leitura conjunta que está já a decorrer no fórum Estante de Livros! Mas ainda bem, porque já tenho este livro na lista há... uns 3 anos, ou mais, se calhar mais! Lembro-me de acabar de ler O Historiador (que gostei bastante) e querer ler de seguida este clássico da Literatura... A oportunidade chegou agora.


Ok, eu reconheço que isto foi mais olhos do que barriga...
Porque desde que comprei O Rei que Foi e Um Dia Será que um interesse pelas histórias do Rei Artur se despertou! E este livro, A Morte de Artur, foi o que inspirou o livro de T. H. White. Data do séc. XV e foi das primeiras obras referentes ao Rei Artur!
(como já tenho a obra de Marion Zimmer Bradley também, acho que só me resta o ciclo Pendragon e a trilogia de Bernard Cornwell... Espero que em breve também!)

Uma compra impulsiva.
Expectativas? Moderadas. Não muito altas, mas suficientes para estar à espera de uma grande surpresa!

Já era sem tempo! Já vi o filme, já me falaram tanto deste livro como um dos melhores de sempre... Estou mais do que entusiasmado em lê-lo!

Esperemos que as próximas aquisições não sejam tão brevemente, que convém dar tempo para avançar a leitura.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Paixão em Florença, de Somerset Maugham

Florença. Uma magnífica casa nas colinas serve de cenário para um sonho que, subitamente, se transformará em pesadelo... Nesse refúgio de tranquilidade, as violentas emoções do passado são momentaneamente eclipsadas e Mary Panton pode encarar calmamente as perspectivas do seu segundo casamento com Sir Edgar Swift — que ela admira e respeita, mas não ama. Um simples acto de compaixão, o desejo de proporcionar alguma beleza à vida atribulada e infeliz de um jovem refugiado, vai no entanto dar início a um pesadelo de violência que destruirá a ténue serenidade de Mary. Intuitivamente, ela vai confiar na ajuda e compreensão de Rowley Flint, um estranho de reputação mais que duvidosa. E compreenderá com ele que rejeitar o amor, mesmo com todos os seus múltiplos riscos, é rejeitar a própria vida. Escrito com a simplicidade das grandes obras literárias, Paixão em Florença é um exemplo perfeito da genialidade de Somerset Maugham. William Somerset Maugham, um dos mais famosos romancistas e dramaturgos ingleses do século XX, nasceu em Janeiro de 1874, em Paris, e faleceu em Dezembro de 1965, em Nice. Paixão em Florença foi já adaptado ao cinema, num filme de Philip Haas, com Kristin Scott Thomas e Sean Penn como protagonistas.

Foi um par de horas gasto a ler este pequeno, mas lindo livro.
Peguei nele para passar o tempo. O objectivo era pegar num livro pequeno e passar o tempo, enquanto esperava.
A primeira página impressionou-me tanto que não fui capaz de parar.

Identifiquei-me muito com as sensações transmitidas. Muito mesmo. Enquanto Mary está sentada no terraço, a admirar a cidade de Florença, a nostalgia dessa cena é de tal modo forte que todas as sensações a partir daí descritas me tocaram. Vi nelas reflectido muito do que eu sou.

É na verdade uma história simples, um único acontecimento, mas que encerra em si uma lição de vida estrondosa.
Mary é uma viúva que se viu desiludida com o amor. E, no entanto, acredita nele e acredita que está pronta a dá-lo a quem quiser... Agora que Edgar, um ricalhaço, lhe pediu em casamento, ela considera aceitá-lo, mesmo não o amando.
Na mesma noite, e enquanto Edgar viaja durante três dias, antes da resposta de Mary, ela conhece Rowley, um mulherengo cujo ideal de vida é totalmente diferente, e fá-la querer ver mais para além dos planos que todos gostamos de ter.

Este livro trata-se do confronto entre vários ideais de vida. Cada personagem do livro, cada uma, representa uma forma de viver, um ideal de vida. Somerset Maugham descreve-nos cada um e confronta-os. Temos a oportunidade de discutir e ver serem discutidas as diferentes maneiras de levar a vida. Seja planeada, seja impulsiva, seja pelo amor, seja por interesses.

Depois, temos a importância da compaixão, do amor e do desejo. Mary proporciona a um jovem uma noite inesquecível, por razões que foram discutidas com Rowley e que só agora ela se apercebeu. Mas, mais uma vez, para este jovem o amor e a vida não são levados como Mary os leva, pelo que começa um pesadelo do qual dificilmente se pode escapar.

Fiquei duplamente impressionado com este livro. Primeiro, pelas suas descrições, pelos momentos de nostalgia e melancolia. Por outro, pela criação de uma história que tão bem nos faz reflectir nos actos de vida, e numa conclusão que nos quer fazer mostrar que a vida não é mais do que uma oportunidade de arriscar. E é muito, muito mais sério do que o título pode-nos levar a crer.

Não me vou esquecer facilmente deste livro. Marcou-me de várias maneiras e muito ao meu gosto.
Aconselho a todos a sua leitura. Parece-me uma obra belíssima, vinda de um autor que desejo explorar.
Esta noite, sonho com Toscana. E amanhã tomo riscos pela vida.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lagos Monstruosos, de Anita Ganeri


Achas que a Geografia é uma grande seca?

Estás farto de mapas horrorosos, calhaus pavorosos e lagos malcheirosos? Então diz adeus às aulas aborrecidas de Geografia e dá um mergulho nos Lagos Monstruosos...


  • Vais tremer à beirinha das crateras dos vulcões!
  • Vais gritar quando vires peixes que derretem ao sol!
  • Vais morrer de susto quando deres de caras com os monstros dos lagos!

Não te chega? Então vai à procura dos monstros do lago e de lagos subterrâneos. Vais ficar com a cabeça em água!

Nunca a Geografia foi tão HORRÍVEL!


Mais um pequeno livro, e mais um pouco de cultura sobre geografia!

Esta colecção é mais do que aconselhada: para além de ser rica em informação (e não é aquela matéria chata que já ouvimos falar, são antes curiosidades, pormenores divertidos sobre Geografia), é riquíssima em humor.
Quantas gargalhadas já dei com estes livros!

"Lagos Monstruosos" não é excepção. O tema é dos mais simples que nos oferecem, mas a vontade de conhecer continua enorme, e as curiosidades continuam interessantes.
Podemos conhecer o que são lagos, quais existem, que animais neles habitam, como são criados, o seu futuro, e muito mais, e se pensam que é muito, garanto-vos que não é.
Tudo isto dito numa linguagem bastante juvenil, e muito muito cómica. O objectivo é mesmo fazer-nos rir, e consegue.

Não foi o livro da colecção que mais gostei, talvez porque o tema não foi suficientemente inspirador... Achei-o pequeno também, não tem aquela quantidade de informação horrivelmente interessante que outros terão. É, no entanto, um gosto pessoal.
Para além disso, cresci, e já procuro livros mais sérios, já dispenso o cómico que estes livros nos dão. Prefiro imagens reais, por exemplo, e não ilustrações. Muitas vezes sinto-me afastado de certas piadas.

É, contudo, um livro que aconselho vivamente. Se estão curiosos em conhecer mais sobre o tema, ou se simplesmente não estão à espera que seja interessante, vão ver que é muito bom! Um livro para relaxar de leituras pesadas, para aprender, para aumentar a nossa cultura e para nos alegrar (Anita Ganeri tem mesmo jeito!).

terça-feira, 30 de junho de 2009

Stardust - O Mistério da Estrela Cadente, de Neil Gaiman


" - E se eu te trouxesse a estrela caída? - inquiriu Tristran, animado. - O que me darias? Um beijo? A tua mão em casamento?
- Tudo o que quisesses - respondeu Victoria, divertida.
- Juras? - perguntou Tristran.
(...)
- Claro - afirmou Victoria, sorrindo."

Victoria Forester era considerada a rapariga mais bonita das Ilhas Britânicas, mas para Tristran ela era a rapariga mais bonita do mundo, e a sua paixão por ela não conhecia limites. Por isso, as palavras que Victoria proferiu naquela noite de Outono em que foram ambos surpreendidos pelo brilho extasiante de uma estrela cadente soaram como música aos seus ouvidos. Afinal, havia um caminho para o coração da sua amada. Tudo o que tinha de fazer era apanhar aquela estrela... e esse era agora o seu único desejo! Só que a estrela de Tristran caiu no País Mágico, no país onde habitam dragões, grifos, basiliscos, hidras, unicórnios, gnomos, enfim, toda a sorte de criaturas extraordinárias e inimagináveis, e lá, as estrelas cadentes são belas raparigas de olhos azuis e cabelos loiros. Uma enorme parede de pedra separa a aldeia de Wall desse mundo fantástico, mas nada poderá demover Tristran, e é justamente quando dá o primeiro passo no País Mágico que tem início a sua fabulosa aventura! Gaiman revela-nos, uma vez mais, o seu inquestionável talento para escrever histórias que nos fazem sonhar e que, através da criação de mundos imaginários, suscitam em nós a capacidade de ver o mundo real. Os leitores podem ainda revisitar o universo de Gaiman através da adaptação cinematográfica desta magnífica narrativa.


Este livro correspondeu totalmente às expectativas. Nem mais, nem menos.
A sinopse, a capa, o que já ouvi do filme e do livro, as opiniões bastante positivas, tudo isso leva-nos a criar um nível de expectativas. Quaisquer que sejam essas expectativas, este livro encaixa-se nelas. É como que inevitável.

Uma coisa garanto: essas expectativas só podem ser muito altas, porque este livro é uma surpresa para qualquer leitor.

Estou encantado. Deliciado. É sem dúvida um belo conto de fadas, mas muito, muito mais fascinante.

Ao princípio, é um livro estranho. Muito ao estilo de Gaiman.
Neil Gaiman tem um dom inato para a Fantasia. É capaz de criar mundos sem medo, alguns deles verdadeiramente estranhos, como no caso de Coraline. Li "Coraline e a Porta Secreta" e aquela obra fantasmagórica e sensação de estranheza ficou gravada na memória. Com este, voltamos a mergulhar num mundo completamente novo, mas desta vez muito vivo, dinâmico, cheio de seres totalmente diferentes, lendas, profecias, lugares infinitos! Por um lado, tenho pena que o País Mágico seja um lugar tão vago, por outro, não podia ser outra coisa!

Sinto-me inspirado depois de ler este livro. Neil Gaiman tem uma imaginação do tamanho do País Mágico. Não tem limites.

A história é como a sinopse bem a diz, Tristran entra nesse país para ir buscar uma estrela para a sua amada... O problema é que lendas e profecias fazem com que o destino de muitos esteja ligado a essa estrela, logo não será o único atrás dela!
Num pequeno livro dá-se uma enorme aventura.
Pessoalmente, preferiria ficar no mundo mágico, porque acho que há por lá muitas personagens e muitas lendas, e muitos lugares, a serem descobertas... Mas, enfim, esta foi apenas uma história, e a boa notícia é que tudo o que a nossa imaginação cria está lá!

Não tenho mesmo nada a dizer... A não ser, talvez, o final, que embora esteja muito bem conseguido, pessoalmente esperava que o autor nos desse uma certa reviravolta, algo como um murro na barriga, o que não aconteceu propriamente.

Recomendado? Não, mais do que isso. Todos deviam pegar neste livro. Principalmente quem gosta de Fantasia, pois este livro é Fantasia pura. Um dos melhores deste ano, sem dúvida, encantador e a transbordar de Fantasia.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

333, de Pedro Sena-Lino


Esta é a história de um livro e de todos os seus 333 exemplares impressos. É a história secreta do impacto de um livro na vida de cada um dos seus leitores, e de como um rectângulo de papel pode transformar uma vida.

Quantas aventuras cabem dentro de um livro? Resposta: tantas quantas os seus leitores. 333 é a história das histórias das vidas tocadas por um livro profano que queimava como um livro sagrado. Pedro Sena-Lino leva-nos pela mão até um desses livros que, mais do que ser lido, lê e revela quem o abre.
Rui Zink

Uma cornucópia de histórias através do tempo onde se prova que só o amor é imutável. As palavras do poeta ao serviço de uma grande imaginação fizeram de Pedro Sena-Lino um romancista.
Dulce Maria Cardoso

É um hino. Ao amor. Amor pelo Livro, pela Palavra. Este primeiro romance de Pedro Sena-Lino faz muito mais do que contar uma história.
Marie-Noëlle Ciccia (Universidade de Montpellier

Há vários livros sobre livros, mas este deve ser, sem dúvida, único.

Pela primeira vez, ou pelo menos desde que me lembro, senti uma vontade enorme de pegar no lápis e sublinhar várias expressões do livro. E, de facto, contra o que costumo dizer, sublinhei este livro. Cada vez que o lia, tinha ao meu lado um lápis.
E porquê esta necessidade? Porque há inúmeras passagens nas quais nós, leitores nos identificamos, e também nas quais identificamos os livros que lemos.

Pedro Sena-Lino não é um prosador, é um poeta.
No entanto, conseguiu (minimamente) escrever um romance como deve ser.
A princípio, achei a escrita confusa. Tal como já aconteceu quando li "Máscaras do Destino", de Florbela Espanca, apercebi-me de que não gosto muito de ler prosa poética intensa em romances. Gosto muito de poesia, mas transportá-la para prosa fica demasiado confuso.
Até porque, pessoalmente, adoro prosa poética, quando se tratam de descrições. Não há melhor maneira de descrever paisagens, sensações, sentimentos, do que através de prosa poética.

Pelo que, passadas algumas páginas, fui-me habituando à escrita do autor. Não foi fácil, mas consegui. E, uma vez habituado, nada me impediu de adorar.

No séc. XVI, são impressos exactamente 333 exemplares de um livro especial... Especial porque é único no mundo: tem o dom de marcar de uma forma dolorosa, única, intensa, cortante, a vida de quem o lê. E, portanto, Pedro Sena-Lino apresenta-nos os destinos de todos os 333 exemplares, que tão fortemente marcam o leitor.

Todos os destinos são bastante trágicos. Todos os exemplares têm um fado forte, que acaba sempre na sua morte. Isto poderá ter alguma coisa a ver com o amor, que é a grande mensagem do dito livro. Trata-se de um conjunto de Cartas que reflecte, de uma forma bastante intensa, o amor, a paixão, o que faz com que o leitor fique tão obcecado. Todos os destinos são trágicos por isso. Muitos livros nem são sequer lidos, mas de qualquer maneira acabam por ser destruídos. Suponho que este mundo não estava preparado para o amor puro.

Adorei ler todos os destinos de todos os exemplares. Acho fascinante esmiuçar estas coisas. Este romance não tem um fio condutor (embora à medida que vai avançando uma pequena história se realce até ao fim), trata-se antes de várias curiosidades. Ou seja, os vários destinos. O que é muito engraçado, porque todos nos fazem lembrar milagres, tragédias gregas e shakespearianas, lendas, histórias religiosas ou pagãs.

Sem dúvida um livro que encherá as medidas aos amantes da leitura. Sem dúvida um autor que escreve muito bem e que conseguiu escrever algo único, mas que na minha opinião tem de desenvolver muito mais, caso contrário cai no aborrecimento.

domingo, 21 de junho de 2009

A Máquina de Xadrez, de Robert Löhr


Baseado em factos verídicos, A Máquina de Xadrez é tanto um romance histórico como um thriller empolgante. Os acontecimentos decorrem por volta de 1770, no século das Luzes, quando o barão Wolfgang von Kempelen, aventureiro e livre-pensador, tenta conquistar o favor da imperatriz austríaca Maria Teresa apresentando em Viena um engenhoso invento, um autómato vestido como um turco e pretensamente inteligente, capaz de derrotar os melhores jogadores de xadrez. De facto, no interior da máquina, um verdadeiro prodígio mecânico, esconde-se Tibor, o anão que Kempelen resgatou dos calabouços de Veneza, um exímio jogador de xadrez, que, relutante, se vê forçado a participar naquele embuste. Depressa o Turco se torna famoso por toda a Europa, até que, nas celebrações do casamento de Maria Antonieta e Luís XVI, uma baronesa é encontrada morta em misteriosas circunstâncias. As suspeitas recaem sobre o Turco, suscitando a perseguição eclesiástica e complexas intrigas palacianas. O autor tira partido das suas personagens criando um drama psicológico que se adensa à medida que a intriga se torna mais empolgante. A recriação do tempo histórico é minuciosa e brilhante e tem tudo para captar o interesse do leitor.

Tem tudo para captar o interesse do leitor... E, de facto, capta!

Já não me lembro da última vez que li um livro com este nível de complexidade! Tenho lido obras com excelentes personagens, mas nenhuma deste nível, tenho a certeza.

Este é um thriller histórico que se desenvolve também em função de um drama psicológico, pois as personagens são de facto de um nível de complexidade único. E, mais interessante que tudo isto, é que é baseado em factos verídicos, as personagens são verídicas! Nunca pensei que Kempelen tivesse existido, e é com extrema alegria que já pesquisei umas quantas páginas sobre ele e a sua famosa Máquina de Xadrez.
A sinopse explica muito. A história é, basicamente, a de uma máquina de xadrez, construída para agradar à Imperatriz, mas que representa várias coisas para cada personagem: para o anão, uma prisão; para o criador, o auge; para o ajudante, uma obrigação; para alguns, perigo e maldição. E portanto, o sucesso da máquina de xadrez depende de quem sabe o seu segredo. No entanto, não só a morte misteriosa da baronesa como a luta de cada personagem vai afectar o seu destino.

O que a sinopse não revela é mesmo a complexa teia que se vai desenvolvendo à volta das personagens, numa luta psicológica constante. Elas vêem-se obrigadas a confrontar obrigações com vontades, fé com razão. Esse é, na minha opinião, o grande triunfo do livro.

Li e adorei. Estou bastante impressionado, pois trata-se do primeiro romance do autor e consegue provar que é capaz de muito mais!

Aconselho a todos. Vale mesmo a pena ler, é impressionante e mais do que cativante.

Só tenho a apontar um único ponto negativo... E é o que me faz não dar cinco estrelas ao livro.
De facto, o nível de complexidade das personagens é impressionante, e de um livro que nem parecia tão espectacular quanto isso surgiu uma obra fascinante. Meia estrela.
Porém, uma coisa é certa: no plano geral, este é apenas mais um thriller.

Embora seja único em si, numa vista geral, inserido na Literatura, este é apenas mais um thriller, que não acrescenta muito mais para além de uma história desenvolvida diferente. Por isso mesmo, faltou essa especialidade, essa característica que o teria feito único realmente, para ser uma obra-prima. Está quase! Volto a dizer, está mais do que recomendado, é um livro a ler de certeza!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tom Hanks volta a ser Robert Langdom


http://www.youtube.com/watch?v=ASVeN-58HKk

Antes de mais, é preciso notar uma coisa: Anjos e Demónios é um dos meus livros preferidos de sempre. Não estou, portanto, à espera que o filme me proporcione todo o delírio que a leitura me deu...

No entanto, a minha ânsia em ver o filme, e a esperança que fosse bem melhor do que O Código Da Vinci, não foi em vão.

Estava na sala de cinema a ver o filme e estava totalmente vidrado. Parabéns a todos, esta é uma adaptação digna de se ver e atinge altos escalões!

Quanto aos actores, não tenho nada a dizer. Para mim, são boas escolhas, e não adquirem particular atenção. Até Ewan McGregor, que é um dos meus actores preferidos, não está nem mais nem menos do que se espera.

O enredo é altamente viciante e imparável. Aliás, acho que isso é o único ponto que será menos favorável: a acção é tão rápida, os acontecimentos tão repentinos, que os grandes climax acabam por passar demasiado depressa... Eu, por exemplo, achei que o momento que em conhecemos o inimigo passou demasiado depressa, só quem já leu o livro consegue focar essa cena.

Os efeitos especiais estão estonteantes.
A grande cena perto do fim (envolve uma explosão... *assobio*) é extraordinária. Está brutal!!!
E viajamos por toda a Roma e todo o Vaticano... É espectacular como conseguiram recriar todos os locais! Foi como se os visitasse (e confesso que fiquei com vontade de lá ir).

Está fiel à obra literária... Embora haja várias modificações que alteram, a meu ver, o simbolismo de algumas coisas. No entanto, passa. Tudo o que mudaram consegue passar despercebido.

Resumindo, um filme bem feito, e bem conseguido na minha opinião.

Só que, se já leu o livro, nunca vai gostar tanto do filme como se nunca o tivesse lido... Este é daqueles casos em que estamos perante um excelente entretenimento, mas cuja leitura acaba por condicionar um bocadinho a nossa admiração.
(e mesmo assim, durante o filme sentir um pouco do frenesi que senti com o livro, pelo que para mim não podia estar melhor!!!)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Voo Final, de Ken Follett


Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da Royal Air Force. Entretanto os Serviços Secretos Ingleses interceptam um sinal de rádio da Luftwaffe em que é mencionado o nome de código "Freya" e Hermia Mount, uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães e isso leva-a numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, estudante de física, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante de enredo complexo e absolutamente absorvente, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett.

Fui louco em pensar que Ken Follett conseguia criar uma obra-prima como "Os Pilares da Terra" de novo.
No entanto, este livro prova uma coisa: Ken Follett é um escritor de qualidade. É alguém que se sente bem no meio das páginas, e que facilmente nos atinge e nos obriga a virar as páginas!

É um bom livro. Confesso que esperava mais, mas à medida que a leitura avançou fui-me habituando a este género tão diferente de "Os Pilares da Terra", pelo que foi uma questão de tempo até me viciar totalmente!
Aconselho o livro, isto porque qualquer fã de thrillers ou policiais vai adorar!

É, principalmente, um livro para quem se sente bem a ler algo deste género.

Para quem não sabe, este autor tem imensos livros que se passam durante a 2.ª Guerra Mundial. Portanto, é um escritor que já está muito à vontade dentro dessa época. Ora, "Voo Final" é um livro relativamente recente. Fiquei com bastante vontade de ler mais livros de Follett, pois sente-se que é um perito na 2.ª Grande Guerra!

Por outro lado, o grande ponto negativo neste livro é precisamente esse à-vontade em relação à época em que decorre. Digamos que, uma vez que Follett está tão familiarizado com o tema, acaba por deixar com que o livro perca alguma profundidade; está tão habituado à guerra que acaba por escrever com uma naturalidade que estranha a quem como eu está a ler o primeiro de Ken dentro deste género. Acho que é por isso que esse livro não me agarrou tanto quanto esperava: faltou aquilo que caracterizava "Os Pilares da Terra", já que essa foi sim a primeira excursão do autor à Idade Média. "Voo Final" acaba apenas por ser mais um dentro da 2.ª Guerra Mundial.

No entanto, volto a dizer que gostei muito de lê-lo. Aliás, Ken sabe mesmo agarrar-nos! Tem uma facilidade extraordinária em criar personagens interessantes!
Muitos picos de emoção ao longo da leitura! É especialmente empolgante depois de metade lido, quando os acontecimentos se precipitam, quando as personagens já estão bem definidas e o leitor consegue desligar-se um pouco da sensação de normalidade.
Não diria um enredo complexo. E absorve-nos pontualmente. É mais um livro dentro do tema da Segunda Grande Guerra, aliás é mais um livro no meio da bibliografia do autor.

Mas é sem dúvida uma leitura vinda de alguém que é um mestre na arte da escrita e do conto!!! E irá sem dúvida delirar os fãs dentro do género. E tenho a certeza que quem gosta da 2.ª Guerra Mundial vai adorar também o livro... O meu problema foi só um: esperar algo à medida de "Os Pilares da Terra". Depois de lermos este género de Ken Follett, é uma questão de tempo para nos habituarmos, já que no que toca à Segunda Guerra Mundial Ken escreve com habilidade. Sem ser muito imprevisível, fui recompensado com páginas de uma leitura interessante, uma história sempre empolgante e a escrita de um autor que já considero um mestre de livros sobre a 2.ª Grande Guerra!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apresentação do livro "333", uma leitura para breve!

Quarta-feira, dia 3 do mês 6 do ano 2009, a Porto Editora apresenta o romance 333, de Pedro Sena-Lino.

Já tenho o livro por ler cá em casa, e aliás creio que o vou já começar! Parece-me bastante rápido e interessante!

O evento tem lugar na Biblioteca Nacional, pelas 18 horas, 33 minutos e 33 segundos…

O lançamento de 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, vai ser dinamizado de 3 formas distintas:

- o Grupo de Teatro da Nova encena partes da obra;
- a professora universitária Vanda Anastácio dá uma conferência que engloba as temáticas do livro;
- os escritores Rui Zink e Alexandre Nave e as actrizes Laura Soveral e Maria do Céu Guerra lêem excertos da obra.

Portanto, uma apresentação original! =)

Estes microeventos acontecem, entre um cocktail, em 3 espaços contíguos e complementares da Biblioteca Nacional.
A editora conta com a presença de interessados.

O livro parece-me bastante bom! O que é que acham, suscita-vos interesse?


Em 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, Sena-Lino mantém a abordagem
iniciada há vários anos, através da poesia, a temas como a presença do sobrenatural no humano,
os intercâmbios entre a vida anterior e a futura, os limites entre a morte e a vida, «mas agora
trabalhados em arquitectura narrativa». Para o escritor, este romance constitui uma «obra de
gratidão» a todos os livros que leu.
Porém, a actividade de Pedro Sena-Lino como investigador – estuda, para efeitos de
doutoramento, a produção literária feminina portuguesa nos séculos XVI-XVIII – também está
presente nesta obra: «procurei que fosse uma homenagem às escritoras esquecidas do período».
O autor defende que, por isso, ela «pode interessar aos leitores de romances históricos», mas
salienta que gosta de livros «com várias portas de entrada» e que 333 «tem um registo de microficção
(a história de cada exemplar) com conto (as histórias maiores), unidos na estrutura comum
de romance».
O romance 333, o quarto título que Pedro Sena-Lino publica com a Porto Editora, é, acima de
tudo, e segundo o autor, dedicado «a todos aqueles que querem um livro que os perturbe».

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Feira do Livro e mais aquisições!

Oh bem, eu sei o que é que vocês estão a pensar: a Feira do Livro já acabou há uma semana...

Respondo: bem sei, a verdade é que não tenho muito tempo para organizar muitos postes, e portanto decidi publicar primeiro a opinião prioritária do livro de Junot Díaz.

(fonte indicada na foto)

Ficam hoje, portanto, com as aquisições da Feira e algumas que entretanto também apareceram (e é com assombro que reparei: em três semanas a quantidade de livros que entrou cá em casa é estonteante! E sem contar com os da revista Sábado!).

Os livros que adquiri na Feira do Livro foram:


Um livro que procurava há já bastante tempo... E não é que aparece a 5€ num alfarrabista? Foi logo!


Sim, comprei este e Follett autografou-me todos os livros dele editados pela Presença! Estava mesmo nervoso...


Queria tanto experimentar esta autora! Principal razão pela aquisição: era livro do dia.


Mais cedo ou mais tarde ia começar a adquirir esta série... E na compra do livro do dia na Difel podíamos comprar outro com o mesmo desconto!


Eu sei: muitas pessoas preferiam que tivesse comprado "Os Leões de Al-Rassan"... Mas vi estes livros e foi como que um impulso. Pelo menos fica a promessa de ler Guy Gavriel Kay muito em breve! =)


Mais uma vez, os alfarrabistas têm bons e baratos livros! E como queria continuar a adquirir a série de Avalon...
(para o ano vou só a alfarrabistas, pode ser que compre ainda mais *rofl*)


Que vontade de ler já este livro!!! Quero ler pelo menos um livro de Orwell por ano!


Eu sei que não sugeriste propriamente Iceman, mas tu a falares dele inspirou-me (adorei falar contigo pessoalmente =D). Portanto, aposto que me fizeste comprar um grande livro e um que vou adorar!


O sexto livro da saga "As Crónicas de Allaryia"! Vamos a ver o que nos reserva... Confesso que estou bastante curioso, embora esta não seja uma saga que me agarre por completo, por várias e determinadas razões. Ah, e também está autografado e dedicado!!


Isto porque já tinha adquirido o segundo volume e queria começar a ler a saga!
Tanto Sandra Carvalho como Filipe Faria me assinaram dedicadamente os livros, e tive a oportunidade de conversar BASTANTE com ambos! Felizmente, temos estes autores portugueses que se dedicam aos seus leitores e que não se importam de gastar meia hora a conversar com um! (a bicha para Sandra Carvalho era grande porque ela demorava-se a conversar, mas sinceramente achei mesmo muito positiva essa atitude!!!).

Entretanto, outros livros, que não adquiri na Feira, se juntaram a esta já grande pilha... Eles são:


Obrigado Catarina! Foste a simpatia em pessoa e a dedicação... Em breve lerei o livro! E adorei poder falar contigo pessoalmente, ouvir as tuas palavras pessoalmente é único ;) Espero que em breve haja novo encontro!


Já estou ansioso por conhecer este clássico! As várias histórias de que é composto parecem fascinantes! É o que vale ter uma professora com tantas referências...

E pronto... São estas as minhas aquisições. Sim, estou abismado: não tenho tempo para tudo isto!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz


Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e as idades. E os seus heróis perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.

Vencedor do
Pulitzer Prize for Fiction 2008

"Parece destinado a ser o primeiro romance mais falado do ano." - Scott Timberg, exclusivo
PÚBLICO

Finalmente, acabei o livro.
Peço desculpa pelo atraso, mas a escola não perdoa...
De qualquer maneira, avançando para a crítica propriamente dita:

Um livro mordaz!

Este é daqueles livros que lemos sem grande expectativa, e que nos assaltam a cabeça no seu tom bem-disposto e com a sua escrita única.

Para começar, a capa não me chamou a atenção. A sinopse ainda menos.
Sinceramente, nada indicava que esta fosse uma leitura que se destacasse.
Bem, só posso dizer que adorei! O livro está excelente!

Não é apenas a breve vida de Oscar Wao que conhecemos: é sim a história de 3 gerações, e várias personagens perseguidas pelo que parece ser uma maldição: o fukú. E o que é o fukú? Terão de ler para perceber, mas como não podia deixar de ser num livro deste género e que ganhou o Pulitzer, essa maldição nada mais é do que a perseguição de uma sociedade... Em especial atenção para Trujillo, o grande ditador da República Dominicana.

Não se pode dizer que seja dotado de uma história diferente. No entanto, é sem dúvida um estilo de escrita bastante próprio: descontraído, bem-disposto e que muito facilmente agarra o leitor. Díaz impressionou-me, pois consegue chamar a atenção do leitor sem o cansar!

Quanto às personagens, essas são únicas, e principalmente Oscar Wao é um já "amigo". Um jovem obeso, dominicano, que nunca beijou uma rapariga (o seu maior pesar) e que sonha ser o Tolkien desta geração! É um viciado em Ficção-Científica, e as inúmeras referências ao Senhor dos Anéis e outros livros de fantástico fizeram com que ficasse ainda mais agradado.
Pessoalmente, não creio que possamos falar de cada uma das personagens sem falar da sociedade que as rodeia. Porque todos os caminhos que percorrem na vida tropeçam sem intenção na História dominicana e nas características dessa sociedade, e essa caracterização é, sem dúvida, uma das metas do livro. As condições durante a era de Trujillo, durante a ditadura, nos Estados Unidos da América e até aos dias de hoje, é o que dita o destino das personagens e isso nota-se ao longo das gerações.

Recomendo sem reservas e adorei!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ken Follett em Portugal!!!!!!!!!



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

MAL POSSO ACREDITAR!!!!!

A questão é esta: segundo os meus cálculos (e embora continue a insistir que não gosto nada de fazer Top's), os meus livros preferidos são: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien e Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Para muita pena minha, Orwell e Tolkien já faleceram...

Mas Follett não!!!!

E melhor, ele vem cá a Portugal!!! Estou frenético com esta novidade!!!

No dia 16 de Maio, ele vai estar na Feira do Livro de Lisboa, a partir das 15h30...
Acho que vou levar todos os livros que tenho dele!!

Mal acredito que tenho a oportunidade de estar frente a frente com quem criou as personagens que tanto me apaixonaram!

AAAAAAHHHH!!!!!

(as compras na Feira vão ser, certamente, direccionadas para as restantes obras dele!!!)

Quem também lê