terça-feira, 7 de julho de 2009

Novos livros

Bem, novos livros, vários e bons, espero!!!

Antes de mais, em breve tenho de enviar mais duas opiniões de dois livros da Porto Editora:



Já estou a ler Escolhi o Teu Amor, de Emily Giffin, como podem ver ao lado, e desde já digo que as senhoras que procuram uma leitura agradável, calma e romântica devem pegar nele assim que puderem.

Entretanto, as compras que fiz (e que já estavam em atraso) foram em tudo compensadoras:

Gosto muito dos contos de Edgar Allan Poe, mas gostava de relê-los, pois li há muito tempo e grande parte já me escapou da cabeça... Além disso, para mim, tudo o que seja obra completa é imperdível!
Agora falta arranjar o segundo volume...

Comprei de propósito devido à leitura conjunta que está já a decorrer no fórum Estante de Livros! Mas ainda bem, porque já tenho este livro na lista há... uns 3 anos, ou mais, se calhar mais! Lembro-me de acabar de ler O Historiador (que gostei bastante) e querer ler de seguida este clássico da Literatura... A oportunidade chegou agora.


Ok, eu reconheço que isto foi mais olhos do que barriga...
Porque desde que comprei O Rei que Foi e Um Dia Será que um interesse pelas histórias do Rei Artur se despertou! E este livro, A Morte de Artur, foi o que inspirou o livro de T. H. White. Data do séc. XV e foi das primeiras obras referentes ao Rei Artur!
(como já tenho a obra de Marion Zimmer Bradley também, acho que só me resta o ciclo Pendragon e a trilogia de Bernard Cornwell... Espero que em breve também!)

Uma compra impulsiva.
Expectativas? Moderadas. Não muito altas, mas suficientes para estar à espera de uma grande surpresa!

Já era sem tempo! Já vi o filme, já me falaram tanto deste livro como um dos melhores de sempre... Estou mais do que entusiasmado em lê-lo!

Esperemos que as próximas aquisições não sejam tão brevemente, que convém dar tempo para avançar a leitura.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Paixão em Florença, de Somerset Maugham

Florença. Uma magnífica casa nas colinas serve de cenário para um sonho que, subitamente, se transformará em pesadelo... Nesse refúgio de tranquilidade, as violentas emoções do passado são momentaneamente eclipsadas e Mary Panton pode encarar calmamente as perspectivas do seu segundo casamento com Sir Edgar Swift — que ela admira e respeita, mas não ama. Um simples acto de compaixão, o desejo de proporcionar alguma beleza à vida atribulada e infeliz de um jovem refugiado, vai no entanto dar início a um pesadelo de violência que destruirá a ténue serenidade de Mary. Intuitivamente, ela vai confiar na ajuda e compreensão de Rowley Flint, um estranho de reputação mais que duvidosa. E compreenderá com ele que rejeitar o amor, mesmo com todos os seus múltiplos riscos, é rejeitar a própria vida. Escrito com a simplicidade das grandes obras literárias, Paixão em Florença é um exemplo perfeito da genialidade de Somerset Maugham. William Somerset Maugham, um dos mais famosos romancistas e dramaturgos ingleses do século XX, nasceu em Janeiro de 1874, em Paris, e faleceu em Dezembro de 1965, em Nice. Paixão em Florença foi já adaptado ao cinema, num filme de Philip Haas, com Kristin Scott Thomas e Sean Penn como protagonistas.

Foi um par de horas gasto a ler este pequeno, mas lindo livro.
Peguei nele para passar o tempo. O objectivo era pegar num livro pequeno e passar o tempo, enquanto esperava.
A primeira página impressionou-me tanto que não fui capaz de parar.

Identifiquei-me muito com as sensações transmitidas. Muito mesmo. Enquanto Mary está sentada no terraço, a admirar a cidade de Florença, a nostalgia dessa cena é de tal modo forte que todas as sensações a partir daí descritas me tocaram. Vi nelas reflectido muito do que eu sou.

É na verdade uma história simples, um único acontecimento, mas que encerra em si uma lição de vida estrondosa.
Mary é uma viúva que se viu desiludida com o amor. E, no entanto, acredita nele e acredita que está pronta a dá-lo a quem quiser... Agora que Edgar, um ricalhaço, lhe pediu em casamento, ela considera aceitá-lo, mesmo não o amando.
Na mesma noite, e enquanto Edgar viaja durante três dias, antes da resposta de Mary, ela conhece Rowley, um mulherengo cujo ideal de vida é totalmente diferente, e fá-la querer ver mais para além dos planos que todos gostamos de ter.

Este livro trata-se do confronto entre vários ideais de vida. Cada personagem do livro, cada uma, representa uma forma de viver, um ideal de vida. Somerset Maugham descreve-nos cada um e confronta-os. Temos a oportunidade de discutir e ver serem discutidas as diferentes maneiras de levar a vida. Seja planeada, seja impulsiva, seja pelo amor, seja por interesses.

Depois, temos a importância da compaixão, do amor e do desejo. Mary proporciona a um jovem uma noite inesquecível, por razões que foram discutidas com Rowley e que só agora ela se apercebeu. Mas, mais uma vez, para este jovem o amor e a vida não são levados como Mary os leva, pelo que começa um pesadelo do qual dificilmente se pode escapar.

Fiquei duplamente impressionado com este livro. Primeiro, pelas suas descrições, pelos momentos de nostalgia e melancolia. Por outro, pela criação de uma história que tão bem nos faz reflectir nos actos de vida, e numa conclusão que nos quer fazer mostrar que a vida não é mais do que uma oportunidade de arriscar. E é muito, muito mais sério do que o título pode-nos levar a crer.

Não me vou esquecer facilmente deste livro. Marcou-me de várias maneiras e muito ao meu gosto.
Aconselho a todos a sua leitura. Parece-me uma obra belíssima, vinda de um autor que desejo explorar.
Esta noite, sonho com Toscana. E amanhã tomo riscos pela vida.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lagos Monstruosos, de Anita Ganeri


Achas que a Geografia é uma grande seca?

Estás farto de mapas horrorosos, calhaus pavorosos e lagos malcheirosos? Então diz adeus às aulas aborrecidas de Geografia e dá um mergulho nos Lagos Monstruosos...


  • Vais tremer à beirinha das crateras dos vulcões!
  • Vais gritar quando vires peixes que derretem ao sol!
  • Vais morrer de susto quando deres de caras com os monstros dos lagos!

Não te chega? Então vai à procura dos monstros do lago e de lagos subterrâneos. Vais ficar com a cabeça em água!

Nunca a Geografia foi tão HORRÍVEL!


Mais um pequeno livro, e mais um pouco de cultura sobre geografia!

Esta colecção é mais do que aconselhada: para além de ser rica em informação (e não é aquela matéria chata que já ouvimos falar, são antes curiosidades, pormenores divertidos sobre Geografia), é riquíssima em humor.
Quantas gargalhadas já dei com estes livros!

"Lagos Monstruosos" não é excepção. O tema é dos mais simples que nos oferecem, mas a vontade de conhecer continua enorme, e as curiosidades continuam interessantes.
Podemos conhecer o que são lagos, quais existem, que animais neles habitam, como são criados, o seu futuro, e muito mais, e se pensam que é muito, garanto-vos que não é.
Tudo isto dito numa linguagem bastante juvenil, e muito muito cómica. O objectivo é mesmo fazer-nos rir, e consegue.

Não foi o livro da colecção que mais gostei, talvez porque o tema não foi suficientemente inspirador... Achei-o pequeno também, não tem aquela quantidade de informação horrivelmente interessante que outros terão. É, no entanto, um gosto pessoal.
Para além disso, cresci, e já procuro livros mais sérios, já dispenso o cómico que estes livros nos dão. Prefiro imagens reais, por exemplo, e não ilustrações. Muitas vezes sinto-me afastado de certas piadas.

É, contudo, um livro que aconselho vivamente. Se estão curiosos em conhecer mais sobre o tema, ou se simplesmente não estão à espera que seja interessante, vão ver que é muito bom! Um livro para relaxar de leituras pesadas, para aprender, para aumentar a nossa cultura e para nos alegrar (Anita Ganeri tem mesmo jeito!).

terça-feira, 30 de junho de 2009

Stardust - O Mistério da Estrela Cadente, de Neil Gaiman


" - E se eu te trouxesse a estrela caída? - inquiriu Tristran, animado. - O que me darias? Um beijo? A tua mão em casamento?
- Tudo o que quisesses - respondeu Victoria, divertida.
- Juras? - perguntou Tristran.
(...)
- Claro - afirmou Victoria, sorrindo."

Victoria Forester era considerada a rapariga mais bonita das Ilhas Britânicas, mas para Tristran ela era a rapariga mais bonita do mundo, e a sua paixão por ela não conhecia limites. Por isso, as palavras que Victoria proferiu naquela noite de Outono em que foram ambos surpreendidos pelo brilho extasiante de uma estrela cadente soaram como música aos seus ouvidos. Afinal, havia um caminho para o coração da sua amada. Tudo o que tinha de fazer era apanhar aquela estrela... e esse era agora o seu único desejo! Só que a estrela de Tristran caiu no País Mágico, no país onde habitam dragões, grifos, basiliscos, hidras, unicórnios, gnomos, enfim, toda a sorte de criaturas extraordinárias e inimagináveis, e lá, as estrelas cadentes são belas raparigas de olhos azuis e cabelos loiros. Uma enorme parede de pedra separa a aldeia de Wall desse mundo fantástico, mas nada poderá demover Tristran, e é justamente quando dá o primeiro passo no País Mágico que tem início a sua fabulosa aventura! Gaiman revela-nos, uma vez mais, o seu inquestionável talento para escrever histórias que nos fazem sonhar e que, através da criação de mundos imaginários, suscitam em nós a capacidade de ver o mundo real. Os leitores podem ainda revisitar o universo de Gaiman através da adaptação cinematográfica desta magnífica narrativa.


Este livro correspondeu totalmente às expectativas. Nem mais, nem menos.
A sinopse, a capa, o que já ouvi do filme e do livro, as opiniões bastante positivas, tudo isso leva-nos a criar um nível de expectativas. Quaisquer que sejam essas expectativas, este livro encaixa-se nelas. É como que inevitável.

Uma coisa garanto: essas expectativas só podem ser muito altas, porque este livro é uma surpresa para qualquer leitor.

Estou encantado. Deliciado. É sem dúvida um belo conto de fadas, mas muito, muito mais fascinante.

Ao princípio, é um livro estranho. Muito ao estilo de Gaiman.
Neil Gaiman tem um dom inato para a Fantasia. É capaz de criar mundos sem medo, alguns deles verdadeiramente estranhos, como no caso de Coraline. Li "Coraline e a Porta Secreta" e aquela obra fantasmagórica e sensação de estranheza ficou gravada na memória. Com este, voltamos a mergulhar num mundo completamente novo, mas desta vez muito vivo, dinâmico, cheio de seres totalmente diferentes, lendas, profecias, lugares infinitos! Por um lado, tenho pena que o País Mágico seja um lugar tão vago, por outro, não podia ser outra coisa!

Sinto-me inspirado depois de ler este livro. Neil Gaiman tem uma imaginação do tamanho do País Mágico. Não tem limites.

A história é como a sinopse bem a diz, Tristran entra nesse país para ir buscar uma estrela para a sua amada... O problema é que lendas e profecias fazem com que o destino de muitos esteja ligado a essa estrela, logo não será o único atrás dela!
Num pequeno livro dá-se uma enorme aventura.
Pessoalmente, preferiria ficar no mundo mágico, porque acho que há por lá muitas personagens e muitas lendas, e muitos lugares, a serem descobertas... Mas, enfim, esta foi apenas uma história, e a boa notícia é que tudo o que a nossa imaginação cria está lá!

Não tenho mesmo nada a dizer... A não ser, talvez, o final, que embora esteja muito bem conseguido, pessoalmente esperava que o autor nos desse uma certa reviravolta, algo como um murro na barriga, o que não aconteceu propriamente.

Recomendado? Não, mais do que isso. Todos deviam pegar neste livro. Principalmente quem gosta de Fantasia, pois este livro é Fantasia pura. Um dos melhores deste ano, sem dúvida, encantador e a transbordar de Fantasia.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

333, de Pedro Sena-Lino


Esta é a história de um livro e de todos os seus 333 exemplares impressos. É a história secreta do impacto de um livro na vida de cada um dos seus leitores, e de como um rectângulo de papel pode transformar uma vida.

Quantas aventuras cabem dentro de um livro? Resposta: tantas quantas os seus leitores. 333 é a história das histórias das vidas tocadas por um livro profano que queimava como um livro sagrado. Pedro Sena-Lino leva-nos pela mão até um desses livros que, mais do que ser lido, lê e revela quem o abre.
Rui Zink

Uma cornucópia de histórias através do tempo onde se prova que só o amor é imutável. As palavras do poeta ao serviço de uma grande imaginação fizeram de Pedro Sena-Lino um romancista.
Dulce Maria Cardoso

É um hino. Ao amor. Amor pelo Livro, pela Palavra. Este primeiro romance de Pedro Sena-Lino faz muito mais do que contar uma história.
Marie-Noëlle Ciccia (Universidade de Montpellier

Há vários livros sobre livros, mas este deve ser, sem dúvida, único.

Pela primeira vez, ou pelo menos desde que me lembro, senti uma vontade enorme de pegar no lápis e sublinhar várias expressões do livro. E, de facto, contra o que costumo dizer, sublinhei este livro. Cada vez que o lia, tinha ao meu lado um lápis.
E porquê esta necessidade? Porque há inúmeras passagens nas quais nós, leitores nos identificamos, e também nas quais identificamos os livros que lemos.

Pedro Sena-Lino não é um prosador, é um poeta.
No entanto, conseguiu (minimamente) escrever um romance como deve ser.
A princípio, achei a escrita confusa. Tal como já aconteceu quando li "Máscaras do Destino", de Florbela Espanca, apercebi-me de que não gosto muito de ler prosa poética intensa em romances. Gosto muito de poesia, mas transportá-la para prosa fica demasiado confuso.
Até porque, pessoalmente, adoro prosa poética, quando se tratam de descrições. Não há melhor maneira de descrever paisagens, sensações, sentimentos, do que através de prosa poética.

Pelo que, passadas algumas páginas, fui-me habituando à escrita do autor. Não foi fácil, mas consegui. E, uma vez habituado, nada me impediu de adorar.

No séc. XVI, são impressos exactamente 333 exemplares de um livro especial... Especial porque é único no mundo: tem o dom de marcar de uma forma dolorosa, única, intensa, cortante, a vida de quem o lê. E, portanto, Pedro Sena-Lino apresenta-nos os destinos de todos os 333 exemplares, que tão fortemente marcam o leitor.

Todos os destinos são bastante trágicos. Todos os exemplares têm um fado forte, que acaba sempre na sua morte. Isto poderá ter alguma coisa a ver com o amor, que é a grande mensagem do dito livro. Trata-se de um conjunto de Cartas que reflecte, de uma forma bastante intensa, o amor, a paixão, o que faz com que o leitor fique tão obcecado. Todos os destinos são trágicos por isso. Muitos livros nem são sequer lidos, mas de qualquer maneira acabam por ser destruídos. Suponho que este mundo não estava preparado para o amor puro.

Adorei ler todos os destinos de todos os exemplares. Acho fascinante esmiuçar estas coisas. Este romance não tem um fio condutor (embora à medida que vai avançando uma pequena história se realce até ao fim), trata-se antes de várias curiosidades. Ou seja, os vários destinos. O que é muito engraçado, porque todos nos fazem lembrar milagres, tragédias gregas e shakespearianas, lendas, histórias religiosas ou pagãs.

Sem dúvida um livro que encherá as medidas aos amantes da leitura. Sem dúvida um autor que escreve muito bem e que conseguiu escrever algo único, mas que na minha opinião tem de desenvolver muito mais, caso contrário cai no aborrecimento.

domingo, 21 de junho de 2009

A Máquina de Xadrez, de Robert Löhr


Baseado em factos verídicos, A Máquina de Xadrez é tanto um romance histórico como um thriller empolgante. Os acontecimentos decorrem por volta de 1770, no século das Luzes, quando o barão Wolfgang von Kempelen, aventureiro e livre-pensador, tenta conquistar o favor da imperatriz austríaca Maria Teresa apresentando em Viena um engenhoso invento, um autómato vestido como um turco e pretensamente inteligente, capaz de derrotar os melhores jogadores de xadrez. De facto, no interior da máquina, um verdadeiro prodígio mecânico, esconde-se Tibor, o anão que Kempelen resgatou dos calabouços de Veneza, um exímio jogador de xadrez, que, relutante, se vê forçado a participar naquele embuste. Depressa o Turco se torna famoso por toda a Europa, até que, nas celebrações do casamento de Maria Antonieta e Luís XVI, uma baronesa é encontrada morta em misteriosas circunstâncias. As suspeitas recaem sobre o Turco, suscitando a perseguição eclesiástica e complexas intrigas palacianas. O autor tira partido das suas personagens criando um drama psicológico que se adensa à medida que a intriga se torna mais empolgante. A recriação do tempo histórico é minuciosa e brilhante e tem tudo para captar o interesse do leitor.

Tem tudo para captar o interesse do leitor... E, de facto, capta!

Já não me lembro da última vez que li um livro com este nível de complexidade! Tenho lido obras com excelentes personagens, mas nenhuma deste nível, tenho a certeza.

Este é um thriller histórico que se desenvolve também em função de um drama psicológico, pois as personagens são de facto de um nível de complexidade único. E, mais interessante que tudo isto, é que é baseado em factos verídicos, as personagens são verídicas! Nunca pensei que Kempelen tivesse existido, e é com extrema alegria que já pesquisei umas quantas páginas sobre ele e a sua famosa Máquina de Xadrez.
A sinopse explica muito. A história é, basicamente, a de uma máquina de xadrez, construída para agradar à Imperatriz, mas que representa várias coisas para cada personagem: para o anão, uma prisão; para o criador, o auge; para o ajudante, uma obrigação; para alguns, perigo e maldição. E portanto, o sucesso da máquina de xadrez depende de quem sabe o seu segredo. No entanto, não só a morte misteriosa da baronesa como a luta de cada personagem vai afectar o seu destino.

O que a sinopse não revela é mesmo a complexa teia que se vai desenvolvendo à volta das personagens, numa luta psicológica constante. Elas vêem-se obrigadas a confrontar obrigações com vontades, fé com razão. Esse é, na minha opinião, o grande triunfo do livro.

Li e adorei. Estou bastante impressionado, pois trata-se do primeiro romance do autor e consegue provar que é capaz de muito mais!

Aconselho a todos. Vale mesmo a pena ler, é impressionante e mais do que cativante.

Só tenho a apontar um único ponto negativo... E é o que me faz não dar cinco estrelas ao livro.
De facto, o nível de complexidade das personagens é impressionante, e de um livro que nem parecia tão espectacular quanto isso surgiu uma obra fascinante. Meia estrela.
Porém, uma coisa é certa: no plano geral, este é apenas mais um thriller.

Embora seja único em si, numa vista geral, inserido na Literatura, este é apenas mais um thriller, que não acrescenta muito mais para além de uma história desenvolvida diferente. Por isso mesmo, faltou essa especialidade, essa característica que o teria feito único realmente, para ser uma obra-prima. Está quase! Volto a dizer, está mais do que recomendado, é um livro a ler de certeza!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tom Hanks volta a ser Robert Langdom


http://www.youtube.com/watch?v=ASVeN-58HKk

Antes de mais, é preciso notar uma coisa: Anjos e Demónios é um dos meus livros preferidos de sempre. Não estou, portanto, à espera que o filme me proporcione todo o delírio que a leitura me deu...

No entanto, a minha ânsia em ver o filme, e a esperança que fosse bem melhor do que O Código Da Vinci, não foi em vão.

Estava na sala de cinema a ver o filme e estava totalmente vidrado. Parabéns a todos, esta é uma adaptação digna de se ver e atinge altos escalões!

Quanto aos actores, não tenho nada a dizer. Para mim, são boas escolhas, e não adquirem particular atenção. Até Ewan McGregor, que é um dos meus actores preferidos, não está nem mais nem menos do que se espera.

O enredo é altamente viciante e imparável. Aliás, acho que isso é o único ponto que será menos favorável: a acção é tão rápida, os acontecimentos tão repentinos, que os grandes climax acabam por passar demasiado depressa... Eu, por exemplo, achei que o momento que em conhecemos o inimigo passou demasiado depressa, só quem já leu o livro consegue focar essa cena.

Os efeitos especiais estão estonteantes.
A grande cena perto do fim (envolve uma explosão... *assobio*) é extraordinária. Está brutal!!!
E viajamos por toda a Roma e todo o Vaticano... É espectacular como conseguiram recriar todos os locais! Foi como se os visitasse (e confesso que fiquei com vontade de lá ir).

Está fiel à obra literária... Embora haja várias modificações que alteram, a meu ver, o simbolismo de algumas coisas. No entanto, passa. Tudo o que mudaram consegue passar despercebido.

Resumindo, um filme bem feito, e bem conseguido na minha opinião.

Só que, se já leu o livro, nunca vai gostar tanto do filme como se nunca o tivesse lido... Este é daqueles casos em que estamos perante um excelente entretenimento, mas cuja leitura acaba por condicionar um bocadinho a nossa admiração.
(e mesmo assim, durante o filme sentir um pouco do frenesi que senti com o livro, pelo que para mim não podia estar melhor!!!)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Voo Final, de Ken Follett


Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da Royal Air Force. Entretanto os Serviços Secretos Ingleses interceptam um sinal de rádio da Luftwaffe em que é mencionado o nome de código "Freya" e Hermia Mount, uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães e isso leva-a numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, estudante de física, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante de enredo complexo e absolutamente absorvente, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett.

Fui louco em pensar que Ken Follett conseguia criar uma obra-prima como "Os Pilares da Terra" de novo.
No entanto, este livro prova uma coisa: Ken Follett é um escritor de qualidade. É alguém que se sente bem no meio das páginas, e que facilmente nos atinge e nos obriga a virar as páginas!

É um bom livro. Confesso que esperava mais, mas à medida que a leitura avançou fui-me habituando a este género tão diferente de "Os Pilares da Terra", pelo que foi uma questão de tempo até me viciar totalmente!
Aconselho o livro, isto porque qualquer fã de thrillers ou policiais vai adorar!

É, principalmente, um livro para quem se sente bem a ler algo deste género.

Para quem não sabe, este autor tem imensos livros que se passam durante a 2.ª Guerra Mundial. Portanto, é um escritor que já está muito à vontade dentro dessa época. Ora, "Voo Final" é um livro relativamente recente. Fiquei com bastante vontade de ler mais livros de Follett, pois sente-se que é um perito na 2.ª Grande Guerra!

Por outro lado, o grande ponto negativo neste livro é precisamente esse à-vontade em relação à época em que decorre. Digamos que, uma vez que Follett está tão familiarizado com o tema, acaba por deixar com que o livro perca alguma profundidade; está tão habituado à guerra que acaba por escrever com uma naturalidade que estranha a quem como eu está a ler o primeiro de Ken dentro deste género. Acho que é por isso que esse livro não me agarrou tanto quanto esperava: faltou aquilo que caracterizava "Os Pilares da Terra", já que essa foi sim a primeira excursão do autor à Idade Média. "Voo Final" acaba apenas por ser mais um dentro da 2.ª Guerra Mundial.

No entanto, volto a dizer que gostei muito de lê-lo. Aliás, Ken sabe mesmo agarrar-nos! Tem uma facilidade extraordinária em criar personagens interessantes!
Muitos picos de emoção ao longo da leitura! É especialmente empolgante depois de metade lido, quando os acontecimentos se precipitam, quando as personagens já estão bem definidas e o leitor consegue desligar-se um pouco da sensação de normalidade.
Não diria um enredo complexo. E absorve-nos pontualmente. É mais um livro dentro do tema da Segunda Grande Guerra, aliás é mais um livro no meio da bibliografia do autor.

Mas é sem dúvida uma leitura vinda de alguém que é um mestre na arte da escrita e do conto!!! E irá sem dúvida delirar os fãs dentro do género. E tenho a certeza que quem gosta da 2.ª Guerra Mundial vai adorar também o livro... O meu problema foi só um: esperar algo à medida de "Os Pilares da Terra". Depois de lermos este género de Ken Follett, é uma questão de tempo para nos habituarmos, já que no que toca à Segunda Guerra Mundial Ken escreve com habilidade. Sem ser muito imprevisível, fui recompensado com páginas de uma leitura interessante, uma história sempre empolgante e a escrita de um autor que já considero um mestre de livros sobre a 2.ª Grande Guerra!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apresentação do livro "333", uma leitura para breve!

Quarta-feira, dia 3 do mês 6 do ano 2009, a Porto Editora apresenta o romance 333, de Pedro Sena-Lino.

Já tenho o livro por ler cá em casa, e aliás creio que o vou já começar! Parece-me bastante rápido e interessante!

O evento tem lugar na Biblioteca Nacional, pelas 18 horas, 33 minutos e 33 segundos…

O lançamento de 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, vai ser dinamizado de 3 formas distintas:

- o Grupo de Teatro da Nova encena partes da obra;
- a professora universitária Vanda Anastácio dá uma conferência que engloba as temáticas do livro;
- os escritores Rui Zink e Alexandre Nave e as actrizes Laura Soveral e Maria do Céu Guerra lêem excertos da obra.

Portanto, uma apresentação original! =)

Estes microeventos acontecem, entre um cocktail, em 3 espaços contíguos e complementares da Biblioteca Nacional.
A editora conta com a presença de interessados.

O livro parece-me bastante bom! O que é que acham, suscita-vos interesse?


Em 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, Sena-Lino mantém a abordagem
iniciada há vários anos, através da poesia, a temas como a presença do sobrenatural no humano,
os intercâmbios entre a vida anterior e a futura, os limites entre a morte e a vida, «mas agora
trabalhados em arquitectura narrativa». Para o escritor, este romance constitui uma «obra de
gratidão» a todos os livros que leu.
Porém, a actividade de Pedro Sena-Lino como investigador – estuda, para efeitos de
doutoramento, a produção literária feminina portuguesa nos séculos XVI-XVIII – também está
presente nesta obra: «procurei que fosse uma homenagem às escritoras esquecidas do período».
O autor defende que, por isso, ela «pode interessar aos leitores de romances históricos», mas
salienta que gosta de livros «com várias portas de entrada» e que 333 «tem um registo de microficção
(a história de cada exemplar) com conto (as histórias maiores), unidos na estrutura comum
de romance».
O romance 333, o quarto título que Pedro Sena-Lino publica com a Porto Editora, é, acima de
tudo, e segundo o autor, dedicado «a todos aqueles que querem um livro que os perturbe».

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Feira do Livro e mais aquisições!

Oh bem, eu sei o que é que vocês estão a pensar: a Feira do Livro já acabou há uma semana...

Respondo: bem sei, a verdade é que não tenho muito tempo para organizar muitos postes, e portanto decidi publicar primeiro a opinião prioritária do livro de Junot Díaz.

(fonte indicada na foto)

Ficam hoje, portanto, com as aquisições da Feira e algumas que entretanto também apareceram (e é com assombro que reparei: em três semanas a quantidade de livros que entrou cá em casa é estonteante! E sem contar com os da revista Sábado!).

Os livros que adquiri na Feira do Livro foram:


Um livro que procurava há já bastante tempo... E não é que aparece a 5€ num alfarrabista? Foi logo!


Sim, comprei este e Follett autografou-me todos os livros dele editados pela Presença! Estava mesmo nervoso...


Queria tanto experimentar esta autora! Principal razão pela aquisição: era livro do dia.


Mais cedo ou mais tarde ia começar a adquirir esta série... E na compra do livro do dia na Difel podíamos comprar outro com o mesmo desconto!


Eu sei: muitas pessoas preferiam que tivesse comprado "Os Leões de Al-Rassan"... Mas vi estes livros e foi como que um impulso. Pelo menos fica a promessa de ler Guy Gavriel Kay muito em breve! =)


Mais uma vez, os alfarrabistas têm bons e baratos livros! E como queria continuar a adquirir a série de Avalon...
(para o ano vou só a alfarrabistas, pode ser que compre ainda mais *rofl*)


Que vontade de ler já este livro!!! Quero ler pelo menos um livro de Orwell por ano!


Eu sei que não sugeriste propriamente Iceman, mas tu a falares dele inspirou-me (adorei falar contigo pessoalmente =D). Portanto, aposto que me fizeste comprar um grande livro e um que vou adorar!


O sexto livro da saga "As Crónicas de Allaryia"! Vamos a ver o que nos reserva... Confesso que estou bastante curioso, embora esta não seja uma saga que me agarre por completo, por várias e determinadas razões. Ah, e também está autografado e dedicado!!


Isto porque já tinha adquirido o segundo volume e queria começar a ler a saga!
Tanto Sandra Carvalho como Filipe Faria me assinaram dedicadamente os livros, e tive a oportunidade de conversar BASTANTE com ambos! Felizmente, temos estes autores portugueses que se dedicam aos seus leitores e que não se importam de gastar meia hora a conversar com um! (a bicha para Sandra Carvalho era grande porque ela demorava-se a conversar, mas sinceramente achei mesmo muito positiva essa atitude!!!).

Entretanto, outros livros, que não adquiri na Feira, se juntaram a esta já grande pilha... Eles são:


Obrigado Catarina! Foste a simpatia em pessoa e a dedicação... Em breve lerei o livro! E adorei poder falar contigo pessoalmente, ouvir as tuas palavras pessoalmente é único ;) Espero que em breve haja novo encontro!


Já estou ansioso por conhecer este clássico! As várias histórias de que é composto parecem fascinantes! É o que vale ter uma professora com tantas referências...

E pronto... São estas as minhas aquisições. Sim, estou abismado: não tenho tempo para tudo isto!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz


Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e as idades. E os seus heróis perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.

Vencedor do
Pulitzer Prize for Fiction 2008

"Parece destinado a ser o primeiro romance mais falado do ano." - Scott Timberg, exclusivo
PÚBLICO

Finalmente, acabei o livro.
Peço desculpa pelo atraso, mas a escola não perdoa...
De qualquer maneira, avançando para a crítica propriamente dita:

Um livro mordaz!

Este é daqueles livros que lemos sem grande expectativa, e que nos assaltam a cabeça no seu tom bem-disposto e com a sua escrita única.

Para começar, a capa não me chamou a atenção. A sinopse ainda menos.
Sinceramente, nada indicava que esta fosse uma leitura que se destacasse.
Bem, só posso dizer que adorei! O livro está excelente!

Não é apenas a breve vida de Oscar Wao que conhecemos: é sim a história de 3 gerações, e várias personagens perseguidas pelo que parece ser uma maldição: o fukú. E o que é o fukú? Terão de ler para perceber, mas como não podia deixar de ser num livro deste género e que ganhou o Pulitzer, essa maldição nada mais é do que a perseguição de uma sociedade... Em especial atenção para Trujillo, o grande ditador da República Dominicana.

Não se pode dizer que seja dotado de uma história diferente. No entanto, é sem dúvida um estilo de escrita bastante próprio: descontraído, bem-disposto e que muito facilmente agarra o leitor. Díaz impressionou-me, pois consegue chamar a atenção do leitor sem o cansar!

Quanto às personagens, essas são únicas, e principalmente Oscar Wao é um já "amigo". Um jovem obeso, dominicano, que nunca beijou uma rapariga (o seu maior pesar) e que sonha ser o Tolkien desta geração! É um viciado em Ficção-Científica, e as inúmeras referências ao Senhor dos Anéis e outros livros de fantástico fizeram com que ficasse ainda mais agradado.
Pessoalmente, não creio que possamos falar de cada uma das personagens sem falar da sociedade que as rodeia. Porque todos os caminhos que percorrem na vida tropeçam sem intenção na História dominicana e nas características dessa sociedade, e essa caracterização é, sem dúvida, uma das metas do livro. As condições durante a era de Trujillo, durante a ditadura, nos Estados Unidos da América e até aos dias de hoje, é o que dita o destino das personagens e isso nota-se ao longo das gerações.

Recomendo sem reservas e adorei!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ken Follett em Portugal!!!!!!!!!



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

MAL POSSO ACREDITAR!!!!!

A questão é esta: segundo os meus cálculos (e embora continue a insistir que não gosto nada de fazer Top's), os meus livros preferidos são: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien e Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Para muita pena minha, Orwell e Tolkien já faleceram...

Mas Follett não!!!!

E melhor, ele vem cá a Portugal!!! Estou frenético com esta novidade!!!

No dia 16 de Maio, ele vai estar na Feira do Livro de Lisboa, a partir das 15h30...
Acho que vou levar todos os livros que tenho dele!!

Mal acredito que tenho a oportunidade de estar frente a frente com quem criou as personagens que tanto me apaixonaram!

AAAAAAHHHH!!!!!

(as compras na Feira vão ser, certamente, direccionadas para as restantes obras dele!!!)

sábado, 2 de maio de 2009

Slumdog Millionaire e "A Vida Nova"... Sim!



Senhores e senhoras, fiz algo que não queria fazer:
Vi o filme primeiro que o livro.

Porque vi então o filme? Foi a ocasião, tinha a oportunidade de vê-lo e não podia desperdiçar.

No entanto, não me arrependi, e estou já ansioso por começar o livro!
Espero que o trailer vos aguce o apetite, porque a minha opinião sincera do filme é...

ADOREI!!!

Espectacular, uma explosão de energia realmente! É um filme bastante bonito, com uma banda sonora vibrante, com imagens imperdíveis.

E o melhor é que a maneira como ele responde é genial. O filme reflecte uma filosofia da vida, do Tempo, bastante interessante!

Não quero adiantar muitas informações, já que quero que vejam o filme com a mente totalmente aberta. Este filme transmite uma essência maravilhosa, que nos faz olhar duas vezes para a nossa vida, que nos faz viver intensamente cada bocadinho. Adorei e... Força, vão vê-lo, vale a pena! Não percam este vencedor!

Curiosamente, a filosofia de "Quem Quer Ser Bilionário" não é novidade para mim.
Aliás, antes de ver o filme, eu já acreditava nessa filosofia!

E sabem donde?
De A VIDA NOVA, de Orhan Pamuk!
Sim, tudo se encaixa... Sim, o passado e o futuro estão intimamente ligados, de uma maneira que nos impressionará.

Meus caros, leiam o livro "A Vida Nova" de Orhan Pamuk, vejam o filme "Quem Quer Ser Bilionário"... E deixem-se levar. E acreditem na vida e no quão fantástica ela pode ser. Está escrito.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bons Sonhos, Meu Amor, de Dorothy Koomson


SÓ OS CORAJOSOS SE ATREVEM A AMAR

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo.
Ela deve-lhe a vida.
Mas o verdadeiro teste à amizade de ambos surge quando ele lhe pede que dê à luz o filho dele.
Apesar de saber que corre o risco de destruir a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque Steph, a mulher dele, mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, arruinando a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos, está gravemente doente. E Nova quer que Mal o conheça antes que seja tarde demais.
Na tragédia descobrirão, finalmente, o quanto significam um para o outro.

Sobre A Filha da Minha Melhor Amiga

"A Filha da Minha Melhor Amiga é uma curiosa revelação, que exige muita reflexão, até que todas as peças do enredo se encaixem."
The Times (NZ)

"Não consegui parar de rir e chorar, desde a primeira página. Dorothy Koomson aborda questões da maturidade: a amizade, a morte, a traição e o perdão - uma leitura comovente." Adele Parks

Este foi o primeiro livro que li da autora.
Desde que saiu A Filha da Minha Melhor Amiga que queria ler algo desta autora... Boa notícia: vale a pena.

É um romance sobre a amizade, a maternidade, a traição, o amor. Temas já bases. Mas tudo isto resulta num produto bastante emotivo, que nos deixa a suspirar pelas personagens. Por isso mesmo, gostei muito de lê-lo.

A sinopse engana um pouco... Sinceramente, acho que este livro tem muito mais qualidade do que a sinopse mostra! A acção não se estabelece num único fio condutor, vai-se encadeando: de capítulo para capítulo pode mudar o espaço, a personagem que nos desabafa ou a época. Pode parecer confuso, mas não é, é até bastante interessante, e dá à obra um outro brilho, mais literário.

Acho que todos nós sabemos o que é uma grande amizade. Até onde estaríamos dispostos a ir por esses grandes amigos? Qual é o valor da amizade quando o(a) nosso(a) melhor amigo(a) nos pede algo que ultrapassa o sentimento, mas toca no que nós somos? Arriscaríamos a vida por amor?
Este livro fala sobre isso. Uma forte amizade que é posta à prova quando Mal pede à sua melhor amiga, Nova, que seja "barriga de aluguer" do seu filho e da sua mulher, Steph. Mas, entretanto, o significado do passado das três personagens e o seu presente vão de tal modo ser catastróficos que, oito anos mais tarde, Nova está a criar Leo, o seu filho. Leo está gravemente doente, e Nova não fala com Mal há oito anos. Conseguirão vencer um passado para abarcar o presente e o futuro de braços abertos?

Há aqueles livros bastante emotivos, mas cuja emoção vem em picos: lemos uma página, na seguinte há uma torrente de emoção que nos deita abaixo, as coisas acalmam e algumas páginas à frente voltamos a sentir essa torrente!
Neste livro, não é bem assim. É mais uma linha recta: ao longo de todas as páginas, o nível de emoção mantém-se linear, constante, sem picos mas sim sempre à mesma altura. Como se uma nuvem de emoção cercasse todo o livro. Não nos sentimos emocionados de vez em quando, mas sim constantemente ao longo das páginas. Só tenho pena que este livro seja, muitas vezes, bastante triste e deprimente. Aliás, pessoalmente, este livro perde MUITO por ser tão triste. Esperava que fosse algo mais inspirador, mais alegre. Mas também há, com certeza, momentos desses, embora um pouco mais pontuais.

Uma boa leitura, emotiva, romântica, e mais um caso da vida. É isso mesmo, um caso da vida, mas posto nas mãos de quem me parece ser uma excelente escritora, tornando assim esta bonita história num livro que emocionará o ser provido de sentimentos. Pronto, demasiado triste e deprimente, mas ainda assim emotiva.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Algumas aquisições

Antes de mais, peço desculpa pelas leituras em atraso...

Ultimamente, com as coisas da escola principalmente, o tempo para ler é nulo. Mas mesmo nulo.

No entanto, ainda se verificam algumas baixas na lista de compras... E são livros que bastante me atraem!

(além do filme, que ainda quero ver, todos dizem maravilhas do livro...)

(Ken Follett!!!! YES!!!! ADOREI Os Pilares da Terra, assim como adorei voltar a Kingsbridge em Um Mundo Sem Fim... Bem sei que este livro não tem nada a ver, mas estou ansioso por saber como é que é Ken Follett nesta vertente mais policial!)

(caso não saibam: só morro quando for a Istambul. Porque o sonho da minha vida é mesmo visitar esta cidade *grande suspiro*)

(estou curioso... Não sei muito bem o que esperar, mas parece-me um thriller histórico fascinante! Estou mesmo curioso...)


(claro que não podia deixar passar este livro, sou um seguidor religioso desta colecção!)

Deixo o booktrailer do livro de Ken Follett... Que será uma leitura em breve!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Livro hoje...?

Hoje, dia 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

Pessoalmente, este dia passa normalmente. Não tenho intenções de adquirir novas obras para comemorar a data, já que nesta altura há bastantes promoções; por vezes esqueço-me (esquecer-me-ia se não tivesse visitado outros blogues!!!). No entanto, é um dia que está marcado como Dia Mundial do Livro, e embora todos os dias me dedique a essa paixão este tem de ser mencionado.



Sempre amei os livros. Desde pequeno que pegava nos livros de "Ler Sozinho", lia-os antes mesmo de sair da livraria com eles na mão! Ainda me lembro dos primeiros grandes romances que li, que me inspiraram demais! Caso para falar de "O Primo Basílio", de Eça de Queirós, e "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes, que foram, sem a mínima dúvida, os primeiros grandes romances que li e até hoje dos meus preferidos de sempre!
E hoje continuo a ler... Não como lia dessa altura: hoje tenho MUUUITOS livros na estante "por ler", tenho uma lista de livros a comprar demasiado grande, e leio a um ritmo considerável, já que tenho demasiados por ler e o tempo é escasso, pelo que sem dúvida o meu eu leitor mudou.

Mas... O que é do livro hoje realmente? Qual o valor que um livro tem na nossa sociedade? Será que se vem tornando cada vez mais subestimado? Para aqueles que são leitores como eu, vão com certeza dizer que ainda existe o mesmo tipo de felicidade em relação à leitura. No entanto, peço que se tentem abstrair dos vossos próprios pensamentos e comentem também como todos os cidadãos do mundo encaram o livro.
O que é o Livro para nós hoje?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Novidades da Porto Editora

Depois de "O Meu Triste Segredo", que se revelou uma agradável leitura, e "Pequenos Gestos de Amor Eterno", que também atingiu as expectativas, a Porto Editora lança mais dois livros que serão do interesse de todos!

No dia 23 de Abril, a Porto Editora publica Bons Sonhos, Meu Amor, o novo romance de Dorothy Koomson, autora de grande sucesso em todo o mundo e também em Portugal, onde as duas obras anteriores já venderam mais de 80 mil livros.
O terceiro livro representará, seguramente, o terceiro sucesso.
Uma autora que conquistou milhares de leitoras logo na estreia em Portugal, com A Filha da Minha Melhor Amiga – já vendeu mais de 50 mil exemplares – e que solidificou prestígio com a publicação
de Pedaços de Ternura – com cerca de 30 mil livros vendidos em 2008.

Descrita como tocante e densa em termos emocionais, a escrita de Dorothy Koomson cria cenários que proporcionam uma reflexão sobre as vivências humanas (os desafios da amizade, a inexorabilidade da morte, a força do amor…). A britânica é já, sem qualquer dúvida, um dos nomes de referência da literatura vocacionada para o público feminino. A Porto Editora prepara, também, a publicação dos primeiros livros da autora do já incontornável A Filha da Minha Melhor Amiga – a chamada backlist – sendo que um deles sairá ainda em 2009.

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida.
Por isso, quando ele lhe pede que seja mãe de substituição do seu filho e, apesar de saber que
corre o risco de perder a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque a mulher dele mudou de
ideias, escassos meses antes de a criança nascer, destruindo assim a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos está gravemente doente. Nova quer que Mal conheça o filho antes que seja demasiado tarde.
Na tragédia descobrirão o quanto significam um para o outro.

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04111



A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao – este é o título de um dos livros mais aguardados do ano, o vencedor do Pulitzer Prize 2008, e que a Porto Editora dá a conhecer no dia 30 de Abril. O autor é o dominicano Junot Díaz, que, graças a este assombroso romance, alcançou o estatuto de vedeta literária internacional.
Em finais de 2007, o jornal Público, através de um exclusivo do Los Angeles Times, afirmava que o livro de Junot Díaz seria «o primeiro romance mais falado do ano», salientando o facto de ter sido «aclamado» logo no mês em que foi publicado. Menos de um ano depois, a Porto Editora adquire os direitos de publicação em Portugal e vê o romance ser galardoado com o Pulitzer Prize for Fiction.
A 30 de Abril, o país vai poder perceber as razões do estrondoso sucesso internacional deste livro e do autor Junot Díaz, que já têm sido ansiosamente destacados por publicações portuguesas.

Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e
pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande
História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das
promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma
canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e idades, e os seus heróis
perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.


Obscuro e exuberante… rico e espirituoso… mas, acima de tudo, este livro ousado, divertido e
trágico proporciona exactamente o que um leitor de Junot Díaz esperaria encontrar num romance
seu.
Publishers Weekly

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04148

Interessados? =)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Meu Triste Segredo, de Jenny Tomlin


Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de esperança e triunfo.

Não sou um leitor de biografias. Não porque não goste, gosto de ler de vez em quando, mas não costumo comprar livros biográficos, sou pessoa de romances!

Contudo, há um ou outro volume que nos impressionam. Este foi um deles.

Não é uma obra-prima, de longe tal coisa! Aliás, a escrita é bastante simples, e são 200 páginas que se lêem muito facilmente, é mesmo um page turner. No entanto, por a escrita ser tão simples nos dá mais prazer em ler. Facilmente nos toca sem precisar de floreados.

E a história é muito forte... Ok, vamos lá a ver: hoje em dia, não há nada mais comum do que a violência doméstica, infelizmente! Por isso, se olhasse para este livro, a primeira coisa que iria pensar seria "Já estou farto de ouvir falar sobre isso...". Porque é verdade, haverá algo mais falado do que a violência? Tirando trivialidades e momentos do dia, não me parece.
Porém, fiquei bastante impressionado. Não estava à espera de encontrar uma narrativa tão leve para esta história. Através de uma escrita muito simples, Jenny Tomlin conta-nos a sua história de infância, que ao princípio poderá já parecer um cliché (quem não está farto de ouvir falar sobre crianças maltratadas, quantas histórias destas não existem?), mas rapidamente nos sentimos familiarizados com as personagens, e odiando o Papá que faz coisas que não são de um Pai: são de um monstro.

Por detrás de portas fechadas, estas coisas acontecem. E deviam ter vergonha!! Só os sonhos conseguem salvar estas crianças desesperadas de actos tão terríveis... Acredito que actualmente as crianças sejam tratadas com mais cuidado, mas é horrível imaginar que ainda existem casos assim.

Embora tenha adorado ler o livro, tenho de confessar que a partir de certa altura torna-se demasiado banal. Tem uma carga bastante tocante no que diz respeito aos abusos, mas mais tarde, devido ao rumo que a vida de Jenny leva, passamos a ver a história com outros olhos. Talvez seja o facto de se tornar adolescente (a partir daí a sua vida muda bastante), mas há que ter em atenção que esta é a história de uma pessoa normal que perdeu a sua infância. Isso é desastroso, mesmo que o resto da sua vida seja feliz.
Enfim, olhem que há por aí muitas biografias que não têm nada para dizer, e esta pelo menos tem alguma coisa de louvar!
(engraçado, não posso dizer que admire a autora, já que a meu ver o seguimento da sua história foi simples e nada que ela tenha influenciado particularmente... Não é com as personagens que nos admiramos, mas sim com o seu sofrimento, percebem?)

Aconselho! Muito, muito fácil de ler; uma história que nos toca rapidamente; por alto é uma história de uma vida até bastante banal, mas bem fundo temos um triste segredo que faz-nos crer que a vida não é um mar de rosas (neste caso, isso é levado ao extremo, sem dúvida!)... É até bastante normal, não fosse retratar a infância miserável da criança. É uma história de esperança, mas retrata um sofrimento muito penoso... Para quem busca neste tipo de livros uma escrita mais forte, neste caso isso não acontece: é apenas uma menina pequena a falar da sua horrível experiência e dos seus sonhos de triunfo. Um livro que nunca vos aborrecerá, e que talvez vos emocione, de tal modo que poderão olhar para a vida de uma maneira diferente. Lutem por vocês e sejam assim felizes, este é o meu alegre segredo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells


Então, bruscamente, os relâmpagos brancos do Raio da Morte aproximaram-se de mim. As casas desabavam como se se dissolvessem ao seu contacto, e dardejavam chamas; as árvores incendiavam-se com um rugido. O Raio varria o curso do reboque, lambendo as pessoas que corriam, e desceu até à água a menos de cinquenta metros de distância do local onde eu me encontrava. Rastejou sobre o rio em direcção a Shepperton e a água na sua esteira erguia-se numa chicotada fervente, coroada de vapor. Voltei-me para a margem. Tenho uma vaga memória do pé de um marciano, pisando o terreno a uns vinte metros da minha cabeça. Recordo-me também de um longo movimento de suspense e, depois, dos quatro marcianos que transportavam entre eles os restos do seu companheiro, ora claros, ora indistintos, através de um véu de fumo, recuando interminavelmente pela vasta extensão do rio e dos prados. E, depois, muito lentamente, compreendi que tinha escapado por milagre.

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção científica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e quase todos os romances de Jules Verne), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pânico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chegado à Terra.
Este livro pode ler-se como uma simples fantasia: a história de uma guerra com um final, ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o Mundo Ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido por imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim.
Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor,
A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

Uma coisa é verdade: A Guerra dos Mundos trata-se de um dos maiores pilares da Ficção-Científica, já que foi escrito primeiramente e apresenta perspectivas que atá hoje se mantêm! As histórias de seres vindos de outros planetas têm todas a ver com este livro, naves e armas super desenvolvidas já parecem clichés... Sem sombra de dúvida, este livro é um grande passo para toda a Ficção-Científica moderna.

Agora... Imaginem uma introdução. E depois imaginem um livro inteiro que faz parte do completo desenvolvimento da história!
Este livro soube-me a introdução. E toda a Ficção-Científica posterior a esta obra desenvolvimento.

Não deixo de sentir que foi apenas o guia para que todos os próximos escritores possam desenvolver intensivamente. Faltou intensidade e dinamismo a este livro. Ou melhor, ele é bastante dinâmico, já que a população nunca pára, todo o livro é a constante fuga dos humanos e combate aos marcianos. Mas por isso mesmo, faltaram alguns elementos na acção que hoje em dia já existem.

A chegada dos marcianos e o seu ataque é altamente interessante, a reacção dos humanos é altamente curiosa. Até que começa a verdadeira guerra, que começa por ser empolgante, mas que um pouco mais tarde cai na repetição. A primeira grande parte do livro cativa, até que tudo não passa da mesma cena... É sempre a mesma coisa! Os humanos a fugirem, destruição, os humanos a fugirem, destruição... Todo o livro trata, além da guerra, de um enorme e catastrófico êxodo, mas que cai um pouco no aborrecimento. Perdi o interesse em saber todas as terrinhas pelas quais passavam, sempre a verem as mesmas coisas, já chegava! Infelizmente, por isso o livro chega a perder algum entusiasmo.

Já na última parte da obra voltamos a ficar entusiasmados com uma torrente de teorias bastante profundas sobre nós e sobre os marcianos, a vários níveis (Biologia, Sociedade, etc, com grande influência darwinista!), e aí sim apercebemo-nos da genialidade do autor em não só criar uma visão fantástica dos marcianos como também inserir o próprio Homem no meio do Universo! Nestes livros procuro bastante teoria científica, mas nada de enfadonho! Aconselho a lerem, por exemplo, "Contacto" de Carl Sagan, que é para mim um dos melhores livros de ficção-científica, não só pelo óbvio enredo que é bastante aliciante mas também pelas teorias que são bastante fáceis de compreender, e que nos dão uma outra perspectiva do Universo.

Adorei ler este livro, todas as imagens são as esperadas. Só tenho pena que H. G. Wells não tenha nascido algumas décadas mais tarde, porque acredito que se assim fosse esta obra seria muito mais intensa e forte do que é!

Por fim... Não posso dizer que este tenha sido um dos maiores livros de ficção-científica que já li, porque não é, a meu ver, altamente delirante do princípio ao fim! Mas adorei conhecer o livro. É uma obra-prima dentro do género, e aconselho a todos aqueles que estão com vontade de explorar esta aventura entusiasmante... E de tentar compreender quem seremos nós neste Universo...

Quem também lê