quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tom Hanks volta a ser Robert Langdom


http://www.youtube.com/watch?v=ASVeN-58HKk

Antes de mais, é preciso notar uma coisa: Anjos e Demónios é um dos meus livros preferidos de sempre. Não estou, portanto, à espera que o filme me proporcione todo o delírio que a leitura me deu...

No entanto, a minha ânsia em ver o filme, e a esperança que fosse bem melhor do que O Código Da Vinci, não foi em vão.

Estava na sala de cinema a ver o filme e estava totalmente vidrado. Parabéns a todos, esta é uma adaptação digna de se ver e atinge altos escalões!

Quanto aos actores, não tenho nada a dizer. Para mim, são boas escolhas, e não adquirem particular atenção. Até Ewan McGregor, que é um dos meus actores preferidos, não está nem mais nem menos do que se espera.

O enredo é altamente viciante e imparável. Aliás, acho que isso é o único ponto que será menos favorável: a acção é tão rápida, os acontecimentos tão repentinos, que os grandes climax acabam por passar demasiado depressa... Eu, por exemplo, achei que o momento que em conhecemos o inimigo passou demasiado depressa, só quem já leu o livro consegue focar essa cena.

Os efeitos especiais estão estonteantes.
A grande cena perto do fim (envolve uma explosão... *assobio*) é extraordinária. Está brutal!!!
E viajamos por toda a Roma e todo o Vaticano... É espectacular como conseguiram recriar todos os locais! Foi como se os visitasse (e confesso que fiquei com vontade de lá ir).

Está fiel à obra literária... Embora haja várias modificações que alteram, a meu ver, o simbolismo de algumas coisas. No entanto, passa. Tudo o que mudaram consegue passar despercebido.

Resumindo, um filme bem feito, e bem conseguido na minha opinião.

Só que, se já leu o livro, nunca vai gostar tanto do filme como se nunca o tivesse lido... Este é daqueles casos em que estamos perante um excelente entretenimento, mas cuja leitura acaba por condicionar um bocadinho a nossa admiração.
(e mesmo assim, durante o filme sentir um pouco do frenesi que senti com o livro, pelo que para mim não podia estar melhor!!!)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Voo Final, de Ken Follett


Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da Royal Air Force. Entretanto os Serviços Secretos Ingleses interceptam um sinal de rádio da Luftwaffe em que é mencionado o nome de código "Freya" e Hermia Mount, uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães e isso leva-a numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, estudante de física, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante de enredo complexo e absolutamente absorvente, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett.

Fui louco em pensar que Ken Follett conseguia criar uma obra-prima como "Os Pilares da Terra" de novo.
No entanto, este livro prova uma coisa: Ken Follett é um escritor de qualidade. É alguém que se sente bem no meio das páginas, e que facilmente nos atinge e nos obriga a virar as páginas!

É um bom livro. Confesso que esperava mais, mas à medida que a leitura avançou fui-me habituando a este género tão diferente de "Os Pilares da Terra", pelo que foi uma questão de tempo até me viciar totalmente!
Aconselho o livro, isto porque qualquer fã de thrillers ou policiais vai adorar!

É, principalmente, um livro para quem se sente bem a ler algo deste género.

Para quem não sabe, este autor tem imensos livros que se passam durante a 2.ª Guerra Mundial. Portanto, é um escritor que já está muito à vontade dentro dessa época. Ora, "Voo Final" é um livro relativamente recente. Fiquei com bastante vontade de ler mais livros de Follett, pois sente-se que é um perito na 2.ª Grande Guerra!

Por outro lado, o grande ponto negativo neste livro é precisamente esse à-vontade em relação à época em que decorre. Digamos que, uma vez que Follett está tão familiarizado com o tema, acaba por deixar com que o livro perca alguma profundidade; está tão habituado à guerra que acaba por escrever com uma naturalidade que estranha a quem como eu está a ler o primeiro de Ken dentro deste género. Acho que é por isso que esse livro não me agarrou tanto quanto esperava: faltou aquilo que caracterizava "Os Pilares da Terra", já que essa foi sim a primeira excursão do autor à Idade Média. "Voo Final" acaba apenas por ser mais um dentro da 2.ª Guerra Mundial.

No entanto, volto a dizer que gostei muito de lê-lo. Aliás, Ken sabe mesmo agarrar-nos! Tem uma facilidade extraordinária em criar personagens interessantes!
Muitos picos de emoção ao longo da leitura! É especialmente empolgante depois de metade lido, quando os acontecimentos se precipitam, quando as personagens já estão bem definidas e o leitor consegue desligar-se um pouco da sensação de normalidade.
Não diria um enredo complexo. E absorve-nos pontualmente. É mais um livro dentro do tema da Segunda Grande Guerra, aliás é mais um livro no meio da bibliografia do autor.

Mas é sem dúvida uma leitura vinda de alguém que é um mestre na arte da escrita e do conto!!! E irá sem dúvida delirar os fãs dentro do género. E tenho a certeza que quem gosta da 2.ª Guerra Mundial vai adorar também o livro... O meu problema foi só um: esperar algo à medida de "Os Pilares da Terra". Depois de lermos este género de Ken Follett, é uma questão de tempo para nos habituarmos, já que no que toca à Segunda Guerra Mundial Ken escreve com habilidade. Sem ser muito imprevisível, fui recompensado com páginas de uma leitura interessante, uma história sempre empolgante e a escrita de um autor que já considero um mestre de livros sobre a 2.ª Grande Guerra!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apresentação do livro "333", uma leitura para breve!

Quarta-feira, dia 3 do mês 6 do ano 2009, a Porto Editora apresenta o romance 333, de Pedro Sena-Lino.

Já tenho o livro por ler cá em casa, e aliás creio que o vou já começar! Parece-me bastante rápido e interessante!

O evento tem lugar na Biblioteca Nacional, pelas 18 horas, 33 minutos e 33 segundos…

O lançamento de 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, vai ser dinamizado de 3 formas distintas:

- o Grupo de Teatro da Nova encena partes da obra;
- a professora universitária Vanda Anastácio dá uma conferência que engloba as temáticas do livro;
- os escritores Rui Zink e Alexandre Nave e as actrizes Laura Soveral e Maria do Céu Guerra lêem excertos da obra.

Portanto, uma apresentação original! =)

Estes microeventos acontecem, entre um cocktail, em 3 espaços contíguos e complementares da Biblioteca Nacional.
A editora conta com a presença de interessados.

O livro parece-me bastante bom! O que é que acham, suscita-vos interesse?


Em 333, a história secreta de um livro e de todos os que o leram, Sena-Lino mantém a abordagem
iniciada há vários anos, através da poesia, a temas como a presença do sobrenatural no humano,
os intercâmbios entre a vida anterior e a futura, os limites entre a morte e a vida, «mas agora
trabalhados em arquitectura narrativa». Para o escritor, este romance constitui uma «obra de
gratidão» a todos os livros que leu.
Porém, a actividade de Pedro Sena-Lino como investigador – estuda, para efeitos de
doutoramento, a produção literária feminina portuguesa nos séculos XVI-XVIII – também está
presente nesta obra: «procurei que fosse uma homenagem às escritoras esquecidas do período».
O autor defende que, por isso, ela «pode interessar aos leitores de romances históricos», mas
salienta que gosta de livros «com várias portas de entrada» e que 333 «tem um registo de microficção
(a história de cada exemplar) com conto (as histórias maiores), unidos na estrutura comum
de romance».
O romance 333, o quarto título que Pedro Sena-Lino publica com a Porto Editora, é, acima de
tudo, e segundo o autor, dedicado «a todos aqueles que querem um livro que os perturbe».

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Feira do Livro e mais aquisições!

Oh bem, eu sei o que é que vocês estão a pensar: a Feira do Livro já acabou há uma semana...

Respondo: bem sei, a verdade é que não tenho muito tempo para organizar muitos postes, e portanto decidi publicar primeiro a opinião prioritária do livro de Junot Díaz.

(fonte indicada na foto)

Ficam hoje, portanto, com as aquisições da Feira e algumas que entretanto também apareceram (e é com assombro que reparei: em três semanas a quantidade de livros que entrou cá em casa é estonteante! E sem contar com os da revista Sábado!).

Os livros que adquiri na Feira do Livro foram:


Um livro que procurava há já bastante tempo... E não é que aparece a 5€ num alfarrabista? Foi logo!


Sim, comprei este e Follett autografou-me todos os livros dele editados pela Presença! Estava mesmo nervoso...


Queria tanto experimentar esta autora! Principal razão pela aquisição: era livro do dia.


Mais cedo ou mais tarde ia começar a adquirir esta série... E na compra do livro do dia na Difel podíamos comprar outro com o mesmo desconto!


Eu sei: muitas pessoas preferiam que tivesse comprado "Os Leões de Al-Rassan"... Mas vi estes livros e foi como que um impulso. Pelo menos fica a promessa de ler Guy Gavriel Kay muito em breve! =)


Mais uma vez, os alfarrabistas têm bons e baratos livros! E como queria continuar a adquirir a série de Avalon...
(para o ano vou só a alfarrabistas, pode ser que compre ainda mais *rofl*)


Que vontade de ler já este livro!!! Quero ler pelo menos um livro de Orwell por ano!


Eu sei que não sugeriste propriamente Iceman, mas tu a falares dele inspirou-me (adorei falar contigo pessoalmente =D). Portanto, aposto que me fizeste comprar um grande livro e um que vou adorar!


O sexto livro da saga "As Crónicas de Allaryia"! Vamos a ver o que nos reserva... Confesso que estou bastante curioso, embora esta não seja uma saga que me agarre por completo, por várias e determinadas razões. Ah, e também está autografado e dedicado!!


Isto porque já tinha adquirido o segundo volume e queria começar a ler a saga!
Tanto Sandra Carvalho como Filipe Faria me assinaram dedicadamente os livros, e tive a oportunidade de conversar BASTANTE com ambos! Felizmente, temos estes autores portugueses que se dedicam aos seus leitores e que não se importam de gastar meia hora a conversar com um! (a bicha para Sandra Carvalho era grande porque ela demorava-se a conversar, mas sinceramente achei mesmo muito positiva essa atitude!!!).

Entretanto, outros livros, que não adquiri na Feira, se juntaram a esta já grande pilha... Eles são:


Obrigado Catarina! Foste a simpatia em pessoa e a dedicação... Em breve lerei o livro! E adorei poder falar contigo pessoalmente, ouvir as tuas palavras pessoalmente é único ;) Espero que em breve haja novo encontro!


Já estou ansioso por conhecer este clássico! As várias histórias de que é composto parecem fascinantes! É o que vale ter uma professora com tantas referências...

E pronto... São estas as minhas aquisições. Sim, estou abismado: não tenho tempo para tudo isto!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz


Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e as idades. E os seus heróis perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.

Vencedor do
Pulitzer Prize for Fiction 2008

"Parece destinado a ser o primeiro romance mais falado do ano." - Scott Timberg, exclusivo
PÚBLICO

Finalmente, acabei o livro.
Peço desculpa pelo atraso, mas a escola não perdoa...
De qualquer maneira, avançando para a crítica propriamente dita:

Um livro mordaz!

Este é daqueles livros que lemos sem grande expectativa, e que nos assaltam a cabeça no seu tom bem-disposto e com a sua escrita única.

Para começar, a capa não me chamou a atenção. A sinopse ainda menos.
Sinceramente, nada indicava que esta fosse uma leitura que se destacasse.
Bem, só posso dizer que adorei! O livro está excelente!

Não é apenas a breve vida de Oscar Wao que conhecemos: é sim a história de 3 gerações, e várias personagens perseguidas pelo que parece ser uma maldição: o fukú. E o que é o fukú? Terão de ler para perceber, mas como não podia deixar de ser num livro deste género e que ganhou o Pulitzer, essa maldição nada mais é do que a perseguição de uma sociedade... Em especial atenção para Trujillo, o grande ditador da República Dominicana.

Não se pode dizer que seja dotado de uma história diferente. No entanto, é sem dúvida um estilo de escrita bastante próprio: descontraído, bem-disposto e que muito facilmente agarra o leitor. Díaz impressionou-me, pois consegue chamar a atenção do leitor sem o cansar!

Quanto às personagens, essas são únicas, e principalmente Oscar Wao é um já "amigo". Um jovem obeso, dominicano, que nunca beijou uma rapariga (o seu maior pesar) e que sonha ser o Tolkien desta geração! É um viciado em Ficção-Científica, e as inúmeras referências ao Senhor dos Anéis e outros livros de fantástico fizeram com que ficasse ainda mais agradado.
Pessoalmente, não creio que possamos falar de cada uma das personagens sem falar da sociedade que as rodeia. Porque todos os caminhos que percorrem na vida tropeçam sem intenção na História dominicana e nas características dessa sociedade, e essa caracterização é, sem dúvida, uma das metas do livro. As condições durante a era de Trujillo, durante a ditadura, nos Estados Unidos da América e até aos dias de hoje, é o que dita o destino das personagens e isso nota-se ao longo das gerações.

Recomendo sem reservas e adorei!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ken Follett em Portugal!!!!!!!!!



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

MAL POSSO ACREDITAR!!!!!

A questão é esta: segundo os meus cálculos (e embora continue a insistir que não gosto nada de fazer Top's), os meus livros preferidos são: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien e Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Para muita pena minha, Orwell e Tolkien já faleceram...

Mas Follett não!!!!

E melhor, ele vem cá a Portugal!!! Estou frenético com esta novidade!!!

No dia 16 de Maio, ele vai estar na Feira do Livro de Lisboa, a partir das 15h30...
Acho que vou levar todos os livros que tenho dele!!

Mal acredito que tenho a oportunidade de estar frente a frente com quem criou as personagens que tanto me apaixonaram!

AAAAAAHHHH!!!!!

(as compras na Feira vão ser, certamente, direccionadas para as restantes obras dele!!!)

sábado, 2 de maio de 2009

Slumdog Millionaire e "A Vida Nova"... Sim!



Senhores e senhoras, fiz algo que não queria fazer:
Vi o filme primeiro que o livro.

Porque vi então o filme? Foi a ocasião, tinha a oportunidade de vê-lo e não podia desperdiçar.

No entanto, não me arrependi, e estou já ansioso por começar o livro!
Espero que o trailer vos aguce o apetite, porque a minha opinião sincera do filme é...

ADOREI!!!

Espectacular, uma explosão de energia realmente! É um filme bastante bonito, com uma banda sonora vibrante, com imagens imperdíveis.

E o melhor é que a maneira como ele responde é genial. O filme reflecte uma filosofia da vida, do Tempo, bastante interessante!

Não quero adiantar muitas informações, já que quero que vejam o filme com a mente totalmente aberta. Este filme transmite uma essência maravilhosa, que nos faz olhar duas vezes para a nossa vida, que nos faz viver intensamente cada bocadinho. Adorei e... Força, vão vê-lo, vale a pena! Não percam este vencedor!

Curiosamente, a filosofia de "Quem Quer Ser Bilionário" não é novidade para mim.
Aliás, antes de ver o filme, eu já acreditava nessa filosofia!

E sabem donde?
De A VIDA NOVA, de Orhan Pamuk!
Sim, tudo se encaixa... Sim, o passado e o futuro estão intimamente ligados, de uma maneira que nos impressionará.

Meus caros, leiam o livro "A Vida Nova" de Orhan Pamuk, vejam o filme "Quem Quer Ser Bilionário"... E deixem-se levar. E acreditem na vida e no quão fantástica ela pode ser. Está escrito.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bons Sonhos, Meu Amor, de Dorothy Koomson


SÓ OS CORAJOSOS SE ATREVEM A AMAR

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo.
Ela deve-lhe a vida.
Mas o verdadeiro teste à amizade de ambos surge quando ele lhe pede que dê à luz o filho dele.
Apesar de saber que corre o risco de destruir a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque Steph, a mulher dele, mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, arruinando a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos, está gravemente doente. E Nova quer que Mal o conheça antes que seja tarde demais.
Na tragédia descobrirão, finalmente, o quanto significam um para o outro.

Sobre A Filha da Minha Melhor Amiga

"A Filha da Minha Melhor Amiga é uma curiosa revelação, que exige muita reflexão, até que todas as peças do enredo se encaixem."
The Times (NZ)

"Não consegui parar de rir e chorar, desde a primeira página. Dorothy Koomson aborda questões da maturidade: a amizade, a morte, a traição e o perdão - uma leitura comovente." Adele Parks

Este foi o primeiro livro que li da autora.
Desde que saiu A Filha da Minha Melhor Amiga que queria ler algo desta autora... Boa notícia: vale a pena.

É um romance sobre a amizade, a maternidade, a traição, o amor. Temas já bases. Mas tudo isto resulta num produto bastante emotivo, que nos deixa a suspirar pelas personagens. Por isso mesmo, gostei muito de lê-lo.

A sinopse engana um pouco... Sinceramente, acho que este livro tem muito mais qualidade do que a sinopse mostra! A acção não se estabelece num único fio condutor, vai-se encadeando: de capítulo para capítulo pode mudar o espaço, a personagem que nos desabafa ou a época. Pode parecer confuso, mas não é, é até bastante interessante, e dá à obra um outro brilho, mais literário.

Acho que todos nós sabemos o que é uma grande amizade. Até onde estaríamos dispostos a ir por esses grandes amigos? Qual é o valor da amizade quando o(a) nosso(a) melhor amigo(a) nos pede algo que ultrapassa o sentimento, mas toca no que nós somos? Arriscaríamos a vida por amor?
Este livro fala sobre isso. Uma forte amizade que é posta à prova quando Mal pede à sua melhor amiga, Nova, que seja "barriga de aluguer" do seu filho e da sua mulher, Steph. Mas, entretanto, o significado do passado das três personagens e o seu presente vão de tal modo ser catastróficos que, oito anos mais tarde, Nova está a criar Leo, o seu filho. Leo está gravemente doente, e Nova não fala com Mal há oito anos. Conseguirão vencer um passado para abarcar o presente e o futuro de braços abertos?

Há aqueles livros bastante emotivos, mas cuja emoção vem em picos: lemos uma página, na seguinte há uma torrente de emoção que nos deita abaixo, as coisas acalmam e algumas páginas à frente voltamos a sentir essa torrente!
Neste livro, não é bem assim. É mais uma linha recta: ao longo de todas as páginas, o nível de emoção mantém-se linear, constante, sem picos mas sim sempre à mesma altura. Como se uma nuvem de emoção cercasse todo o livro. Não nos sentimos emocionados de vez em quando, mas sim constantemente ao longo das páginas. Só tenho pena que este livro seja, muitas vezes, bastante triste e deprimente. Aliás, pessoalmente, este livro perde MUITO por ser tão triste. Esperava que fosse algo mais inspirador, mais alegre. Mas também há, com certeza, momentos desses, embora um pouco mais pontuais.

Uma boa leitura, emotiva, romântica, e mais um caso da vida. É isso mesmo, um caso da vida, mas posto nas mãos de quem me parece ser uma excelente escritora, tornando assim esta bonita história num livro que emocionará o ser provido de sentimentos. Pronto, demasiado triste e deprimente, mas ainda assim emotiva.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Algumas aquisições

Antes de mais, peço desculpa pelas leituras em atraso...

Ultimamente, com as coisas da escola principalmente, o tempo para ler é nulo. Mas mesmo nulo.

No entanto, ainda se verificam algumas baixas na lista de compras... E são livros que bastante me atraem!

(além do filme, que ainda quero ver, todos dizem maravilhas do livro...)

(Ken Follett!!!! YES!!!! ADOREI Os Pilares da Terra, assim como adorei voltar a Kingsbridge em Um Mundo Sem Fim... Bem sei que este livro não tem nada a ver, mas estou ansioso por saber como é que é Ken Follett nesta vertente mais policial!)

(caso não saibam: só morro quando for a Istambul. Porque o sonho da minha vida é mesmo visitar esta cidade *grande suspiro*)

(estou curioso... Não sei muito bem o que esperar, mas parece-me um thriller histórico fascinante! Estou mesmo curioso...)


(claro que não podia deixar passar este livro, sou um seguidor religioso desta colecção!)

Deixo o booktrailer do livro de Ken Follett... Que será uma leitura em breve!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Livro hoje...?

Hoje, dia 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

Pessoalmente, este dia passa normalmente. Não tenho intenções de adquirir novas obras para comemorar a data, já que nesta altura há bastantes promoções; por vezes esqueço-me (esquecer-me-ia se não tivesse visitado outros blogues!!!). No entanto, é um dia que está marcado como Dia Mundial do Livro, e embora todos os dias me dedique a essa paixão este tem de ser mencionado.



Sempre amei os livros. Desde pequeno que pegava nos livros de "Ler Sozinho", lia-os antes mesmo de sair da livraria com eles na mão! Ainda me lembro dos primeiros grandes romances que li, que me inspiraram demais! Caso para falar de "O Primo Basílio", de Eça de Queirós, e "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes, que foram, sem a mínima dúvida, os primeiros grandes romances que li e até hoje dos meus preferidos de sempre!
E hoje continuo a ler... Não como lia dessa altura: hoje tenho MUUUITOS livros na estante "por ler", tenho uma lista de livros a comprar demasiado grande, e leio a um ritmo considerável, já que tenho demasiados por ler e o tempo é escasso, pelo que sem dúvida o meu eu leitor mudou.

Mas... O que é do livro hoje realmente? Qual o valor que um livro tem na nossa sociedade? Será que se vem tornando cada vez mais subestimado? Para aqueles que são leitores como eu, vão com certeza dizer que ainda existe o mesmo tipo de felicidade em relação à leitura. No entanto, peço que se tentem abstrair dos vossos próprios pensamentos e comentem também como todos os cidadãos do mundo encaram o livro.
O que é o Livro para nós hoje?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Novidades da Porto Editora

Depois de "O Meu Triste Segredo", que se revelou uma agradável leitura, e "Pequenos Gestos de Amor Eterno", que também atingiu as expectativas, a Porto Editora lança mais dois livros que serão do interesse de todos!

No dia 23 de Abril, a Porto Editora publica Bons Sonhos, Meu Amor, o novo romance de Dorothy Koomson, autora de grande sucesso em todo o mundo e também em Portugal, onde as duas obras anteriores já venderam mais de 80 mil livros.
O terceiro livro representará, seguramente, o terceiro sucesso.
Uma autora que conquistou milhares de leitoras logo na estreia em Portugal, com A Filha da Minha Melhor Amiga – já vendeu mais de 50 mil exemplares – e que solidificou prestígio com a publicação
de Pedaços de Ternura – com cerca de 30 mil livros vendidos em 2008.

Descrita como tocante e densa em termos emocionais, a escrita de Dorothy Koomson cria cenários que proporcionam uma reflexão sobre as vivências humanas (os desafios da amizade, a inexorabilidade da morte, a força do amor…). A britânica é já, sem qualquer dúvida, um dos nomes de referência da literatura vocacionada para o público feminino. A Porto Editora prepara, também, a publicação dos primeiros livros da autora do já incontornável A Filha da Minha Melhor Amiga – a chamada backlist – sendo que um deles sairá ainda em 2009.

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida.
Por isso, quando ele lhe pede que seja mãe de substituição do seu filho e, apesar de saber que
corre o risco de perder a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque a mulher dele mudou de
ideias, escassos meses antes de a criança nascer, destruindo assim a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos está gravemente doente. Nova quer que Mal conheça o filho antes que seja demasiado tarde.
Na tragédia descobrirão o quanto significam um para o outro.

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04111



A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao – este é o título de um dos livros mais aguardados do ano, o vencedor do Pulitzer Prize 2008, e que a Porto Editora dá a conhecer no dia 30 de Abril. O autor é o dominicano Junot Díaz, que, graças a este assombroso romance, alcançou o estatuto de vedeta literária internacional.
Em finais de 2007, o jornal Público, através de um exclusivo do Los Angeles Times, afirmava que o livro de Junot Díaz seria «o primeiro romance mais falado do ano», salientando o facto de ter sido «aclamado» logo no mês em que foi publicado. Menos de um ano depois, a Porto Editora adquire os direitos de publicação em Portugal e vê o romance ser galardoado com o Pulitzer Prize for Fiction.
A 30 de Abril, o país vai poder perceber as razões do estrondoso sucesso internacional deste livro e do autor Junot Díaz, que já têm sido ansiosamente destacados por publicações portuguesas.

Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e
pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande
História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das
promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma
canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e idades, e os seus heróis
perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.


Obscuro e exuberante… rico e espirituoso… mas, acima de tudo, este livro ousado, divertido e
trágico proporciona exactamente o que um leitor de Junot Díaz esperaria encontrar num romance
seu.
Publishers Weekly

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04148

Interessados? =)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Meu Triste Segredo, de Jenny Tomlin


Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de esperança e triunfo.

Não sou um leitor de biografias. Não porque não goste, gosto de ler de vez em quando, mas não costumo comprar livros biográficos, sou pessoa de romances!

Contudo, há um ou outro volume que nos impressionam. Este foi um deles.

Não é uma obra-prima, de longe tal coisa! Aliás, a escrita é bastante simples, e são 200 páginas que se lêem muito facilmente, é mesmo um page turner. No entanto, por a escrita ser tão simples nos dá mais prazer em ler. Facilmente nos toca sem precisar de floreados.

E a história é muito forte... Ok, vamos lá a ver: hoje em dia, não há nada mais comum do que a violência doméstica, infelizmente! Por isso, se olhasse para este livro, a primeira coisa que iria pensar seria "Já estou farto de ouvir falar sobre isso...". Porque é verdade, haverá algo mais falado do que a violência? Tirando trivialidades e momentos do dia, não me parece.
Porém, fiquei bastante impressionado. Não estava à espera de encontrar uma narrativa tão leve para esta história. Através de uma escrita muito simples, Jenny Tomlin conta-nos a sua história de infância, que ao princípio poderá já parecer um cliché (quem não está farto de ouvir falar sobre crianças maltratadas, quantas histórias destas não existem?), mas rapidamente nos sentimos familiarizados com as personagens, e odiando o Papá que faz coisas que não são de um Pai: são de um monstro.

Por detrás de portas fechadas, estas coisas acontecem. E deviam ter vergonha!! Só os sonhos conseguem salvar estas crianças desesperadas de actos tão terríveis... Acredito que actualmente as crianças sejam tratadas com mais cuidado, mas é horrível imaginar que ainda existem casos assim.

Embora tenha adorado ler o livro, tenho de confessar que a partir de certa altura torna-se demasiado banal. Tem uma carga bastante tocante no que diz respeito aos abusos, mas mais tarde, devido ao rumo que a vida de Jenny leva, passamos a ver a história com outros olhos. Talvez seja o facto de se tornar adolescente (a partir daí a sua vida muda bastante), mas há que ter em atenção que esta é a história de uma pessoa normal que perdeu a sua infância. Isso é desastroso, mesmo que o resto da sua vida seja feliz.
Enfim, olhem que há por aí muitas biografias que não têm nada para dizer, e esta pelo menos tem alguma coisa de louvar!
(engraçado, não posso dizer que admire a autora, já que a meu ver o seguimento da sua história foi simples e nada que ela tenha influenciado particularmente... Não é com as personagens que nos admiramos, mas sim com o seu sofrimento, percebem?)

Aconselho! Muito, muito fácil de ler; uma história que nos toca rapidamente; por alto é uma história de uma vida até bastante banal, mas bem fundo temos um triste segredo que faz-nos crer que a vida não é um mar de rosas (neste caso, isso é levado ao extremo, sem dúvida!)... É até bastante normal, não fosse retratar a infância miserável da criança. É uma história de esperança, mas retrata um sofrimento muito penoso... Para quem busca neste tipo de livros uma escrita mais forte, neste caso isso não acontece: é apenas uma menina pequena a falar da sua horrível experiência e dos seus sonhos de triunfo. Um livro que nunca vos aborrecerá, e que talvez vos emocione, de tal modo que poderão olhar para a vida de uma maneira diferente. Lutem por vocês e sejam assim felizes, este é o meu alegre segredo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells


Então, bruscamente, os relâmpagos brancos do Raio da Morte aproximaram-se de mim. As casas desabavam como se se dissolvessem ao seu contacto, e dardejavam chamas; as árvores incendiavam-se com um rugido. O Raio varria o curso do reboque, lambendo as pessoas que corriam, e desceu até à água a menos de cinquenta metros de distância do local onde eu me encontrava. Rastejou sobre o rio em direcção a Shepperton e a água na sua esteira erguia-se numa chicotada fervente, coroada de vapor. Voltei-me para a margem. Tenho uma vaga memória do pé de um marciano, pisando o terreno a uns vinte metros da minha cabeça. Recordo-me também de um longo movimento de suspense e, depois, dos quatro marcianos que transportavam entre eles os restos do seu companheiro, ora claros, ora indistintos, através de um véu de fumo, recuando interminavelmente pela vasta extensão do rio e dos prados. E, depois, muito lentamente, compreendi que tinha escapado por milagre.

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção científica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e quase todos os romances de Jules Verne), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pânico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chegado à Terra.
Este livro pode ler-se como uma simples fantasia: a história de uma guerra com um final, ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o Mundo Ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido por imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim.
Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor,
A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

Uma coisa é verdade: A Guerra dos Mundos trata-se de um dos maiores pilares da Ficção-Científica, já que foi escrito primeiramente e apresenta perspectivas que atá hoje se mantêm! As histórias de seres vindos de outros planetas têm todas a ver com este livro, naves e armas super desenvolvidas já parecem clichés... Sem sombra de dúvida, este livro é um grande passo para toda a Ficção-Científica moderna.

Agora... Imaginem uma introdução. E depois imaginem um livro inteiro que faz parte do completo desenvolvimento da história!
Este livro soube-me a introdução. E toda a Ficção-Científica posterior a esta obra desenvolvimento.

Não deixo de sentir que foi apenas o guia para que todos os próximos escritores possam desenvolver intensivamente. Faltou intensidade e dinamismo a este livro. Ou melhor, ele é bastante dinâmico, já que a população nunca pára, todo o livro é a constante fuga dos humanos e combate aos marcianos. Mas por isso mesmo, faltaram alguns elementos na acção que hoje em dia já existem.

A chegada dos marcianos e o seu ataque é altamente interessante, a reacção dos humanos é altamente curiosa. Até que começa a verdadeira guerra, que começa por ser empolgante, mas que um pouco mais tarde cai na repetição. A primeira grande parte do livro cativa, até que tudo não passa da mesma cena... É sempre a mesma coisa! Os humanos a fugirem, destruição, os humanos a fugirem, destruição... Todo o livro trata, além da guerra, de um enorme e catastrófico êxodo, mas que cai um pouco no aborrecimento. Perdi o interesse em saber todas as terrinhas pelas quais passavam, sempre a verem as mesmas coisas, já chegava! Infelizmente, por isso o livro chega a perder algum entusiasmo.

Já na última parte da obra voltamos a ficar entusiasmados com uma torrente de teorias bastante profundas sobre nós e sobre os marcianos, a vários níveis (Biologia, Sociedade, etc, com grande influência darwinista!), e aí sim apercebemo-nos da genialidade do autor em não só criar uma visão fantástica dos marcianos como também inserir o próprio Homem no meio do Universo! Nestes livros procuro bastante teoria científica, mas nada de enfadonho! Aconselho a lerem, por exemplo, "Contacto" de Carl Sagan, que é para mim um dos melhores livros de ficção-científica, não só pelo óbvio enredo que é bastante aliciante mas também pelas teorias que são bastante fáceis de compreender, e que nos dão uma outra perspectiva do Universo.

Adorei ler este livro, todas as imagens são as esperadas. Só tenho pena que H. G. Wells não tenha nascido algumas décadas mais tarde, porque acredito que se assim fosse esta obra seria muito mais intensa e forte do que é!

Por fim... Não posso dizer que este tenha sido um dos maiores livros de ficção-científica que já li, porque não é, a meu ver, altamente delirante do princípio ao fim! Mas adorei conhecer o livro. É uma obra-prima dentro do género, e aconselho a todos aqueles que estão com vontade de explorar esta aventura entusiasmante... E de tentar compreender quem seremos nós neste Universo...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aquisições para enlouquecer!

Bem, pode-se dizer que entrei na Fnac mas comprei aquilo que nunca esperei!

Ia preparado para trazer livros que foram adaptados para cinema (porque os últimos filmes parecem sair de obras-primas!), mas acabei por trazer livros que nunca esperei comprar:

- Anatomia de Grey: Conversas escutadas no Emerald City Bar/Notas da Central de Enfermagem, de Chris Van Dusen e Stacy McKee (já andava a namorar o livro, e, para quem não sabe, sou louco pela Anatomia de Grey!!!)


- O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris (desde que li "Beleza Assassina" que tenho em mente conhecer este que é o maior vilão de todos os tempos... Mesmo não sendo fã de policiais, quero intensamente ler este livro!).


- The Complete Fairy Tales: The Brothers Grimm (este é que não fazia parte dos planos... Foi impulsivo, por duas razões: é em inglês e é a obra completa!).

E finalmente... Isto sim foi de perder a cabeça...

- Sookie Stackhouse Novels, de Charlaine Harris (é que a Saída de Emergência já publicou o primeiro volume, com o nome "Morte ao Anoitecer"... E além disso adorava ler esta saga de vampiros! Ora, em vez de comprar em português, o que custa comprar 7 livros desta saga - livros que até são pequenos - em inglês? Foi o que pensei =D)


Foi, portanto, uma saída mais do que proveitosa!

sábado, 11 de abril de 2009

Lua Nova, de Stephenie Meyer

(se ainda não leu o livro, agradeço que avance para os comentários... Isto porque não quero tirar o suspense e a expectativa, de qualquer maneira!)


Eu sabia que ambos corríamos perigo de vida. Mesmo assim, naquele instante, senti-me bem. Completa. O coração batia aceleradamente e o sangue corria-me, quente e veloz, nas veias. Os meus pulmões encheram-se do doce aroma que emanava da sua pele. Era como se nunca tivesse havido um buraco no meu peito. Sentia-me óptima - não curada, mas como se nunca tivesse existido qualquer ferida.

Um bestseller do New York Times

"Os adolescentes irão saborear esta nova aventura e ansiar por mais."
Booklist

"Desde a capa com uma orquídea até ao final, os fãs de vampiros consumirão vorazmente este intenso volume de uma só vez, voltando ao início para depois o devorarem de novo. Mantém um ritmo vivo e um equilíbrio quase genial entre o romance e a acção de cortar a respiração."
VOYA

"Lua Nova mais do que alimentar os desejos ardentes de sangue dos fãs do primeiro volume, deixa-os sem fôlego para o terceiro."
School Library Journal

"Esta história de amantes torturados por demónios seduz."
Kirkus Reviews

Antes de mais, adorei "Crepúsculo". Foi sem dúvida uma das melhores leituras de 2008!!
As expectativas para este foram, portanto, elevadas. Não foram demasiado elevadas porque li algumas críticas de confiança que não foram muito acolhedoras...

Enfim, li e posso dizer: gostei!!! Sim, atingiu as expectativas!
Não superou as expectativas...
Mas atingiu-as!

O livro é bastante diferente do primeiro. Mas bastante mesmo. Tanto a nível de escrita como de história.
Durante praticamente todo o livro, o Edward não aparece!! Ele vai-se embora (não vou dizer porquê) e durante 400 páginas nada de Edward... Meyer, compreendemos a sua escolha, mas acho que até você concluiu uma coisa: sem Edward não funciona. O Edward e a Bella são tudo nesta saga, eles os dois juntos são o par ideal. Por isso, por amor do meu coração, não me volte a separá-los!
Isso teve mais implicações... Bella aprofunda a amizade com Jacob, mas o livro é bastante mais mexido, com bastante mais acção do que "Crepúsculo"! Há pouca lamechice, há mais dinamismo!
Agora, sinceramente, sinto saudades da lamechice de "Crepúsculo". Porque acho que é isso que dá o encanto aos livros... Essa ligação entre Bella e Edward, esse "tu saltas, eu salto". "Lua Nova" pode ser mais absorvente por ser mais negro, ter mais acção, envolver mais seres e uma verdadeira história sobrenatural, mas pessoalmente senti saudades de me derreter com Bella e Edward.
Quanto à escrita, notoriamente Meyer procura melhorar o seu nível! Sim, parece-me que procura atingir maturidade na sua escrita! Frases mais elaboradas, por exemplo. E acho que isso se deve ao facto de ter apostado num livro mais "crescido" em relação a "Crepúsculo". Será que deu resultado?

"Lua Nova" torna-se um livro bastante mais forte do que "Crepúsculo", notoriamente mais maduro, não só pela escrita como pela história.
Acho que Stephenie Meyer procurou precisamente experimentar essa maturidade. Procurou separar Bella de Edward, procurou dar mais acção ao enredo, procurou amadurecer a sua própria escrita. A conclusão, para mim, é óbvia: esta saga não sobrevive com Bella e Edward separados, e por muito maduro que se torne a escrita da autora a partir do momento em que junta o casalinho é obrigada a voltar às origens, à escrita mais leve e apaixonada, à narração mais lamechas. Para mim, isso não é mau!

Dito isto, gostei bastante de ler "Lua Nova", não me desiludiu, e mais uma vez confirma-se que Meyer consegue aguentar até ao fim do livro! No entanto, tal como no primeiro livro, é visível que basta uma pequena alteração para a cativação se perder totalmente. Um passo em falso e caímos no aborrecimento. Felizmente, tal não aconteceu comigo.



P.S.: enquanto lia o livro pensava "Quero mesmo ler mais romances de vampiros." Nunca pensei ser fã de vampiros!

Além disso, quero criticar fortemente a tradução e revisão péssimas do livro! Não há cuidado com as frases ou as letras! Maiúsculas no lugar de minúsculas e vice-versa, tradução à letra (por favor, nem sempre é possível traduzir letra a letra do Inglês para o Português, as palavras ocupam posições diferentes, há regras gramaticais específicas!). Depois deparamo-nos com frases engraçadas como: "Oh jake, vai comer tudo bem!" (obviamente, é "correr", não comer!); "Debaixo de mim a superfície debaixo de mim..." (por favor, poupem-me! Pleonasmo desnecessário!!!).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Novidade "O Meu Triste Segredo"


A história verídica de abuso e sobrevivência da autora Jenny
Tomlin e irmãos


A Albatroz publica, a 16 de Abril, O meu triste segredo, a história verídica da
autora Jenny Tomlin, que, juntamente com os irmãos, sobreviveu a terríveis
abusos.

O livro foi “número 1” da lista de best-sellers do Sunday Times e manteve-se durante várias
semanas no Top Ten.

Este é o relato comovente de Jenny, Kim e Lawrence, três irmãos marcados por uma infância de
miséria e terror. Sem qualquer gesto de carinho ou conforto, as crianças tentavam cuidar e
proteger-se umas às outras da forma que sabiam.
Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de
triunfo e esperança.
Jenny Tomlin passou a sua infância na parte leste de Londres. Foi vítima de violência por parte do
pai durante anos, e escreveu este livro a denunciá-lo. Hoje é mãe de dois filhos e mora em França.

O meu triste segredo é a terceira obra publicada pela Albatroz, que, em Fevereiro, editou um outro
livro de memórias – Lágrimas do Darfur, de Halima Bashir – e um título de desenvolvimento pessoal
Ser Feliz Porque Sim, de Marci Shimoff e Carol Kline.

Esta mulher é uma inspiração e é uma honra tê-la como mãe.
Martine McCutcheon (actriz no filme Love Actually, onde contracenou com Hugh Grant)


Título: O meu triste segredo
Autores: Jenny Tomlin
N.º de Págs.: 200
PVP: 13,90 €

Estão interessados?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pequenos Gestos de Amor Eterno, de Danny Scheinmann



Diz-lhe que a vida é breve mas o amor é longo.
Tennyson

1917. Moritz Daniecki consegue sobreviver à Revolução Russa. Mas a que preço? Decidido a voltar para a sua amada Lotte, foge da prisão da Sibéria e inicia uma longa e rigorosa viagem pela Ásia e Europa. Será a memória de um único beijo forte o suficiente para aguentar a caminhada? E se for, encontrará Lotte ainda à sua espera?

1992. Leo Dakin acorda numa cama de hospital algures no Equador. A sua namorada está morta e ele não se lembra do que pode ter acontecido. Culpando-se pelo sucedido, entra numa espiral de loucura e desespero. Mas o que Leo não sabe é que, muito em breve, fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre.

Nesta estonteante estreia, Danny Schneimann pinta um retrato dramático de dois homens que se agarram à vida pela memória do amor. Dois homens cuja ligação misteriosa é revelada num espectacular desenlace a que não ficará certamente indiferente.

Quanto tempo esperaria por amor?


Terno e profundo.
The Observer

Há livros que vêm para desanuviar um pouco a cabeça. Livros que lemos porque são uma história de amor que sempre nos distraem, que vêm acordar o nosso espírito mais apaixonado.
Este é o caso, e não me vou esquecer!

Sinceramente, não tenho medo de afirmar que estes livros mais leves, com uma história de amor forte mas minimamente previsível, me derretem o coração. Está longe de ser um grande livro (aliás, achei demasiado simples para mim), mas emocionou-me, e por isso foi dos melhores romances que pude ler neste momento!

São duas histórias bastante simples e ideias um pouco repetitivas se olharmos para todos os romances deste género: no presente, um homem (Leo) perde a sua namorada e afoga-se na depressão, até que tenta encontrar uma definição para o Amor ao olhar para o Universo à sua volta. No passado, outro homem (Moritz) sobrevive à Revolução Russa, mas sem conseguir esperar pelo fim de toda a guerra decide partir numa viagem que atravessa continentes para ir ter com a sua apaixonada, só que as probabilidades dela já não estar à espera dele são grandes.
Gostei especialmente da história de Moritz, o seu amor foi o que mais suspiros me deu!

É emocionante.
Entre os capítulos lemos alguns trechos de um caderno que regista algumas imagens bastante bonitas de animais, de Amor, com citações como a acima referida (de Tennyson) ou histórias curiosas como foi o caso de um rapaz que atirou uma garrafa ao mar (achei bastante bonita esta história!).
A escrita é logo desde o princípio capaz de nos emocionar, embora não seja absolutamente hipnotizante. A história sim é cativante, e estamos perante um contador de histórias que se limitou a narrar o que queria, na minha opinião com sucesso!

Não tenho muito a dizer contra este romance simples mas que levará, sem dúvida, o leitor à lágrima no canto do olho!
A certa altura exasperei com a definição de Amor encontrada por Leo... Quer dizer, concordo com o plano da universalidade, mas por vezes o autor descaiu um bocadinho, tornando essa definição demasiado piegas. De qualquer maneira, valeu bastante a pena, e aconselho sem reservas a todos os apaixonados e os que pensam não ser!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Marley & Me



Ok, tenho imensas críticas em atraso! Mas, para intercalar, decidi postar qualquer coisa sobre o filme "Marley e Eu", que fui ver ao cinema!

Bem, ainda não li o livro, mas sem dúvida fiquei com alguma vontade...

Quanto ao filme... É um bom filme, suponho. Para relaxar, para ver com a família.
Mas, tenho de ser sincero, não foi dos melhores que já vi. Ok, é um filme para descontrair, para rir um bocado, tem cenas bastante hilariantes! Mas não me atingiu totalmente... Talvez esperasse outra coisa, talvez =/
É carinhoso, acolhedor, consegue ser emocionante... Mas talvez não seja aquilo que esperava, e isso desiludiu-me, receio dizer.

Há aqueles que dizem "Não é o que esperava, mas até gostei!". Eu digo "Não é o que esperava, e não sei se preferia outra coisa...".

Aconselho para quem está a tentar decidir ver algum filme em família. Se tem animais de estimação, vá ver este filme imediatamente, vai adorar.

(vi pessoas a CHORAR BABA E RANHO durante este filme! O.O)
Por vezes é um bocado parado e repetitivo, mas aguenta-se bem. Será porque não tenho animais de estimação? Sinceramente, acho que não, porque adoro cães.

No entanto, se não fossem as regras da Língua Inglesa em pôr os outros antes de nós, eu diria que este filme devia ser "Me and Marley", e não "Marley and Me". Espero que percebam onde quero chegar.

Especial nota para Jennifer Aniston: ultimamente tem entrado em filmes um bocado maus, ultimamente não tenho gostado das suas actuações! E embora este filme não me tenha propriamente tocado (não no sentido sentimental, acho que toca em todos nesse sentido!), não deixou de ser uma boa actriz para o papel!
Outra nota para Owen Wilson: não gosto particularmente de vê-lo no ecrã, embora não seja mau actor. Parece-me que fez uma boa interpretação, mas o seu lugar é mesmo num filme de comédia autêntica... Sorry.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Vampiro do Dente de Ouro, de Álvaro Magalhães


Um tesouro escondido descansa num túmulo há muitos anos. Mas... Cada uma de três pessoas sabe uma parte do segredo. Mas uma delas acaba de morrer. Pode alguém acordar do grande sono que é a morte? Onde está... Quem é o vampiro do dente de ouro?

Se já é adulto e pensa "Eu já não tenho paciência para livros assim, são demasiado juvenis...", eu respondo-lhe "Olhe que vai querer ler esta colecção...". Se não ler, vou ter imensa pena de si.

"Triângulo Jota" não é uma colecção juvenil igual às outras. Não se aproxima de "Uma Aventura" ou "Os Cinco". Esqueçam essa ideia. Esta colecção é, para mim, das mais originais, não fosse o género que abarca, e uma das melhores que poderão ler!

Dos livros que já li desta colecção, a qualidade de cada volume é a mesma: excelente. Álvaro Magalhães delicia os leitores com um mistério adocicado com uma mistura de terror e aventura!
Todos os livros desta série são relacionados com o sobrenatural. E não podia ser melhor!

Este "O Vampiro do Dente de Ouro" parece-me ser aquele que mais próximo anda no tema da morte (meu Deus, ultimamente estou virado para a morbidez! O.O). No entanto, é levado com bastante leveza, aliás é um livro juvenil que conta a aventura de três jovens na solução de um mistério: onde está o morto que fugiu do caixão (sim, porque ele só pode ter fugido... E estava bem morto!)? Os vampiros existem? E a fuga do morto tem a ver com um tesouro cuja localização apenas pode ser dita por esse morto? Tudo indica que sim...
Uma leitura verdadeiramente aliciante. Cheia de mistério e emoção, e não é nada fútil, nem ficamos com a impressão de que "eles estão sempre no sítio certo à hora certa". Aparte o sobrenatural, há realidade!

É um livro para relaxar, para ler num dia e para arejar a cabeça de coisas mais pesadas! É muito bom! Para desanuviar um bocadinho... E o final, sem ser totalmente imprevisível, não deixa de nos agradar. Nota-se que, daqui para a frente, o autor quer tomar temas mais obscuros (e, de facto, isso acontece nos próximos livros). Só tenho pena que a conclusão tenha sido ainda demasiado "terra-à-terra", e talvez haja por ali um pouco de cliché.
No entanto, aconselho começarem por "Pelos Teus Lindos Olhos" e "O Senhor dos Pássaros", que para mim são os melhores e aqueles que estão mais ligados ao sobrenatural! Experimentem! E não deixem de prestar atenção a este!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Vida Nova, de Orhan Pamuk


"Um dia li um livro e toda a minha vida mudou." Osman, um jovem universitário de Istambul, descreve assim o assombro da sua iniciação à idade adulta. A limpidez desta frase depressa revela, porém, o repto que é lançado ao leitor deste livro singular onde se sobrepõe, camada sobre camada, uma realidade estranha que parece raiar o absurdo. Obcecado pelo livro mágico, que lhe parece mostrar a sua própria vida num outro universo, Osman lê-o com fervor, noite após noite e apaixona-se pela lindíssima jovem, Janan, que é na realidade a pessoa que lhe revelara o livro. Este envolve temas inquietantes como o da identidade, do amor e da morte, e encerra perigos para além da compreensão de Osman. Movido por um impulso incontrolável, o jovem abandona toda a sua vida, para procurar a misteriosa mulher e descobrir os segredos mais obscuros que o livro encerra. Assim, viaja incessantemente em velhos autocarros desconjuntados, até ao coração inóspito da Turquia rural, onde ainda se encontram as pequenas coisas nostalgicamente ligadas ao passado e à identidade do seu povo. Entre nostalgia e ironia, o ritmo trepidante do road novel e o suspense de um thriller, o autor desvenda ao leitor um vasto leque de modos de ser e de viver, únicos e irrepetíveis, que por essa razão se situam no plano da universalidade. Na sua edição inicial (1994), A Vida Nova foi o livro que mais rapidamente vendeu na história da Turquia, apesar da ambivalência com que este autor iconoclasta tem vindo a ser encarado pelos seus conterrâneos.

Aconselho-vos a ler a sinopse: diz precisamente que tipo de livro temos à nossa frente, não tem quaisquer revelações, é portanto bastante elucidativo (e, na minha opinião, atraente!). Não consigo dizer mais do livro do que a própria sinopse!

Resumindo: Osman percorre durante a sua juventude toda a Turquia, à procura de respostas. As perguntas começam a partir do livro, mas rapidamente ele próprio se apercebe que a vida, a experiência lhe põe outras dúvidas. As básicas e mais importantes são: "O que é a vida? O que é a morte? O que somos nós? Qual é a nossa identidade? O que é o Tempo e o Espaço? Qual é o significado disto tudo? O que é a Vida Nova? Existe tal coisa?"
Amigos, Pamuk responde a todas estas questões, através de uma conclusão que, para mim, é genial. É uma viagem autêntica, e quando chegamos às últimas páginas apercebemo-nos, com assombro, do verdadeiro significado das coisas que nos rodeiam, do tempo e da vida.
É, de facto, cinco estrelas o que este livro engloba, um sentido e um significado que infelizmente não partilharei com vocês, já que desejo que peguem no livro!

Além disto, não se trata apenas dum jovem (ou várias personagens) que procura a verdadeira identidade: o livro é uma autêntica crítica à luta entre o Orientalismo e o Ocidentalismo, guerra que a Turquia sofre por estar metida entre os dois! Pamuk discute como a Turquia rural, principalmente, se opõe às ideias ocidentais, que destroem uma identidade cultural, baseada nos valores dos objectos e fechada a ideias estrangeiras. Todo o livro é uma reflexão sobre estes valores e a identidade turca, que se vê em choque com o Ocidente e o Oriente. E o seu próprio pensamento.

Embora seja um livro espectacular, não sei bem se é para todos... Não, definitivamente é preciso calma a aconselhar o livro!
É um livro bastante melancólico! Bastante cinzento, bastante triste por vezes! Não é uma obra optimista, pelo contrário. Isso pode constituir um entrave.
Além disso: a escrita de Pamuk é simples, bastante directa e muito, muito boa. A princípio fez-me lembrar muitíssimo Kafka! A questão é que a leitura deste livro dá luta: por ser directa a escrita, não podemos avançar a 100 à hora. É preciso atenção. A maneira como a história e as personagens estão exploradas, a maneira como o livro é escrito (nesse estilo directo e cru) obriga-nos a ficar atentos!

Talvez se não tivesse as expectativas TÃO altas não teria gostado. Mas tal não aconteceu. Ia com as expectativas demasiado elevadas, tinha de gostar de alguma forma. E sim, a princípio estranhei este livro (é um livro estranho...), mas acabei maravilhado!!! Foi sem dúvida um dos melhores livros que já li, mas é preciso prudência a aconselhá-lo... Recomendo vivamente, mas certifiquem-se que esgtão preparados para o ler. Porque vale bastante a pena!

Quem também lê