terça-feira, 5 de maio de 2009

Ken Follett em Portugal!!!!!!!!!



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

MAL POSSO ACREDITAR!!!!!

A questão é esta: segundo os meus cálculos (e embora continue a insistir que não gosto nada de fazer Top's), os meus livros preferidos são: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell, O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien e Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Para muita pena minha, Orwell e Tolkien já faleceram...

Mas Follett não!!!!

E melhor, ele vem cá a Portugal!!! Estou frenético com esta novidade!!!

No dia 16 de Maio, ele vai estar na Feira do Livro de Lisboa, a partir das 15h30...
Acho que vou levar todos os livros que tenho dele!!

Mal acredito que tenho a oportunidade de estar frente a frente com quem criou as personagens que tanto me apaixonaram!

AAAAAAHHHH!!!!!

(as compras na Feira vão ser, certamente, direccionadas para as restantes obras dele!!!)

sábado, 2 de maio de 2009

Slumdog Millionaire e "A Vida Nova"... Sim!



Senhores e senhoras, fiz algo que não queria fazer:
Vi o filme primeiro que o livro.

Porque vi então o filme? Foi a ocasião, tinha a oportunidade de vê-lo e não podia desperdiçar.

No entanto, não me arrependi, e estou já ansioso por começar o livro!
Espero que o trailer vos aguce o apetite, porque a minha opinião sincera do filme é...

ADOREI!!!

Espectacular, uma explosão de energia realmente! É um filme bastante bonito, com uma banda sonora vibrante, com imagens imperdíveis.

E o melhor é que a maneira como ele responde é genial. O filme reflecte uma filosofia da vida, do Tempo, bastante interessante!

Não quero adiantar muitas informações, já que quero que vejam o filme com a mente totalmente aberta. Este filme transmite uma essência maravilhosa, que nos faz olhar duas vezes para a nossa vida, que nos faz viver intensamente cada bocadinho. Adorei e... Força, vão vê-lo, vale a pena! Não percam este vencedor!

Curiosamente, a filosofia de "Quem Quer Ser Bilionário" não é novidade para mim.
Aliás, antes de ver o filme, eu já acreditava nessa filosofia!

E sabem donde?
De A VIDA NOVA, de Orhan Pamuk!
Sim, tudo se encaixa... Sim, o passado e o futuro estão intimamente ligados, de uma maneira que nos impressionará.

Meus caros, leiam o livro "A Vida Nova" de Orhan Pamuk, vejam o filme "Quem Quer Ser Bilionário"... E deixem-se levar. E acreditem na vida e no quão fantástica ela pode ser. Está escrito.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bons Sonhos, Meu Amor, de Dorothy Koomson


SÓ OS CORAJOSOS SE ATREVEM A AMAR

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo.
Ela deve-lhe a vida.
Mas o verdadeiro teste à amizade de ambos surge quando ele lhe pede que dê à luz o filho dele.
Apesar de saber que corre o risco de destruir a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque Steph, a mulher dele, mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, arruinando a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos, está gravemente doente. E Nova quer que Mal o conheça antes que seja tarde demais.
Na tragédia descobrirão, finalmente, o quanto significam um para o outro.

Sobre A Filha da Minha Melhor Amiga

"A Filha da Minha Melhor Amiga é uma curiosa revelação, que exige muita reflexão, até que todas as peças do enredo se encaixem."
The Times (NZ)

"Não consegui parar de rir e chorar, desde a primeira página. Dorothy Koomson aborda questões da maturidade: a amizade, a morte, a traição e o perdão - uma leitura comovente." Adele Parks

Este foi o primeiro livro que li da autora.
Desde que saiu A Filha da Minha Melhor Amiga que queria ler algo desta autora... Boa notícia: vale a pena.

É um romance sobre a amizade, a maternidade, a traição, o amor. Temas já bases. Mas tudo isto resulta num produto bastante emotivo, que nos deixa a suspirar pelas personagens. Por isso mesmo, gostei muito de lê-lo.

A sinopse engana um pouco... Sinceramente, acho que este livro tem muito mais qualidade do que a sinopse mostra! A acção não se estabelece num único fio condutor, vai-se encadeando: de capítulo para capítulo pode mudar o espaço, a personagem que nos desabafa ou a época. Pode parecer confuso, mas não é, é até bastante interessante, e dá à obra um outro brilho, mais literário.

Acho que todos nós sabemos o que é uma grande amizade. Até onde estaríamos dispostos a ir por esses grandes amigos? Qual é o valor da amizade quando o(a) nosso(a) melhor amigo(a) nos pede algo que ultrapassa o sentimento, mas toca no que nós somos? Arriscaríamos a vida por amor?
Este livro fala sobre isso. Uma forte amizade que é posta à prova quando Mal pede à sua melhor amiga, Nova, que seja "barriga de aluguer" do seu filho e da sua mulher, Steph. Mas, entretanto, o significado do passado das três personagens e o seu presente vão de tal modo ser catastróficos que, oito anos mais tarde, Nova está a criar Leo, o seu filho. Leo está gravemente doente, e Nova não fala com Mal há oito anos. Conseguirão vencer um passado para abarcar o presente e o futuro de braços abertos?

Há aqueles livros bastante emotivos, mas cuja emoção vem em picos: lemos uma página, na seguinte há uma torrente de emoção que nos deita abaixo, as coisas acalmam e algumas páginas à frente voltamos a sentir essa torrente!
Neste livro, não é bem assim. É mais uma linha recta: ao longo de todas as páginas, o nível de emoção mantém-se linear, constante, sem picos mas sim sempre à mesma altura. Como se uma nuvem de emoção cercasse todo o livro. Não nos sentimos emocionados de vez em quando, mas sim constantemente ao longo das páginas. Só tenho pena que este livro seja, muitas vezes, bastante triste e deprimente. Aliás, pessoalmente, este livro perde MUITO por ser tão triste. Esperava que fosse algo mais inspirador, mais alegre. Mas também há, com certeza, momentos desses, embora um pouco mais pontuais.

Uma boa leitura, emotiva, romântica, e mais um caso da vida. É isso mesmo, um caso da vida, mas posto nas mãos de quem me parece ser uma excelente escritora, tornando assim esta bonita história num livro que emocionará o ser provido de sentimentos. Pronto, demasiado triste e deprimente, mas ainda assim emotiva.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Algumas aquisições

Antes de mais, peço desculpa pelas leituras em atraso...

Ultimamente, com as coisas da escola principalmente, o tempo para ler é nulo. Mas mesmo nulo.

No entanto, ainda se verificam algumas baixas na lista de compras... E são livros que bastante me atraem!

(além do filme, que ainda quero ver, todos dizem maravilhas do livro...)

(Ken Follett!!!! YES!!!! ADOREI Os Pilares da Terra, assim como adorei voltar a Kingsbridge em Um Mundo Sem Fim... Bem sei que este livro não tem nada a ver, mas estou ansioso por saber como é que é Ken Follett nesta vertente mais policial!)

(caso não saibam: só morro quando for a Istambul. Porque o sonho da minha vida é mesmo visitar esta cidade *grande suspiro*)

(estou curioso... Não sei muito bem o que esperar, mas parece-me um thriller histórico fascinante! Estou mesmo curioso...)


(claro que não podia deixar passar este livro, sou um seguidor religioso desta colecção!)

Deixo o booktrailer do livro de Ken Follett... Que será uma leitura em breve!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Livro hoje...?

Hoje, dia 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

Pessoalmente, este dia passa normalmente. Não tenho intenções de adquirir novas obras para comemorar a data, já que nesta altura há bastantes promoções; por vezes esqueço-me (esquecer-me-ia se não tivesse visitado outros blogues!!!). No entanto, é um dia que está marcado como Dia Mundial do Livro, e embora todos os dias me dedique a essa paixão este tem de ser mencionado.



Sempre amei os livros. Desde pequeno que pegava nos livros de "Ler Sozinho", lia-os antes mesmo de sair da livraria com eles na mão! Ainda me lembro dos primeiros grandes romances que li, que me inspiraram demais! Caso para falar de "O Primo Basílio", de Eça de Queirós, e "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes, que foram, sem a mínima dúvida, os primeiros grandes romances que li e até hoje dos meus preferidos de sempre!
E hoje continuo a ler... Não como lia dessa altura: hoje tenho MUUUITOS livros na estante "por ler", tenho uma lista de livros a comprar demasiado grande, e leio a um ritmo considerável, já que tenho demasiados por ler e o tempo é escasso, pelo que sem dúvida o meu eu leitor mudou.

Mas... O que é do livro hoje realmente? Qual o valor que um livro tem na nossa sociedade? Será que se vem tornando cada vez mais subestimado? Para aqueles que são leitores como eu, vão com certeza dizer que ainda existe o mesmo tipo de felicidade em relação à leitura. No entanto, peço que se tentem abstrair dos vossos próprios pensamentos e comentem também como todos os cidadãos do mundo encaram o livro.
O que é o Livro para nós hoje?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Novidades da Porto Editora

Depois de "O Meu Triste Segredo", que se revelou uma agradável leitura, e "Pequenos Gestos de Amor Eterno", que também atingiu as expectativas, a Porto Editora lança mais dois livros que serão do interesse de todos!

No dia 23 de Abril, a Porto Editora publica Bons Sonhos, Meu Amor, o novo romance de Dorothy Koomson, autora de grande sucesso em todo o mundo e também em Portugal, onde as duas obras anteriores já venderam mais de 80 mil livros.
O terceiro livro representará, seguramente, o terceiro sucesso.
Uma autora que conquistou milhares de leitoras logo na estreia em Portugal, com A Filha da Minha Melhor Amiga – já vendeu mais de 50 mil exemplares – e que solidificou prestígio com a publicação
de Pedaços de Ternura – com cerca de 30 mil livros vendidos em 2008.

Descrita como tocante e densa em termos emocionais, a escrita de Dorothy Koomson cria cenários que proporcionam uma reflexão sobre as vivências humanas (os desafios da amizade, a inexorabilidade da morte, a força do amor…). A britânica é já, sem qualquer dúvida, um dos nomes de referência da literatura vocacionada para o público feminino. A Porto Editora prepara, também, a publicação dos primeiros livros da autora do já incontornável A Filha da Minha Melhor Amiga – a chamada backlist – sendo que um deles sairá ainda em 2009.

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida.
Por isso, quando ele lhe pede que seja mãe de substituição do seu filho e, apesar de saber que
corre o risco de perder a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque a mulher dele mudou de
ideias, escassos meses antes de a criança nascer, destruindo assim a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos está gravemente doente. Nova quer que Mal conheça o filho antes que seja demasiado tarde.
Na tragédia descobrirão o quanto significam um para o outro.

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04111



A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao – este é o título de um dos livros mais aguardados do ano, o vencedor do Pulitzer Prize 2008, e que a Porto Editora dá a conhecer no dia 30 de Abril. O autor é o dominicano Junot Díaz, que, graças a este assombroso romance, alcançou o estatuto de vedeta literária internacional.
Em finais de 2007, o jornal Público, através de um exclusivo do Los Angeles Times, afirmava que o livro de Junot Díaz seria «o primeiro romance mais falado do ano», salientando o facto de ter sido «aclamado» logo no mês em que foi publicado. Menos de um ano depois, a Porto Editora adquire os direitos de publicação em Portugal e vê o romance ser galardoado com o Pulitzer Prize for Fiction.
A 30 de Abril, o país vai poder perceber as razões do estrondoso sucesso internacional deste livro e do autor Junot Díaz, que já têm sido ansiosamente destacados por publicações portuguesas.

Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e
pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande
História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das
promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma
canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e idades, e os seus heróis
perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.


Obscuro e exuberante… rico e espirituoso… mas, acima de tudo, este livro ousado, divertido e
trágico proporciona exactamente o que um leitor de Junot Díaz esperaria encontrar num romance
seu.
Publishers Weekly

http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04148

Interessados? =)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Meu Triste Segredo, de Jenny Tomlin


Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de esperança e triunfo.

Não sou um leitor de biografias. Não porque não goste, gosto de ler de vez em quando, mas não costumo comprar livros biográficos, sou pessoa de romances!

Contudo, há um ou outro volume que nos impressionam. Este foi um deles.

Não é uma obra-prima, de longe tal coisa! Aliás, a escrita é bastante simples, e são 200 páginas que se lêem muito facilmente, é mesmo um page turner. No entanto, por a escrita ser tão simples nos dá mais prazer em ler. Facilmente nos toca sem precisar de floreados.

E a história é muito forte... Ok, vamos lá a ver: hoje em dia, não há nada mais comum do que a violência doméstica, infelizmente! Por isso, se olhasse para este livro, a primeira coisa que iria pensar seria "Já estou farto de ouvir falar sobre isso...". Porque é verdade, haverá algo mais falado do que a violência? Tirando trivialidades e momentos do dia, não me parece.
Porém, fiquei bastante impressionado. Não estava à espera de encontrar uma narrativa tão leve para esta história. Através de uma escrita muito simples, Jenny Tomlin conta-nos a sua história de infância, que ao princípio poderá já parecer um cliché (quem não está farto de ouvir falar sobre crianças maltratadas, quantas histórias destas não existem?), mas rapidamente nos sentimos familiarizados com as personagens, e odiando o Papá que faz coisas que não são de um Pai: são de um monstro.

Por detrás de portas fechadas, estas coisas acontecem. E deviam ter vergonha!! Só os sonhos conseguem salvar estas crianças desesperadas de actos tão terríveis... Acredito que actualmente as crianças sejam tratadas com mais cuidado, mas é horrível imaginar que ainda existem casos assim.

Embora tenha adorado ler o livro, tenho de confessar que a partir de certa altura torna-se demasiado banal. Tem uma carga bastante tocante no que diz respeito aos abusos, mas mais tarde, devido ao rumo que a vida de Jenny leva, passamos a ver a história com outros olhos. Talvez seja o facto de se tornar adolescente (a partir daí a sua vida muda bastante), mas há que ter em atenção que esta é a história de uma pessoa normal que perdeu a sua infância. Isso é desastroso, mesmo que o resto da sua vida seja feliz.
Enfim, olhem que há por aí muitas biografias que não têm nada para dizer, e esta pelo menos tem alguma coisa de louvar!
(engraçado, não posso dizer que admire a autora, já que a meu ver o seguimento da sua história foi simples e nada que ela tenha influenciado particularmente... Não é com as personagens que nos admiramos, mas sim com o seu sofrimento, percebem?)

Aconselho! Muito, muito fácil de ler; uma história que nos toca rapidamente; por alto é uma história de uma vida até bastante banal, mas bem fundo temos um triste segredo que faz-nos crer que a vida não é um mar de rosas (neste caso, isso é levado ao extremo, sem dúvida!)... É até bastante normal, não fosse retratar a infância miserável da criança. É uma história de esperança, mas retrata um sofrimento muito penoso... Para quem busca neste tipo de livros uma escrita mais forte, neste caso isso não acontece: é apenas uma menina pequena a falar da sua horrível experiência e dos seus sonhos de triunfo. Um livro que nunca vos aborrecerá, e que talvez vos emocione, de tal modo que poderão olhar para a vida de uma maneira diferente. Lutem por vocês e sejam assim felizes, este é o meu alegre segredo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells


Então, bruscamente, os relâmpagos brancos do Raio da Morte aproximaram-se de mim. As casas desabavam como se se dissolvessem ao seu contacto, e dardejavam chamas; as árvores incendiavam-se com um rugido. O Raio varria o curso do reboque, lambendo as pessoas que corriam, e desceu até à água a menos de cinquenta metros de distância do local onde eu me encontrava. Rastejou sobre o rio em direcção a Shepperton e a água na sua esteira erguia-se numa chicotada fervente, coroada de vapor. Voltei-me para a margem. Tenho uma vaga memória do pé de um marciano, pisando o terreno a uns vinte metros da minha cabeça. Recordo-me também de um longo movimento de suspense e, depois, dos quatro marcianos que transportavam entre eles os restos do seu companheiro, ora claros, ora indistintos, através de um véu de fumo, recuando interminavelmente pela vasta extensão do rio e dos prados. E, depois, muito lentamente, compreendi que tinha escapado por milagre.

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção científica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e quase todos os romances de Jules Verne), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pânico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chegado à Terra.
Este livro pode ler-se como uma simples fantasia: a história de uma guerra com um final, ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o Mundo Ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido por imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim.
Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor,
A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

Uma coisa é verdade: A Guerra dos Mundos trata-se de um dos maiores pilares da Ficção-Científica, já que foi escrito primeiramente e apresenta perspectivas que atá hoje se mantêm! As histórias de seres vindos de outros planetas têm todas a ver com este livro, naves e armas super desenvolvidas já parecem clichés... Sem sombra de dúvida, este livro é um grande passo para toda a Ficção-Científica moderna.

Agora... Imaginem uma introdução. E depois imaginem um livro inteiro que faz parte do completo desenvolvimento da história!
Este livro soube-me a introdução. E toda a Ficção-Científica posterior a esta obra desenvolvimento.

Não deixo de sentir que foi apenas o guia para que todos os próximos escritores possam desenvolver intensivamente. Faltou intensidade e dinamismo a este livro. Ou melhor, ele é bastante dinâmico, já que a população nunca pára, todo o livro é a constante fuga dos humanos e combate aos marcianos. Mas por isso mesmo, faltaram alguns elementos na acção que hoje em dia já existem.

A chegada dos marcianos e o seu ataque é altamente interessante, a reacção dos humanos é altamente curiosa. Até que começa a verdadeira guerra, que começa por ser empolgante, mas que um pouco mais tarde cai na repetição. A primeira grande parte do livro cativa, até que tudo não passa da mesma cena... É sempre a mesma coisa! Os humanos a fugirem, destruição, os humanos a fugirem, destruição... Todo o livro trata, além da guerra, de um enorme e catastrófico êxodo, mas que cai um pouco no aborrecimento. Perdi o interesse em saber todas as terrinhas pelas quais passavam, sempre a verem as mesmas coisas, já chegava! Infelizmente, por isso o livro chega a perder algum entusiasmo.

Já na última parte da obra voltamos a ficar entusiasmados com uma torrente de teorias bastante profundas sobre nós e sobre os marcianos, a vários níveis (Biologia, Sociedade, etc, com grande influência darwinista!), e aí sim apercebemo-nos da genialidade do autor em não só criar uma visão fantástica dos marcianos como também inserir o próprio Homem no meio do Universo! Nestes livros procuro bastante teoria científica, mas nada de enfadonho! Aconselho a lerem, por exemplo, "Contacto" de Carl Sagan, que é para mim um dos melhores livros de ficção-científica, não só pelo óbvio enredo que é bastante aliciante mas também pelas teorias que são bastante fáceis de compreender, e que nos dão uma outra perspectiva do Universo.

Adorei ler este livro, todas as imagens são as esperadas. Só tenho pena que H. G. Wells não tenha nascido algumas décadas mais tarde, porque acredito que se assim fosse esta obra seria muito mais intensa e forte do que é!

Por fim... Não posso dizer que este tenha sido um dos maiores livros de ficção-científica que já li, porque não é, a meu ver, altamente delirante do princípio ao fim! Mas adorei conhecer o livro. É uma obra-prima dentro do género, e aconselho a todos aqueles que estão com vontade de explorar esta aventura entusiasmante... E de tentar compreender quem seremos nós neste Universo...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aquisições para enlouquecer!

Bem, pode-se dizer que entrei na Fnac mas comprei aquilo que nunca esperei!

Ia preparado para trazer livros que foram adaptados para cinema (porque os últimos filmes parecem sair de obras-primas!), mas acabei por trazer livros que nunca esperei comprar:

- Anatomia de Grey: Conversas escutadas no Emerald City Bar/Notas da Central de Enfermagem, de Chris Van Dusen e Stacy McKee (já andava a namorar o livro, e, para quem não sabe, sou louco pela Anatomia de Grey!!!)


- O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris (desde que li "Beleza Assassina" que tenho em mente conhecer este que é o maior vilão de todos os tempos... Mesmo não sendo fã de policiais, quero intensamente ler este livro!).


- The Complete Fairy Tales: The Brothers Grimm (este é que não fazia parte dos planos... Foi impulsivo, por duas razões: é em inglês e é a obra completa!).

E finalmente... Isto sim foi de perder a cabeça...

- Sookie Stackhouse Novels, de Charlaine Harris (é que a Saída de Emergência já publicou o primeiro volume, com o nome "Morte ao Anoitecer"... E além disso adorava ler esta saga de vampiros! Ora, em vez de comprar em português, o que custa comprar 7 livros desta saga - livros que até são pequenos - em inglês? Foi o que pensei =D)


Foi, portanto, uma saída mais do que proveitosa!

sábado, 11 de abril de 2009

Lua Nova, de Stephenie Meyer

(se ainda não leu o livro, agradeço que avance para os comentários... Isto porque não quero tirar o suspense e a expectativa, de qualquer maneira!)


Eu sabia que ambos corríamos perigo de vida. Mesmo assim, naquele instante, senti-me bem. Completa. O coração batia aceleradamente e o sangue corria-me, quente e veloz, nas veias. Os meus pulmões encheram-se do doce aroma que emanava da sua pele. Era como se nunca tivesse havido um buraco no meu peito. Sentia-me óptima - não curada, mas como se nunca tivesse existido qualquer ferida.

Um bestseller do New York Times

"Os adolescentes irão saborear esta nova aventura e ansiar por mais."
Booklist

"Desde a capa com uma orquídea até ao final, os fãs de vampiros consumirão vorazmente este intenso volume de uma só vez, voltando ao início para depois o devorarem de novo. Mantém um ritmo vivo e um equilíbrio quase genial entre o romance e a acção de cortar a respiração."
VOYA

"Lua Nova mais do que alimentar os desejos ardentes de sangue dos fãs do primeiro volume, deixa-os sem fôlego para o terceiro."
School Library Journal

"Esta história de amantes torturados por demónios seduz."
Kirkus Reviews

Antes de mais, adorei "Crepúsculo". Foi sem dúvida uma das melhores leituras de 2008!!
As expectativas para este foram, portanto, elevadas. Não foram demasiado elevadas porque li algumas críticas de confiança que não foram muito acolhedoras...

Enfim, li e posso dizer: gostei!!! Sim, atingiu as expectativas!
Não superou as expectativas...
Mas atingiu-as!

O livro é bastante diferente do primeiro. Mas bastante mesmo. Tanto a nível de escrita como de história.
Durante praticamente todo o livro, o Edward não aparece!! Ele vai-se embora (não vou dizer porquê) e durante 400 páginas nada de Edward... Meyer, compreendemos a sua escolha, mas acho que até você concluiu uma coisa: sem Edward não funciona. O Edward e a Bella são tudo nesta saga, eles os dois juntos são o par ideal. Por isso, por amor do meu coração, não me volte a separá-los!
Isso teve mais implicações... Bella aprofunda a amizade com Jacob, mas o livro é bastante mais mexido, com bastante mais acção do que "Crepúsculo"! Há pouca lamechice, há mais dinamismo!
Agora, sinceramente, sinto saudades da lamechice de "Crepúsculo". Porque acho que é isso que dá o encanto aos livros... Essa ligação entre Bella e Edward, esse "tu saltas, eu salto". "Lua Nova" pode ser mais absorvente por ser mais negro, ter mais acção, envolver mais seres e uma verdadeira história sobrenatural, mas pessoalmente senti saudades de me derreter com Bella e Edward.
Quanto à escrita, notoriamente Meyer procura melhorar o seu nível! Sim, parece-me que procura atingir maturidade na sua escrita! Frases mais elaboradas, por exemplo. E acho que isso se deve ao facto de ter apostado num livro mais "crescido" em relação a "Crepúsculo". Será que deu resultado?

"Lua Nova" torna-se um livro bastante mais forte do que "Crepúsculo", notoriamente mais maduro, não só pela escrita como pela história.
Acho que Stephenie Meyer procurou precisamente experimentar essa maturidade. Procurou separar Bella de Edward, procurou dar mais acção ao enredo, procurou amadurecer a sua própria escrita. A conclusão, para mim, é óbvia: esta saga não sobrevive com Bella e Edward separados, e por muito maduro que se torne a escrita da autora a partir do momento em que junta o casalinho é obrigada a voltar às origens, à escrita mais leve e apaixonada, à narração mais lamechas. Para mim, isso não é mau!

Dito isto, gostei bastante de ler "Lua Nova", não me desiludiu, e mais uma vez confirma-se que Meyer consegue aguentar até ao fim do livro! No entanto, tal como no primeiro livro, é visível que basta uma pequena alteração para a cativação se perder totalmente. Um passo em falso e caímos no aborrecimento. Felizmente, tal não aconteceu comigo.



P.S.: enquanto lia o livro pensava "Quero mesmo ler mais romances de vampiros." Nunca pensei ser fã de vampiros!

Além disso, quero criticar fortemente a tradução e revisão péssimas do livro! Não há cuidado com as frases ou as letras! Maiúsculas no lugar de minúsculas e vice-versa, tradução à letra (por favor, nem sempre é possível traduzir letra a letra do Inglês para o Português, as palavras ocupam posições diferentes, há regras gramaticais específicas!). Depois deparamo-nos com frases engraçadas como: "Oh jake, vai comer tudo bem!" (obviamente, é "correr", não comer!); "Debaixo de mim a superfície debaixo de mim..." (por favor, poupem-me! Pleonasmo desnecessário!!!).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Novidade "O Meu Triste Segredo"


A história verídica de abuso e sobrevivência da autora Jenny
Tomlin e irmãos


A Albatroz publica, a 16 de Abril, O meu triste segredo, a história verídica da
autora Jenny Tomlin, que, juntamente com os irmãos, sobreviveu a terríveis
abusos.

O livro foi “número 1” da lista de best-sellers do Sunday Times e manteve-se durante várias
semanas no Top Ten.

Este é o relato comovente de Jenny, Kim e Lawrence, três irmãos marcados por uma infância de
miséria e terror. Sem qualquer gesto de carinho ou conforto, as crianças tentavam cuidar e
proteger-se umas às outras da forma que sabiam.
Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de
triunfo e esperança.
Jenny Tomlin passou a sua infância na parte leste de Londres. Foi vítima de violência por parte do
pai durante anos, e escreveu este livro a denunciá-lo. Hoje é mãe de dois filhos e mora em França.

O meu triste segredo é a terceira obra publicada pela Albatroz, que, em Fevereiro, editou um outro
livro de memórias – Lágrimas do Darfur, de Halima Bashir – e um título de desenvolvimento pessoal
Ser Feliz Porque Sim, de Marci Shimoff e Carol Kline.

Esta mulher é uma inspiração e é uma honra tê-la como mãe.
Martine McCutcheon (actriz no filme Love Actually, onde contracenou com Hugh Grant)


Título: O meu triste segredo
Autores: Jenny Tomlin
N.º de Págs.: 200
PVP: 13,90 €

Estão interessados?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pequenos Gestos de Amor Eterno, de Danny Scheinmann



Diz-lhe que a vida é breve mas o amor é longo.
Tennyson

1917. Moritz Daniecki consegue sobreviver à Revolução Russa. Mas a que preço? Decidido a voltar para a sua amada Lotte, foge da prisão da Sibéria e inicia uma longa e rigorosa viagem pela Ásia e Europa. Será a memória de um único beijo forte o suficiente para aguentar a caminhada? E se for, encontrará Lotte ainda à sua espera?

1992. Leo Dakin acorda numa cama de hospital algures no Equador. A sua namorada está morta e ele não se lembra do que pode ter acontecido. Culpando-se pelo sucedido, entra numa espiral de loucura e desespero. Mas o que Leo não sabe é que, muito em breve, fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre.

Nesta estonteante estreia, Danny Schneimann pinta um retrato dramático de dois homens que se agarram à vida pela memória do amor. Dois homens cuja ligação misteriosa é revelada num espectacular desenlace a que não ficará certamente indiferente.

Quanto tempo esperaria por amor?


Terno e profundo.
The Observer

Há livros que vêm para desanuviar um pouco a cabeça. Livros que lemos porque são uma história de amor que sempre nos distraem, que vêm acordar o nosso espírito mais apaixonado.
Este é o caso, e não me vou esquecer!

Sinceramente, não tenho medo de afirmar que estes livros mais leves, com uma história de amor forte mas minimamente previsível, me derretem o coração. Está longe de ser um grande livro (aliás, achei demasiado simples para mim), mas emocionou-me, e por isso foi dos melhores romances que pude ler neste momento!

São duas histórias bastante simples e ideias um pouco repetitivas se olharmos para todos os romances deste género: no presente, um homem (Leo) perde a sua namorada e afoga-se na depressão, até que tenta encontrar uma definição para o Amor ao olhar para o Universo à sua volta. No passado, outro homem (Moritz) sobrevive à Revolução Russa, mas sem conseguir esperar pelo fim de toda a guerra decide partir numa viagem que atravessa continentes para ir ter com a sua apaixonada, só que as probabilidades dela já não estar à espera dele são grandes.
Gostei especialmente da história de Moritz, o seu amor foi o que mais suspiros me deu!

É emocionante.
Entre os capítulos lemos alguns trechos de um caderno que regista algumas imagens bastante bonitas de animais, de Amor, com citações como a acima referida (de Tennyson) ou histórias curiosas como foi o caso de um rapaz que atirou uma garrafa ao mar (achei bastante bonita esta história!).
A escrita é logo desde o princípio capaz de nos emocionar, embora não seja absolutamente hipnotizante. A história sim é cativante, e estamos perante um contador de histórias que se limitou a narrar o que queria, na minha opinião com sucesso!

Não tenho muito a dizer contra este romance simples mas que levará, sem dúvida, o leitor à lágrima no canto do olho!
A certa altura exasperei com a definição de Amor encontrada por Leo... Quer dizer, concordo com o plano da universalidade, mas por vezes o autor descaiu um bocadinho, tornando essa definição demasiado piegas. De qualquer maneira, valeu bastante a pena, e aconselho sem reservas a todos os apaixonados e os que pensam não ser!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Marley & Me



Ok, tenho imensas críticas em atraso! Mas, para intercalar, decidi postar qualquer coisa sobre o filme "Marley e Eu", que fui ver ao cinema!

Bem, ainda não li o livro, mas sem dúvida fiquei com alguma vontade...

Quanto ao filme... É um bom filme, suponho. Para relaxar, para ver com a família.
Mas, tenho de ser sincero, não foi dos melhores que já vi. Ok, é um filme para descontrair, para rir um bocado, tem cenas bastante hilariantes! Mas não me atingiu totalmente... Talvez esperasse outra coisa, talvez =/
É carinhoso, acolhedor, consegue ser emocionante... Mas talvez não seja aquilo que esperava, e isso desiludiu-me, receio dizer.

Há aqueles que dizem "Não é o que esperava, mas até gostei!". Eu digo "Não é o que esperava, e não sei se preferia outra coisa...".

Aconselho para quem está a tentar decidir ver algum filme em família. Se tem animais de estimação, vá ver este filme imediatamente, vai adorar.

(vi pessoas a CHORAR BABA E RANHO durante este filme! O.O)
Por vezes é um bocado parado e repetitivo, mas aguenta-se bem. Será porque não tenho animais de estimação? Sinceramente, acho que não, porque adoro cães.

No entanto, se não fossem as regras da Língua Inglesa em pôr os outros antes de nós, eu diria que este filme devia ser "Me and Marley", e não "Marley and Me". Espero que percebam onde quero chegar.

Especial nota para Jennifer Aniston: ultimamente tem entrado em filmes um bocado maus, ultimamente não tenho gostado das suas actuações! E embora este filme não me tenha propriamente tocado (não no sentido sentimental, acho que toca em todos nesse sentido!), não deixou de ser uma boa actriz para o papel!
Outra nota para Owen Wilson: não gosto particularmente de vê-lo no ecrã, embora não seja mau actor. Parece-me que fez uma boa interpretação, mas o seu lugar é mesmo num filme de comédia autêntica... Sorry.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Vampiro do Dente de Ouro, de Álvaro Magalhães


Um tesouro escondido descansa num túmulo há muitos anos. Mas... Cada uma de três pessoas sabe uma parte do segredo. Mas uma delas acaba de morrer. Pode alguém acordar do grande sono que é a morte? Onde está... Quem é o vampiro do dente de ouro?

Se já é adulto e pensa "Eu já não tenho paciência para livros assim, são demasiado juvenis...", eu respondo-lhe "Olhe que vai querer ler esta colecção...". Se não ler, vou ter imensa pena de si.

"Triângulo Jota" não é uma colecção juvenil igual às outras. Não se aproxima de "Uma Aventura" ou "Os Cinco". Esqueçam essa ideia. Esta colecção é, para mim, das mais originais, não fosse o género que abarca, e uma das melhores que poderão ler!

Dos livros que já li desta colecção, a qualidade de cada volume é a mesma: excelente. Álvaro Magalhães delicia os leitores com um mistério adocicado com uma mistura de terror e aventura!
Todos os livros desta série são relacionados com o sobrenatural. E não podia ser melhor!

Este "O Vampiro do Dente de Ouro" parece-me ser aquele que mais próximo anda no tema da morte (meu Deus, ultimamente estou virado para a morbidez! O.O). No entanto, é levado com bastante leveza, aliás é um livro juvenil que conta a aventura de três jovens na solução de um mistério: onde está o morto que fugiu do caixão (sim, porque ele só pode ter fugido... E estava bem morto!)? Os vampiros existem? E a fuga do morto tem a ver com um tesouro cuja localização apenas pode ser dita por esse morto? Tudo indica que sim...
Uma leitura verdadeiramente aliciante. Cheia de mistério e emoção, e não é nada fútil, nem ficamos com a impressão de que "eles estão sempre no sítio certo à hora certa". Aparte o sobrenatural, há realidade!

É um livro para relaxar, para ler num dia e para arejar a cabeça de coisas mais pesadas! É muito bom! Para desanuviar um bocadinho... E o final, sem ser totalmente imprevisível, não deixa de nos agradar. Nota-se que, daqui para a frente, o autor quer tomar temas mais obscuros (e, de facto, isso acontece nos próximos livros). Só tenho pena que a conclusão tenha sido ainda demasiado "terra-à-terra", e talvez haja por ali um pouco de cliché.
No entanto, aconselho começarem por "Pelos Teus Lindos Olhos" e "O Senhor dos Pássaros", que para mim são os melhores e aqueles que estão mais ligados ao sobrenatural! Experimentem! E não deixem de prestar atenção a este!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Vida Nova, de Orhan Pamuk


"Um dia li um livro e toda a minha vida mudou." Osman, um jovem universitário de Istambul, descreve assim o assombro da sua iniciação à idade adulta. A limpidez desta frase depressa revela, porém, o repto que é lançado ao leitor deste livro singular onde se sobrepõe, camada sobre camada, uma realidade estranha que parece raiar o absurdo. Obcecado pelo livro mágico, que lhe parece mostrar a sua própria vida num outro universo, Osman lê-o com fervor, noite após noite e apaixona-se pela lindíssima jovem, Janan, que é na realidade a pessoa que lhe revelara o livro. Este envolve temas inquietantes como o da identidade, do amor e da morte, e encerra perigos para além da compreensão de Osman. Movido por um impulso incontrolável, o jovem abandona toda a sua vida, para procurar a misteriosa mulher e descobrir os segredos mais obscuros que o livro encerra. Assim, viaja incessantemente em velhos autocarros desconjuntados, até ao coração inóspito da Turquia rural, onde ainda se encontram as pequenas coisas nostalgicamente ligadas ao passado e à identidade do seu povo. Entre nostalgia e ironia, o ritmo trepidante do road novel e o suspense de um thriller, o autor desvenda ao leitor um vasto leque de modos de ser e de viver, únicos e irrepetíveis, que por essa razão se situam no plano da universalidade. Na sua edição inicial (1994), A Vida Nova foi o livro que mais rapidamente vendeu na história da Turquia, apesar da ambivalência com que este autor iconoclasta tem vindo a ser encarado pelos seus conterrâneos.

Aconselho-vos a ler a sinopse: diz precisamente que tipo de livro temos à nossa frente, não tem quaisquer revelações, é portanto bastante elucidativo (e, na minha opinião, atraente!). Não consigo dizer mais do livro do que a própria sinopse!

Resumindo: Osman percorre durante a sua juventude toda a Turquia, à procura de respostas. As perguntas começam a partir do livro, mas rapidamente ele próprio se apercebe que a vida, a experiência lhe põe outras dúvidas. As básicas e mais importantes são: "O que é a vida? O que é a morte? O que somos nós? Qual é a nossa identidade? O que é o Tempo e o Espaço? Qual é o significado disto tudo? O que é a Vida Nova? Existe tal coisa?"
Amigos, Pamuk responde a todas estas questões, através de uma conclusão que, para mim, é genial. É uma viagem autêntica, e quando chegamos às últimas páginas apercebemo-nos, com assombro, do verdadeiro significado das coisas que nos rodeiam, do tempo e da vida.
É, de facto, cinco estrelas o que este livro engloba, um sentido e um significado que infelizmente não partilharei com vocês, já que desejo que peguem no livro!

Além disto, não se trata apenas dum jovem (ou várias personagens) que procura a verdadeira identidade: o livro é uma autêntica crítica à luta entre o Orientalismo e o Ocidentalismo, guerra que a Turquia sofre por estar metida entre os dois! Pamuk discute como a Turquia rural, principalmente, se opõe às ideias ocidentais, que destroem uma identidade cultural, baseada nos valores dos objectos e fechada a ideias estrangeiras. Todo o livro é uma reflexão sobre estes valores e a identidade turca, que se vê em choque com o Ocidente e o Oriente. E o seu próprio pensamento.

Embora seja um livro espectacular, não sei bem se é para todos... Não, definitivamente é preciso calma a aconselhar o livro!
É um livro bastante melancólico! Bastante cinzento, bastante triste por vezes! Não é uma obra optimista, pelo contrário. Isso pode constituir um entrave.
Além disso: a escrita de Pamuk é simples, bastante directa e muito, muito boa. A princípio fez-me lembrar muitíssimo Kafka! A questão é que a leitura deste livro dá luta: por ser directa a escrita, não podemos avançar a 100 à hora. É preciso atenção. A maneira como a história e as personagens estão exploradas, a maneira como o livro é escrito (nesse estilo directo e cru) obriga-nos a ficar atentos!

Talvez se não tivesse as expectativas TÃO altas não teria gostado. Mas tal não aconteceu. Ia com as expectativas demasiado elevadas, tinha de gostar de alguma forma. E sim, a princípio estranhei este livro (é um livro estranho...), mas acabei maravilhado!!! Foi sem dúvida um dos melhores livros que já li, mas é preciso prudência a aconselhá-lo... Recomendo vivamente, mas certifiquem-se que esgtão preparados para o ler. Porque vale bastante a pena!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Apontem! Nova colecção com a Sábado!



Esta revista não pára! E ainda bem!!!

Fiquei surpreendido com a notícia, já que o intervalo de tempo entre duas colecções parece-me demasiado pequeno (lá vão os meus planos de abater a exagerada pilha de livros por ler por água abaixo...), mas é verdade: a revista Sábado vai lançar mais uma colecção de livros!

O bom nesta revista nem é oferecer livros, já que este tipo de promoções é habitual. O que é MESMO bom é que são grandes obras que teremos a oportunidade de ler!!

É em tudo semelhante às outras: cada livro é um 1€, + revista. São sete livros, mas olhem que vale mais do que a pena:

16 Abril - Plano Infinito, de Isabel Allende
23 Abril - As Noites das Mil e Uma Noites, de Naguib Mahfouz
30 Abril - Sem Sangue, de Alessandro Baricco
7 Maio - Herzog, de Saul Bellow
14 Maio - Terra de Neve, de Yasunari Kawabata
21 Maio - O Talentoso Mr. Ripley, de Patricia Highsmith
28 Maio - A Luz, de Stephen King

Toca a apontar nas agendas as datas!

Fonte: Estante de Livros

domingo, 29 de março de 2009

My Immortal - Descansa em paz



Conheci a Tânia/Snowshoee/Pikenatonta através do seu blogue. Rapidamente me tornei seu seguidor, e fiquei bastante sensibilizado com o problema de coração que ela tinha.

É quem não merece que parece encontrar mais rapidamente o descanso na morte... A Tânia amava a vida, ela amava. Há que admirar pessoas assim. Infelizmente o seu estado veio a piorar desde o final do ano passado, e este ano sofreu demasiado: dois AVCs que lhe arrancaram metade do cérebro, coma e esperança quase nula de acordar.
É difícil pensar que nunca mais irei conversar com ela. Parece estúpido, mas a verdade é que se alguém a quem eu era bastante chegado aparecesse à minha frente (depois de morto) eu acharia isso normal. Parece que são estas pessoas com quem mantemos conversas frequentes mas distantes que nos fazem pensar assim.

A verdade é que ela estava a sofrer, e por isso por um lado já descansa em paz. Por outro, as saudades que deixa são imensas. E os filmes que não viu, e os livros que não leu (chegou a enviar-me o e-book de "A Metamorfose" de Kafka para confirmar se era integral... Creio que nunca chegou a ler...), o carinho que ainda podia dar.

Mas, tal como ela diz,
Flores? Bons, essas coisas são para serem dadas em vida… Palavras bonitas diante da lápide? Essas palavras são para serem ditas em vida.


Antes de morrer deixou uma carta, prevendo o seu desfecho. Certamente que ficarão sensibilizados como eu fiquei.
Podem conhecê-la através do seu blogue Just Things... ou conhecer a sua jornada no hospital no blogue que lhe dedicaram, Querida Snowshoee.

Tânia, ficarás marcada nas vidas de quem te conheceu, pessoal ou virtualmente. Espero pelo dia em que voltarei a falar contigo, em que voltarás a sorrir. Beijos e descansa em paz.

P.S.: no seu blogue, a música que nos deixa é "My Immortal", dos Evanescence, que é uma das minhas preferidas! Acho que a letra diz muito do que ela sentia...

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus:]
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have
All of me

You used to captivate me
By your resonating light
Now I'm bound by the life you left behind
Your face it haunts
My once pleasant dreams
Your voice it chased away
All the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus]

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

[Chorus]

terça-feira, 24 de março de 2009

A Muralha de Gelo, de George R. R. Martin


Como a sinopse possui alguns spoilers para quem ainda não leu o livro anterior (e para quem está interessado em ler este!), pode ser lida por aqui.

Não há muitas palavras para descrever esta saga.
Há livros assim: poderosos, intensos. Absorventes.
"A Muralha de Gelo" é daqueles livros que são quase impossíveis de parar de ler! A partir do momento em que pegamos nele, mal conseguimos desviar os olhos... A história é demasiado electrizante, as palavras têm um sabor especial! Absorvente ao máximo expoente!!!
Como já tive a oportunidade de dizer, este livro é a prova em como George Martin é considerado uns dos maiores escritores de Fantasia da actualidade.

Na verdade, esta é a segunda parte do primeiro livro, "A Game of Thrones", pelo que se em "A Guerra dos Tronos" temos uma apresentação do mundo e das personagens, neste final do livro temos o desenrolar de todas as conspirações, segredos e intrigas. As personagens chocam finalmente umas com as outras, a dinamite explode com este livro e a partir de agora o resto da saga é sempre a expandir.
Não só completa o primeiro livro como marca o princípio de um enredo que promete! O autor vai até ao seu limite num mundo fantástico, com personagens que vamos amar, odiar, temer, com cenas com as quais vamos chorar e ficar chocados, pois este livro consegue ser bastante violento e cruel! A acção é viciante! As personagens são demasiado reais, demasiado próximas ao leitor! Mesmo para quem não gosta de Fantasia, aposto que este livro não desilude, embora note que neste segundo livro explora-se um pouco mais o lado fantástico do enredo, ao contrário do primeiro que acaba por ser uma introdução a um mundo de Fantasia com traços medievais.

Tenho poucas palavras para descrever um livro tão bom. Simplesmente leiam!
Volto a dizer que esta releitura da saga está a ser mais proveitosa do que pensava, e foi de certeza o melhor que fiz!


domingo, 22 de março de 2009

Divisadero, de Michael Ondaatje


Um romance cativante sobre a paixão, a perda e o incontornável passado.

No coração de
Divisadero, encontramos histórias entrelaçadas de um pai, as suas duas filhas e Coop, o órfão com quem partilham a casa até que um incidente terrível incendeia o resto das suas vidas.

Este é o romance mais intimista e encantador do genial Ondaatje que nos transporta numa viagem envolvente desde a Califórnia dos anos 70 à Primeira Guerra Mundial, dos perigosos bastidores dos casinos do Nevada à beleza das paisagens rurais do Sul de França.


Divisadero é uma poderosa história de amor e paixão, violência e separações, memórias e emoções ao rubro. Um romance inesquecível.

Romance vencedor do Governor General's Literary Awards - Fiction 2007 e finalista do Scotiabank Giller Prize 2007 e do Commonwealth Writers Prize for Best Book (Canada & Caribbean) 2008


Antes de mais, devo um enorme pedido de desculpas às respostas atrasadas, a não comentar os blogues, mas mesmo assim continuando a par das novidades! Peço desculpa por tudo isso, e pelos meus postes.

Entretanto, tenho dedicado algum tempo à leitura. Desta vez, debrucei-me sobre o autor de "O Doente Inglês", livro que gostava bastante de ler!

Que posso dizer deste livro? Sinceramente, é difícil de descrever... A sinopse é um bocadinho enganadora, pois não explicita o quão profundo e diferente este livro é.
É muito único. Ondaatje cria uma narrativa que não lemos todos os dias. Não há um enredo propriamente dito, há mais o objectivo de escrever.
Tudo começa com uma família que quase nada tem de laços familiares, já que se sentem diferentes uns para os outros. Após um triste incidente, a família desmembra-se por completo, pelo que seguiremos os passos de cada um. Em busca de um futuro, mas verdadeiramente não há futuro, baseiam-se demasiado no passado. Mais para a frente, o autor apresenta-nos uma diferente família, diferentes personagens, um século antes, desta vez personagens de diferentes famílias mas que se vão apaixonar entre si, criar eles os laços, sofrer por isso.

Adorei a escrita de Ondaatje. Bastante poética quando quer, capaz de nos tocar, embora seja um bocado fria certas alturas... Mesmo assim, um tipo de escrita cativante.
Já o livro... Tenho de ser sincero, este livro deve ser lido com calma, com o arrastar do tempo, e deve ser lido na altura certa. Não sei ainda bem se o li na altura certa, talvez. A verdade é que a certa altura perdi-me. Ou talvez sinta que o escritor se perdeu.
O livro começa bem, aliás começa na perfeição. Numa Califórnia rodeada pela Natureza, numa família cujos intervenientes chocam, vidas cujo futuro ainda está em aberto. Personagens absorventes, um começo ideal. Até que se separam, e a partir daí aos poucos e poucos a coisa vai perdendo a chama... Até que senti que o autor se perdeu na narrativa, a certa altura simplesmente parece que a vida dessas personagens perde sentido. Não totalmente, ainda há alguma curiosidade, mas perde o charme! Por exemplo, Coop a princípio leva uma vida interessante, no jogo, até que desligamo-nos dele, simplesmente é abandonado na história. Já Anna vai para França e aí encontramos uma reflexão que mais tarde, ao recordarmos, nos parece interessante, sem no entanto parecer ter sido aprofundada suficientemente! Talvez seja eu que tenha perdido o sentido, não sei.

A segunda parte do livro é bastante mais apaixonante, e aí percebemos a sinopse quando ilustra o livro como "cativante, sobre paixão, a perda e o incontornável passado". Achei que neste segunda parte o autor volta a encontrar um rumo, volta a encontrar algo para escrever, e aqui sim está o romance que esperávamos. Aqui sim encontramos paixão, perda, encontramos desencontros e personagens pelas quais seríamos capazes de chorar.
O final é totalmente aberto. Não há conclusão simplesmente.

Por isso, ainda não sei bem o que dizer do livro... Encantado com a escrita, de pé atrás com o rumo. É complexo. É erudito à sua maneira.
Sem saber se dar o 4 ou o 5... É uma nota que sobre algumas décimas principalmente por ser o livro que é. Mas atenção, este não é um livro para todos! É um livro para quem está preparado para conhecer personagens que nunca serão suficientemente exploradas, um enredo que em parte não existe, uma narrativa com uma escrita absorvente mas palavras que dificilmente chegam a algum lado. Uma escrita que promete mas, sinceramente, não chegou. Parece que o autor até quer chegar a algum sítio, mas perde-se no meio do livro, até o leitor se perder também. Um livro recomendado... Mas não para todos.


(porque sou teimoso e este livro é dos casos "Primeiro estranha-se, depois entranha-se")

segunda-feira, 16 de março de 2009

Desencontros Virtuais, de Maria Eugénia Ponte


O meu nome completo é Maria Eugénia Ferreira da Ponte.
Tenho 52 anos de idade e sou Analista de Sistemas Informáticos.
Nasci numa pequenina aldeia perto de Alenquer, a poucos quilómetros de Lisboa.
Desde pequena que tenho um gosto especial pela leitura.
Recordo como perdia a noção do tempo quando pegava num livro e me entusiasmava com a sua leitura…
Esse prazer de ler conduziu-me ao prazer de escrever e estes dois prazeres têm caminhado comigo, lado a lado, ao longo de toda a minha vida.
Quando jovem, escrevia poesia. Mais velha, passei à prosa. Em pequenos apontamentos pessoais ou em pequenos contos infantis, conseguia expressar pela escrita sentimentos e vivências que não conseguia expor falando.
Escrevi sempre e apenas pelo prazer de escrever.
A capacidade de imaginar e de sonhar é um dom fascinante do ser humano e eu, com muita humildade e sem pretensões, guardei bem dentro de mim o sonho de publicar os meus escritos.
Por achar que não tinham qualidade suficiente, nunca me atrevi a tentar algo maior e mais arrojado.
Mas, todas as coisas têm um tempo próprio para acontecer e, agora, já depois dos 50, surgiu este romance.
Trata-se de uma obra de ficção, quanto aos factos, em si, mas é quase uma auto-biografia quanto aos sentimentos e ideias.
Ana Beatriz, a heroína desta história de amor, poderia perfeitamente chamar-se Maria Eugénia, porque as duas são muito parecidas, diria mesmo que parecem irmãs gémeas.
Quanto a João Ricardo… talvez me tenha cruzado com ele um destes dias, na Net, onde encontrei alguns bons amigos e amigas, mas não o reconheci. Penso que não existe, que é pura imaginação… será?
Espero que gostem desta história e que lê-la lhes dê tanto prazer como me deu a mim escrevê-la.


Antes de mais, não posso deixar de me emocionar pela atenção da autora em conceder este livro e pela dedicatória tão bela, tão própria de alguém que se orgulha dos seus livros e gosta do que escreve!

Agora, o livro.
É mais uma prova em como um enredo simples, personagens simples, descrições simples, nos podem emocionar fortemente.
Poucos livros conseguirão ser tão belos quanto este!

Não é possível descrever sem mais nem menos a amizade de João Ricardo e Ana Beatriz. João tem 23 anos e Ana 45 anos quando se conhecem através da Net. De um momento para o outro, trocam impressões, passam horas a conversar, e criam uma relação que vai combater as dificuldades, que vai tentar ultrapassar todas as barreiras, simplesmente porque o tempo não juntou estas almas gémeas!

Este livro é lindíssimo! Como me emocionei! Adorei!
Uma coisa é certa: tocou-me bastante porque tenho amizades (especialmente uma) que infelizmente poucas vezes vejo cara-a-cara, mas cujas conversas na Net se estendem pela noite dentro, e entre nós não há preconceitos, podemos dizer o que quisermos, simplesmente somos nós próprios, abertos a cada um. Esta é a relação de João e Ana, que entretanto se vai tornando cada vez mais séria...

Não sei bem o que dizer sobre o livro. Para mim, imperdível. Li-o em praticamente um dia, impressionei-me com a escrita!

Pontos negativos, poucos encontro. Tenho de referir talvez a repetibilidade da ideia: porque, verdadeiramente, a história não avança muito de capítulo para capítulo. Trata-se mais de lembranças das suas experiências e de uma repetição da ideia de amizade e amor entre eles, de como se identificavam bastante. Confesso, a certa altura pareceu-me repetitivo a mais, todos os capítulos dizia-se a mesma coisa, de como eles se sentiam completos um com o outro, de como rezavam para que pudessem ter a mesma idade.

Mas, mesmo assim... Que emoção as ler as páginas deste pequeno romance!
Altamente aconselhável. Espero que Eugénia Ponte não desperdice o óbvio talento que tem em escrever e, desde a primeira página, expressar sentimentos! E, conhecendo Ana Beatriz como conheci, sinto que já conheço a autora bem de mais =) Fabuloso! Aconselho-a a procurar maiores desafios, talvez um romance bastante maior, com um enredo algo mais complexo mas igualmente terno e emocionante! Porque o nível de escrita parece-me adequado para isso.

Quem também lê