sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Meu Triste Segredo, de Jenny Tomlin


Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de esperança e triunfo.

Não sou um leitor de biografias. Não porque não goste, gosto de ler de vez em quando, mas não costumo comprar livros biográficos, sou pessoa de romances!

Contudo, há um ou outro volume que nos impressionam. Este foi um deles.

Não é uma obra-prima, de longe tal coisa! Aliás, a escrita é bastante simples, e são 200 páginas que se lêem muito facilmente, é mesmo um page turner. No entanto, por a escrita ser tão simples nos dá mais prazer em ler. Facilmente nos toca sem precisar de floreados.

E a história é muito forte... Ok, vamos lá a ver: hoje em dia, não há nada mais comum do que a violência doméstica, infelizmente! Por isso, se olhasse para este livro, a primeira coisa que iria pensar seria "Já estou farto de ouvir falar sobre isso...". Porque é verdade, haverá algo mais falado do que a violência? Tirando trivialidades e momentos do dia, não me parece.
Porém, fiquei bastante impressionado. Não estava à espera de encontrar uma narrativa tão leve para esta história. Através de uma escrita muito simples, Jenny Tomlin conta-nos a sua história de infância, que ao princípio poderá já parecer um cliché (quem não está farto de ouvir falar sobre crianças maltratadas, quantas histórias destas não existem?), mas rapidamente nos sentimos familiarizados com as personagens, e odiando o Papá que faz coisas que não são de um Pai: são de um monstro.

Por detrás de portas fechadas, estas coisas acontecem. E deviam ter vergonha!! Só os sonhos conseguem salvar estas crianças desesperadas de actos tão terríveis... Acredito que actualmente as crianças sejam tratadas com mais cuidado, mas é horrível imaginar que ainda existem casos assim.

Embora tenha adorado ler o livro, tenho de confessar que a partir de certa altura torna-se demasiado banal. Tem uma carga bastante tocante no que diz respeito aos abusos, mas mais tarde, devido ao rumo que a vida de Jenny leva, passamos a ver a história com outros olhos. Talvez seja o facto de se tornar adolescente (a partir daí a sua vida muda bastante), mas há que ter em atenção que esta é a história de uma pessoa normal que perdeu a sua infância. Isso é desastroso, mesmo que o resto da sua vida seja feliz.
Enfim, olhem que há por aí muitas biografias que não têm nada para dizer, e esta pelo menos tem alguma coisa de louvar!
(engraçado, não posso dizer que admire a autora, já que a meu ver o seguimento da sua história foi simples e nada que ela tenha influenciado particularmente... Não é com as personagens que nos admiramos, mas sim com o seu sofrimento, percebem?)

Aconselho! Muito, muito fácil de ler; uma história que nos toca rapidamente; por alto é uma história de uma vida até bastante banal, mas bem fundo temos um triste segredo que faz-nos crer que a vida não é um mar de rosas (neste caso, isso é levado ao extremo, sem dúvida!)... É até bastante normal, não fosse retratar a infância miserável da criança. É uma história de esperança, mas retrata um sofrimento muito penoso... Para quem busca neste tipo de livros uma escrita mais forte, neste caso isso não acontece: é apenas uma menina pequena a falar da sua horrível experiência e dos seus sonhos de triunfo. Um livro que nunca vos aborrecerá, e que talvez vos emocione, de tal modo que poderão olhar para a vida de uma maneira diferente. Lutem por vocês e sejam assim felizes, este é o meu alegre segredo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells


Então, bruscamente, os relâmpagos brancos do Raio da Morte aproximaram-se de mim. As casas desabavam como se se dissolvessem ao seu contacto, e dardejavam chamas; as árvores incendiavam-se com um rugido. O Raio varria o curso do reboque, lambendo as pessoas que corriam, e desceu até à água a menos de cinquenta metros de distância do local onde eu me encontrava. Rastejou sobre o rio em direcção a Shepperton e a água na sua esteira erguia-se numa chicotada fervente, coroada de vapor. Voltei-me para a margem. Tenho uma vaga memória do pé de um marciano, pisando o terreno a uns vinte metros da minha cabeça. Recordo-me também de um longo movimento de suspense e, depois, dos quatro marcianos que transportavam entre eles os restos do seu companheiro, ora claros, ora indistintos, através de um véu de fumo, recuando interminavelmente pela vasta extensão do rio e dos prados. E, depois, muito lentamente, compreendi que tinha escapado por milagre.

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção científica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e quase todos os romances de Jules Verne), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pânico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chegado à Terra.
Este livro pode ler-se como uma simples fantasia: a história de uma guerra com um final, ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o Mundo Ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido por imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim.
Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor,
A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

Uma coisa é verdade: A Guerra dos Mundos trata-se de um dos maiores pilares da Ficção-Científica, já que foi escrito primeiramente e apresenta perspectivas que atá hoje se mantêm! As histórias de seres vindos de outros planetas têm todas a ver com este livro, naves e armas super desenvolvidas já parecem clichés... Sem sombra de dúvida, este livro é um grande passo para toda a Ficção-Científica moderna.

Agora... Imaginem uma introdução. E depois imaginem um livro inteiro que faz parte do completo desenvolvimento da história!
Este livro soube-me a introdução. E toda a Ficção-Científica posterior a esta obra desenvolvimento.

Não deixo de sentir que foi apenas o guia para que todos os próximos escritores possam desenvolver intensivamente. Faltou intensidade e dinamismo a este livro. Ou melhor, ele é bastante dinâmico, já que a população nunca pára, todo o livro é a constante fuga dos humanos e combate aos marcianos. Mas por isso mesmo, faltaram alguns elementos na acção que hoje em dia já existem.

A chegada dos marcianos e o seu ataque é altamente interessante, a reacção dos humanos é altamente curiosa. Até que começa a verdadeira guerra, que começa por ser empolgante, mas que um pouco mais tarde cai na repetição. A primeira grande parte do livro cativa, até que tudo não passa da mesma cena... É sempre a mesma coisa! Os humanos a fugirem, destruição, os humanos a fugirem, destruição... Todo o livro trata, além da guerra, de um enorme e catastrófico êxodo, mas que cai um pouco no aborrecimento. Perdi o interesse em saber todas as terrinhas pelas quais passavam, sempre a verem as mesmas coisas, já chegava! Infelizmente, por isso o livro chega a perder algum entusiasmo.

Já na última parte da obra voltamos a ficar entusiasmados com uma torrente de teorias bastante profundas sobre nós e sobre os marcianos, a vários níveis (Biologia, Sociedade, etc, com grande influência darwinista!), e aí sim apercebemo-nos da genialidade do autor em não só criar uma visão fantástica dos marcianos como também inserir o próprio Homem no meio do Universo! Nestes livros procuro bastante teoria científica, mas nada de enfadonho! Aconselho a lerem, por exemplo, "Contacto" de Carl Sagan, que é para mim um dos melhores livros de ficção-científica, não só pelo óbvio enredo que é bastante aliciante mas também pelas teorias que são bastante fáceis de compreender, e que nos dão uma outra perspectiva do Universo.

Adorei ler este livro, todas as imagens são as esperadas. Só tenho pena que H. G. Wells não tenha nascido algumas décadas mais tarde, porque acredito que se assim fosse esta obra seria muito mais intensa e forte do que é!

Por fim... Não posso dizer que este tenha sido um dos maiores livros de ficção-científica que já li, porque não é, a meu ver, altamente delirante do princípio ao fim! Mas adorei conhecer o livro. É uma obra-prima dentro do género, e aconselho a todos aqueles que estão com vontade de explorar esta aventura entusiasmante... E de tentar compreender quem seremos nós neste Universo...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aquisições para enlouquecer!

Bem, pode-se dizer que entrei na Fnac mas comprei aquilo que nunca esperei!

Ia preparado para trazer livros que foram adaptados para cinema (porque os últimos filmes parecem sair de obras-primas!), mas acabei por trazer livros que nunca esperei comprar:

- Anatomia de Grey: Conversas escutadas no Emerald City Bar/Notas da Central de Enfermagem, de Chris Van Dusen e Stacy McKee (já andava a namorar o livro, e, para quem não sabe, sou louco pela Anatomia de Grey!!!)


- O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris (desde que li "Beleza Assassina" que tenho em mente conhecer este que é o maior vilão de todos os tempos... Mesmo não sendo fã de policiais, quero intensamente ler este livro!).


- The Complete Fairy Tales: The Brothers Grimm (este é que não fazia parte dos planos... Foi impulsivo, por duas razões: é em inglês e é a obra completa!).

E finalmente... Isto sim foi de perder a cabeça...

- Sookie Stackhouse Novels, de Charlaine Harris (é que a Saída de Emergência já publicou o primeiro volume, com o nome "Morte ao Anoitecer"... E além disso adorava ler esta saga de vampiros! Ora, em vez de comprar em português, o que custa comprar 7 livros desta saga - livros que até são pequenos - em inglês? Foi o que pensei =D)


Foi, portanto, uma saída mais do que proveitosa!

sábado, 11 de abril de 2009

Lua Nova, de Stephenie Meyer

(se ainda não leu o livro, agradeço que avance para os comentários... Isto porque não quero tirar o suspense e a expectativa, de qualquer maneira!)


Eu sabia que ambos corríamos perigo de vida. Mesmo assim, naquele instante, senti-me bem. Completa. O coração batia aceleradamente e o sangue corria-me, quente e veloz, nas veias. Os meus pulmões encheram-se do doce aroma que emanava da sua pele. Era como se nunca tivesse havido um buraco no meu peito. Sentia-me óptima - não curada, mas como se nunca tivesse existido qualquer ferida.

Um bestseller do New York Times

"Os adolescentes irão saborear esta nova aventura e ansiar por mais."
Booklist

"Desde a capa com uma orquídea até ao final, os fãs de vampiros consumirão vorazmente este intenso volume de uma só vez, voltando ao início para depois o devorarem de novo. Mantém um ritmo vivo e um equilíbrio quase genial entre o romance e a acção de cortar a respiração."
VOYA

"Lua Nova mais do que alimentar os desejos ardentes de sangue dos fãs do primeiro volume, deixa-os sem fôlego para o terceiro."
School Library Journal

"Esta história de amantes torturados por demónios seduz."
Kirkus Reviews

Antes de mais, adorei "Crepúsculo". Foi sem dúvida uma das melhores leituras de 2008!!
As expectativas para este foram, portanto, elevadas. Não foram demasiado elevadas porque li algumas críticas de confiança que não foram muito acolhedoras...

Enfim, li e posso dizer: gostei!!! Sim, atingiu as expectativas!
Não superou as expectativas...
Mas atingiu-as!

O livro é bastante diferente do primeiro. Mas bastante mesmo. Tanto a nível de escrita como de história.
Durante praticamente todo o livro, o Edward não aparece!! Ele vai-se embora (não vou dizer porquê) e durante 400 páginas nada de Edward... Meyer, compreendemos a sua escolha, mas acho que até você concluiu uma coisa: sem Edward não funciona. O Edward e a Bella são tudo nesta saga, eles os dois juntos são o par ideal. Por isso, por amor do meu coração, não me volte a separá-los!
Isso teve mais implicações... Bella aprofunda a amizade com Jacob, mas o livro é bastante mais mexido, com bastante mais acção do que "Crepúsculo"! Há pouca lamechice, há mais dinamismo!
Agora, sinceramente, sinto saudades da lamechice de "Crepúsculo". Porque acho que é isso que dá o encanto aos livros... Essa ligação entre Bella e Edward, esse "tu saltas, eu salto". "Lua Nova" pode ser mais absorvente por ser mais negro, ter mais acção, envolver mais seres e uma verdadeira história sobrenatural, mas pessoalmente senti saudades de me derreter com Bella e Edward.
Quanto à escrita, notoriamente Meyer procura melhorar o seu nível! Sim, parece-me que procura atingir maturidade na sua escrita! Frases mais elaboradas, por exemplo. E acho que isso se deve ao facto de ter apostado num livro mais "crescido" em relação a "Crepúsculo". Será que deu resultado?

"Lua Nova" torna-se um livro bastante mais forte do que "Crepúsculo", notoriamente mais maduro, não só pela escrita como pela história.
Acho que Stephenie Meyer procurou precisamente experimentar essa maturidade. Procurou separar Bella de Edward, procurou dar mais acção ao enredo, procurou amadurecer a sua própria escrita. A conclusão, para mim, é óbvia: esta saga não sobrevive com Bella e Edward separados, e por muito maduro que se torne a escrita da autora a partir do momento em que junta o casalinho é obrigada a voltar às origens, à escrita mais leve e apaixonada, à narração mais lamechas. Para mim, isso não é mau!

Dito isto, gostei bastante de ler "Lua Nova", não me desiludiu, e mais uma vez confirma-se que Meyer consegue aguentar até ao fim do livro! No entanto, tal como no primeiro livro, é visível que basta uma pequena alteração para a cativação se perder totalmente. Um passo em falso e caímos no aborrecimento. Felizmente, tal não aconteceu comigo.



P.S.: enquanto lia o livro pensava "Quero mesmo ler mais romances de vampiros." Nunca pensei ser fã de vampiros!

Além disso, quero criticar fortemente a tradução e revisão péssimas do livro! Não há cuidado com as frases ou as letras! Maiúsculas no lugar de minúsculas e vice-versa, tradução à letra (por favor, nem sempre é possível traduzir letra a letra do Inglês para o Português, as palavras ocupam posições diferentes, há regras gramaticais específicas!). Depois deparamo-nos com frases engraçadas como: "Oh jake, vai comer tudo bem!" (obviamente, é "correr", não comer!); "Debaixo de mim a superfície debaixo de mim..." (por favor, poupem-me! Pleonasmo desnecessário!!!).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Novidade "O Meu Triste Segredo"


A história verídica de abuso e sobrevivência da autora Jenny
Tomlin e irmãos


A Albatroz publica, a 16 de Abril, O meu triste segredo, a história verídica da
autora Jenny Tomlin, que, juntamente com os irmãos, sobreviveu a terríveis
abusos.

O livro foi “número 1” da lista de best-sellers do Sunday Times e manteve-se durante várias
semanas no Top Ten.

Este é o relato comovente de Jenny, Kim e Lawrence, três irmãos marcados por uma infância de
miséria e terror. Sem qualquer gesto de carinho ou conforto, as crianças tentavam cuidar e
proteger-se umas às outras da forma que sabiam.
Só a força do amor e da união entre Jenny e os irmãos permitiu que esta fosse uma história de
triunfo e esperança.
Jenny Tomlin passou a sua infância na parte leste de Londres. Foi vítima de violência por parte do
pai durante anos, e escreveu este livro a denunciá-lo. Hoje é mãe de dois filhos e mora em França.

O meu triste segredo é a terceira obra publicada pela Albatroz, que, em Fevereiro, editou um outro
livro de memórias – Lágrimas do Darfur, de Halima Bashir – e um título de desenvolvimento pessoal
Ser Feliz Porque Sim, de Marci Shimoff e Carol Kline.

Esta mulher é uma inspiração e é uma honra tê-la como mãe.
Martine McCutcheon (actriz no filme Love Actually, onde contracenou com Hugh Grant)


Título: O meu triste segredo
Autores: Jenny Tomlin
N.º de Págs.: 200
PVP: 13,90 €

Estão interessados?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pequenos Gestos de Amor Eterno, de Danny Scheinmann



Diz-lhe que a vida é breve mas o amor é longo.
Tennyson

1917. Moritz Daniecki consegue sobreviver à Revolução Russa. Mas a que preço? Decidido a voltar para a sua amada Lotte, foge da prisão da Sibéria e inicia uma longa e rigorosa viagem pela Ásia e Europa. Será a memória de um único beijo forte o suficiente para aguentar a caminhada? E se for, encontrará Lotte ainda à sua espera?

1992. Leo Dakin acorda numa cama de hospital algures no Equador. A sua namorada está morta e ele não se lembra do que pode ter acontecido. Culpando-se pelo sucedido, entra numa espiral de loucura e desespero. Mas o que Leo não sabe é que, muito em breve, fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre.

Nesta estonteante estreia, Danny Schneimann pinta um retrato dramático de dois homens que se agarram à vida pela memória do amor. Dois homens cuja ligação misteriosa é revelada num espectacular desenlace a que não ficará certamente indiferente.

Quanto tempo esperaria por amor?


Terno e profundo.
The Observer

Há livros que vêm para desanuviar um pouco a cabeça. Livros que lemos porque são uma história de amor que sempre nos distraem, que vêm acordar o nosso espírito mais apaixonado.
Este é o caso, e não me vou esquecer!

Sinceramente, não tenho medo de afirmar que estes livros mais leves, com uma história de amor forte mas minimamente previsível, me derretem o coração. Está longe de ser um grande livro (aliás, achei demasiado simples para mim), mas emocionou-me, e por isso foi dos melhores romances que pude ler neste momento!

São duas histórias bastante simples e ideias um pouco repetitivas se olharmos para todos os romances deste género: no presente, um homem (Leo) perde a sua namorada e afoga-se na depressão, até que tenta encontrar uma definição para o Amor ao olhar para o Universo à sua volta. No passado, outro homem (Moritz) sobrevive à Revolução Russa, mas sem conseguir esperar pelo fim de toda a guerra decide partir numa viagem que atravessa continentes para ir ter com a sua apaixonada, só que as probabilidades dela já não estar à espera dele são grandes.
Gostei especialmente da história de Moritz, o seu amor foi o que mais suspiros me deu!

É emocionante.
Entre os capítulos lemos alguns trechos de um caderno que regista algumas imagens bastante bonitas de animais, de Amor, com citações como a acima referida (de Tennyson) ou histórias curiosas como foi o caso de um rapaz que atirou uma garrafa ao mar (achei bastante bonita esta história!).
A escrita é logo desde o princípio capaz de nos emocionar, embora não seja absolutamente hipnotizante. A história sim é cativante, e estamos perante um contador de histórias que se limitou a narrar o que queria, na minha opinião com sucesso!

Não tenho muito a dizer contra este romance simples mas que levará, sem dúvida, o leitor à lágrima no canto do olho!
A certa altura exasperei com a definição de Amor encontrada por Leo... Quer dizer, concordo com o plano da universalidade, mas por vezes o autor descaiu um bocadinho, tornando essa definição demasiado piegas. De qualquer maneira, valeu bastante a pena, e aconselho sem reservas a todos os apaixonados e os que pensam não ser!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Marley & Me



Ok, tenho imensas críticas em atraso! Mas, para intercalar, decidi postar qualquer coisa sobre o filme "Marley e Eu", que fui ver ao cinema!

Bem, ainda não li o livro, mas sem dúvida fiquei com alguma vontade...

Quanto ao filme... É um bom filme, suponho. Para relaxar, para ver com a família.
Mas, tenho de ser sincero, não foi dos melhores que já vi. Ok, é um filme para descontrair, para rir um bocado, tem cenas bastante hilariantes! Mas não me atingiu totalmente... Talvez esperasse outra coisa, talvez =/
É carinhoso, acolhedor, consegue ser emocionante... Mas talvez não seja aquilo que esperava, e isso desiludiu-me, receio dizer.

Há aqueles que dizem "Não é o que esperava, mas até gostei!". Eu digo "Não é o que esperava, e não sei se preferia outra coisa...".

Aconselho para quem está a tentar decidir ver algum filme em família. Se tem animais de estimação, vá ver este filme imediatamente, vai adorar.

(vi pessoas a CHORAR BABA E RANHO durante este filme! O.O)
Por vezes é um bocado parado e repetitivo, mas aguenta-se bem. Será porque não tenho animais de estimação? Sinceramente, acho que não, porque adoro cães.

No entanto, se não fossem as regras da Língua Inglesa em pôr os outros antes de nós, eu diria que este filme devia ser "Me and Marley", e não "Marley and Me". Espero que percebam onde quero chegar.

Especial nota para Jennifer Aniston: ultimamente tem entrado em filmes um bocado maus, ultimamente não tenho gostado das suas actuações! E embora este filme não me tenha propriamente tocado (não no sentido sentimental, acho que toca em todos nesse sentido!), não deixou de ser uma boa actriz para o papel!
Outra nota para Owen Wilson: não gosto particularmente de vê-lo no ecrã, embora não seja mau actor. Parece-me que fez uma boa interpretação, mas o seu lugar é mesmo num filme de comédia autêntica... Sorry.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Vampiro do Dente de Ouro, de Álvaro Magalhães


Um tesouro escondido descansa num túmulo há muitos anos. Mas... Cada uma de três pessoas sabe uma parte do segredo. Mas uma delas acaba de morrer. Pode alguém acordar do grande sono que é a morte? Onde está... Quem é o vampiro do dente de ouro?

Se já é adulto e pensa "Eu já não tenho paciência para livros assim, são demasiado juvenis...", eu respondo-lhe "Olhe que vai querer ler esta colecção...". Se não ler, vou ter imensa pena de si.

"Triângulo Jota" não é uma colecção juvenil igual às outras. Não se aproxima de "Uma Aventura" ou "Os Cinco". Esqueçam essa ideia. Esta colecção é, para mim, das mais originais, não fosse o género que abarca, e uma das melhores que poderão ler!

Dos livros que já li desta colecção, a qualidade de cada volume é a mesma: excelente. Álvaro Magalhães delicia os leitores com um mistério adocicado com uma mistura de terror e aventura!
Todos os livros desta série são relacionados com o sobrenatural. E não podia ser melhor!

Este "O Vampiro do Dente de Ouro" parece-me ser aquele que mais próximo anda no tema da morte (meu Deus, ultimamente estou virado para a morbidez! O.O). No entanto, é levado com bastante leveza, aliás é um livro juvenil que conta a aventura de três jovens na solução de um mistério: onde está o morto que fugiu do caixão (sim, porque ele só pode ter fugido... E estava bem morto!)? Os vampiros existem? E a fuga do morto tem a ver com um tesouro cuja localização apenas pode ser dita por esse morto? Tudo indica que sim...
Uma leitura verdadeiramente aliciante. Cheia de mistério e emoção, e não é nada fútil, nem ficamos com a impressão de que "eles estão sempre no sítio certo à hora certa". Aparte o sobrenatural, há realidade!

É um livro para relaxar, para ler num dia e para arejar a cabeça de coisas mais pesadas! É muito bom! Para desanuviar um bocadinho... E o final, sem ser totalmente imprevisível, não deixa de nos agradar. Nota-se que, daqui para a frente, o autor quer tomar temas mais obscuros (e, de facto, isso acontece nos próximos livros). Só tenho pena que a conclusão tenha sido ainda demasiado "terra-à-terra", e talvez haja por ali um pouco de cliché.
No entanto, aconselho começarem por "Pelos Teus Lindos Olhos" e "O Senhor dos Pássaros", que para mim são os melhores e aqueles que estão mais ligados ao sobrenatural! Experimentem! E não deixem de prestar atenção a este!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Vida Nova, de Orhan Pamuk


"Um dia li um livro e toda a minha vida mudou." Osman, um jovem universitário de Istambul, descreve assim o assombro da sua iniciação à idade adulta. A limpidez desta frase depressa revela, porém, o repto que é lançado ao leitor deste livro singular onde se sobrepõe, camada sobre camada, uma realidade estranha que parece raiar o absurdo. Obcecado pelo livro mágico, que lhe parece mostrar a sua própria vida num outro universo, Osman lê-o com fervor, noite após noite e apaixona-se pela lindíssima jovem, Janan, que é na realidade a pessoa que lhe revelara o livro. Este envolve temas inquietantes como o da identidade, do amor e da morte, e encerra perigos para além da compreensão de Osman. Movido por um impulso incontrolável, o jovem abandona toda a sua vida, para procurar a misteriosa mulher e descobrir os segredos mais obscuros que o livro encerra. Assim, viaja incessantemente em velhos autocarros desconjuntados, até ao coração inóspito da Turquia rural, onde ainda se encontram as pequenas coisas nostalgicamente ligadas ao passado e à identidade do seu povo. Entre nostalgia e ironia, o ritmo trepidante do road novel e o suspense de um thriller, o autor desvenda ao leitor um vasto leque de modos de ser e de viver, únicos e irrepetíveis, que por essa razão se situam no plano da universalidade. Na sua edição inicial (1994), A Vida Nova foi o livro que mais rapidamente vendeu na história da Turquia, apesar da ambivalência com que este autor iconoclasta tem vindo a ser encarado pelos seus conterrâneos.

Aconselho-vos a ler a sinopse: diz precisamente que tipo de livro temos à nossa frente, não tem quaisquer revelações, é portanto bastante elucidativo (e, na minha opinião, atraente!). Não consigo dizer mais do livro do que a própria sinopse!

Resumindo: Osman percorre durante a sua juventude toda a Turquia, à procura de respostas. As perguntas começam a partir do livro, mas rapidamente ele próprio se apercebe que a vida, a experiência lhe põe outras dúvidas. As básicas e mais importantes são: "O que é a vida? O que é a morte? O que somos nós? Qual é a nossa identidade? O que é o Tempo e o Espaço? Qual é o significado disto tudo? O que é a Vida Nova? Existe tal coisa?"
Amigos, Pamuk responde a todas estas questões, através de uma conclusão que, para mim, é genial. É uma viagem autêntica, e quando chegamos às últimas páginas apercebemo-nos, com assombro, do verdadeiro significado das coisas que nos rodeiam, do tempo e da vida.
É, de facto, cinco estrelas o que este livro engloba, um sentido e um significado que infelizmente não partilharei com vocês, já que desejo que peguem no livro!

Além disto, não se trata apenas dum jovem (ou várias personagens) que procura a verdadeira identidade: o livro é uma autêntica crítica à luta entre o Orientalismo e o Ocidentalismo, guerra que a Turquia sofre por estar metida entre os dois! Pamuk discute como a Turquia rural, principalmente, se opõe às ideias ocidentais, que destroem uma identidade cultural, baseada nos valores dos objectos e fechada a ideias estrangeiras. Todo o livro é uma reflexão sobre estes valores e a identidade turca, que se vê em choque com o Ocidente e o Oriente. E o seu próprio pensamento.

Embora seja um livro espectacular, não sei bem se é para todos... Não, definitivamente é preciso calma a aconselhar o livro!
É um livro bastante melancólico! Bastante cinzento, bastante triste por vezes! Não é uma obra optimista, pelo contrário. Isso pode constituir um entrave.
Além disso: a escrita de Pamuk é simples, bastante directa e muito, muito boa. A princípio fez-me lembrar muitíssimo Kafka! A questão é que a leitura deste livro dá luta: por ser directa a escrita, não podemos avançar a 100 à hora. É preciso atenção. A maneira como a história e as personagens estão exploradas, a maneira como o livro é escrito (nesse estilo directo e cru) obriga-nos a ficar atentos!

Talvez se não tivesse as expectativas TÃO altas não teria gostado. Mas tal não aconteceu. Ia com as expectativas demasiado elevadas, tinha de gostar de alguma forma. E sim, a princípio estranhei este livro (é um livro estranho...), mas acabei maravilhado!!! Foi sem dúvida um dos melhores livros que já li, mas é preciso prudência a aconselhá-lo... Recomendo vivamente, mas certifiquem-se que esgtão preparados para o ler. Porque vale bastante a pena!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Apontem! Nova colecção com a Sábado!



Esta revista não pára! E ainda bem!!!

Fiquei surpreendido com a notícia, já que o intervalo de tempo entre duas colecções parece-me demasiado pequeno (lá vão os meus planos de abater a exagerada pilha de livros por ler por água abaixo...), mas é verdade: a revista Sábado vai lançar mais uma colecção de livros!

O bom nesta revista nem é oferecer livros, já que este tipo de promoções é habitual. O que é MESMO bom é que são grandes obras que teremos a oportunidade de ler!!

É em tudo semelhante às outras: cada livro é um 1€, + revista. São sete livros, mas olhem que vale mais do que a pena:

16 Abril - Plano Infinito, de Isabel Allende
23 Abril - As Noites das Mil e Uma Noites, de Naguib Mahfouz
30 Abril - Sem Sangue, de Alessandro Baricco
7 Maio - Herzog, de Saul Bellow
14 Maio - Terra de Neve, de Yasunari Kawabata
21 Maio - O Talentoso Mr. Ripley, de Patricia Highsmith
28 Maio - A Luz, de Stephen King

Toca a apontar nas agendas as datas!

Fonte: Estante de Livros

domingo, 29 de março de 2009

My Immortal - Descansa em paz



Conheci a Tânia/Snowshoee/Pikenatonta através do seu blogue. Rapidamente me tornei seu seguidor, e fiquei bastante sensibilizado com o problema de coração que ela tinha.

É quem não merece que parece encontrar mais rapidamente o descanso na morte... A Tânia amava a vida, ela amava. Há que admirar pessoas assim. Infelizmente o seu estado veio a piorar desde o final do ano passado, e este ano sofreu demasiado: dois AVCs que lhe arrancaram metade do cérebro, coma e esperança quase nula de acordar.
É difícil pensar que nunca mais irei conversar com ela. Parece estúpido, mas a verdade é que se alguém a quem eu era bastante chegado aparecesse à minha frente (depois de morto) eu acharia isso normal. Parece que são estas pessoas com quem mantemos conversas frequentes mas distantes que nos fazem pensar assim.

A verdade é que ela estava a sofrer, e por isso por um lado já descansa em paz. Por outro, as saudades que deixa são imensas. E os filmes que não viu, e os livros que não leu (chegou a enviar-me o e-book de "A Metamorfose" de Kafka para confirmar se era integral... Creio que nunca chegou a ler...), o carinho que ainda podia dar.

Mas, tal como ela diz,
Flores? Bons, essas coisas são para serem dadas em vida… Palavras bonitas diante da lápide? Essas palavras são para serem ditas em vida.


Antes de morrer deixou uma carta, prevendo o seu desfecho. Certamente que ficarão sensibilizados como eu fiquei.
Podem conhecê-la através do seu blogue Just Things... ou conhecer a sua jornada no hospital no blogue que lhe dedicaram, Querida Snowshoee.

Tânia, ficarás marcada nas vidas de quem te conheceu, pessoal ou virtualmente. Espero pelo dia em que voltarei a falar contigo, em que voltarás a sorrir. Beijos e descansa em paz.

P.S.: no seu blogue, a música que nos deixa é "My Immortal", dos Evanescence, que é uma das minhas preferidas! Acho que a letra diz muito do que ela sentia...

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus:]
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have
All of me

You used to captivate me
By your resonating light
Now I'm bound by the life you left behind
Your face it haunts
My once pleasant dreams
Your voice it chased away
All the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus]

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

[Chorus]

terça-feira, 24 de março de 2009

A Muralha de Gelo, de George R. R. Martin


Como a sinopse possui alguns spoilers para quem ainda não leu o livro anterior (e para quem está interessado em ler este!), pode ser lida por aqui.

Não há muitas palavras para descrever esta saga.
Há livros assim: poderosos, intensos. Absorventes.
"A Muralha de Gelo" é daqueles livros que são quase impossíveis de parar de ler! A partir do momento em que pegamos nele, mal conseguimos desviar os olhos... A história é demasiado electrizante, as palavras têm um sabor especial! Absorvente ao máximo expoente!!!
Como já tive a oportunidade de dizer, este livro é a prova em como George Martin é considerado uns dos maiores escritores de Fantasia da actualidade.

Na verdade, esta é a segunda parte do primeiro livro, "A Game of Thrones", pelo que se em "A Guerra dos Tronos" temos uma apresentação do mundo e das personagens, neste final do livro temos o desenrolar de todas as conspirações, segredos e intrigas. As personagens chocam finalmente umas com as outras, a dinamite explode com este livro e a partir de agora o resto da saga é sempre a expandir.
Não só completa o primeiro livro como marca o princípio de um enredo que promete! O autor vai até ao seu limite num mundo fantástico, com personagens que vamos amar, odiar, temer, com cenas com as quais vamos chorar e ficar chocados, pois este livro consegue ser bastante violento e cruel! A acção é viciante! As personagens são demasiado reais, demasiado próximas ao leitor! Mesmo para quem não gosta de Fantasia, aposto que este livro não desilude, embora note que neste segundo livro explora-se um pouco mais o lado fantástico do enredo, ao contrário do primeiro que acaba por ser uma introdução a um mundo de Fantasia com traços medievais.

Tenho poucas palavras para descrever um livro tão bom. Simplesmente leiam!
Volto a dizer que esta releitura da saga está a ser mais proveitosa do que pensava, e foi de certeza o melhor que fiz!


domingo, 22 de março de 2009

Divisadero, de Michael Ondaatje


Um romance cativante sobre a paixão, a perda e o incontornável passado.

No coração de
Divisadero, encontramos histórias entrelaçadas de um pai, as suas duas filhas e Coop, o órfão com quem partilham a casa até que um incidente terrível incendeia o resto das suas vidas.

Este é o romance mais intimista e encantador do genial Ondaatje que nos transporta numa viagem envolvente desde a Califórnia dos anos 70 à Primeira Guerra Mundial, dos perigosos bastidores dos casinos do Nevada à beleza das paisagens rurais do Sul de França.


Divisadero é uma poderosa história de amor e paixão, violência e separações, memórias e emoções ao rubro. Um romance inesquecível.

Romance vencedor do Governor General's Literary Awards - Fiction 2007 e finalista do Scotiabank Giller Prize 2007 e do Commonwealth Writers Prize for Best Book (Canada & Caribbean) 2008


Antes de mais, devo um enorme pedido de desculpas às respostas atrasadas, a não comentar os blogues, mas mesmo assim continuando a par das novidades! Peço desculpa por tudo isso, e pelos meus postes.

Entretanto, tenho dedicado algum tempo à leitura. Desta vez, debrucei-me sobre o autor de "O Doente Inglês", livro que gostava bastante de ler!

Que posso dizer deste livro? Sinceramente, é difícil de descrever... A sinopse é um bocadinho enganadora, pois não explicita o quão profundo e diferente este livro é.
É muito único. Ondaatje cria uma narrativa que não lemos todos os dias. Não há um enredo propriamente dito, há mais o objectivo de escrever.
Tudo começa com uma família que quase nada tem de laços familiares, já que se sentem diferentes uns para os outros. Após um triste incidente, a família desmembra-se por completo, pelo que seguiremos os passos de cada um. Em busca de um futuro, mas verdadeiramente não há futuro, baseiam-se demasiado no passado. Mais para a frente, o autor apresenta-nos uma diferente família, diferentes personagens, um século antes, desta vez personagens de diferentes famílias mas que se vão apaixonar entre si, criar eles os laços, sofrer por isso.

Adorei a escrita de Ondaatje. Bastante poética quando quer, capaz de nos tocar, embora seja um bocado fria certas alturas... Mesmo assim, um tipo de escrita cativante.
Já o livro... Tenho de ser sincero, este livro deve ser lido com calma, com o arrastar do tempo, e deve ser lido na altura certa. Não sei ainda bem se o li na altura certa, talvez. A verdade é que a certa altura perdi-me. Ou talvez sinta que o escritor se perdeu.
O livro começa bem, aliás começa na perfeição. Numa Califórnia rodeada pela Natureza, numa família cujos intervenientes chocam, vidas cujo futuro ainda está em aberto. Personagens absorventes, um começo ideal. Até que se separam, e a partir daí aos poucos e poucos a coisa vai perdendo a chama... Até que senti que o autor se perdeu na narrativa, a certa altura simplesmente parece que a vida dessas personagens perde sentido. Não totalmente, ainda há alguma curiosidade, mas perde o charme! Por exemplo, Coop a princípio leva uma vida interessante, no jogo, até que desligamo-nos dele, simplesmente é abandonado na história. Já Anna vai para França e aí encontramos uma reflexão que mais tarde, ao recordarmos, nos parece interessante, sem no entanto parecer ter sido aprofundada suficientemente! Talvez seja eu que tenha perdido o sentido, não sei.

A segunda parte do livro é bastante mais apaixonante, e aí percebemos a sinopse quando ilustra o livro como "cativante, sobre paixão, a perda e o incontornável passado". Achei que neste segunda parte o autor volta a encontrar um rumo, volta a encontrar algo para escrever, e aqui sim está o romance que esperávamos. Aqui sim encontramos paixão, perda, encontramos desencontros e personagens pelas quais seríamos capazes de chorar.
O final é totalmente aberto. Não há conclusão simplesmente.

Por isso, ainda não sei bem o que dizer do livro... Encantado com a escrita, de pé atrás com o rumo. É complexo. É erudito à sua maneira.
Sem saber se dar o 4 ou o 5... É uma nota que sobre algumas décimas principalmente por ser o livro que é. Mas atenção, este não é um livro para todos! É um livro para quem está preparado para conhecer personagens que nunca serão suficientemente exploradas, um enredo que em parte não existe, uma narrativa com uma escrita absorvente mas palavras que dificilmente chegam a algum lado. Uma escrita que promete mas, sinceramente, não chegou. Parece que o autor até quer chegar a algum sítio, mas perde-se no meio do livro, até o leitor se perder também. Um livro recomendado... Mas não para todos.


(porque sou teimoso e este livro é dos casos "Primeiro estranha-se, depois entranha-se")

segunda-feira, 16 de março de 2009

Desencontros Virtuais, de Maria Eugénia Ponte


O meu nome completo é Maria Eugénia Ferreira da Ponte.
Tenho 52 anos de idade e sou Analista de Sistemas Informáticos.
Nasci numa pequenina aldeia perto de Alenquer, a poucos quilómetros de Lisboa.
Desde pequena que tenho um gosto especial pela leitura.
Recordo como perdia a noção do tempo quando pegava num livro e me entusiasmava com a sua leitura…
Esse prazer de ler conduziu-me ao prazer de escrever e estes dois prazeres têm caminhado comigo, lado a lado, ao longo de toda a minha vida.
Quando jovem, escrevia poesia. Mais velha, passei à prosa. Em pequenos apontamentos pessoais ou em pequenos contos infantis, conseguia expressar pela escrita sentimentos e vivências que não conseguia expor falando.
Escrevi sempre e apenas pelo prazer de escrever.
A capacidade de imaginar e de sonhar é um dom fascinante do ser humano e eu, com muita humildade e sem pretensões, guardei bem dentro de mim o sonho de publicar os meus escritos.
Por achar que não tinham qualidade suficiente, nunca me atrevi a tentar algo maior e mais arrojado.
Mas, todas as coisas têm um tempo próprio para acontecer e, agora, já depois dos 50, surgiu este romance.
Trata-se de uma obra de ficção, quanto aos factos, em si, mas é quase uma auto-biografia quanto aos sentimentos e ideias.
Ana Beatriz, a heroína desta história de amor, poderia perfeitamente chamar-se Maria Eugénia, porque as duas são muito parecidas, diria mesmo que parecem irmãs gémeas.
Quanto a João Ricardo… talvez me tenha cruzado com ele um destes dias, na Net, onde encontrei alguns bons amigos e amigas, mas não o reconheci. Penso que não existe, que é pura imaginação… será?
Espero que gostem desta história e que lê-la lhes dê tanto prazer como me deu a mim escrevê-la.


Antes de mais, não posso deixar de me emocionar pela atenção da autora em conceder este livro e pela dedicatória tão bela, tão própria de alguém que se orgulha dos seus livros e gosta do que escreve!

Agora, o livro.
É mais uma prova em como um enredo simples, personagens simples, descrições simples, nos podem emocionar fortemente.
Poucos livros conseguirão ser tão belos quanto este!

Não é possível descrever sem mais nem menos a amizade de João Ricardo e Ana Beatriz. João tem 23 anos e Ana 45 anos quando se conhecem através da Net. De um momento para o outro, trocam impressões, passam horas a conversar, e criam uma relação que vai combater as dificuldades, que vai tentar ultrapassar todas as barreiras, simplesmente porque o tempo não juntou estas almas gémeas!

Este livro é lindíssimo! Como me emocionei! Adorei!
Uma coisa é certa: tocou-me bastante porque tenho amizades (especialmente uma) que infelizmente poucas vezes vejo cara-a-cara, mas cujas conversas na Net se estendem pela noite dentro, e entre nós não há preconceitos, podemos dizer o que quisermos, simplesmente somos nós próprios, abertos a cada um. Esta é a relação de João e Ana, que entretanto se vai tornando cada vez mais séria...

Não sei bem o que dizer sobre o livro. Para mim, imperdível. Li-o em praticamente um dia, impressionei-me com a escrita!

Pontos negativos, poucos encontro. Tenho de referir talvez a repetibilidade da ideia: porque, verdadeiramente, a história não avança muito de capítulo para capítulo. Trata-se mais de lembranças das suas experiências e de uma repetição da ideia de amizade e amor entre eles, de como se identificavam bastante. Confesso, a certa altura pareceu-me repetitivo a mais, todos os capítulos dizia-se a mesma coisa, de como eles se sentiam completos um com o outro, de como rezavam para que pudessem ter a mesma idade.

Mas, mesmo assim... Que emoção as ler as páginas deste pequeno romance!
Altamente aconselhável. Espero que Eugénia Ponte não desperdice o óbvio talento que tem em escrever e, desde a primeira página, expressar sentimentos! E, conhecendo Ana Beatriz como conheci, sinto que já conheço a autora bem de mais =) Fabuloso! Aconselho-a a procurar maiores desafios, talvez um romance bastante maior, com um enredo algo mais complexo mas igualmente terno e emocionante! Porque o nível de escrita parece-me adequado para isso.

sábado, 14 de março de 2009

Beleza Assassina, de Chelsea Cain


Após dez anos no encalço de Gretchen Lowell, o detective Archie Sheridan é raptado e torturado durante dez dias pela lindíssima serial killer. Mas, no final, ela decide, misteriosamente, libertá-lo e entregar-se às autoridades.

Gretchen é condenada a prisão perpétua, enquanto Archie é condenado a outro tipo de prisão: viciado em vários medicamentos, não é capaz de regressar à sua antiga vida e não consegue esquecer aqueles dez dias de tortura... nem Gretchen.

Quando outro assassino começa a raptar e assassinar raparigas adolescentes de Portland, Archie é convidado a voltar ao activo e a liderar a equipa que vai investigar os crimes recentes.

A nova investigação dará início a um jogo mortal entre Archie, o novo assassino e... Gretchen Lowell.

"(...) Esqueça tudo o que pensa que sabe sobre os monótonos
serial killers dos romances que leu. Este é inimitável."
Booklist

Para quem já me conhece através das minhas leituras, talvez saiba que não sou fã de policiais. Porquê? Acho que tem a ver com o tipo de linguagem que é utilizado nessa narrativa. Ou talvez ainda não tenha encontrado um policial que me marque como quero.
De qualquer maneira, este thriller policial deixou-me curioso depois de ler algumas críticas.

De facto, superou as minhas expectativas. Adorei, delirei com as personagens! No entanto, como livro tem várias coisas para referir.

Em primeiro lugar, Gretchen Lowell e Archie Sheridan. Gretchen é uma das melhores personagens que já li. Uma serial killer atractiva, bela, mas perigosa, viciante, absorvente. É, de longe, o melhor neste livro. Archie é o detective que foi torturado por ela e acaba por ser um anti-herói na trama, mas que nos fascina perante a sua luta, os seus vícios, a sua repentina perspicácia.
Mas o livro atinge o auge quando vemos em acção a dupla Gretchen-Archie, quando os dois estão juntos o livro torna-se absolutamente genial. A sua relação é perturbante, contagiante, e faz-nos querer seguir atentamente.

E a partir daí começam os problemas. Porque fora as memórias desse dez terríveis dias, fora os encontros entre os dois, fora Gretchen, o livro passa a menos interessante. Sinceramente, se tirarmos essa inovadora, brilhante dupla, o livro não me parece ter o mais empolgante dos enredos. Parece-me, em parte, um policial banal, alguns assassinatos e um homicida por descobrir. Uma equipa liderada por um chefe que trava a luta da sua vida, isso sim empolgante. E uma jornalista que segue atentamente e demasiado perto a investigação. Gretchen é constantemente uma sombra, uma deusa omnipresente, e isso dá ao livro um ar muito mais genial.

Porém, fiquei com bastante pena de Gretchen-Archie serem apresentados juntos poucas vezes. Fora as cenas desta dupla, a obra perde o brilho! Tive realmente pena que Gretchen não participasse activamente na investigação, deixando apenas alguns farrapos entre as cenas e um pouco do auge nas últimas páginas (estas bastante, bastante excitantes!!). Finalmente, deve-se dar alguma atenção à maneira como a autora conseguiu interligar todos os elementos no final, empacotar o enredo e as personagens.
Gostei muito de ler, um bom thriller policial, sem dúvida, e que me conseguiu impressionar. Contudo, soube-me um pouco a uma introdução à série que a autora está decidida em escrever. Excedeu as minhas expectativas, mas Cain poderia ter dado muito mais a este livro! Muito mais! Os primeiros passos estão dados, Chelsea Cain criou duas das personagens mais fascinantes que já li, mas o livro parece simplesmente iniciar o que poderá ser uma excelente série. Por isso, as expectativas que tinha com este livro passam obrigatoriamente para o próximo da série, aliás duplicam, esperemos que com mais realce para a participação de Gretchen num enredo policial que não pára aqui.



P.S.: fiquei com BASTANTE curiosidade em ler "O Silêncio dos Inocentes", já que Gretchen Lowell parece rivalizar Hannibal Lecter ;)

domingo, 8 de março de 2009

Natália, de Helder Macedo


O novo romance de Helder Macedo é uma história de amor-paixão que nos chega sob a forma de um diário escrito na primeira pessoa por uma jovem mulher, Natália, durante três períodos críticos da sua vida, nos anos 2000, 2003 e 2008. Este relato, inicialmente destinado a constituir a base de um romance, respondendo ao desafio de um autor que ela entrevista na televisão, depressa passa a uma tentativa de lidar com as dúvidas que sempre tinha tido sobre quem ela própria seria. Órfã de pai e mãe, assassinados na Argélia quando recém-nascida no Natal de 1973, Natália foi criada pelos avós maternos e construiu as suas memórias em torno do que lhe contou o avô, figura tutelar, através de histórias fantásticas, referências literárias e excertos poéticos, sempre plenos de ambiguidades, que se constelam na sua imaginação como enigmas. Quando este morre, ela encontra numa pasta documentos relacionados com o seu nascimento e três misteriosas fotografias de uma jovem desconhecida. A intervenção desta figura feminina na rede de relações de Natália em que os interlocutores são predominantemente homens, virá conferir à sua vida uma nova dinâmica apaixonada mas especular e insidiosamente corrosiva. Num registo entre o confessional e o thriller psicológico, num estilo que flui coloquialmente, o leitor é mantido ao longo do romance na expectativa de um desfecho imprevisível.

Antes de mais, peço desculpa por não escrever frequentemente. Não tenho tido tempo nem para comentar blogues nem para escrever aqui. Nem para avançar a leitura! Mas juro que todos os dias passo pelos vossos cantinhos para ver as novidades!

Bem, quanto ao livro...
É um bom livro. Não é bem o que esperava. Aliás, é um livro que muda muito de humor ao longo das páginas.
Antes de tudo, comecei a lê-lo com bastante expectativa. Depois, as primeiras páginas foram pouco cativantes e nem gostei muito da escrita de Macedo.
Cheguei a pensar "Ah, já sei porque é que sou tão céptico quanto a autores portugueses...".
De facto, as primeiras páginas deste diário foram lidas com algum cepticismo.
Como já disse, o estilo de Helder Macedo não me impressiona. Depois, achei a personagem Natália com pouco assunto para analisar. Talvez a ache demasiado irreverente a princípio. Não simpatizei com ela à primeira, e acho que Macedo começa por aprofundar pouco as reflexões da Natália no diário.

Até que... À medida que vamos lendo, vamos cada vez mais ficando habituados à sua escrita. Cada vez mais gostamos de ler os pensamentos da Natália, bastante cativantes aliás. Torna-se bastante interessante com o avançar das páginas, e acho que a principal razão é entrarem mais personagens, o enredo torna-se mais intrigante à medida que vão entrando segredos do passado. Natália sente-se confusa, e aí "desabrocha" um pouco. Depois, sem dúvida este livro não é nada senão pela ligação de Natália com quem os rodeia. São as personagens que interagem consigo que tornam a obra cativante.
Finalmente, à medida que vamos acabando o livro, parece que o enredo está encurralado, a Natália amadurece e as personagens que a rodeiam encurralam a história, até Natália se transformar numa personagem completamente diferente.

É um bom livro, concluindo. Uma leitura rotineira, mas boa. Que se vai tornando cativante à medida que vamos avançando. Agora, para mim este livro não é bem a definição de "thriller psicológico"... Confesso que quase que lá chega, mas falta um clique, falta a parte da acção.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Boas aquisições

3 livros que recebi de uma troca:

- Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado
- Paixão em Florença, de Somerset Maugham
- As Pontes de Madison County, de Robert James Waller

Um que a Editorial Presença enviou:

- Natália, de Helder Macedo

E hoje comprei um GRANDE livro... Na verdade, uma preciosidade:

- The Complete Calvin & Hobbes, de Bill Watterson




Um pack absolutamente extraordinário e para o qual tenho vindo a trabalhar. Adoro Calvin e Hobbes e ter a obra completa é uma alegria!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A Loja dos Suicídios, de Jean Teulé


A sua vida foi um fracasso?
Connosco, a sua morte será um sucesso!

(Casa Tuvache há 10 gerações no suicídio)

Deprimidos, alegrem-se!
Magazine Littéraire

Uma loja de suicídios que está repleta de vida.
Le Figaro

A ler para levantar a moral.
Le Point

Você vai morrer a rir.
La Dépêche


Já esperava deste livro uma história original, divertida. Nunca pensei que excedesse essas expectativas, levando-me a dar a nota máxima.
Amei o livro. Tocou-me extraordinariamente, não só tem uma bela história como personagens bastante carismáticas, e um ambiente que nos dá a volta à cabeça.
É mesmo muito original!

Imaginem um ambiente futurista, por exemplo no séc. XXII, em que a Terra se encontra totalmente poluída e a Humanidade à beira da extinção. Perante este cenário de desespero, vocês dirigem-se a uma loja e pedem uma corda para se enforcarem
"Com certeza, a sua casa é alta ou baixa?"
"Sinceramente, não sei"
"Pois bem, leve esta corda de dois metros e depois diga... Ah, peço perdão! Tenha uma boa morte!"

No meio de uma cidade tremendamente deprimente, onde as pessoas se atiram dos prédios abaixo e o mundo já não tem significado. Um loja mórbida, onde a família que a gere não sorri, inventando a cada momento instrumentos para suicídios fascinantes! Até que nasce o terceiro filho, que para desespero de todos sorri e vê optimismo em todo o lado! Será a desgraça da família mas vai afectar imensamente a loja, de tal modo que a morte nunca mais será a mesma.

Como disse, este livro tocou-me bastante. É original, é divertido, tem personagens muito curiosas e deixa-nos a reflectir bastante. É inspirador!
É mesmo uma pérola de humor negro, muito ao estilo de Tim Burton, e que já é um dos meus livros preferidos. Impressionou-me bastante mesmo.
Portanto, acho que merece completamente o 6, de tão bom ter sido! Acredito que poderá parecer exagerado para muitos, mas o livro é mesmo excelente, e talvez não seja uma obra prima, mas preencheu-me completamente. Além de gostar dos livros que leio, não me importo de ser um mãos-largas, e devem compreender que a minha classificação baseia-se no meu gosto pessoal!

Os Contos de Beedle o Bardo, de J. K. Rowling


Os Contos de Beedle o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores.

Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros.
O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts.

Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter.


Quando decidi começar a ler o livro, tinha as minhas expectativas baixas. A maioria das pessoas não achou graça, achou demasiado pequeno. Eu apenas sabia que tinha adorado a saga de Harry Potter!
Além disso, tenho vindo a adiar a leitura destes contos. Por ser demasiado pequeno, queria lê-lo apenas quando estivesse com vontade. Pode ser um livro mais infantil, mas para quem como eu lê livros mais desenvolvidos é preciso achar uma altura certa para gostar dos livros mais simples.

No entanto, adorei o livro. Não achei nada curto, achei sim com o tamanho ideal! E fiquei simplesmente encantado com as histórias, li-os numa altura em que tinha a cabeça leve. Atenção, este é um livro infantil! Claro, acho que satisfaz minimamente os fãs da autora.

Talvez desiluda muitos ao dizer que não há qualquer referência à saga que tornou Rowling famosa. No entanto, não deixa de ser um livro delicioso, divertido e que nos faz entrar no mundo de feiticeiros. Porque em vez da Branca de Neve, a Cinderela, o Peter Pan ou o Polegarzinho, temos a Morte e Vermes e Monstros e Caldeirões Mágicos!

Não é o regresso da autora de Harry Potter, é antes um pequeno divertimento. No entanto, foi-me igualmente encantador.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin


"A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel." - SF Reviews.net

Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.

"George R. R. Martin apresenta um mundo vibrante e real, personagens soberbamente construídas, enredos complexos mas coerentes, descrições de cortar a respiração e uma prosa muito acima daquilo a que o género nos habituou." -
Amazon.com

"Um livro que nos agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!"-Robert Jordan

É a segunda vez que leio este livro.
Entrei nos Sete Reinos ainda o ano passado, mas uma das minhas decisões para 2009 era reler os livros da saga.
Em boa hora o fiz!

Mesmo sabendo o que ia acontecer, mesmo tendo já percorrido as páginas, ainda gostei mais de ler desta vez. O dogma de que "não há leitura como a primeira" cai por água abaixo com esta releitura, talvez porque sejamos pressionados a reparar em mais pormenores, a verdade é que gostei muito mais de ler agora do que à primeira. Foi uma leitura mais agradável!

Confirma-se que esta saga é, talvez, a maior saga de Fantasia da actualidade. Confirma-se que o mundo que nos é apresentado é, talvez, uma das maiores criações dos nossos tempos. Mais importante ainda, confirma-se que as personagens deste livro são das mais cativantes que alguma vez terão a oportunidade de ler.

Uma leitura rápida devida à excitação em saber o que vai acontecer a seguir! A próxima página é sempre imprevisível. Ansiamos com as personagens que mais gostamos e odiamos aquelas que teimam em criar obstáculos.
Não sei bem o que dizer. É absorvente. Há uma tremenda cadeia de conspirações e segredos que envolvem o leitor. Tudo isso conspira para que os próximos volumes sejam ainda mais emocionantes.

Foi preciso reler o livro para poder afirmar que é um dos meus preferidos.

Quem também lê