segunda-feira, 6 de abril de 2009
Marley & Me
Ok, tenho imensas críticas em atraso! Mas, para intercalar, decidi postar qualquer coisa sobre o filme "Marley e Eu", que fui ver ao cinema!
Bem, ainda não li o livro, mas sem dúvida fiquei com alguma vontade...
Quanto ao filme... É um bom filme, suponho. Para relaxar, para ver com a família.
Mas, tenho de ser sincero, não foi dos melhores que já vi. Ok, é um filme para descontrair, para rir um bocado, tem cenas bastante hilariantes! Mas não me atingiu totalmente... Talvez esperasse outra coisa, talvez =/
É carinhoso, acolhedor, consegue ser emocionante... Mas talvez não seja aquilo que esperava, e isso desiludiu-me, receio dizer.
Há aqueles que dizem "Não é o que esperava, mas até gostei!". Eu digo "Não é o que esperava, e não sei se preferia outra coisa...".
Aconselho para quem está a tentar decidir ver algum filme em família. Se tem animais de estimação, vá ver este filme imediatamente, vai adorar.
(vi pessoas a CHORAR BABA E RANHO durante este filme! O.O)
Por vezes é um bocado parado e repetitivo, mas aguenta-se bem. Será porque não tenho animais de estimação? Sinceramente, acho que não, porque adoro cães.
No entanto, se não fossem as regras da Língua Inglesa em pôr os outros antes de nós, eu diria que este filme devia ser "Me and Marley", e não "Marley and Me". Espero que percebam onde quero chegar.
Especial nota para Jennifer Aniston: ultimamente tem entrado em filmes um bocado maus, ultimamente não tenho gostado das suas actuações! E embora este filme não me tenha propriamente tocado (não no sentido sentimental, acho que toca em todos nesse sentido!), não deixou de ser uma boa actriz para o papel!
Outra nota para Owen Wilson: não gosto particularmente de vê-lo no ecrã, embora não seja mau actor. Parece-me que fez uma boa interpretação, mas o seu lugar é mesmo num filme de comédia autêntica... Sorry.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O Vampiro do Dente de Ouro, de Álvaro Magalhães

Um tesouro escondido descansa num túmulo há muitos anos. Mas... Cada uma de três pessoas sabe uma parte do segredo. Mas uma delas acaba de morrer. Pode alguém acordar do grande sono que é a morte? Onde está... Quem é o vampiro do dente de ouro?
Se já é adulto e pensa "Eu já não tenho paciência para livros assim, são demasiado juvenis...", eu respondo-lhe "Olhe que vai querer ler esta colecção...". Se não ler, vou ter imensa pena de si.
"Triângulo Jota" não é uma colecção juvenil igual às outras. Não se aproxima de "Uma Aventura" ou "Os Cinco". Esqueçam essa ideia. Esta colecção é, para mim, das mais originais, não fosse o género que abarca, e uma das melhores que poderão ler!
Dos livros que já li desta colecção, a qualidade de cada volume é a mesma: excelente. Álvaro Magalhães delicia os leitores com um mistério adocicado com uma mistura de terror e aventura!
Todos os livros desta série são relacionados com o sobrenatural. E não podia ser melhor!
Este "O Vampiro do Dente de Ouro" parece-me ser aquele que mais próximo anda no tema da morte (meu Deus, ultimamente estou virado para a morbidez! O.O). No entanto, é levado com bastante leveza, aliás é um livro juvenil que conta a aventura de três jovens na solução de um mistério: onde está o morto que fugiu do caixão (sim, porque ele só pode ter fugido... E estava bem morto!)? Os vampiros existem? E a fuga do morto tem a ver com um tesouro cuja localização apenas pode ser dita por esse morto? Tudo indica que sim...
Uma leitura verdadeiramente aliciante. Cheia de mistério e emoção, e não é nada fútil, nem ficamos com a impressão de que "eles estão sempre no sítio certo à hora certa". Aparte o sobrenatural, há realidade!
É um livro para relaxar, para ler num dia e para arejar a cabeça de coisas mais pesadas! É muito bom! Para desanuviar um bocadinho... E o final, sem ser totalmente imprevisível, não deixa de nos agradar. Nota-se que, daqui para a frente, o autor quer tomar temas mais obscuros (e, de facto, isso acontece nos próximos livros). Só tenho pena que a conclusão tenha sido ainda demasiado "terra-à-terra", e talvez haja por ali um pouco de cliché.
No entanto, aconselho começarem por "Pelos Teus Lindos Olhos" e "O Senhor dos Pássaros", que para mim são os melhores e aqueles que estão mais ligados ao sobrenatural! Experimentem! E não deixem de prestar atenção a este!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A Vida Nova, de Orhan Pamuk

"Um dia li um livro e toda a minha vida mudou." Osman, um jovem universitário de Istambul, descreve assim o assombro da sua iniciação à idade adulta. A limpidez desta frase depressa revela, porém, o repto que é lançado ao leitor deste livro singular onde se sobrepõe, camada sobre camada, uma realidade estranha que parece raiar o absurdo. Obcecado pelo livro mágico, que lhe parece mostrar a sua própria vida num outro universo, Osman lê-o com fervor, noite após noite e apaixona-se pela lindíssima jovem, Janan, que é na realidade a pessoa que lhe revelara o livro. Este envolve temas inquietantes como o da identidade, do amor e da morte, e encerra perigos para além da compreensão de Osman. Movido por um impulso incontrolável, o jovem abandona toda a sua vida, para procurar a misteriosa mulher e descobrir os segredos mais obscuros que o livro encerra. Assim, viaja incessantemente em velhos autocarros desconjuntados, até ao coração inóspito da Turquia rural, onde ainda se encontram as pequenas coisas nostalgicamente ligadas ao passado e à identidade do seu povo. Entre nostalgia e ironia, o ritmo trepidante do road novel e o suspense de um thriller, o autor desvenda ao leitor um vasto leque de modos de ser e de viver, únicos e irrepetíveis, que por essa razão se situam no plano da universalidade. Na sua edição inicial (1994), A Vida Nova foi o livro que mais rapidamente vendeu na história da Turquia, apesar da ambivalência com que este autor iconoclasta tem vindo a ser encarado pelos seus conterrâneos.
Aconselho-vos a ler a sinopse: diz precisamente que tipo de livro temos à nossa frente, não tem quaisquer revelações, é portanto bastante elucidativo (e, na minha opinião, atraente!). Não consigo dizer mais do livro do que a própria sinopse!
Resumindo: Osman percorre durante a sua juventude toda a Turquia, à procura de respostas. As perguntas começam a partir do livro, mas rapidamente ele próprio se apercebe que a vida, a experiência lhe põe outras dúvidas. As básicas e mais importantes são: "O que é a vida? O que é a morte? O que somos nós? Qual é a nossa identidade? O que é o Tempo e o Espaço? Qual é o significado disto tudo? O que é a Vida Nova? Existe tal coisa?"
Amigos, Pamuk responde a todas estas questões, através de uma conclusão que, para mim, é genial. É uma viagem autêntica, e quando chegamos às últimas páginas apercebemo-nos, com assombro, do verdadeiro significado das coisas que nos rodeiam, do tempo e da vida.
É, de facto, cinco estrelas o que este livro engloba, um sentido e um significado que infelizmente não partilharei com vocês, já que desejo que peguem no livro!
Além disto, não se trata apenas dum jovem (ou várias personagens) que procura a verdadeira identidade: o livro é uma autêntica crítica à luta entre o Orientalismo e o Ocidentalismo, guerra que a Turquia sofre por estar metida entre os dois! Pamuk discute como a Turquia rural, principalmente, se opõe às ideias ocidentais, que destroem uma identidade cultural, baseada nos valores dos objectos e fechada a ideias estrangeiras. Todo o livro é uma reflexão sobre estes valores e a identidade turca, que se vê em choque com o Ocidente e o Oriente. E o seu próprio pensamento.
Embora seja um livro espectacular, não sei bem se é para todos... Não, definitivamente é preciso calma a aconselhar o livro!
É um livro bastante melancólico! Bastante cinzento, bastante triste por vezes! Não é uma obra optimista, pelo contrário. Isso pode constituir um entrave.
Além disso: a escrita de Pamuk é simples, bastante directa e muito, muito boa. A princípio fez-me lembrar muitíssimo Kafka! A questão é que a leitura deste livro dá luta: por ser directa a escrita, não podemos avançar a 100 à hora. É preciso atenção. A maneira como a história e as personagens estão exploradas, a maneira como o livro é escrito (nesse estilo directo e cru) obriga-nos a ficar atentos!
Talvez se não tivesse as expectativas TÃO altas não teria gostado. Mas tal não aconteceu. Ia com as expectativas demasiado elevadas, tinha de gostar de alguma forma. E sim, a princípio estranhei este livro (é um livro estranho...), mas acabei maravilhado!!! Foi sem dúvida um dos melhores livros que já li, mas é preciso prudência a aconselhá-lo... Recomendo vivamente, mas certifiquem-se que esgtão preparados para o ler. Porque vale bastante a pena!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Apontem! Nova colecção com a Sábado!

Esta revista não pára! E ainda bem!!!
Fiquei surpreendido com a notícia, já que o intervalo de tempo entre duas colecções parece-me demasiado pequeno (lá vão os meus planos de abater a exagerada pilha de livros por ler por água abaixo...), mas é verdade: a revista Sábado vai lançar mais uma colecção de livros!
O bom nesta revista nem é oferecer livros, já que este tipo de promoções é habitual. O que é MESMO bom é que são grandes obras que teremos a oportunidade de ler!!
É em tudo semelhante às outras: cada livro é um 1€, + revista. São sete livros, mas olhem que vale mais do que a pena:
16 Abril - Plano Infinito, de Isabel Allende
23 Abril - As Noites das Mil e Uma Noites, de Naguib Mahfouz
30 Abril - Sem Sangue, de Alessandro Baricco
7 Maio - Herzog, de Saul Bellow
14 Maio - Terra de Neve, de Yasunari Kawabata
21 Maio - O Talentoso Mr. Ripley, de Patricia Highsmith
28 Maio - A Luz, de Stephen King
Toca a apontar nas agendas as datas!
Fonte: Estante de Livros
domingo, 29 de março de 2009
My Immortal - Descansa em paz

Conheci a Tânia/Snowshoee/Pikenatonta através do seu blogue. Rapidamente me tornei seu seguidor, e fiquei bastante sensibilizado com o problema de coração que ela tinha.
É quem não merece que parece encontrar mais rapidamente o descanso na morte... A Tânia amava a vida, ela amava. Há que admirar pessoas assim. Infelizmente o seu estado veio a piorar desde o final do ano passado, e este ano sofreu demasiado: dois AVCs que lhe arrancaram metade do cérebro, coma e esperança quase nula de acordar.
É difícil pensar que nunca mais irei conversar com ela. Parece estúpido, mas a verdade é que se alguém a quem eu era bastante chegado aparecesse à minha frente (depois de morto) eu acharia isso normal. Parece que são estas pessoas com quem mantemos conversas frequentes mas distantes que nos fazem pensar assim.
A verdade é que ela estava a sofrer, e por isso por um lado já descansa em paz. Por outro, as saudades que deixa são imensas. E os filmes que não viu, e os livros que não leu (chegou a enviar-me o e-book de "A Metamorfose" de Kafka para confirmar se era integral... Creio que nunca chegou a ler...), o carinho que ainda podia dar.
Mas, tal como ela diz,
Flores? Bons, essas coisas são para serem dadas em vida… Palavras bonitas diante da lápide? Essas palavras são para serem ditas em vida.
Antes de morrer deixou uma carta, prevendo o seu desfecho. Certamente que ficarão sensibilizados como eu fiquei.
Podem conhecê-la através do seu blogue Just Things... ou conhecer a sua jornada no hospital no blogue que lhe dedicaram, Querida Snowshoee.
Tânia, ficarás marcada nas vidas de quem te conheceu, pessoal ou virtualmente. Espero pelo dia em que voltarei a falar contigo, em que voltarás a sorrir. Beijos e descansa em paz.
P.S.: no seu blogue, a música que nos deixa é "My Immortal", dos Evanescence, que é uma das minhas preferidas! Acho que a letra diz muito do que ela sentia...
I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase
[Chorus:]
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have
All of me
You used to captivate me
By your resonating light
Now I'm bound by the life you left behind
Your face it haunts
My once pleasant dreams
Your voice it chased away
All the sanity in me
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase
[Chorus]
I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along
[Chorus]
terça-feira, 24 de março de 2009
A Muralha de Gelo, de George R. R. Martin

Como a sinopse possui alguns spoilers para quem ainda não leu o livro anterior (e para quem está interessado em ler este!), pode ser lida por aqui.
Não há muitas palavras para descrever esta saga.
Há livros assim: poderosos, intensos. Absorventes.
"A Muralha de Gelo" é daqueles livros que são quase impossíveis de parar de ler! A partir do momento em que pegamos nele, mal conseguimos desviar os olhos... A história é demasiado electrizante, as palavras têm um sabor especial! Absorvente ao máximo expoente!!!
Como já tive a oportunidade de dizer, este livro é a prova em como George Martin é considerado uns dos maiores escritores de Fantasia da actualidade.
Na verdade, esta é a segunda parte do primeiro livro, "A Game of Thrones", pelo que se em "A Guerra dos Tronos" temos uma apresentação do mundo e das personagens, neste final do livro temos o desenrolar de todas as conspirações, segredos e intrigas. As personagens chocam finalmente umas com as outras, a dinamite explode com este livro e a partir de agora o resto da saga é sempre a expandir.
Não só completa o primeiro livro como marca o princípio de um enredo que promete! O autor vai até ao seu limite num mundo fantástico, com personagens que vamos amar, odiar, temer, com cenas com as quais vamos chorar e ficar chocados, pois este livro consegue ser bastante violento e cruel! A acção é viciante! As personagens são demasiado reais, demasiado próximas ao leitor! Mesmo para quem não gosta de Fantasia, aposto que este livro não desilude, embora note que neste segundo livro explora-se um pouco mais o lado fantástico do enredo, ao contrário do primeiro que acaba por ser uma introdução a um mundo de Fantasia com traços medievais.
Tenho poucas palavras para descrever um livro tão bom. Simplesmente leiam!
Volto a dizer que esta releitura da saga está a ser mais proveitosa do que pensava, e foi de certeza o melhor que fiz!
domingo, 22 de março de 2009
Divisadero, de Michael Ondaatje

Um romance cativante sobre a paixão, a perda e o incontornável passado.
No coração de Divisadero, encontramos histórias entrelaçadas de um pai, as suas duas filhas e Coop, o órfão com quem partilham a casa até que um incidente terrível incendeia o resto das suas vidas.
Este é o romance mais intimista e encantador do genial Ondaatje que nos transporta numa viagem envolvente desde a Califórnia dos anos 70 à Primeira Guerra Mundial, dos perigosos bastidores dos casinos do Nevada à beleza das paisagens rurais do Sul de França.
Divisadero é uma poderosa história de amor e paixão, violência e separações, memórias e emoções ao rubro. Um romance inesquecível.
Romance vencedor do Governor General's Literary Awards - Fiction 2007 e finalista do Scotiabank Giller Prize 2007 e do Commonwealth Writers Prize for Best Book (Canada & Caribbean) 2008
Antes de mais, devo um enorme pedido de desculpas às respostas atrasadas, a não comentar os blogues, mas mesmo assim continuando a par das novidades! Peço desculpa por tudo isso, e pelos meus postes.
Entretanto, tenho dedicado algum tempo à leitura. Desta vez, debrucei-me sobre o autor de "O Doente Inglês", livro que gostava bastante de ler!
Que posso dizer deste livro? Sinceramente, é difícil de descrever... A sinopse é um bocadinho enganadora, pois não explicita o quão profundo e diferente este livro é.
É muito único. Ondaatje cria uma narrativa que não lemos todos os dias. Não há um enredo propriamente dito, há mais o objectivo de escrever.
Tudo começa com uma família que quase nada tem de laços familiares, já que se sentem diferentes uns para os outros. Após um triste incidente, a família desmembra-se por completo, pelo que seguiremos os passos de cada um. Em busca de um futuro, mas verdadeiramente não há futuro, baseiam-se demasiado no passado. Mais para a frente, o autor apresenta-nos uma diferente família, diferentes personagens, um século antes, desta vez personagens de diferentes famílias mas que se vão apaixonar entre si, criar eles os laços, sofrer por isso.
Adorei a escrita de Ondaatje. Bastante poética quando quer, capaz de nos tocar, embora seja um bocado fria certas alturas... Mesmo assim, um tipo de escrita cativante.
Já o livro... Tenho de ser sincero, este livro deve ser lido com calma, com o arrastar do tempo, e deve ser lido na altura certa. Não sei ainda bem se o li na altura certa, talvez. A verdade é que a certa altura perdi-me. Ou talvez sinta que o escritor se perdeu.
O livro começa bem, aliás começa na perfeição. Numa Califórnia rodeada pela Natureza, numa família cujos intervenientes chocam, vidas cujo futuro ainda está em aberto. Personagens absorventes, um começo ideal. Até que se separam, e a partir daí aos poucos e poucos a coisa vai perdendo a chama... Até que senti que o autor se perdeu na narrativa, a certa altura simplesmente parece que a vida dessas personagens perde sentido. Não totalmente, ainda há alguma curiosidade, mas perde o charme! Por exemplo, Coop a princípio leva uma vida interessante, no jogo, até que desligamo-nos dele, simplesmente é abandonado na história. Já Anna vai para França e aí encontramos uma reflexão que mais tarde, ao recordarmos, nos parece interessante, sem no entanto parecer ter sido aprofundada suficientemente! Talvez seja eu que tenha perdido o sentido, não sei.
A segunda parte do livro é bastante mais apaixonante, e aí percebemos a sinopse quando ilustra o livro como "cativante, sobre paixão, a perda e o incontornável passado". Achei que neste segunda parte o autor volta a encontrar um rumo, volta a encontrar algo para escrever, e aqui sim está o romance que esperávamos. Aqui sim encontramos paixão, perda, encontramos desencontros e personagens pelas quais seríamos capazes de chorar.
O final é totalmente aberto. Não há conclusão simplesmente.
Por isso, ainda não sei bem o que dizer do livro... Encantado com a escrita, de pé atrás com o rumo. É complexo. É erudito à sua maneira.
Sem saber se dar o 4 ou o 5... É uma nota que sobre algumas décimas principalmente por ser o livro que é. Mas atenção, este não é um livro para todos! É um livro para quem está preparado para conhecer personagens que nunca serão suficientemente exploradas, um enredo que em parte não existe, uma narrativa com uma escrita absorvente mas palavras que dificilmente chegam a algum lado. Uma escrita que promete mas, sinceramente, não chegou. Parece que o autor até quer chegar a algum sítio, mas perde-se no meio do livro, até o leitor se perder também. Um livro recomendado... Mas não para todos.
(porque sou teimoso e este livro é dos casos "Primeiro estranha-se, depois entranha-se")
segunda-feira, 16 de março de 2009
Desencontros Virtuais, de Maria Eugénia Ponte

O meu nome completo é Maria Eugénia Ferreira da Ponte.
Tenho 52 anos de idade e sou Analista de Sistemas Informáticos.
Nasci numa pequenina aldeia perto de Alenquer, a poucos quilómetros de Lisboa.
Desde pequena que tenho um gosto especial pela leitura.
Recordo como perdia a noção do tempo quando pegava num livro e me entusiasmava com a sua leitura…
Esse prazer de ler conduziu-me ao prazer de escrever e estes dois prazeres têm caminhado comigo, lado a lado, ao longo de toda a minha vida.
Quando jovem, escrevia poesia. Mais velha, passei à prosa. Em pequenos apontamentos pessoais ou em pequenos contos infantis, conseguia expressar pela escrita sentimentos e vivências que não conseguia expor falando.
Escrevi sempre e apenas pelo prazer de escrever.
A capacidade de imaginar e de sonhar é um dom fascinante do ser humano e eu, com muita humildade e sem pretensões, guardei bem dentro de mim o sonho de publicar os meus escritos.
Por achar que não tinham qualidade suficiente, nunca me atrevi a tentar algo maior e mais arrojado.
Mas, todas as coisas têm um tempo próprio para acontecer e, agora, já depois dos 50, surgiu este romance.
Trata-se de uma obra de ficção, quanto aos factos, em si, mas é quase uma auto-biografia quanto aos sentimentos e ideias.
Ana Beatriz, a heroína desta história de amor, poderia perfeitamente chamar-se Maria Eugénia, porque as duas são muito parecidas, diria mesmo que parecem irmãs gémeas.
Quanto a João Ricardo… talvez me tenha cruzado com ele um destes dias, na Net, onde encontrei alguns bons amigos e amigas, mas não o reconheci. Penso que não existe, que é pura imaginação… será?
Espero que gostem desta história e que lê-la lhes dê tanto prazer como me deu a mim escrevê-la.
Antes de mais, não posso deixar de me emocionar pela atenção da autora em conceder este livro e pela dedicatória tão bela, tão própria de alguém que se orgulha dos seus livros e gosta do que escreve!
Agora, o livro.
É mais uma prova em como um enredo simples, personagens simples, descrições simples, nos podem emocionar fortemente.
Poucos livros conseguirão ser tão belos quanto este!
Não é possível descrever sem mais nem menos a amizade de João Ricardo e Ana Beatriz. João tem 23 anos e Ana 45 anos quando se conhecem através da Net. De um momento para o outro, trocam impressões, passam horas a conversar, e criam uma relação que vai combater as dificuldades, que vai tentar ultrapassar todas as barreiras, simplesmente porque o tempo não juntou estas almas gémeas!
Este livro é lindíssimo! Como me emocionei! Adorei!
Uma coisa é certa: tocou-me bastante porque tenho amizades (especialmente uma) que infelizmente poucas vezes vejo cara-a-cara, mas cujas conversas na Net se estendem pela noite dentro, e entre nós não há preconceitos, podemos dizer o que quisermos, simplesmente somos nós próprios, abertos a cada um. Esta é a relação de João e Ana, que entretanto se vai tornando cada vez mais séria...
Não sei bem o que dizer sobre o livro. Para mim, imperdível. Li-o em praticamente um dia, impressionei-me com a escrita!
Pontos negativos, poucos encontro. Tenho de referir talvez a repetibilidade da ideia: porque, verdadeiramente, a história não avança muito de capítulo para capítulo. Trata-se mais de lembranças das suas experiências e de uma repetição da ideia de amizade e amor entre eles, de como se identificavam bastante. Confesso, a certa altura pareceu-me repetitivo a mais, todos os capítulos dizia-se a mesma coisa, de como eles se sentiam completos um com o outro, de como rezavam para que pudessem ter a mesma idade.
Mas, mesmo assim... Que emoção as ler as páginas deste pequeno romance!
Altamente aconselhável. Espero que Eugénia Ponte não desperdice o óbvio talento que tem em escrever e, desde a primeira página, expressar sentimentos! E, conhecendo Ana Beatriz como conheci, sinto que já conheço a autora bem de mais =) Fabuloso! Aconselho-a a procurar maiores desafios, talvez um romance bastante maior, com um enredo algo mais complexo mas igualmente terno e emocionante! Porque o nível de escrita parece-me adequado para isso.
sábado, 14 de março de 2009
Beleza Assassina, de Chelsea Cain

Após dez anos no encalço de Gretchen Lowell, o detective Archie Sheridan é raptado e torturado durante dez dias pela lindíssima serial killer. Mas, no final, ela decide, misteriosamente, libertá-lo e entregar-se às autoridades.
Gretchen é condenada a prisão perpétua, enquanto Archie é condenado a outro tipo de prisão: viciado em vários medicamentos, não é capaz de regressar à sua antiga vida e não consegue esquecer aqueles dez dias de tortura... nem Gretchen.
Quando outro assassino começa a raptar e assassinar raparigas adolescentes de Portland, Archie é convidado a voltar ao activo e a liderar a equipa que vai investigar os crimes recentes.
A nova investigação dará início a um jogo mortal entre Archie, o novo assassino e... Gretchen Lowell.
"(...) Esqueça tudo o que pensa que sabe sobre os monótonos serial killers dos romances que leu. Este é inimitável."
Booklist
Para quem já me conhece através das minhas leituras, talvez saiba que não sou fã de policiais. Porquê? Acho que tem a ver com o tipo de linguagem que é utilizado nessa narrativa. Ou talvez ainda não tenha encontrado um policial que me marque como quero.
De qualquer maneira, este thriller policial deixou-me curioso depois de ler algumas críticas.
De facto, superou as minhas expectativas. Adorei, delirei com as personagens! No entanto, como livro tem várias coisas para referir.
Em primeiro lugar, Gretchen Lowell e Archie Sheridan. Gretchen é uma das melhores personagens que já li. Uma serial killer atractiva, bela, mas perigosa, viciante, absorvente. É, de longe, o melhor neste livro. Archie é o detective que foi torturado por ela e acaba por ser um anti-herói na trama, mas que nos fascina perante a sua luta, os seus vícios, a sua repentina perspicácia.
Mas o livro atinge o auge quando vemos em acção a dupla Gretchen-Archie, quando os dois estão juntos o livro torna-se absolutamente genial. A sua relação é perturbante, contagiante, e faz-nos querer seguir atentamente.
E a partir daí começam os problemas. Porque fora as memórias desse dez terríveis dias, fora os encontros entre os dois, fora Gretchen, o livro passa a menos interessante. Sinceramente, se tirarmos essa inovadora, brilhante dupla, o livro não me parece ter o mais empolgante dos enredos. Parece-me, em parte, um policial banal, alguns assassinatos e um homicida por descobrir. Uma equipa liderada por um chefe que trava a luta da sua vida, isso sim empolgante. E uma jornalista que segue atentamente e demasiado perto a investigação. Gretchen é constantemente uma sombra, uma deusa omnipresente, e isso dá ao livro um ar muito mais genial.
Porém, fiquei com bastante pena de Gretchen-Archie serem apresentados juntos poucas vezes. Fora as cenas desta dupla, a obra perde o brilho! Tive realmente pena que Gretchen não participasse activamente na investigação, deixando apenas alguns farrapos entre as cenas e um pouco do auge nas últimas páginas (estas bastante, bastante excitantes!!). Finalmente, deve-se dar alguma atenção à maneira como a autora conseguiu interligar todos os elementos no final, empacotar o enredo e as personagens.
Gostei muito de ler, um bom thriller policial, sem dúvida, e que me conseguiu impressionar. Contudo, soube-me um pouco a uma introdução à série que a autora está decidida em escrever. Excedeu as minhas expectativas, mas Cain poderia ter dado muito mais a este livro! Muito mais! Os primeiros passos estão dados, Chelsea Cain criou duas das personagens mais fascinantes que já li, mas o livro parece simplesmente iniciar o que poderá ser uma excelente série. Por isso, as expectativas que tinha com este livro passam obrigatoriamente para o próximo da série, aliás duplicam, esperemos que com mais realce para a participação de Gretchen num enredo policial que não pára aqui.
P.S.: fiquei com BASTANTE curiosidade em ler "O Silêncio dos Inocentes", já que Gretchen Lowell parece rivalizar Hannibal Lecter ;)
domingo, 8 de março de 2009
Natália, de Helder Macedo

O novo romance de Helder Macedo é uma história de amor-paixão que nos chega sob a forma de um diário escrito na primeira pessoa por uma jovem mulher, Natália, durante três períodos críticos da sua vida, nos anos 2000, 2003 e 2008. Este relato, inicialmente destinado a constituir a base de um romance, respondendo ao desafio de um autor que ela entrevista na televisão, depressa passa a uma tentativa de lidar com as dúvidas que sempre tinha tido sobre quem ela própria seria. Órfã de pai e mãe, assassinados na Argélia quando recém-nascida no Natal de 1973, Natália foi criada pelos avós maternos e construiu as suas memórias em torno do que lhe contou o avô, figura tutelar, através de histórias fantásticas, referências literárias e excertos poéticos, sempre plenos de ambiguidades, que se constelam na sua imaginação como enigmas. Quando este morre, ela encontra numa pasta documentos relacionados com o seu nascimento e três misteriosas fotografias de uma jovem desconhecida. A intervenção desta figura feminina na rede de relações de Natália em que os interlocutores são predominantemente homens, virá conferir à sua vida uma nova dinâmica apaixonada mas especular e insidiosamente corrosiva. Num registo entre o confessional e o thriller psicológico, num estilo que flui coloquialmente, o leitor é mantido ao longo do romance na expectativa de um desfecho imprevisível.
Antes de mais, peço desculpa por não escrever frequentemente. Não tenho tido tempo nem para comentar blogues nem para escrever aqui. Nem para avançar a leitura! Mas juro que todos os dias passo pelos vossos cantinhos para ver as novidades!
Bem, quanto ao livro...
É um bom livro. Não é bem o que esperava. Aliás, é um livro que muda muito de humor ao longo das páginas.
Antes de tudo, comecei a lê-lo com bastante expectativa. Depois, as primeiras páginas foram pouco cativantes e nem gostei muito da escrita de Macedo.
Cheguei a pensar "Ah, já sei porque é que sou tão céptico quanto a autores portugueses...".
De facto, as primeiras páginas deste diário foram lidas com algum cepticismo.
Como já disse, o estilo de Helder Macedo não me impressiona. Depois, achei a personagem Natália com pouco assunto para analisar. Talvez a ache demasiado irreverente a princípio. Não simpatizei com ela à primeira, e acho que Macedo começa por aprofundar pouco as reflexões da Natália no diário.
Até que... À medida que vamos lendo, vamos cada vez mais ficando habituados à sua escrita. Cada vez mais gostamos de ler os pensamentos da Natália, bastante cativantes aliás. Torna-se bastante interessante com o avançar das páginas, e acho que a principal razão é entrarem mais personagens, o enredo torna-se mais intrigante à medida que vão entrando segredos do passado. Natália sente-se confusa, e aí "desabrocha" um pouco. Depois, sem dúvida este livro não é nada senão pela ligação de Natália com quem os rodeia. São as personagens que interagem consigo que tornam a obra cativante.
Finalmente, à medida que vamos acabando o livro, parece que o enredo está encurralado, a Natália amadurece e as personagens que a rodeiam encurralam a história, até Natália se transformar numa personagem completamente diferente.
É um bom livro, concluindo. Uma leitura rotineira, mas boa. Que se vai tornando cativante à medida que vamos avançando. Agora, para mim este livro não é bem a definição de "thriller psicológico"... Confesso que quase que lá chega, mas falta um clique, falta a parte da acção.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Boas aquisições
3 livros que recebi de uma troca:
- Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado
- Paixão em Florença, de Somerset Maugham
- As Pontes de Madison County, de Robert James Waller
Um que a Editorial Presença enviou:
- Natália, de Helder Macedo
E hoje comprei um GRANDE livro... Na verdade, uma preciosidade:
- The Complete Calvin & Hobbes, de Bill Watterson


Um pack absolutamente extraordinário e para o qual tenho vindo a trabalhar. Adoro Calvin e Hobbes e ter a obra completa é uma alegria!
- Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado
- Paixão em Florença, de Somerset Maugham
- As Pontes de Madison County, de Robert James Waller
Um que a Editorial Presença enviou:
- Natália, de Helder Macedo
E hoje comprei um GRANDE livro... Na verdade, uma preciosidade:
- The Complete Calvin & Hobbes, de Bill Watterson


Um pack absolutamente extraordinário e para o qual tenho vindo a trabalhar. Adoro Calvin e Hobbes e ter a obra completa é uma alegria!
domingo, 22 de fevereiro de 2009
A Loja dos Suicídios, de Jean Teulé

A sua vida foi um fracasso?
Connosco, a sua morte será um sucesso!
(Casa Tuvache há 10 gerações no suicídio)
Deprimidos, alegrem-se!
Magazine Littéraire
Uma loja de suicídios que está repleta de vida.
Le Figaro
A ler para levantar a moral.
Le Point
Você vai morrer a rir.
La Dépêche
Já esperava deste livro uma história original, divertida. Nunca pensei que excedesse essas expectativas, levando-me a dar a nota máxima.
Amei o livro. Tocou-me extraordinariamente, não só tem uma bela história como personagens bastante carismáticas, e um ambiente que nos dá a volta à cabeça.
É mesmo muito original!
Imaginem um ambiente futurista, por exemplo no séc. XXII, em que a Terra se encontra totalmente poluída e a Humanidade à beira da extinção. Perante este cenário de desespero, vocês dirigem-se a uma loja e pedem uma corda para se enforcarem
"Com certeza, a sua casa é alta ou baixa?"
"Sinceramente, não sei"
"Pois bem, leve esta corda de dois metros e depois diga... Ah, peço perdão! Tenha uma boa morte!"
No meio de uma cidade tremendamente deprimente, onde as pessoas se atiram dos prédios abaixo e o mundo já não tem significado. Um loja mórbida, onde a família que a gere não sorri, inventando a cada momento instrumentos para suicídios fascinantes! Até que nasce o terceiro filho, que para desespero de todos sorri e vê optimismo em todo o lado! Será a desgraça da família mas vai afectar imensamente a loja, de tal modo que a morte nunca mais será a mesma.
Como disse, este livro tocou-me bastante. É original, é divertido, tem personagens muito curiosas e deixa-nos a reflectir bastante. É inspirador!
É mesmo uma pérola de humor negro, muito ao estilo de Tim Burton, e que já é um dos meus livros preferidos. Impressionou-me bastante mesmo.
Portanto, acho que merece completamente o 6, de tão bom ter sido! Acredito que poderá parecer exagerado para muitos, mas o livro é mesmo excelente, e talvez não seja uma obra prima, mas preencheu-me completamente. Além de gostar dos livros que leio, não me importo de ser um mãos-largas, e devem compreender que a minha classificação baseia-se no meu gosto pessoal!
Os Contos de Beedle o Bardo, de J. K. Rowling

Os Contos de Beedle o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores.
Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros.
O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts.
Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter.
Quando decidi começar a ler o livro, tinha as minhas expectativas baixas. A maioria das pessoas não achou graça, achou demasiado pequeno. Eu apenas sabia que tinha adorado a saga de Harry Potter!
Além disso, tenho vindo a adiar a leitura destes contos. Por ser demasiado pequeno, queria lê-lo apenas quando estivesse com vontade. Pode ser um livro mais infantil, mas para quem como eu lê livros mais desenvolvidos é preciso achar uma altura certa para gostar dos livros mais simples.
No entanto, adorei o livro. Não achei nada curto, achei sim com o tamanho ideal! E fiquei simplesmente encantado com as histórias, li-os numa altura em que tinha a cabeça leve. Atenção, este é um livro infantil! Claro, acho que satisfaz minimamente os fãs da autora.
Talvez desiluda muitos ao dizer que não há qualquer referência à saga que tornou Rowling famosa. No entanto, não deixa de ser um livro delicioso, divertido e que nos faz entrar no mundo de feiticeiros. Porque em vez da Branca de Neve, a Cinderela, o Peter Pan ou o Polegarzinho, temos a Morte e Vermes e Monstros e Caldeirões Mágicos!
Não é o regresso da autora de Harry Potter, é antes um pequeno divertimento. No entanto, foi-me igualmente encantador.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin

"A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel." - SF Reviews.net
Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.
Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.
"George R. R. Martin apresenta um mundo vibrante e real, personagens soberbamente construídas, enredos complexos mas coerentes, descrições de cortar a respiração e uma prosa muito acima daquilo a que o género nos habituou." - Amazon.com
"Um livro que nos agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!"-Robert Jordan
É a segunda vez que leio este livro.
Entrei nos Sete Reinos ainda o ano passado, mas uma das minhas decisões para 2009 era reler os livros da saga.
Em boa hora o fiz!
Mesmo sabendo o que ia acontecer, mesmo tendo já percorrido as páginas, ainda gostei mais de ler desta vez. O dogma de que "não há leitura como a primeira" cai por água abaixo com esta releitura, talvez porque sejamos pressionados a reparar em mais pormenores, a verdade é que gostei muito mais de ler agora do que à primeira. Foi uma leitura mais agradável!
Confirma-se que esta saga é, talvez, a maior saga de Fantasia da actualidade. Confirma-se que o mundo que nos é apresentado é, talvez, uma das maiores criações dos nossos tempos. Mais importante ainda, confirma-se que as personagens deste livro são das mais cativantes que alguma vez terão a oportunidade de ler.
Uma leitura rápida devida à excitação em saber o que vai acontecer a seguir! A próxima página é sempre imprevisível. Ansiamos com as personagens que mais gostamos e odiamos aquelas que teimam em criar obstáculos.
Não sei bem o que dizer. É absorvente. Há uma tremenda cadeia de conspirações e segredos que envolvem o leitor. Tudo isso conspira para que os próximos volumes sejam ainda mais emocionantes.
Foi preciso reler o livro para poder afirmar que é um dos meus preferidos.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Mais prémios!

Obrigado à Lili! 6 coisas sobre mim... Sou apaixonado pelos livros, adoro viajar, gosto muito de divagar sobre temas profundos até altas horas da noite, confio demasiado em todos os amigos, tiro boas notas, já fui menos preguiçoso *blush*.

Obrigado à Carla Milhazes, à Isabel Maia, à Borboleta, à Butterfly, à Marcia, à White Lady, à PallasAthena, à Cristina Bernardes e à Calamity Jane.

Obrigado à Flicka, à Paula e à Calamity Jane.

Obrigado à Tanea e à Estefânia.
Sei que devo ser condenado por tal coisa, mas prefiro passar estes prémios para blogues em geral, e não para um número limitado de 10 ou 15.
Portanto, recebem o Prémio 66 quem quiser; recebem o Prémio Dardos todos os blogues que eu comento; recebem o Prémio Vale a Pena Acompanhar Este Blog todos aqueles a quem eu sigo; o Prémio Blog de Ouro a todos os homens(pois originalmente este prémio foi distribuído só para mulheres!).
(espero não me ter esquecido de ninguém...)
domingo, 15 de fevereiro de 2009
No Dia dos Namorados...

Qual o melhor livro para oferecer?
Quanto a mim, é difícil de escolher... Um "Como Água para Chocolate" parece mostrar a sensualidade do romance, um "Expiação" a força do amor, um "Crepúsculo" para a paixão adolescente... Quem sabe, uma "A Letra Escarlate" pelo sacrifício? Um romance de Júlio Dinis recheado de paisagens e casais apaixonados?
Ou talvez prefiram um livro sem estes casalinhos, uma outra história qualquer.
Digam, qual é o melhor livro para o S. Valentim apontar a sua seta?
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Colecção "Frente e Verso" com a Visão!
Pois é, mais uma revista a lançar livros... Venham mais! LOL
Atenção, A COLECÇÃO COMEÇA AMANHÃ! Chama-se "Frente e Verso" e é constituída por 8 livros, todos eles de autores portugueses. O conceito é mostrar o lado prosaico e o lado poético de um autor (neste caso, 8!).
A lista... É esta =):
12 de Fevereiro: Manuel Alegre - A terceira Rosa (prosa) / Livro do Português Errante (poesia)
19 de Fevereiro: Nuno Júdice - O Anjo da Tempestade (prosa) / Pedro, Lembrando Inês (poesia)
26 de Fevereiro: Mia Couto - O Fio das Missangas (prosa) / Raiz de Orvalho e Outros Poemas (poesia)
5 de Março: Maria Teresa Horta - Antologia de Contos (prosa) / Só de Amor (poesia)
12 de Março: Mário Cláudio - O Anel de Basalto (prosa) / Dois Poemas (poesia)
19 de Março: Ondjaki - O assobiador (prosa) / Há prendisajens com o Xão (poesia)
26 de Março: João Melo - The serial Killer (prosa) / Auto-Retrato (poesia)
2 de Abril: Fernando Pinto do Amaral - Contos (prosa) / Poemas Escolhidos (1990-2007) (poesia)
O primeiro volume é grátis. Não vos posso dizer mais. Fontes aqui e aqui.
Espero vir a aproveitar a colecção... Portanto, todos estes livros hão-de ser aquisições! (embora já tenha "O Fio das Missangas", do qual já li vários contos e é altamente recomendável).
Atenção, A COLECÇÃO COMEÇA AMANHÃ! Chama-se "Frente e Verso" e é constituída por 8 livros, todos eles de autores portugueses. O conceito é mostrar o lado prosaico e o lado poético de um autor (neste caso, 8!).
A lista... É esta =):
12 de Fevereiro: Manuel Alegre - A terceira Rosa (prosa) / Livro do Português Errante (poesia)
19 de Fevereiro: Nuno Júdice - O Anjo da Tempestade (prosa) / Pedro, Lembrando Inês (poesia)
26 de Fevereiro: Mia Couto - O Fio das Missangas (prosa) / Raiz de Orvalho e Outros Poemas (poesia)
5 de Março: Maria Teresa Horta - Antologia de Contos (prosa) / Só de Amor (poesia)
12 de Março: Mário Cláudio - O Anel de Basalto (prosa) / Dois Poemas (poesia)
19 de Março: Ondjaki - O assobiador (prosa) / Há prendisajens com o Xão (poesia)
26 de Março: João Melo - The serial Killer (prosa) / Auto-Retrato (poesia)
2 de Abril: Fernando Pinto do Amaral - Contos (prosa) / Poemas Escolhidos (1990-2007) (poesia)
O primeiro volume é grátis. Não vos posso dizer mais. Fontes aqui e aqui.
Espero vir a aproveitar a colecção... Portanto, todos estes livros hão-de ser aquisições! (embora já tenha "O Fio das Missangas", do qual já li vários contos e é altamente recomendável).
sábado, 7 de fevereiro de 2009
O Meu Amor Morreu em Bagdade - Uma História de Guerra do Nosso Tempo, de Michael Hastings

O Meu Amor Morreu em Bagdade é um relato verídico, revelador e dramático de um dos períodos mais violentos do conflito no Iraque e é, simultaneamente, uma história de amor que nos retrata o que acontece quando a juventude, a inocência e o amor se expõem à devastação da guerra. O narrador é Michael Hastings, um repórter da revista Newsweek enviado para Bagdade para fazer a cobertura da guerra que, num dos seus regressos a Nova Iorque, se apaixona por uma jovem colaboradora da Air America, Andi Parphamovich. Após um ano de namoro, Andi acompanha Michael quando este volta ao Iraque e acaba por ser vítima de uma emboscada fatal ao ser destacada, ao serviço do National Democratic Institute, para uma missão numa das zonas mais perigosas da cidade. Um olhar intenso sobre o caos da guerra no Iraque e sobre a perda de um grande amor.
Este deve ter sido o primeiro livro que li de não-ficção sobre a Guerra do Iraque, essa guerra sobre-humana à qual tenho assistido com pesar.
Mas, até ler este livro, nunca me tinha apercebido do quão horrível ela é.
É, de facto, um relato chocante da Guerra. Constantemente pensei para mim mesmo: "Como é que isto é possível? Como é que o Homem é capaz de sobreviver a este tormento? Esta guerra é simplesmente sobre-humana, como é que somos capazes de aguentar tal coisa?".
Sem dúvida, os dotes do jornalismo dão a Michael Hastings o poder de invocar o ambiente de guerra. Reparem, o livro não fala de como a guerra começou, dos segredos por detrás dela, ao que poderá levar. Não. Este livro fala sobre viver debaixo das bombas, dos tiros, viver debaixo de uma cortina do medo, debaixo do receio de, a qualquer momento, morrer. Fiquei bastante, bastante impressionado por isso. Não acredito que haja pessoa neste mundo que seja capaz de sobreviver a esta vida. É mais do que difícil, é fora do nosso alcance. Só mesmo lendo o livro poderão perceber o sofrimento que falo, a menos que tenham estado lá e sobrevivido.
E, agora, o amor. Confesso que, ao longo do livro, o romance entre Mike e Andi não foi o que mais me impressionou. Fiquei bastante tocado com as descrições da guerra, mas não com as descrições do seu amor, dos e-mails, das mensagens. No entanto, quando chegamos ao fim, quando somos confrontados com a notícia da morte de Andi e assistimos ao que se segue, não se deixa de sentir um pequeno aperto no coração, uma dor, um sofrimento. Pessoalmente, esta parte tocou-me bastante, fazendo-me desejar que nada disto tivesse acontecido.
Descrições de guerra absolutamente estonteantes. A morte da amada e que não deixa o leitor impune.
Como escritor, receio dizer que Michael Hastings oferece-nos um excelente relato não-fictício, mas não me parece que seja pessoa para escrever um livro. Hastings é um excelente jornalista, mas não é um escritor. Oferece-nos esta obra dramática, muito boa, mas não se revela um escritor.
Portanto, o meu conselho é que leiam. Eu gostei imenso. Fiquei tocado, muito sensibilizado, e foi com horror que me apercebi do sofrimento que é viver debaixo de uma guerra que está a acontecer. Parem de enviar soldados e de devolver caixões.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Prémios e prémios e prémios...
Enfim, uma data deles.

Obrigado a: Flicka, Miar à Chuva, Isabel Maia, Homem do Leme, Butterfly, Marcelina Gama, Sofia Afonso, Cristina Bernardes, Alice, Tita, Calamity Jane e Amizade.

Obrigado a: Butterfly, Sofia Afonso, Paula e Calamity Jane.
Espero não me ter esquecido de ninguém. Se alguém estiver em falta, agradeço o aviso!
Ainda pensei em recusar os prémios, mas não o fiz. Serão exibidos no rodapé deste "cantinho", por isso mais discretos.
Quanto a quem nomeio... Devo dizer que TENTO visitar diariamente 85 blogues (pois, sou um bocado teimoso neste aspecto) e que metade deles são mais do que excelentes, fora a outra metade que excelente é.
Por isso, passo estes prémios a todos aqueles que passam e comentam por aqui regularmente e a quem também me dou ao trabalho de comentar e visitar sempre que possível. E por isso não sejam acanhados, estou-vos mesmo a dar o prémio, sim a vocês que vão agora comentar! ;P
Agradeço a todos os que me passaram estes prémios, é uma honra e um orgulho saber que me têm na sua consideração. Obrigado.

Obrigado a: Flicka, Miar à Chuva, Isabel Maia, Homem do Leme, Butterfly, Marcelina Gama, Sofia Afonso, Cristina Bernardes, Alice, Tita, Calamity Jane e Amizade.

Obrigado a: Butterfly, Sofia Afonso, Paula e Calamity Jane.
Espero não me ter esquecido de ninguém. Se alguém estiver em falta, agradeço o aviso!
Ainda pensei em recusar os prémios, mas não o fiz. Serão exibidos no rodapé deste "cantinho", por isso mais discretos.
Quanto a quem nomeio... Devo dizer que TENTO visitar diariamente 85 blogues (pois, sou um bocado teimoso neste aspecto) e que metade deles são mais do que excelentes, fora a outra metade que excelente é.
Por isso, passo estes prémios a todos aqueles que passam e comentam por aqui regularmente e a quem também me dou ao trabalho de comentar e visitar sempre que possível. E por isso não sejam acanhados, estou-vos mesmo a dar o prémio, sim a vocês que vão agora comentar! ;P
Agradeço a todos os que me passaram estes prémios, é uma honra e um orgulho saber que me têm na sua consideração. Obrigado.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Pontuação de obras

Eu próprio já tinha começado a reconsiderar esta opção, no entanto só quando fui confrontado com visitantes (mais recentemente pelo Iceman) é que decidi levar a sério: pontuar os livros quantitativamente.
Grande parte dos blogues literários já tratou de adoptar uma escala. Eu sempre me mostrei relutante quanto a esta pontuação, e digo porquê: para mim, classificar um livro de 1 a 10, 1 a 20 ou 1 a 5 limita demasiado a apreciação de um livro, mais do que desenvolvendo a opinião. Acaba por ser injusto para a obra porque há coisas boas e coisas más, de repente pode merecer um 10/10 mas se pensarmos melhor merece um 7/10, exemplificando. Dar um valor a um livro é, para mim, estabelecer demasiados limites.
Além disso, esse valor nem sempre corresponderá à real qualidade da obra em causa, e se tentarmos adaptar acaba por se desviar um pouco da nossa apreciação pessoal. E, quem sabe, por vezes dar um valor baixo a um livro que até pode ser bom faz com que o leitor hesite demasiado... A partir de certa altura essa classificação será o essencial numa opinião, e receio sempre que certos aspectos deixem de ser atendidos, até que os leitores deixem de reparar em livros que, se calhar, até gostariam!
Contudo, a verdade é que com uma escala qualquer um situa facilmente uma obra. Qualquer um se sente muito mais à vontade ao ler uma classificação. E é algo que todos os leitores teimam em adoptar, e quando confrontado com esta hipótese não posso deixar de atender ao pedido.
Por isso, decidi começar a pontuar os livros da seguinte maneira:
6 - Obra Prima
5 - Muito Bom/Excelente
4 - Muito Bom/Bom
3 - Razoável
2 - Insuficiente/Mau
1 - Penoso
0 - Não terminado / Horrível
Poderão variar os valores qualitativos, consoante a obra...
Pessoalmente, sinto que esta escala encaixa na perfeição, tendo em conta que serão utilizadas também metades (números decimais)... Ou não =P Nem me parece muito grande nem demasiado pequena, e parece-me bastante sólida. Oriento-me bem.
E quanto a vocês? O que acham desta escala? Agradeço todas as opiniões e debates!
EDIT: Pois bem, como poderão reparar, esta mensagem deixa de estar actualizada. Passei a utilizar o sistema de 5 estrelas, e posso quase garantir que manter-se-á assim durante muito tempo...
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